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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

31
Jan19

É altura

Miúda Opinativa

É altura de acreditar em mim e nas minhas capacidades. É altura de acreditar que consigo fazer o que quero fazer. 

Neste mês de Janeiro que passou, fartei-me de trabalhar. E nesta altura, parece-me, já não sou só alguém que faz o que lhe dizem mas, também, que contribui de forma bastante útil para a empresa. Que fala com managers de igual para igual porque, sem mim, têm dificuldade em fazer (parte) do seu trabalho. Nesta altura, tenho noção que a minha saída possa trazer alguns constrangimentos. Não que seja insubsituível - que não sou -, mas sei que sou uma importante peça deste enorme puzzle. 

Por isso, tenho que acreditar que mereço uma promoção no meu trabalho. Se já não sou só aquilo que fazia inicialmente, faz sentido que "mude" de posição. Suba. 

Tenho que acreditar mais em mim. Tenho que acreditar que lá fora seria capaz de ter destaque também - no contexto certo, poderia até ter mais destaque. Tenho que acreditar que se me surgir um desafio como o que me foi apresentado numa entrevista a que fui - basicamente, montar um Departamento de RH -, serei capaz de o cumprir. Com muito trabalho e dedicação, mas serei capaz. Tenho que acreditar que sou capaz, porque e, na verdade, há poucas coisas no meu historial que me dirão o contrário. 

É altura de acreditar. 

 

29
Jan19

Gosto de falar sobre o meu irmão

Miúda Opinativa

O meu irmão morreu - o meu irmão suicidou-se - em 2017.

E, naturalmente, a sua morte foi o pior momento, e o mais marcante, da minha vida. De repente, vemos a vida a ficar do avesso, sem sabermos para onde ir. De repente, tudo aquilo que pensamos que pode ser o futuro, planos e projecções, desaparecem. E nós desaparecemos um bocadinho também. 

No entanto, tenho-me vindo a aperceber que apesar de tudo, apesar da dor, do sofrimento, da revolta e da incompreensão, apesar de às vezes ainda pensar "isto aconteceu mesmo? Eu nunca mais o vou ver? Nunca mais vamos falar? A sério??", eu gosto muito de falar do meu irmão. Gosto de falar dele com pessoas que o conheceram e que não o conheceram, gosto de falar dele com pessoas que sabem o que aconteceu e que não sabem. Gosto de falar dele, das coisas dele, de experiências que partilhámos, dos feitos dele. Como se, na verdade, ele estivesse entre nós. 

Tenho muitas saudades do meu irmão. Tenho saudades da minha vida com o meu irmão. Desde que o meu irmão morreu, viajei, saí de casa, fiz meias-maratonas, estabeleci-me, pela primeira vez, num emprego. E trocava isto tudo, tudo, sem pestanejar, pelo meu irmão. 

No entanto, infelizmente, a vida não funciona assim. Não é uma troca. Contudo, penso que, talvez, falar dele ajude a manter a sua memória. Gosto de falar sobre os feitos dele porque o Mundo merece saber que ele era uma pessoa incrível. Gosto de falar sobre as nossas experiências porque é impossível não falar, uma vez que fazem parte de mim e do que sou. 

 

23
Jan19

Friends from College

Miúda Opinativa

Quando fui morar sozinha, aderi, finalmente, à Netflix. 

Se eu acho que é algo absolutamente espectacular? Epá, não, também não exageremos. Na verdade, supostamente, é possível encontrar a maioria das séries que lá estão. No entanto, possibilita um conforto agradável (e legalidade, claro está). Não tenho que andar a ter trabalho a sacar episódios e a pôr legendas (nalgumas séries, dá jeito, apesar de me safar bastante bem com o Inglês). É isso... Não é uma cena espectacular, mas é uma cena confortável. 

Vai daí que a maioria das séries que tenho visto nos últimos tempo sejam da Netflix. 

A última que vi foi o "Friends from College", porque era mesmo uma série do género que me estava a apetecer: comédia, com episódios pequenos, para descontrair. 

E foi exactamente isso que a série me deu - momentos de descontracção. Se é uma série excelente? Não. Não chega, sequer, aos calcanhares do How I Met Your Mother. 

Tem alguns problemas de construção, parece-me (não quero dar exemplos, para não spoilar muito), mas, lá está, pelo tipo de série que é também não podemos ser muito exigentes - porque, lá está, é uma série descontraída e não é suposto pensar-se muito no assunto. 

Por outro lado, e estando a entrar nos 30, e pensando, muitas vezes, que não estou exactamente onde queria estar (e, na verade, também não sei onde quero estar), não deixa de ser reconfortante e frustrante (sim, é possível ter os dois sentimentos ao mesmo tempo) perceber que aos 40 ainda é possível estar-se assim (embora, naturalmente, seja uma série que tem o propósito muito claro de entreter, pelo que exagerá todas aquelas situações). 

De uma forma geral, aconselho a série, mas não a vejam com a expectativa de ser uma excelente série. 

