Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

28
Fev18

UBER

Miúda Opinativa

Sim, eu sou utilizadora da UBER. E gosto.

 

Atenção - não sou daquelas pessoas que vê a UBER como a salvação dos taxis. Nem sou daquelas pessoas que odeia a classe dos taxistas. Acho que, como em todo o lado, há bons e maus profissionais e já tive o azar de apanhar péssimos taxistas e a sorte de apanhar óptimos taxistas.

 

Na verdade, foi um taxista que, há uns meses, me fez pensar "faith in humanity restored". Na semana em que o meu irmão morreu, um dia depois do funeral, vinha na Marginal à noite quando, no sentido Lisboa - Cascais, e depois do Estádio Nacional, o meu carro começou a deitar fumo do capot. Foi assustador, porque foi num dos piores sítios da Marginal onde isto podia ter acontecido - numa curva com péssima visibilidade. E era de noite, devo recordar. E foi um taxista que parou para me ajudar. Foi um taxista que ficou comigo para eu não ficar sozinha ali enquanto o meu pai não chegava. E foi o taxista que, depois de ter perdido ali ainda algum tempo (e de não ter trabalhado durante esse tempo), nem sequer quis saber de receber qualquer dinheiro.

 

Por isso, não, não tenho nada contra a "classe", da mesma maneira que não tenho nada contra a classe médica por causa de algum mau médico que me tenha passado pelas mãos (ou por quem eu tenha passado, é mais assim).

 

Portanto, a minha utilização da UBER deve-se essencialmente ao facto de, frequentemente, ser apenas mais prática que os táxis. Porque em situações de emergência, é mais seguro que consigo pagar (porque não costumo andar com muito dinheiro na carteira). Porque às vezes simplesmente não se vêm táxis. No entanto, se estiver de telemóvel em punho para apanhar um UBER, vir um táxi e tiver dinheiro, desligo a aplicação e vou de táxi.

 

Neste caso, não sou uma cliente fiel; sou, antes, aquela consumidora que procura a melhor solução para cada momento.

 

No entanto, admito que a minha satisfação com a UBER tem vindo a diminuir. Não tanto com os motoristas - aí, como em tudo, há bons e maus profissionais -, mas com as políticas da empresa.

 

Na segunda-feira passada, a Linha Vermelha "morreu" (supostamente, estava com perturbações, mas eu penso que estava mesmo interrompida). Desisti e como tinha que ir trabalhar, decidi apanhar um UBER. Apareceu logo a notificação de "como há muita procura, fica mais caro". Maravilha, lei da Oferta e da Procura a funcionar no seu melhor. Mas tendo em conta que me davam 8 minutos de espera, julguei que compensaria (lá está, não tinha muito dinheiro na carteira e também não havia assim muitos táxis). Acontece que os 8 minutos se transformaram em 20, por aí. E é aqui que a coisa me aborrece.

 

É óbvio que os motoristas não conseguem controlar o tempo que vão demorar, porque há coisas que fogem do seu controlo. Contudo, aborrece-me que eles possam dar um tempo de espera que não corresponde à verdade e eu não possa desistir do UBER se encontrar uma melhor opção sem ter que pagar uma "multa". Acho injusto. Da mesma forma que é injusto que o cliente tenha que pagar uma multa caso não esteja no sítio certo à hora certa mas muitas vezes é o motorista que anda perdido.

 

A ideia que eu tenho é que a UBER foi uma óptima ideia, um óptimo conceito, mas que se tem perdido no seu sucesso. Já não se diferencia. Já tem motoristas iguais aos piores taxistas que dão má fama à classe. E isso aborrece-me. Se calhar vou começar a andar com mais dinheiro na carteira.

27
Fev18

Crianças que saem de pijama da natação

Miúda Opinativa

Há muitas coisas que não percebo e uma delas são as crianças que saem da natação de pijama. Eu explico: ando num ginásio com piscina, onde há aulas de natação para crianças. E o que é que sucede? Sucede que as crianças saem da piscina, tomam banho, vestem o pijama e vão para a rua de pijama, para irem para casa.

 

E isto, admito, faz-me alguma confusão. Pronto, eu sei, os pais é que sabem e não nos cabe criticar as decisões educativas. Mas... faz-me confusão, pronto.

