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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

13
Fev18

É Carnaval, ninguém leva a mal...

Miúda Opinativa

Bom, eu levo.

 

Eu não adoro o Carnaval (acho que, a esta altura, já se percebeu que eu não adoro quase nada. Nem Passagem de Ano, nem Dia dos Namorados, nem Carnaval...). Enfim, percebo que é uma festa com coisas giras, mas se calhar, falta-me o gene de "party girl". No fundo, sou uma senhora idosa no corpo de uma rapariga na casa dos 20.

 

Mas há certas coisas que me enervam muito no Carnaval. Até tenho ideia de já o ter escrito por aqui. É o samba do Rio de Janeiro em terras onde faz frio, são os fatos de Carnaval de crianças que são estragados pelo frio, são as bombinhas de mau cheiro... Pronto, modifico aquilo que disse - não é o Carnaval que me irrita, é aquilo que as pessoas fazem do Carnaval!

 

(Mas gosto muito de ter o dia de hoje livro, lá isso gosto :) )

12
Fev18

Está feita!

Miúda Opinativa

Ontem corri a minha segunda Meia-Maratona.

 

No ano passado, escrevi isto sobre a minha primeira Meia-Maratona. E o sentimento mantém-se. Correr é espectacular. Correr uma Meia-Maratona não é fácil, mas é espectacular.

 

Foi uma corrida difícil. O tempo estava manhoso, estava frio, estava vento. Mas espantosamente, comecei bem. Foi correndo bem. Às tantas, comecei a achar que ia conseguir atingir o meu principal objectivo - melhorar o meu tempo do ano passado.

 

Até que cheguei aos 15km. Comecei a ter cólicas e uma vontade enorme de ir à casa de banho. Tive que abrandar e ao abrandar, perdi o ritmo. E ao perder o ritmo... Começou a doer-me. As pernas. A cabeça. Pensava "será que consegues?". E pensava, depois, que tinha que conseguir. Desistir não pode fazer parte do meu vocabulário. Abrandei. Mesmo que não melhorasse o meu tempo do ano passado, o importante era não desistir. Comecei a falar para mim. "Tu consegues". A pensar nos meus. A pensar no meu irmão que tanto influenciou o meu gosto pelo desporto. "Tu consegues".

 

Custou. Mas consegui. E melhorei o meu tempo em 5 minutos :)

09
Fev18

As meninas da Zara

Miúda Opinativa

Há anos (ANOS!) que tenho uma certa dificuldade em perceber o porquê das meninas da Zara se pintarem da forma como se pintam. Atenção: eu sei que a culpa não é delas, mas sim das políticas do grupo. E isso faz-me ainda mais confusão - para se trabalhar na Zara, as funcionárias são obrigadas a estarem tão pintadas como as top models em passarela ou apresentadoras em Globos de Ouro. E não percebo porquê. 

 

Causa-me alguma confusão, admito. Porque às tantas, elas parecem todas iguais. Mas todas iguais. É terrível. Já para não falar do quão mal aquilo faz à pele delas. Imaginem estar 8 horas num sítio com aquele ar condicionado e ainda com a cara com quilos de maquilhagem. Só de pensar, fico com a cara cheia de comichão...

 

Posto isto... Alguém me consegue explicar o porquê de isto acontecer?

 

08
Fev18

Sinner

Miúda Opinativa

Acabei de ver, no fim-de-semana passado, a série "Sinner". É uma série pequena, de 8 episódios, e é muito interessante. 

 

Admito que tudo o que envolva mistérios interessantes, traumas psicológicos graves, lacunas de memória e impossibilidade em explicar factos é interessante para mim. E esta série envolve tudo isso. Para além disso, tem também boas interpretações, um enredo inteligente e bons plot twists. Um episódio chama o outro e outro e outro, e às tantas amaldiçoamos a nossa vida que não nos permite ver uma série inteira de uma só vez à semelhança do que acontecia nos bons velhos tempos de estudante XD

 

Aconselho :) 

07
Fev18

Frases motivacionais

Miúda Opinativa

Eu não sou uma rapariga “rainows and flowers” – muito pelo contrário, sou ligeiramente “dark and twisted”. Consigo ver o lado positivo das coisas, mas a verdade é que o meu realismo também não me deixa ver o lado positivo de TODAS as coisas. Simplesmente, porque nem tudo tem um lado positivo. Qual será o lado positivo da morte do meu irmão? Não dá, simplesmente, para ver o copo meio cheio.

