Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

11
Ago17

Mas que Verão é este?

Miúda Opinativa

Que Verão é este, em que acordo a meio da noite cheia de frio e a pensar com saudades no meu edredão de Inverno? 

Que Verão é este, em que durmo de meias e enrolada nos meus lençóis? 

Que Verão é este, em que chego a casa à tarde e tenho que fechar a janela do quarto para não ficar com frio?

Que Verão é este, em que as minhas corridas ao final da tarde são super dificultadas pelo vento infernal?

 

Que Verão é este, senhores? 

 

Por isso mesmo, vou hoje para o Algarve só volto terça à noite. Bom fim-de-semana prolongado, pessoas! :) 

10
Ago17

Terapia gratuita

Miúda Opinativa

Correr é como terapia gratuita - não tenham dúvidas nenhumas disso.

 

Pode ser difícil começar e depois de começar, temos muitos dias em que não nos apetece. Em que tudo puxa para não corrermos. O vento, o frio, o cansaço físico, o sono, a vontade de ficarmos alapados no sofá ou a quantidade de tarefas nada praseirosas que temos que fazer. 

 

Mas a corrida é uma terapia. Gratuita e sem farmacológicos - o que mais podemos querer? 

 

No outro dia, soube que foi diagnosticada a uma pessoa que me é bastante próxima uma depressão. Já está a fazer psicoterapia e há cerca de 15 dias, começou a tomar anti-depressivos. As razões para essa depressão são várias, sendo que uma delas terá passado pela canalização de certos problemas para o trabalho (esta pessoa é a personificação do workaholic) e para alguns comportamentos "auto-destrutivos" (como o consumo de ganzas diário).  

 

Ao saber disto, e ao ter ficado preocupada - porque a pessoa me é mesmo bastante próxima -, comecei a pensar em mim própria. Eu também tive fases complicadas ao longo dos últimos anos. E também tive alguns comportamentos "auto-destrutivos". Tive momentos desesperantes e ideias parvas. Mas a diferença entre mim e esta pessoa é que em vez de ter canalizado os meus problemas para o trabalho (até porque, bem, muitas vezes os momentos desesperantes se relacionavam com a falta de trabalho) ou para o aumento desses comportamentos destrutivos, canalizei para o desporto. Para a natação e para a corrida. 

 

A corrida começou mais a sério há cerca de 4 anos. Tive algumas paragens, mas apercebo-me agora que me ajudou em fases um pouco mais complicadas nestes 4 anos. E a verdade é esta: em dias em que só me apetecia fugir, desaparecer, em dias em que só me apetecia chorar, em dias maus, realmente maus, ia correr - vou correr -, e apesar de a situação não se resolver, eu colocava-a em perspetiva. Há uns anos fiz uma publicação no Instagram com uma foto da minha corrida e escrevi "Às vezes, o melhor é mesmo pegar nos ténis e correr. E correr. Mesmo que não seja dia. Ganha-se perspetiva. E de bónus, bate-se o record de km percorridos numa corrida. Great! Great! Great!". Porque é isto mesmo. 

 

A corrida não faz com que os meus problemas desapareçam nem elimina completamente todos os macaquinhos. Mas ajuda. Naquela hora em que sou só eu, a "estrada" e os phones, nada me importa. E depois, sinto-me mais leve. 

 

Corram, façam desporto. Pela vossa saúde, física e mental, façam desporto - não entrem em espirais destrutivas, não se escondam atrás de ganzas nem comecem a fumar aos 30 anos. 

 

09
Ago17

O Homem da Areia

Miúda Opinativa

Depois da "Vidente", sabia que não ia demorar muito até ler o livro seguinte da série. Até porque, embora o caso da Vidente tenha ficado resolvido, outro caso, da história pessoal de Jonna Linna, ficou bastante - bastante mesmo - em aberto. E portanto, sabia que assim que tivesse tempo o iria ler. Não foi exatamente "assim que tive tempo" (porque li outros livros antes), mas foi na semana passada. 