 

Primeiro: muitas vezes, as crianças depois de saírem do balneário ainda andam ali um bocado na brincadeira com os colegas. O que faz com acabem por sujar o pijama. Depois, vão para a rua, onde há carros a passar, poluição no geral o que faz com que... acabem por sujar o pijama. E isto é algo que me faz alguma confusão - dormir com um pijama que andou na rua, com todos micróbios e seres feios.

 

Eu percebo que seja prático: assim, escusam de vestir tudo o que têm a vestir, para despirem e vestirem o pijama em casa. Mas parece-me pouco higiénico. Além disso... Estamos mesmo a ensinar às crianças que é OK andar de pijama na rua?

26
Fev18

Vou entrar de dieta

Miúda Opinativa

Tenho quase 29 anos, não estou gorda nem perto de estar. No entanto, nos últimos meses engordei 3/4 kilos e não os consigo perder. Para este aumento de peso, contribuíram diversos factores, nomeadamente o estar a trabalhar mais longe de casa (o que faz com que tenha menos tempo para me dedicar a atividades físicas durante a semana), não andar durante a hora de almoço como andava no meu trabalho anterior e, claro, o facto de "comer os meus sentimentos", o que faz com que desde Setembro esteja a abusar dos chocolates e outros doces. Ou seja, não estou gorda, mas engordei e hoje estou com mais kilos do que aqueles com que me sinto bem

 

Paralelamente, e porque no trabalho estou a desenvolver um programa de saúde e bem-estar nos nossos colaboradores, implementámos na empresa consultas de nutrição mensais para quem quiser ir. Tendo em conta o meu "problema", decidi ir também e, de facto, estou pior do que estava em Maio, altura em que fiz a última avaliação corporal no ginásio. Não estou mal, não estou em risco de ficar mal, mas tenho quase 29 anos e, já se sabe, a partir de uma certa altura a coisa começa a ficar mais complicada. E o problema é ir desvalorizando: engordam-se 3 kilos num ano, 3 noutro e quando vamos a ver... estamos com excesso de peso. Por isso, decidi atacar o mal enquanto ele ainda não é um mal.

 

De uma forma geral,  não vou fazer graaaaandes alterações na minha alimentação: vou diminuir o consumo de queijo e outros lacticínios (mas sobretudo do queijo), vou começar a comer ao pequeno almoço dia sim, dia não, flocos de aveia com iogurte magro, vou começar a comer aquelas bolachas de milho ou de arroz, vou reduzir o consumo de pão.

 

O grande desafio vai ser deixar de comer chocolates. De facto, não me lembro da última vez que passei uma semana sem comer pelo menos um Kit Kat ou outro chocolate do género durante o dia - a culpa é da vending machine.

 

Para este problema, e porque sou uma fraca, decidi deixar de levar moedas para o trabalho. Se não tiver moedas, não posso comprar o chocolate. A ideia é sempre que tiver moedas, deixá-las num porta-moedas em casa. Assim, ganho em duas frentes: não como chocolates e poupo dinheiro.

 

Como eu sou uma rapariga que lida bem com listas e com coisas escritas, decidi fazer um diário da minha alimentação. Assim, na minha agenda, vou escrever todos os dias o que comi a cada refeição e a atividade física que realizei. Quando me pesar, irei colocar também o meu peso.

 

Pode parecer um bocadinho obsessivo, eu sei, mas se eu tenho esta tendência, o melhor é utilizá-la em meu benefício.

 

Vou tentar, também, fazer mais atividade física. Correr mais uma vez por semana ao final do dia, nem que seja meia hora, ir mais vezes ao terraço do edifício do meu escritório para esticar as pernas e pelo menos uma vez por semana, ir até ao Parque das Nações e voltar à hora de almoço.

 

O meu objetivo é perder, até Abril (altura em que terei a segunda consulta de nutrição), perder 2/3 kilos.