 

Posto isto, e apesar de até perceber o intuito (e de, em dias bons, até achar algumas interessantes), não consigo deixar de me enervar com frases motivacionais e otimistas. Porque muitas vezes, na maioria das vezes, as coisas não são assim tão simples. Porque não, não existe beleza em tudo. Porque nem tudo se resolve com optimismo. Muitas coisas resolvem-se porque se têm que resolver, porque não têm outra solução. 

 

Às vezes, quando vejo essas frases, penso que se calhar o problema é meu. Que se calhar sou eu que devia ser mais "rainbow & flowers", mais optimista. Mas a questão é... Nem sempre é possível. 

 

06
Fev18

O Escritor Fantasma

Miúda Opinativa

Uma das únicas vantagens das minhas longas viagens em transportes públicos é permitir-me ler bastante (quando não estou entalada numa multidão). 

 

Ainda em Janeiro, acabei de ler um dos melhores livros que li nos últimos tempos, o "Escritor Fantasma", de Philip Roth. Adorei. Deste autor já tinha lido "A Conspiração contra a América" e já me tinha surpreendido bastante pela positiva. 

 

Em termos de enredo, o "Escritor Fantasma" é menos complexo e menos detalhado que "A Conspiração contra a América"; contudo, a reflexão que se faz sobre a forma de viver e sobre a vivência dos Judeus no pós-guerra é extremamente interessante. Aconselho vivamente a sua leitura. Não é uma leitura light, mas lê-se muito bem. 

 

 

 

 

 

 

02
Fev18

Estou a um passo de me tornar eremita

Miúda Opinativa

Às vezes, tenho momentos em que me canso da vida que levo. Da necessidade de estar constantemente ligada. De ter WhatsApp, Facebook, Messenger, Instagram no telemóvel e de nunca me desligar. De ficar enervada quando esgoto os dados do tarifário. 

 

Para além disso, há certas ocasiões que o WhatsApp me enerva, estando constantemente a apitar com mensagens de grupos. Vai daí que no outro dia tomei uma decisão: desligar os dados quando viajo de metro e comboio, de e para o trabalho. Estou cansada de estar sempre ligada e não preciso de estar ligada durante aquele tempo. 

 

Às vezes acho que preciso de mudar de vida. É díficil, mas se calhar posso mudar pequenos comportamentos. 

01
Fev18

Correr é como uma droga

Miúda Opinativa

Comecei a correr "mais a sério" no Verão de 2013. Já tinha tentado antes, mas nunca tornei a corrida num hábito. Até que em 2013 comecei a correr. E descobri que a corrida me conseguia fazer deixar de pensar no ano de merda que tinha tido, onde tinha estado a estagiar naquela que seria, supostamente, a minha área mas... não tinha gostado. Descobri que a corrida me fazia esquecer a falta de perspectivas profissionais que na altura eu sentia. E ganhei o bicho. Em Novembro desse ano corri, pela primeira vez, 10km. Senti-me a maior do Mundo. 

 

No entanto, uma semana depois, e como a vida me corria muito bem nessa altura, tive uma lesão que me impossibilitou de correr até Janeiro / Fevereiro. Mas em Março de 2014, altura em que decidi parar e voltar a estudar em Setembro, voltei a correr. E foram meses óptimos. Foi algures na primavera / verão desse ano que corri 10km pela primeria vez em menos de uma hora. Depois, entre 2014 e 2015, corri imenso. E atingi os melhores tempos. A vida permitia-me isso. 

 

Entretanto, veio uma outra lesão que me impossibilitou de correr entre Fevereiro e Junho de 2016 e a vida mudou e (in)felizmente, nunca mais tive tanta disponibilidade como aquele ano de 2014/2015. 

 

No entanto, apesar de não conseguir correr tanto como desejaria, a corrida faz cada vez mais parte de mim. Tenho alguns objetivos e desejos (gostava de conseguir voltar aos tempos de 2014/2015, mas acho difícil, e estou inscrita em duas meias-maratonas este ano, com o espaço de 1 mês - não foi muito esperto, ah ah!) mas, mais do que isso, a corrida tornou-se num vício, numa droga. Às vezes, estou 2/3 semanas sem correr - porque a vida é corrida, porque o joelho está armado em parvo, porque, porque. No início, sinto falta, mas ao final das 2 semanas já só me sinto intratável, mas já não sinto propriamente falta. Até que vou correr. Ao início custa, mas no final quase que voo. E no dia seguinte... Quero ir correr outra vez. 

 

Por isso eu digo que correr é como uma droga. Porque vicia. Porque quando deixamos, sentimos a abstinência. E quando voltamos, já não conseguimos largar. 

 

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