22
Jan19

Quando os traumas nos tornam mais fortes

Miúda Opinativa

Como escrevi por aqui algumas vezes, em Setembro de 2017 aconteceu-me a pior tragédia da minha vida - o meu irmão mais velho suicidou-se. E foi, sem sombra de dúvida, o momento mais difícil da minha vida; no entanto, com mais alguns "arranhões", e embora ainda não tenha conseguido superar totalmente o que aconteceu - e tenho dúvidas que alguma vez consiga superar - a verdade é que consegui seguir com a minha vida. Não acho, no entanto, que seja alguma heroína ou qualquer coisa semelhante; penso que apenas fiz o que tinha que fazer.

Há umas semanas, passado pouco mais de 1 ano, vivi uma situação que nunca pensei vir a viver e que envolveu, também, um suicídio. À minha volta, sobretudo as pessoas que sabiam o que havia acontecido com o meu irmão, houve uma enorme preocupação comigo - pensaram que a situação me fizesse reviver sentimentos antigos, dores antigas, fantasmas antigos. E embora, admito, num primeiro momento tenha sentido uma sensação de deja vu, com a polícia e o INEM, rapidamente isso passou e eu comecei a agir - e agir, nestas alturas, também é importante, sobretudo para cuidar dos que cá ficam.

Mas a preocupação de terceiros existiu. "Estás bem? Pára. Estás bem?".

Por mais fria que possa ter parecido, a verdade é que aquela situação não foi o pior que me aconteceu. E o pior que me aconteceu deu-me algumas ferramentas para lidar com situações deste género - ferramentas emocionais e "racionais". Mais: o pior que me aconteceu faz-me relativizar tudo à minha volta: sim, é muito triste que aquela pessoa se tenha suicidado; no entanto, PARA MIM, foi muito mais triste o suicídio do meu irmão.

Aprendi que, na verdade, a vida pode ser isto: os traumas são fodidos. E passava bem sem o facto de o meu irmão se ter enforcado. Mas os traumas, não tendo nós qualquer controlo sobre eles, e deixando marcas e calos, tornam-nos também mais fortes.

21
Jan19

Procurar emprego

Miúda Opinativa

Neste momento, encontro-me, como se costuma dizer, "ativamente à procura de um novo desafio profissional". Embora esteja a trabalhar, goste da empresa onde eu trabalho, goste do meu chefe e dos meus colegas e gosto, regra geral, do meu trabalho, estou à procura de um novo emprego. E tendo tudo aquilo que eu disse em consideração, pode parecer idiota eu estar à procura de trabalho (e bem, se calhar, é mesmo).

Acontece que demoro 1h30 para chegar ao trabalho e outra 1h30 para regressar a casa. Acontece que o meu vencimento é francamente abaixo daquilo que o mercado está, aparentemente, a oferecer agora. Acontece que embora eu goste do meu trabalho, sei que tenho capacidade para muito mais - e, infelizmente, no sítio onde estou, devido a uma série de questões, não consigo fazer muito mais do que aquilo que estou a fazer.

Vai daí que sim, que estou à procura de um "novo desafio profissional". E embora não esteja desesperada, devido a todas as razões acima mencionadas, é frustrante e desesperante procurar trabalho. Porque nas páginas habituais de procura de emprego, os anúncios são sempre os mesmos - e, na maioria das vezes, pouco interessantes. Porque vemos anúncios aos quais já nos candidatámos, e para os quais até achávamos que tínhamos a experiência e competências necessárias, a ser republicados sem nos terem contactado. 

É frustrante.

17
Jan19

Gillette

Miúda Opinativa

Pois então, parece que a polémica da semana é protagonizada pela Gillette que lançou uma nova campanha publicitária que pretende alertar contra a "masculinidade tóxica". Melhor dizendo, não é a Gillette que protagoniza a campanha, mas sim os milhares de pessoas que colocaram "Não Gosto" no vídeo e os homens que se insurgiram contra o dito anúncio.

Obviamente que eu, ainda que muito ocupada que ando, tive que ir ver a campanha, de forma a tentar perceber o porquê do ruído. E... Não percebi.

A campanha está extraordinária. Pretende alertar contra uma série de comportamentos, alguns deles bastante enraizados na nossa sociedade, mas que não são positivos. Muito pelo contrário. No entanto, estando tão enraizados, é difícil alterá-los. E a Gillette fez a sua parte. Porque, claro, os miúdos andarem à batatada ou as mulheres a serem assediadas, entre outros, não são comportamentos que devam continuar.

Acontece que, lá está, muitas pessoas se insurgiram contra a dita campanha. E a minha questão é... Porquê?

A única razão que eu considero quase razoável para que algum homem não goste da campanha seria qualquer coisa como "ahhh.. Não acho nada bem que estejam a generalizar isto. Não é porque alguns homens fazem isto que todos o fazem". Mas não é isso, pois não?

