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Opiniões e Postas de Pescada

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21
Ago18

Perdemos as amigas quando elas se tornam mães? Perdemos as amigas quando "nos tornamos" mães?

Miúda Opinativa

Este é um assunto sensível, eu sei. Aliás, mesmo que não tenhamos em conta que hoje em dia TUDO é um assunto sensível, tudo aquilo que envolve a maternidade é um assunto sensível. Amamentar ou não amamentar, dizer "Não" ou não, pôr as crianças em milhares de atividades ou não, dar colo ou não, etc., etc., etc. 

 

Mas a questão das amizades é igualmente sensível. Não, não influencia diretamente a forma como as crianças são educadas, mas será que não influenciará indiretamente? 

 

Como em quase todas as histórias, esta é uma moeda com dois lados. Assim, de um lado temos as amigas sem filhos, que a dada altura pensam que perderam as suas amigas quando estas se tornaram mães porque elas só pensam nas suas crias; do outro, temos as amigas com filhos, que a dada altura pensam que perderam as suas amigas que não têm filhos porque elas continuam a viver as suas vidas com maior leveza. E a verdade é que ambos os lados da moeda terão razão... 

 

Enquanto rapariga de 29 anos com amigos com filhos, sinto, muitas vezes, que estou num patamar completamente diferente do dos meus amigos com filhos. Não abaixo, não acima, mas diferente. E sinto, claro que sinto, que a disponibilidade deles para a nossa amizade mudou. Mas como poderia ser diferente? Ainda bem que é assim! Têm crianças para educar e as suas vidas não se podem manter iguais ao que eram antes de as crianças aparecerem. Isto parece óbvio. Assim, não, não me irrita a sua "indisponibilidade". 

 

O problema é quando deixamos de ser empáticos com o outro, quando deixamos de nos conseguir pôr nos sapatos do outros. Quando não se percebe que lá porque a nossa vida mudou radicalmente, por nossa própria vontade, a vida dos que nos são próximos não tem que mudar também e ninguém tem que ficar "preso" a nada. Por outro lado, o problema é quando  não se percebe, não se compreende, que a vida dos outros mudou e que se eu quero que respeitem a minha opção, que não sejam paternalistas comigo ou condescendentes porque não sou, ainda, realmente adulta, então também tenho que respeitar e perceber que a vida dos meus amigos mudou radicalmente.

 

O problema é quando nos tornamos indisponíveis. Porque este é, parece-me, o conceito-chave. Disponibilidade. Compreensão (vá, dois conceitos-chave). E penso, acredito mesmo, que quando somos mais compreensivos, empáticos e disponíveis, as coisas resultam melhor. Tem é que ser de parte a parte, claro.

 

E isto é transversal a tudo e não apenas à dualidade amigas com filhos VS. amigas sem filhos. Mas bem, isso é outro tema.

 

 

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