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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

23
Mar18

Aniversário e LinkedIn

Miúda Opinativa

Na semana passada fiz anos. 29, para ser mais precisa. E o que é que isto tem de extraordinário? Nada. Não gosto de fazer anos - embora não me importe de dizer a minha idade - e estou depressiva com o facto de estar a chegar aos 30.

 

Mas, anyway, fiz anos. E fazer anos, nestes tempos de "Redes Sociais", é sempre um fenómeno interessante. E a Rede Social que gera um fenómeno mais interessante é mesmo o LinkedIn, aquela que deveria ser a mais séria.

 

Eu explico: o LinkedIn é a rede social onde tenho mais contactos e mais contactos de pessoas que não conheço pessoalmente. No entanto, foi desta rede social que recebi mais mensagens de parabéns. E isto é uma coisa parva.

 

O LinkedIn avisa quando os nossos contactos fazem anos - ok, tudo bem. Depois, dá um "botão" para dar os parabéns. Aqui já começa a ser estranho. Mas pior ainda, é as pessoas que de facto carregam no botão. Porquê? Para serem vistas? Para ficarem bem na fotografia?

 

Para mim é só estranho receber mensagens de parabéns impessoais de pessoas quem não conheço.

 

Mas isto sou eu.

22
Mar18

Black Mirror

Miúda Opinativa

Alguém por aqui já viu esta série?

 

Terminei de ver todas as temporadas e gostei muito. Bom, não adorei, porque não gostei de todos os episódios, mas gostei da maioria e, sobretudo, gostei muito do conceito.

De uma forma geral, e à excepção do primeiro episódio (a sério, se viram o primeiro episódio e acharam aquilo a coisa mais estranha de sempre, não desistam, os episódios seguintes são muito mais interessantes), a série mostra-nos uma sociedade com um desenvolvimento tecnológico superior ao que existe actualmente, ainda que os conceitos base dessas tecnologias estejam já presentes no nosso dia-a-dia.

 

E é isto que a torna muito muito interessante. Porque nos faz pensar naquilo que somos e naquilo que nos estamos a tornar com toda a tecnologia a que temos acesso. Na nossa relação com os outros, com as redes sociais, com a internet.

 

Faz-nos reflectir e pensar onde estamos e para onde queremos ir. E se realmente queremos ir para este sítio onde tudo tem que ser tecnologia, onde tudo tem que estar na rede.

 

Vejam, vale a pena. E como cada episódio tem uma história diferente e independente, tem a vantagem de que se adormecerem nalgum episódio, não precisam de o voltar a ver ;)

 

 

21
Mar18

Estradas cortadas

Miúda Opinativa

Há uma coisa que me aborrece. Bem, na verdade há muitas, como já se percebeu, mas hoje vou falar das estradas cortadas.

 

Estradas cortadas é sempre aborrecido. Sempre. Porque implicam um desvio do caminho que havia sido inicialmente pensado e preparado. E é um aborrecimento ainda maior quando não conhecemos bem a zona e não sabemos exactamente que percurso alternativo devemos fazer.

 

No entanto, a mim chateia-me especialmente quando só nos é dada a indicação de que a estrada está cortada quando... chegamos ao local onde a estrada se corta. Isto é extremamente aborrecido porque implica não só repensar num percurso como, ainda, voltar atrás. E nestas situações, fico sempre a pensar porque raio não avisam antes que aquela estrada está cortada. Não percebo. Porque assim evita-se a confusão de voltar atrás e até, muitas vezes, que se façam desvios ainda maiores.

 

Mas não. Na maioria das vezes, só nos apercebemos que a estrada está cortada quando somos impossibilitados de seguir em frente. Alguém me explica o porquê?

20
Mar18

"Dá um beijinho!"

Miúda Opinativa

Há uns dias, li este artigo e fiquei muito satisfeita por ver este assunto ser abordado.

 

Admito que me faz sempre alguma confusão quando vejo um adulto a "roubar" um beijinho a uma criança ou a insistir para que ela aceite este contacto. Não é de agora. Talvez porque eu tenha sido uma criança "desconfiada", talvez porque apesar do mau feitio tenho alguma capacidade para me pôr nos sapatos dos outros (mesmo que sejam sapatinhos pequeninos), acho sempre que esse tipo de comportamentos por parte de adultos são abusivos e intrusivos.