 

E porque é que escrevo sobre isto aqui? Não, não é tentar tornar este blog num blog fit. É só porque, de facto, a escrita me faz comprometer mais com isto. E se tiver mais pessoas a quem dar satisfações... Mais facilmente me dedico realmente à coisa XD

 

 

 

22
Fev18

Entre ir para o trabalho de transportes e de carro, eu cá prefiro trabalhar perto de casa

Miúda Opinativa

Eu trabalho a cerca de 30 km de minha casa. Vivendo no melhor sítio para se viver - i.e., na Linha de Cascais (o que não significa que viva mesmo mesmo em Cascais, atenção) -, tenho que entrar em Lisboa para voltar a sair, uma vez que trabalho na zona mais oriental da cidade - para lá do Parque das Nações, na verdade.

 

E para ir para o trabalho, tenho duas opções: ou vou de carro ou de transportes.

 

Para ir de carro, consigo fugir ao trânsito da manhã se sair de casa às 7, o que faz com que chegue ao trabalho antes das 8 (porque consigo fugir à "massa" de trânsito mas não é sempre a abrir); no entanto, e como, regra geral, felizmente, não tenho necessidade de ficar no trabalho para lá da hora de saída, apanho um trânsito descomunal no regresso. Apanho trânsito em todas as vias que atravesso. TODAS. E para fugir do trânsito, se calhar só saía do trabalho lá para as 20...

 

Então, a opção, de forma a fugir do trânsito e não gastar metade do meu salário em gasóleo, é ir de transportes. Que são a loucura que toda a gente sabe e que eu já descrevi aqui por diversas vezes. Carruagens lotadas, tempos de espera imensos, pessoas pouco civilizadas que não deixam sair... you name it.

 

Posto isto, eu digo que bom bom, seria trabalhar perto de casa. E que quem o consegue fazer é um sortudo desgraçado e eu tenho muita inveja (apesar de gostar do meu trabalho. E do meu chefe. E de achar que me faz bem estar num sítio mais que 1 ano XD).

21
Fev18

Um dia morro e est blog continua em modo automático

Miúda Opinativa

Durante a semana, o meu tempo livre não abunda. Nem o meu tempo livre nem a cabeça disponível e com vontade para me sentar ao pc a escrever posts. Vai daí que quando tenho ideias ao fim-de-semana, acabo por escrever vários posts seguidos, para irem sendo publicados ao longo da semana. Ou, às vezes, das semanas. O que leva a várias questões: 

 

1. As pessoas comentam e eu deixo-as sem resposta. Não é por mal, é só mesmo porque, lá está, não venho aqui durante a semana;

 

2. Os posts não têm nada a ver com assuntos da actualidade. E tenho pena, a sério que sim. Porque existem assuntos sobre os quais eu gostava de comentar mas se vou escrever sobre eles ao fim-de-semana, já é "so last week";

 

3. Se um dia eu morrer - ninguém está livre disso - e tiver posts agendados, eles continuarão a ser publicados. E isso é algo estranho... Um fantasma a escrever num blog? Creepy! 

20
Fev18

Trabalhar em Recursos Humanos

Miúda Opinativa

Os profissionais de Recursos Humanos são vistos, frequentemente, como pessoas horríveis. Pessoas que deixam os candidatos sem qualquer feedback. Pessoas que não sabem o que querem. Pessoas que só fazem umas entrevistas, que não sabem o que é trabalhar a sério. 

 

Pois eu, enquanto profissional de Recursos Humanos, digo-vos que quem diz isso deveria ficar mas é caladinho. 

 

Trabalhar em Recursos Humanos é marcar entrevistas, bloquear essa hora no calendário e a pessoa não aparecer nem dizer nada - só para depois se voltar a candidatar. 

Trabalhar em Recursos Humanos é receber pessoas em entrevista que não estão minimamente interessadas em trabalhar. 

Trabalhar em Recursos Humanos é selecionar candidatos e eles depois dizerem que afinal não estão interessados. 

Trabalhar em Recursos Humanos é depender de Managers para escolhas finais e eles serem indecisos, o que vai influenciar os nossos próprios KPIs. 

 

Trabalhar em Recursos Humanos é perceber que há pessoas que simplesmente não querem trabalhar. 

 

Então e feedback? 

 

Pois. Eu dou feedback a todos os candidatos que vêm a entrevista - mesmo aqueles que não estavam interessados. Se é um feedback explicativo? Não. Se eu gostava de dar esse feedback mais completo? Sim. Mas infelizmente, não tenho tempo. 

