O Bibliotecário de Paris
Acabei de ler, na semana passada, o "Bibliotecário de Paris", de Mark Pryor. Admito - foi uma compra compulsiva e, portanto, algo que não deveria acontecer desde que tenho o Kindle, sobretudo com este tipo de livros...
E sabem que mais? Arrependi-me da compra. Mesmo. Honestamente, achei a história pouco interessante e o mistério em si não me intrigou por aí além. As personagens eram um bocado básicas e o diálogos meio infantis. Às vezes dava por mim a pensar que eu teria escrito diálogos daqueles para aí no 7º ano. A sério... A construção dos diálogos assemelhava-se à construção dos diálogos de duas histórias que fiz no 7º ano sobre os vulcões e sobre os tremores de terra*.
O mistério principal, aquele que chamei "mistério em si", como disse não me intrigou por aí além. Intrigou-me, no entanto, uma história paralela que, supostamente, estaria relacionada com o mistério principal. No entanto... Bem, não vou dizer se estava ou não relacionada, vou apenas dizer que era bem mais interessante e ficou assim, no ar, sem explicação. E isso deixou-me triste.
Enfim, foi um livro que se leu bem no Metro, não me exigiu muitos recursos cognitivos. Mas se me deixou interessada nos livros da série? Não.
*Tínhamos que escrever textos que falássemos sobre os vulcões e sobre os tremores de terra. E eu achei que seria muito mais giro escrever, em detrimento de um texto meramente expositivo, uma história. Então, no trabalho sobre os vulcões, descrevi uma visita de estudo a um vulcão, em que os alunos faziam as perguntas e o guia respondia; no trabalho sobre os tremores de terra, escrevi um texto em que as personagens experienciavam um tremor de terra e havia alguém que para acalmar as pessoas, ia explicando o que se estava a passar - lá está, diálogos super forçados, ah ah. Mas os dois trabalhos foram um dos meus orgulhos daquele ano escolar. Para além da professora ter adorado, foi a maneira que eu encotrei para tornar interessante dois temas que eram um enorme bocejo.