 

Vamos lá ver uma coisa: se eu, adulta de 29 anos, posso dizer que não quero que determinada pessoa me dê um abraço ou me dê um beijo, porque é que tenho que insistir para que uma criança me dê um beijo se esse não for o desejo dela? Um beijo é um contacto mais íntimo e não tem implicações na "boa educação" das crianças. Eu posso ser bem educada, dizer por favor, obrigada, bom dia ou até logo, e não adorar o contacto físico de dar beijinhos a estranhos. Certo?

 

Então porque é que se incute isso às crianças? Porque é que certos adultos insistem para que a criança dê um beijinho ao adulto só porque o adulto quer? Será que ao fazê-lo não se está a dizer às crianças que não há problema em cedermos a pressões que têm implicações no nosso espaço pessoal, no nosso corpo, só para satisfazer as necessidades de outros?

 

A mim não me faz sentido.

 

E se um dia tiver filhos, prefiro criar uma criança "anti-social" a uma criança que pense que é "ok" deixar que se invada a sua intimidade sem a sua permissão.

19
Mar18

Crescimento

Miúda Opinativa

No final de 2015, e quando já estava no segundo ano do meu segundo Mestrado (em Psicologia da Educação e da Orientação), comecei, novamente, a pensar no futuro. Embora a decisão de seguir aquele mestrado tenha sido bastante reflectida, e apesar de ter gostado bastante do primeiro ano, naquela fase, e já a realizar o Estágio Curricular, comecei a pensar se quereria mesmo fazer aquele trabalho.

De facto, durante o Estágio deparei-me com diversas situações com as quais não concordava e que iam contra a minha ética; assim, e se eu até consigo engolir sapos em situações que me influenciam a mim ou o meu trabalho, não tenho a mesma capacidade quando se trata de crianças e jovens cujo futuro depende de situações que podem ser questionáveis.

Por outro lado, o medo de chegar ao fim do Mestrado e não encontrar trabalhado tornou-se mais real - afinal, toda a gente sabe que a Psicologia em Portugal anda pelas ruas da amargura. Assim, acabei por perceber que muito provavelmente, quando acabasse o Mestrado, iria mesmo acabar por trabalhar em RH.

 

Então, em Novembro de 2015 comecei a fazer uma coisa que não fazia desde Março do ano anterior - ver anúncios de emprego de RH. E ao contrário do que aconteceu até Março de 2014, fui chamada a uma entrevista numa famosa consultora de RH e após um longo processo de recrutamento, e para minha grande surpresa, fui seleccionada para a função de Consultora de Recursos Humanos. Fiquei feliz, surpreendida e com muitas dúvidas: deveria avançar com aquela oportunidade ou terminar o Mestrado? Acabei por decidir a primeira opção.

 

E... correu mal. Comecei a trabalhar naquela Consultora no dia 4 de Janeiro de 2016 e no dia 1 de Fevereiro, mandaram-me embora, no final do período experimental. O que correu mal? Muito provavelmente, a minha relação com aquela que foi a minha Team Leader. Era perceptível desde o início, e não só por mim, que ela tinha algum problema comigo. Qual? Não faço a mínima ideia e já desisti de tentar perceber. Mas a verdade é que a pessoa teve a capacidade de em menos de 1 mês destruir toda a minha auto-confiança e isto é também consequência dessa situação.

E a situação mexeu comigo. Nas entrevistas onde fui depois disso, a voz tremia-me sempre que falava sobre o assunto. Como não?

 

Tudo isto para dizer que há 2 anos, eu pensava em como é que iria reagir se por ventura encontrasse a dita Team Leader. E envergonhava-me pensar que se calhar desviaria o olhar ou de caminho para evitar encontros de terceiro grau. Felizmente, nunca aconteceu.

 

Mas a vida às vezes é uma coisa engraçada e há uns dias, encontrei-a numa situação em que nem dava para desviar caminho. E ainda bem. Ela deve ter-me reconhecido mas não deve ter percebido quem é que eu realmente era, porque riu-se de forma simpática para mim (coisa que nunca fez enquanto eu trabalhei com ela). E eu olhei-a de frente e não me ri nem sorri nem cumprimentei. E admito - soube-me bem.

 

Soube-me bem por não me ter escondido, por não me ter desviado.

 

Crescer, se calhar, também é isto. Ultrapassar traumas.

 

Bom, espero que sim.