Homens deste mundo, expliquem! Não gostam que vos seja apontado o dedo? Não gostam que coloquem o dedo na ferida? Ou não gostam da sensação de perda de "poder"?

Expliquem-me, por favor. Se quiserem, e para vos facilitar a explicação, podem ver isto como uma forma de mansplaining. Eu deixo. Mas só desta vez.

16
Jan19

#10yearchallenge

Miúda Opinativa

Sobre este novo desafio das redes sociais, só tenho uma coisa a dizer. Ou melhor, perguntar.

 

Quão assustador é pensar que "há 10 anos" foi em 2009 que, na verdade, foi ontem??

Sim, a rapidez do tempo assusta-me.

 

15
Jan19

Ora então vamos lá (re)começar... Séries!

Miúda Opinativa

Aquando os meus idos e saudosos tempos de estudante, eu papava tudo quanto era séries. Bem, não papava tudo tudo, mas sendo uma rapariga pouco social, acabava por passar muito tempo em casa, sozinha, a ver um grande leque de séries. Desde a "Anatomia de Grey", passando pelo, claro, "How I Met Your Mother", pelos "Vampire Diaries", "New Girl", "Big Bang Theory"... Eu sei lá... Depois, houve aqueles momentos, como as férias semestrais no 4º ano, em que despachei tudo em primeira época e ficava até às 4 da manhã a ver "Lost" (vi tudo de seguida). Ou nos meus momentos de desempregada, em que vi "Dexter" seguido de "Breaking Bad"... Vi muita coisa. Muita coisa. E gostava genuinamente disto. E seguia-as. Tinha, até, um ficheiro Excel para não perder o fio à meada. 

No entanto, em 2015, a rapariga solitária (o que me faz lembrar, claro, do "Gossip Girl" que sim, também via... E por associação, recordo-me de "Pretty Little Liars" - oh, guilty pleasures da vida) começa a namorar e, passado pouco tempo, começa a trabalhar a sério. E para além do tempo ter ficado mais reduzido, as séries começaram a perder interesse. Tipo a "Anatomia de Grey"... E fui deixando de ver séries, uma a uma. Não só porque o tempo era mais reduzido mas porque, na verdade, queria aproveitar da melhor forma o meu tempo livre. E estar a fingir que estava a ver uma série mas, na verdade, estar a fazer scroll down ou a ver outras coisas no PC era só parvo.

Nunca deixei de ver séries, e até comentei algumas aqui no pasquim, mas de há uns tempos para cá tenho sentido falta disso. Embora haja, naturalmente, séries de melhor qualidade que outras (Pretty Little Liars não era, claramente, uma série com grande qualidade - e às tantas começou só a descambar), penso que, independentemente da qualidade, acabam por ser um bom entretém. Quanto mais não seja porque ao pensarmos nas vidas das personagens, acabamos por, eventualmente, desenvolver alguma capacidade criativa. Pelo menos quero acreditar que sim.

Desde que me mudei, tenho voltado a ver séries - muito por culpa do Netflix. Vi a segunda temporada do "The Sinner" (gostei muito mais da primeira), vi a primeira temporada do "You" (a nova menina bonita da Netflix), vi o "The Crown" (adorei... Adorei)... Bem, se calhar é também por isto que não tenho tido tempo para escrever por aqui, ah ah!

Agora vamos lá fazer uma experiência... Eu sei que são poucos os que me lêem, mas destas séries que mencionei, há alguma sobre a qual queiram saber a minha Posta de Pescada? :)

Let me know and I'll do my best!

 

14
Jan19

Sou uma vergonha

Miúda Opinativa

1 mês e 11 dias.

1 mês e 11 dias foi o tempo que passou desde que vim aqui pela última vez. E eu até poderia dizer que até tenho andado presente pela blogosfera, só não tenho escrito no meu pasquim, mas estaria a mentir. A verdade é que não.

A verdade é que os últimos meses têm sido uma loucura.

Dezembro, já se sabe, todos passamos pelo mesmo. Mas a isto acrescentemos uma mini-viagem a Bordéus (que A-D-O-R-E-I) e trabalho que não pára de aumentar.E Janeiro, embora ainda só tenham passado 14 dias, não está mais calmo. Muito pelo contrário.

Nestes 13 dias, já tive que lidar com uma situação com a qual nunca, em tempo algum, sequer imaginei que fosse passar.

Mas, e embora saiba que vá ser complicado, quero MESMO tentar voltar a isto. Há tanto para escrever... Desde coisas mais sérias, como esta fantochada política de se acabarem com as propinas no Ensino Superior quando temos uma Saúde na miséria ou Creches inacessíveis, até a coisas que são só parvas, como o Senhor Presidente ligar à Tininha (ou Cris? Como será melhor tratá-la?) no primeiro programa.

Mas são temas "soo last week", ah ah! Mas tenho a certeza que rapidamente surgirão novos assuntos :)

E eu vou tentar não me perder por aqui :)

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