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Opiniões e Postas de Pescada

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15
Mar18

O Ano da Morte de Ricardo Reis

Miúda Opinativa

Acabei de ler, já há uns dias, "O Ano da Morte de Ricardo Reis", de José Saramago. Autor incontornável da literatura portuguesa, Saramago gera, como se sabe, diferentes opiniões. Goste-se ou não se goste, respeito quase todas as opiniões, excetuando aquelas baseadas em mitos urbanos.

 

De facto, existe aquela ideia de que Saramago não usava pontuação. Ora... Eu acho que só quem nunca leu um livro dele é que pode dizer uma coisa dessas. Porque a verdade é que o Saramago usa pontuação - usa-a de uma forma diferente? Sim, sem dúvida. Mas usa pontuação e apenas é necessário ter um pouquinho mais de atenção a ler.

 

Eu gosto de Saramago. Li o "Memorial do Convento" porque era leitura obrigatória e apesar de todo o negativismo, eu adorei. Como não adorar a Blimunda e o Baltazar Sete Sóis? Enfim, gostei bastante da história, da ironia, do sarcasmo e sim, da forma de escrita. É diferente, desafiante e eu, mesmo com 17 anos, gostava de desafios.

 

Desde aí, e durante estes quase 11 anos, já li bastantes livros de Saramago: A Jangada de Pedra, Caim, As Intermitências da Morte, Ensaio sobre a Cegueira, Ensaio sobre a Lucidez e gostei de todos. Todos eles apresentavam histórias muito interessantes e reflexões importantes sobre o que somos, sobre a sociedade, sobre as interacções sociais.

 

Assim, estava com as expectativas altas em relação ao "Ano da Morte de Ricardo Reis". Embora já o tivesse há bastante tempo na minha estante, estava, na verdade, quase ansiosa para o começar a ler. Porque me apetecia ler algo completamente diferente do que tenho lido nos últimos tempos e porque, bem, era Saramago.

 

Ora, e o que é que eu posso dizer?

 

Posso dizer que, apesar de ter gostado, não correspondeu a tudo o que eu estava à espera. Ficou, na minha opinião, um bocadinho atrás dos outros que li. Sim, a escrita manteve-se no mesmo estilo (e ainda bem!), mas não havia - ou eu não percebi - a ironiae o sarcamo tão presente nos outros livros. Não gerou tantas reflexões como os outros.

 

Apresentou uma história, história essa que tinha algum interesse, apresentou algumas preconizações, o que também foi interessane, mas nada de extraordinário. E o final era só expectável.

 

Mas, no entanto, gostei. Apenas penso que se não tivesse lido outras obras de Saramago antes, talvez tivesse gostado mais.

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