 

16
Mar18

O que é importante ensinar na Escola?

Miúda Opinativa

De vez em quando, deparo-me, na Internet, com imagens, textos, whatever, sobre o facto de a escola não ensinar questões práticas do dia-a-dia, como fazer uma máquina de roupa ou o IRS, mas ensinar coisas que acabam por se tornar irrelevantes para muitas pessoas, como, por exemplo, o Teorema de Pitágoras.

 

E dei por mim a pensar: será que a Escola se deveria focar em ensinar mais "questões práticas do dia-a-dia" em detrimento de questões "irrelevantes" como o Teorema de Pitágoras? Eu diria que não.

 

É óbvio que para a minha vida atual é completamente indiferente saber ou não se "em qualquer triângulo rectângulo, o quadrado do comprimento da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos comprimentos dos catetos". Mas isto sou eu e acredito que para um engenheiro a coisa possa ser diferente. Até podem não utilizar esse teorema, mas possivelmente, não sei, não faço ideia, esse teorema pode ser a base da compreensão de outras questões relevantes.

 

No entanto, isto não invalida outra questão: será que a Escola deveria ensinar mais "questões práticas do dia-a-dia"? Bom, eu sei que já existe um currículo extremamente exigente e que não há tempo para tudo mas, sinceramente, eu acho que sim.

 

Chamem-me retrógada, mas eu acho que faria algum sentido haver aquela disciplina dos tempos mais antigos de "Economia do Lar" (e, obviamente, ser uma disciplina tanto para rapazes como para raparigas).

 

Porque não? Uma disciplina que ensinasse as crianças a consumir de forma inteligente. Uma disciplina que ensinasse os jovens a lavar a roupa, a passar roupa. Uma disciplina que ensinasse os jovens a fazer poupança, a fazer o IRS.

 

Se algumas destas questões são responsabilidade dos pais? Até diria que sim. Mas e se os pais também não souberem fazer o IRS? E se os pais não conseguirem cozinhar?

 

Fica a sugestão :)

15
Mar18

O Ano da Morte de Ricardo Reis

Miúda Opinativa

Acabei de ler, já há uns dias, "O Ano da Morte de Ricardo Reis", de José Saramago. Autor incontornável da literatura portuguesa, Saramago gera, como se sabe, diferentes opiniões. Goste-se ou não se goste, respeito quase todas as opiniões, excetuando aquelas baseadas em mitos urbanos.

 

De facto, existe aquela ideia de que Saramago não usava pontuação. Ora... Eu acho que só quem nunca leu um livro dele é que pode dizer uma coisa dessas. Porque a verdade é que o Saramago usa pontuação - usa-a de uma forma diferente? Sim, sem dúvida. Mas usa pontuação e apenas é necessário ter um pouquinho mais de atenção a ler.

 

Eu gosto de Saramago. Li o "Memorial do Convento" porque era leitura obrigatória e apesar de todo o negativismo, eu adorei. Como não adorar a Blimunda e o Baltazar Sete Sóis? Enfim, gostei bastante da história, da ironia, do sarcasmo e sim, da forma de escrita. É diferente, desafiante e eu, mesmo com 17 anos, gostava de desafios.

 

Desde aí, e durante estes quase 11 anos, já li bastantes livros de Saramago: A Jangada de Pedra, Caim, As Intermitências da Morte, Ensaio sobre a Cegueira, Ensaio sobre a Lucidez e gostei de todos. Todos eles apresentavam histórias muito interessantes e reflexões importantes sobre o que somos, sobre a sociedade, sobre as interacções sociais.

 

Assim, estava com as expectativas altas em relação ao "Ano da Morte de Ricardo Reis". Embora já o tivesse há bastante tempo na minha estante, estava, na verdade, quase ansiosa para o começar a ler. Porque me apetecia ler algo completamente diferente do que tenho lido nos últimos tempos e porque, bem, era Saramago.

 

Ora, e o que é que eu posso dizer?

 

Posso dizer que, apesar de ter gostado, não correspondeu a tudo o que eu estava à espera. Ficou, na minha opinião, um bocadinho atrás dos outros que li. Sim, a escrita manteve-se no mesmo estilo (e ainda bem!), mas não havia - ou eu não percebi - a ironiae o sarcamo tão presente nos outros livros. Não gerou tantas reflexões como os outros.