 

Da mesma forma que não tenho tempo para enviar feedback a todos os candidatos cuja candidatura não passa da primeira fase. Porque não, o meu trabalho não é só fazer umas entrevistas. 

 

O meu trabalho é fazer entrevistas, fazer relatórios dessas entrevistas, preencher bases de dados de candidatos e colaboradores, fazer análises de recrutamento e turnover, tratar de admissões, gerir planos de formação inicial, gerir processo de acolhimento e integração, etc. É tratar de tudo o que é necessário tratar e de mais alguma coisa - porque depois, somos também bombeiros, mesmo de coisas que não sabemos nada (tipo IT).

 

Eu gosto de trabalhar em Recursos Humanos. Não foi a minha primeira opção, é um facto, e digo muitas vezes que não fui eu que escolhi esta área, mas foi esta área que me escolheu. É bom saber que conseguimos fazer muitas vezes diferença na vida das pessoas que seleccionamos para determinada função. É bom saber que tornamos o local de trabalho dos nossos colaboradores um sítio melhor para se trabalhar. Mas às vezes é desgastante - como qualquer outra profissão, eu sei. E é desgastante sobretudo porque depois de tudo, ninguém, a não ser nós próprios e mais meia dúzia de pessoas, nos valoriza.

19
Fev18

Saúde Privada

Miúda Opinativa

Há uma coisa que me aborrece... Aliás, há várias coisas que me aborrecem, mas ir a Hospitais Privados é, sem dúvida, uma delas. Encontra-se, aliás, no Top 10!

 

Enerva-me, pronto. Enerva-me chegar a horas à consulta e esperar 10, 15, 20 minutos, às vezes ainda mais, para ser atendida pelo médico. Enerva-me que depois de tanto tempo à espera, mal tenha tempo, dentro do consultório, para aquecer a cadeira (e pagar pela consulta!!). Enerva-me que o médico ou a médica me preescreva o que quer que seja sem olhar para mim ou para a minha queixa como deve ser. Enerva-me. 

 

Sim, os hospitais privados são um negócio. Mas são um negócio que lida com a saúde e, digamos, com a vida das pessoas. E não me faz sentido que marquem consultas para um período de 15 minutos. Não faz. E depois, muitas vezes nem direito a esses míseros 15 minutos temos.

 

Então e exames? Não faz sentido que estipulem x tempo para exames e depois que os exames se prolonguem, fazendo que depois tudo - mas tudo - se atrase. Há uns meses, tive que fazer um exame desagradável que envolvia ficar em jejum algumas horas. Cheguei a horas e fiquei mais de uma hora à espera. E como tinha mais que fazer, acabei por remarcar o exame. Quando voltei, uma semana depois, aconteceu o mesmo. Devo recordar que estava em jejum, esfomeada. E cansada. Aí reclamei. O que é que teria acontecido se pela espera eu acabasse por ter alguma quebra de tensão? Estava no sítio certo, é um facto, mas será que depois tinha que pagar esse atendimento?

 

Não faz sentido. E dizem vocês "ah, mas se é tão mau, então vai para o público!". Pois, acontece que eu nem tenho médico de família. 

 

A saúde no privado é um negócio, mas não a podemos tratar da mesma forma que tratamos todos os negócios. Sim, o lucro é um objetivo, mas não pode ser o único objetivo nem sequer o principal. Tratar e salvar vidas deveria ser o principal. E ter consultas de menos de 15 minutos em que mal olham para nós pode ser perigoso, porque há muita coisa que passa ao lado. 

16
Fev18

Perry Mason e o Caso do Gato Distraído

Miúda Opinativa

Acabei, na semana passada, o "Perry Mason e o Caso do Gato Distraído". Foi um presente de Natal da mãe do meu namorado e, admito, se não mo tivessem dado, nunca o teria comprado. Na verdade, este tipo de livros, os policiais tradicionais, não são o meu género. Ou melhor... Já não são o meu género. Mas, obviamente, li o livro. E sendo um "clássico" (que, confesso, não conhecia), suscitou-me interesse.

 

E sabem que mais? Gostei. Não será um livro marcante, mas serviu bastante bem o propósito de me entreter. E a verdade é que ao contrário dos policiais que habitualmente leio, neste eu não consegui perceber antecipadamente o que se tinha passado!!

