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Opiniões e Postas de Pescada

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14
Ago18

Sobre os passos importantes - parte I

Miúda Opinativa

No post de ontem, escrevi que a mudança de casa iria ser, muito provavelmente, um dos passos mais importantes da minha vida, pelo menos até agora. E durante o dia fiquei a pensar em todos os passos importantes que dei e sobre o que é isto de dar passos importantes. 

 

Passos importantes serão, julgo, os passos que, de alguma forma, têm influência na nossa vida (influência positiva ou negativa). E, julgo eu, tanto podem ser conscientes como conscientes - ou seja, se, por um lado, podemos ter plena consciência que determinada acção vai ter uma enorme influência na nossa vida, por outro, frequentemente, não temos noção nenhuma, ao realizarmos determinada acção, que ela irá influenciar fortemente a nossa vida. Paralelamente, existem também aquelas acções "grandiosas" que achamos que vão direccionar a nossa vida para sempre (como, por exemplo, ir para a Faculdade ou casar ou ter filhos ou aceitar determinado trabalho) e, ao mesmo tempo, pequenas acções que, sem sabermos, terão uma enorme importância na nossa vida - irmos a um café, por exemplo, e encontrarmos o amor da nossa vida ou jogarmos no Euromilhões e ficarmos milionários. 

 

Quando penso na minha vida e no meu percurso, percebo que muitos dos passos importantes poderiam ter sido, na verdade, outros e, possivelmente, a minha vida teria seguido um percurso semelhante - ou não. 

 

Falando, por exemplo, da escolha do curso universitário... Não sei se já o escrevi aqui ou não, mas essa não foi uma escolha fácil e após a eliminação de várias opções, fiquei com Psicologia e Direito. Acabei por optar, como se sabe, por Psicologia (embora Direito na Clássica e na Nova fossem, respectivamente, a segunda e a terceira opções). E hoje penso... Não tendo tido como objectivo ser propriamente advogada de sociedade, seria bastante possível que mesmo com esse background acabasse a fazer o que estou a fazer hoje, i.e., a trabalhar em Recursos Humanos. E muitas vezes penso que seria tão ou, até, mais útil do que o meu curso, de forma a responder a questões legais com mais confiança. 

 

Por outro lado, mesmo se tivesse tirado História (uma das muitas coisas em que pensei), isso impedir-me-ia de trabalhar em Recursos Humanos? Ao ver o mercado de trabalho, eu diria que não. 

 

Assim, não consigo evitar o pensamento: quão realmente importante foi a minha escolha, aos 18 anos, pelo curso de Psicologia para o meu percurso profissional? Será que se estivesse "destinado" (se quisermos acreditar no destino), eu não iria trabalhar nesta área independentemente do curso tirado?

 

 

 

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