 

Apresentou uma história, história essa que tinha algum interesse, apresentou algumas preconizações, o que também foi interessane, mas nada de extraordinário. E o final era só expectável.

 

Mas, no entanto, gostei. Apenas penso que se não tivesse lido outras obras de Saramago antes, talvez tivesse gostado mais.

14
Mar18

Imaginarium

Miúda Opinativa

Eu estou naquela fase estranha da vida em que começo a ir a lojas de crianças comprar presentes para filhos de amigos meus. E sim, é estranho, porque eu cá continuo uma miúda, podia perfeitamente ir lá comprar presentes para mim! #negação.

 

Então, no fim-de-semana, fui à Imaginarium comprar um presente para a filha de 1 ano de um casal amigo meu. Tudo muito bem, comprei um joguinho muito bonito e espero que ela goste. Pedi para embrulhar e depois de o embrulho estar (mal) feito, puseram-no no saco. E eu olhei para a coisa meio desolada e peguntei:

- Então e o chupa? (eu bem digo que eu continuo uma miúda).

 

Resposta: "Ah, estão esgotados. E provavelmente já não voltam".

 

- COMO?!

 

- Decidiram acabar... Os pais queixavam-se que era excesso de açúcar para as crianças.

 

Wait... WHAT???

 

Ora bem... Eu não sei se será essa a verdadeira razão. A Imaginarium pode ter decidido acabar com os chupas para contenção de custos. Não acho bem, mas é uma decisão que em termos de negócio pode fazer sentido (sobretudo porque tenho ideia de há uns tempos ter ouvido - ou lido - que a empresa estava a passar por algumas dificuldades - e perdoem-me se estiver errada).

 

Mas acabarem com os chupas porque as crianças ficavam com excesso de açúcar? Pardon my french, mas GO FUCK YOURSELF! (Sim, eu fico irritada com estas coisas).

 

Então mas que raio é isto? Amiguinhos, não é um chupa pontualmente que irá fazer com que as crianças fiquem obesas e/ou com os dentes estragados. É um chupa. Ponto.

 

Às vezes acho que os pais estão a criar uma geração de crianças super hiper protegidas. A quem não se dá um chupa, ou uma bolacha, porque faz mal. Com quem se têm demasiados cuidados. Com quem se é demasiado condescente porque "é uma criança". A quem não se diz não. Estão a criar crianças que vivem numa bolha. E isso a modos que me preocupa. Que adultos serão estes?

 

E aborrece-me que estes pais sejam os pais da minha geração. A sério que eu andei convosco na escola?

13
Mar18

Do Dia da Mulher

Miúda Opinativa

Este ano, ao contrário do ano passado, tinha decidido não escrever sobre o Dia da Mulher. Porque, lá está, já tinha escrito no ano passado e porque não me queria repetir.

No entanto, na passada quinta-feira, sempre que abria o Facebook ou o Instagram sentia uma certa vontade de vomitar. Porque imensas mulheres mostravam orgulhosas as flores que tinham recebido, os chocolates, os cartões que as empresas onde trabalham lhes tinham dado. E pior ainda. Calhou-me a mim e a outra colega, enquanto RH, distribuir flores pelas mulheres da empresa. Acho que foi um dos maiores sapos que tive que engolir.

 

Depois, enquanto falava com outra colega minha sobre isto, e sobre o que me irritava que o Dia da Mulher se tenha tornado nisto, ela perguntou-me se eu sentia alguma espécie de discriminação por ser mulher.

 

Ora, a verdade, é que eu, eu, não sinto. Nesta fase, não sinto. Vamos a factos: estou a ganhar mais do que os meus dois antecessores ganhavam. E eram homens. Enfim, apesar de já me terem dito que eu também trabalho mais e melhor que eles, a verdade é que a função é a mesma. E ganho mais porque assim o ditaram as circunstâncias. Na relação com o meu namorado, e embora não vivamos juntos, temos uma relação equalitária. Quando eu fico em casa dele, ele cozinha e eu lavo a loiça, por exemplo. Ele não me força a fazer nada e eu também não o forço a fazer nada.

 

Se me sinto, às vezes, vítima de estereótipos por ser mulher? Sim. Porque "mulheres ao volante, perigo constante" (apesar de, em 10 anos de carta, nunca ter sofrido nenhum acidente), porque oiço as piadas de "mulher é na cozinha", etc. Penso, também, que seu agora quisesse ter filhos, se calhar não seria a altura ideal. Porque seria mais uma interrupção na minha carreira e porque, bem, estou com contrato de 6 meses.