 

Bem escrito, com personagens interessantes (O Perry Mason é um alucinado adorável) e com um enredo que acaba por ser quase surpreendente, o livro permite-nos uma leitura fácil, sim, mas não óbvia nem básica.

 

É um bom livro para se ler quando queremos relaxar, mas sem ser aquela literatura light que enjoa.

15
Fev18

Ler vários livros ao mesmo tempo

Miúda Opinativa

Como já se deve ter percebido, eu gosto imenso de ler. Sou uma leitora algo compulsiva e obsessiva e tenho alguns hábitos de que dificilmente prescindo, nomeadamente não deixar capítulos a meio (se virem uma maluquinha na rua a ler enquanto anda, possivelmente serei eu, que não quis deixar o capítulo sem o terminar) e muito menos, não ler um livro até ao fim. 

 

No entanto, há uma coisa que muita gente faz e que eu não consigo perceber, que é ler vários livros ao mesmo tempo. Porquê? Como? Se calhar faz parte do meu OCD, mas se estou a ler um livro, gosto de lhe dedicar toda a minha atenção e de não me dispersar. Porque às tantas, as pessoas acabam por ter ali vários livros pendurados e não lêem realmente nenhum. 

 

É mais ou menos como ir tendo vários affairs com várias pessoas ao mesmo tempo - tem-se ali várias coisas e é muito giro, há muita diversidade... Mas depois, não há uma relação séria com ninguém. 

 

Portanto... Porquê ler vários livros ao mesmo tempo? Como? Como dividem o tempo dedicado a cada livro? Eu consigo perceber a justificação de ler um livro ENORME em casa, que não dá tanto jeito transportar, e ler um livro mais pequeno nos transportes, por exemplo (apesar de ter lido toda a trilogia "O Século" nos transportes públicos...); mas de resto... Não percebo o porquê nem o como.

 

Alguém que me possa elucidar?

14
Fev18

À Mesa com o Assassino

Miúda Opinativa

Acabei de ler, há uma semana, o livro "À Mesa com o Assassino", de Hans Olva Lahlum. Depois de ter dito a uma amiga que andava a ler muitos policiais nórdicos, ela ofereceu-me no Natal este livro.

 

No entanto, o interessante é que este não é o "típico" policial nórdico - ou, pelo menos, não é o tipo de policial nórdico que tenho lido. A verdade é que apesar de gostar muito de alguns policiais nórdicos, admito que a fórmula deles é muito semelhante - existe um polícia / inspector / investigador / jornalista (you name it) muito inteligente mas com alguns issues que lhe dificultam a vida e com um passado algo tenebroso. E muitas vezes, os mistérios dos livros relacionam-se com esse passado. 

 

Contudo, neste livro a fórmula muda bastante. Ambientado no final da década de 60, apresenta-nos um ambiente pós-guerra, em que a maioria das personagens viveu nesse período, trazendo para o "presente" conflitos e problemas desses anos. Por outro lado, inicialmente apresenta-nos um crime com vários suspeitos, e o trabalho do inspector (sem nenhum passado tenebroso) é descobrir quem daquelas pessoas - satélites - cometeu esse crime. 

 

A história vai-se desenrolando e vamos percebendo que todos os suspeitos, ou quase todos, teriam razões para cometer o crime e às tantas parece que estamos num jogo do Cluedo. Vão-se resolvendo mistérios do passado e vão-se criando novos mistérios até que, finalmente, se chega a uma solução. 

 

Embora tenha achado a história interessante, admito que já previa o final. Por outro lado, não consegui deixar de achar que o polícia não tinha, afinal, grandes capacidades e que o verdadeiro cérebro é a Patrícia, a jovem ajudante "informal". O que seria dele sem ela? Nada, arrisco a dizer. 

 

Ainda assim, achei que o livro está bem escrito e bem construído, apresentando os factos e o mistério nas doses certas e nos momentos adequados. 

 

Uma nota, apenas, para a editora portuguesa, que decidiu que ia pôr este título. No original, o título era "Satélites Humanos" e não "À Mesa com o Assassino"; embora este título português faça sentido, o original fazia beeeem mais sentido. Porque não mantê-lo?

 

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D