 

Gostei. Mais uma vez, foi um livro de leitura bastante rápida, que se lê num fôlego. Foi um livro que se centrou precisamente nesta história pessoal do Joona Linna (até aqui, os outros livros tinham um caso de polícia independente desta história; aqui, a resolução do "caso" é a história do Joona Linna - espero não estar a spoilar muito), o que foi bastante interessante, na medida em que nos ajudou as razões dos seus "fantasmas" - apesar de isso ter começado a ser deslindado já na Vidente. 

 

Apesar de ter gostado, existiram alguns aspectos que me fizeram torcer o nariz. Como aquela coisa de salvar alguém literalmente no último segundo - irrita-me SEMPRE quando isso acontece -, ou o facto de o final e a explicação de tudo ter parecido, às tantas, demasiado rebuscada. Mas pronto, fez algum sentido, não foi completamente despropositado. 

 

No entanto, e apesar de ter gostado, o que mais me aborrece, na verdade, relaciona-se não só com esta série mas, também, com outra série de policiais nórdicos que ando a ler (não vou dizer qual para não correr o risco de spoilar nenhuma das duas). Cheguei à conclusão que em ambas as séries as duas personagens principais têm um mesmo problema - exatamente o mesmo problema. Têm outros problemas, é verdade, mas um dos problemas centrais é exatamente o mesmo. Terá sido coincidência? Se não, quem terá imitado quem? Fica a questão. 

 

Ainda assim, tal como disse no início, gostei. E já comprei o livro seguinte da série, o "Stalker" XD Eu tenho um problema com livros, ah ah :P

 

 

08
Ago17

Freakonomics

Miúda Opinativa

Julgo que não cheguei a dizer aqui, mas o último exame que eu tive na Pós-Graduação foi de Economia dos Recursos Humanos. E digamos que as 5 aulas que tive da U.C. não foram fáceis. Foi o meu primeiro contacto académico com Economia - o meu namorado é licenciado em Economia, tem Mestrado em Gestão, oiço-o muitas vezes a falar sobre alguns temas com amigos, mas eu nunca tinha estudado a coisa.

 

Até que de repente estou ali, a ter aulas à sexta à noite / sábado de manhã, e fico sem compreender a coisa.

 

Mas quando estava a estudar para o exame, algo de interessante aconteceu - comecei a achar a coisa gira. A achar que faz sentido. A achar que se eu tivesse tido mais tempo para conhecer o tema, era capaz de gostar realmente da coisa. Na verdade, não é assim tão surpreendente. Eu sou uma rapariga das Ciências Sociais. Sempre fui. Portanto, como não achar Economia interessante?

 

Entusiasmado com o meu entusiasmo, o meu rapaz emprestou-me um livro dele, o Freakonomics. Comecei a lê-lo no Sábado em Óbidos, no Domingo não li, continuei segunda e terminei na terça. E foi muito muito muito interessante.

 

Basicamente, os autores falam de uma série de assuntos do nosso dia-a-dia e explicam-os recorrendo à... Economia. E assim percebemos que a Economia explica, de facto, grande parte dos assuntos do nosso dia-a-dia e não apenas aquelas "coisas" das notícias. E que, bem, se eu tivesse seguido a vertente de investigação em Psicologia, talvez acabasse por me interessar por temas de Psicologia Económica.

 

Na Faculdade, abordei muito muito muito ao de leve esta vertente e a verdade é que me interessou. E é engraçado, passados estes anos todos, perceber que, de facto, é possível que as duas disciplinas se relacionem. Como não?

 

Perdoem-me a nerdice, mas eu adoro continuar a aprender e a pensar em coisas novas :)

07
Ago17

Ai o meu Algarve...

Miúda Opinativa

Eu acho que há muita gente que subvaloriza o Algarve. E acho que as pessoas que o fazem é porque não o conhecem realmente. 