 

Mas a verdade é que, no meu dia-a-dia, não sinto grandes dificuldades por ser mulher.

 

Mas isto sou eu. E eu não vivo na minha bolha. E foi isso que respondi à minha colega. Enquanto existirem pessoas que achem que as mulheres têm mais obrigação de tratar da casa que os homens, enquanto que existirem mulheres vítimas de violência doméstica, enquanto que existirem meninas sem acesso à educação, então sim, faz sentido que haja um dia que relembre que as mulheres têm que ter os mesmos direitos que os homens.

 

O Dia da Mulher não devia servir para dar flores às mulheres, porque não é essa a questão. Sempre recebemos flores, sempre recebemos chocolates. O que é importante é que tomem medidas para que TODAS as mulheres, de TODO o Mundo, tenham os mesmos direitos que os homens. Simple as that.

12
Mar18

Meia Maratona de Lisboa

Miúda Opinativa

Ontem lá fui eu, feita maluca, para a Meia Maratona de Lisboa.

Admito que pensei muitas vezes, durante a semana passada, em desistir. O tempo tem estado assim, como todos sabemos, e eu sou meio estranha mas não sou masoquista. Por outro lado, não me agradava NADA passar a ponte. Vamos lá ver... Eu tenho vertigens e a inscrição nesta corrida serviu também para lidar com isso; contudo, passar a ponte com esta ventania era todo um outro nível de problemas que tinha que ultrapassar e para os quais eu não estava preparada.

 

Mas entretanto... Houve mudança de planos e a partida foi alterada. Damn it, já não tinha desculpa. Então lá fui eu ontem para o meio da multidão correr. E como é que correu?

 

Bom... Isso é relativo. A corrida foi, provavelmente, a prova mais dura que fiz. Não teve grandes subidas como a Meia-Maratona de Cascais, mas teve chuva, chuva muito forte, e teve vento, vento muito forte. A dada altura, os olhos doíam-me por causa das gotas da chuva. A roupa ficou ensopada, os óculos completamente molhados (e é sempre giro correr às cegas), e essa parte não foi fixe.

 

No entanto... Fiz o meu melhor tempo! O percurso era fácil e não fosse essa questão climatérica, tinha sido uma corrida muito agradável (vá, estou exagerar. Agradável não combina com 21km XD). Resultado: fiquei "high on adrenaline". O que é sempre bom. Sempre :)

 

Então e opinião sobre a Organização?

 

Em bom Português... Foi mau. Como eu digo - foi a corrida mais cara que fiz e a pior organizada.

 

Para começar: como é que com as previsões metereológicas, a organização mantém-se calada durante tanto tempo? Como é que não decidiram mais cedo que iam mudar o percurso? Dúvidas.

 

Depois, a SportExpo. Terrível. Deve ter sido a primeira vez que tinha um sítio para ir buscar o dorsal e outro sítio para ir buscar a T-Shirt. Por falar em t-shirt... Que cocó de t-shirt era aquela? Com o preço da inscrição, estava à espera de uma t-shirt de melhor qualidade. E sim, de marca. Ah... E cujos tamanhos de mulher fossem minimamente realistas (eu tive que ir trocar a minha e acabei por levar um S de Homem).

 

Corrida em si... Foi também a primeira vez que não encontrei Blocos de Partida. Não sei se estava previsto ou não no local de partida original, mas fez-me uma certa confusão que não houvesse. Durante o percurso, havia muitos poucos marcadores de KM - ora, eu não sei quanto aos outros corredores, mas a mim ajuda-me saber quantos km já fiz e quantos ainda me faltam (sobretudo quantos ainda me faltam). Sim, eu tenho um relógio que agora parece que finalmente está a acertar na quilometragem, mas ainda assim... Como é que uma corrida destas tem tão poucos marcadores? Foi devido às alterações de percurso? Então, lá está... Se calhar, tendo em conta que as previsões meteorológicas já diziam há muito tempo que isto ia estar assim, tinham decidido mais cedo.

 

Então e a chegada? Que confusão - muita gente em pouco espaço. Mas deram-nos gelados, e isso foi bom (#eucorroeupossosergulosa).

 

Mas, enfim... A Organização foi a dar para o má, mas a corrida foi fixe fixe. Está feita! :D

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