Indonésia - Parte V
E no dia 22 de Outubro lá fomos, então, para Gili Trawangan, aquele que foi, sem dúvida, o ponto alto da viagem. Não me interpretem mal. Adorei Ubud, adorei visitar os Templos, adorei as pessoas de Bali. Mas Gili Trawangan tem qualquer coisa que me fez pensar "então e se eu largasse a minha vida, o meu trabalho de escritório, o meu commute diário de 3 horas, e viesse para aqui tornar-me instrutora de mergulho?".
Mas antes, uma contextualização. As Gili são um arquipélago constituído por 3 ilhas (Gili Trawangan, Gili Air e Gili Meno), pertencente a Lombok. Estivemos até à última a decidir se íamos a Lombok ou a uma das Gili mas, por aconselhamentos vários, acabámos por decidir Gili Trawangan. E foi a melhor decisão que tomámos.
As Gili são 3 pequenas ilhas onde não existem veículos motorizados. Assim, as pessoas deslocam-se em carroças, em bicicleta ou, claro, a pé. Quão maravilhoso é isto?
Mais maravilhoso ainda é o mar. A praia. Como disse antes, as praias em Bali não são assim tão diferentes das nossas prais do Algarve. Mas ao chegar a Gili... Meu Deus. Água azul, transparente. Só de escrever isto, quase 1 mês depois, tenho vontade de chorar. Chorar de saudades. Saudades de felicidade, por ter sido sortuda o suficiente para ver e poder estar lá.
É um facto que Gili Trawangan é uma ilha muito virada para o turismo (acredito que as outras, sendo mais pequenas, sejam menos "confusas"). E é verdade que à parte de praia (e atividades direcionadas para a praia) não há muito que fazer. Mas às vezes... às vezes é só isso que é preciso.
Às vezes, é só preciso pegar em máscaras de snorkling e passar duas manhãs debaixo de água a ver peixinhos lindos. Às vezes, é só preciso alugar bicicletas e passar um dia a explorar a ilha calmamente, com paragens para conversar com estranhos e, la está, fazer snorkling. Às vezes, é só preciso parar e ver um pôr-do-sol incrível.
Às vezes, é só preciso parar - tanto quanto possível, claro, porque a cabeça não pára, não desliga. Mas quase que consegue.





Infelizmente, a passagem por Gili Trawangan foi pequena. Lá está, sabendo o que sei hoje, e com os mesmos dias de férias, se calhar teria excluído Nusa e teria passado aqui mais tempo (ou ido a outra Gili).
Gostei mesmo muito e sim, custou ir embora. Mas no dia 25 pusemos novamente as mochilas às costas, para voltarmos para Bali, onde dormimos em Jimaran, num hotel de luxo (50€ por uma noite, com uma promoção da Booking, ah ah). A escolha por Jimbaran deveu-se, sobretudo, à proximidade do aeroporto, onde ia apanhar o avião no dia 26.
E foi, também, uma boa escolha. Ao chegarmos ao hotel, depois de uma viagem algo atribulada (mar picado e estômago às voltas), decidimos ficar pela piscina a aproveitar o calor e o sol.
No dia seguinte, 26 de Outubro, acordámos de madrugada e vimos o nascer do sol. Sem fotos para documentar, mas valeu muito a pena. Nesse dia ainda fiquei um bocado na piscina e depois... Depois lá tive que deixar o paraíso, ir para o aeroporto e suportar a viagem longa longa longa.
Viagem longa, é um facto, mas que valeu a pena.
