Girls
Na semana passada, acabei de ver a última temporada da série Girls. Ao contrário daquilo que o nome poderá dar a entender, não é uma série "girly". Muuuuito pelo contrário. Sim, anda à volta de um grupo de amigas na casa dos 20 anos, mas não nos mostra uma história cor-de-rosa. Pelo contrário, mostra-nos uma história - várias histórias - bastante crua.
Durante estas 6 temporadas, os sentimentos em relação à série foram vários. Alturas houve em que gostei bastante - porque caraças, conseguem recriar muitos dos desafios polos quais jovens na casa dos 20 passam -, mas houve alturas em que pensei "ok, agora estão a exagerar".
Reparem: não acho que exagerem nos dramas - sei lá se as pessoas passam ou não por aquele tipo de dramas -, mas às vezes, não sei muito bem porquê, achava too much. Talvez tenha sido a minha veia mais conservadora - se calhar todos temos uma -, mas achava too much. E a personagem principal irritava-me frequentemente. E bem, outras personagens também.
Ainda assim, gostei bastante e aconselho. Porque, lá está, é impossível não nos relacionarmos com algumas - muitas - daquelas situações. Com a dificuldade que é encontrarmos a nossa vocação profissional (e um trabalho, já agora), com os desencontros amorosos, com as mudanças e "re-mudanças" e "re-re-mudanças" de vida. Com o sofrimento. Com a sensação de "grow up apart" - quando, de repente, deixamos de nos identificar com as nossas amigas e pensamos "então mas afinal o que é que nos une?". Com a sensação de reinvenção.
E bem... Com o sentimento que se calhar, aguentamos mesmo tudo. Mesmo quando tal parece impossível.
