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Opiniões e Postas de Pescada

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16
Nov18

Ainda bem que não vivo do Blog

Miúda Opinativa

Não, não tinha como objetivo deixar ninguém na expetativa sobre os restantes dias das minhas férias. Acontece que às vezes... A vida acontece. 

E às vezes a vida é muito fixe. E outras vezes a vida é só assustadora e perigosa. E desde a data que escrevi os posts sobre a Indonésia tive contacto com as duas vertentes. 

Pois que os posts foram escritos no fim-de-semana em que fiz a mudança para a minha casa nova. Mas, em mudança, não tive tempo de acabar. Depois, naquela primeira semana, foi o início da adaptação à vida de "vivo sozinha", sem tempo para me dedicar ao pasquim. Mas o plano era acabar de escrever sobre a viagem no fim-de-semana de 10 e 11 de Novembro (mas muito provavelmente, no dia 11, à tarde, depois de ir a uma aula de HIIT e almoçar em casa dos meus pais). 

Acontece que no dia 11 de manhã, a caminho da aula de HIIT, e com o piso da Marginal molhado, perdi o controlo do carro, fiz um pião e "estacionei-o" num semáforo, que ficou sem o lampião. Eu, que nunca tinha tido um acidente, estreei-me nestas coisas com um carro que vai para a sucata. Não foi fixe. Não foi fixe porque a coisa podia ter corrido muito mal, de várias formas. 

Mas, enfim, à parte de danos materiais, a situação não foi muito grave. Passei a manhã no S. Francisco Xavier e a tarde a descansar, a pensar na vida, e já não houve Indonésia para ninguém. 

Pensar na vida... É isso, pensar na vida. 

Foi, muito provavelmente, o maior susto da minha vida. Não, obviamente, o maior trauma, mas o maior susto. Em que depois de perder o controlo e andar às voltas, só pensava nos meus pais que não podiam perder outro filho. Em que depois de ter percebido que uma pessoa que ia no passeio ficou ferida, sem gravidade, só pensava que podia ter morto uma pessoa. Só pensava que se eu tivesse morrido e a minha vida tivesse sido só isto, então, embora não tivesse tido uma vida má, não tinha atingido nada daquilo que eu queria ter atingido.

 

Mas, ainda assim, tinha tido muita sorte e se calhar devia ficar agradecida por isso. Agradecida por ter sobrevivido sem mazelas (um galo na cabeça e uma haste dos óculos danificada não contam) e não ter morto nem ferido com gravidade ninguém. Agradecida. Simplesmente agradecida. E é nisso que tenho que pensar. É nisso que me tenho focado, nos dias maus, em que só me apetece ficar na cama para não ir para um trabalho que já não me dá aquilo que eu preciso. Estou viva, saudável (e aparentemente forte). Vamos a isso. 

 

Quanto à Indonésia... Vou tentar neste fim-de-semana terminar os posts. Vou tentar. Mas para já... Tenho saudades. Há 1 mês estava lá e parece que foi há uma eternidade. 

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