"O Algarve é caro"; "O Algarve é muito confuso em Agosto"; "As pessoas do Algarve não são simpáticas". 

 

Eu não acho que o Algarve nesta altura seja mais caro do que qualquer outra região do nosso país nesta altura, muito menos qualquer outra região perto da praia. Vivendo também na zona costeira, é muito fácil perceber que um café na praia na Linha de Cascais é tão caro como um café na praia no Algarve. 

 

O Algarve é confuso, mas há zonas do Algarve que são mais confusas que outras. E bem... Experimentem a andar de transportes públicos agora em Agosto em Lisboa e vão perceber que Lisboa é igualmente confusa em Agosto. 

 

As pessoas do Algarve são simpáticas - se não se armarem em superiores para cima delas. Como qualquer outra pessoa, de qualquer outra região. 

 

Eu não adoro todas as regiões do Algarve. Mas adoro o meu Algarve. A minha praia. Não há praia como a minha praia. Vivo perto do mar, mas não são as praias a 10 minutos de minha casa que são a minha praia. É a minha praia do Algarve, aquela com um areal gigante. Aquela com dunas por trás. Aquela que cheira mesmo a praia. 

 

O cheiro do Algarve. Chegar a casa, à minha segunda casa, e cheirar ao Verão do Algarve é, seguramente, das melhores sensações que existem. 

 

Nadar no mar da minha praia. Puxar, em cada braçada, aquele mar. Cheirar aquele mar. 

 

Fui na sexta para o Algarve e voltei ontem e a depressão de segunda-feira é hoje maior do que nas outras semanas. 

 

A vontade? A vontade era ir para lá agora - por mais que diga que mesmo que pudesse tirar férias agora, se calhar não tirava. 

04
Ago17

Wayward Pines - II e III

Miúda Opinativa

Em Junho li o primeiro volume da triologia Wayward Pines. Escrevi aqui a minha opinião sobre o primeiro volume e embora estivesse cheia de vontade de pegar no segundo e terceiro volume, infelizmente só em Julho é que o consegui fazer. Mas, oh boy, quando peguei no II, li-o tão rápido quanto possível, tendo passado logo para o III.

 

Ao contrário do que havia acontecido com o I volume, eu não conhecia a história dos II e do III volumes. Teria uma ideia, mas não sabia tão concretamente como sabia do I (por ter vistoa série antes). Portanto, foi uma surpresa.

 

Tal como havia acontecido no I volume, o autor teve a capacidade de prender o leitor do início ao fim, gerando o suspense necessário para nos manter interessados e criando cliffhangers nas alturas certas. Existem livros que abusam um bocadinho dos cliffhangers, tornando-os descontextualizados; no entanto, isso não acontece nestes livros.

 

No III volume, acontece algo interessante - em cada capítulo, a história anda à volta de diferentes personagens, dando-nos uma perspetiva muito pormenorizada do que está a acontecer (e acontece muita coisa).

 

Não são livros espectaculares, mas são livros bastante interessantes que até nos põem a pensar sobre uma série de coisas. Nomeadamente... Como reagíriamos se vivêssemos naquelas condições? Mas isso, quem sabe, ficará para outro post ;)

 

E... fiquei com bastante vontade de dar nova hipótese à série :P

03
Ago17

Buddha Eden

Miúda Opinativa

No Domingo, ao regressarmos de Óbidos, decidimos fazer um desvio e irmos até ao famoso Buddha Eden. Para quem não sabe, e fazendo uma pequena contextualização, este espaço foi concebido pelo Joe Berardo como resposta à destruição, por parte dos Talibans,  dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão, em 2001.

 

Assim, inserido no espaço da Quinta da Bacalhôa (um óptimo local, julgo, para quem gosta de vinhos - o que não é o meu caso nem o do meu namorado), existe este jardim.

 

Já há algum tempo que tenho curiosidade em lá ir; no entanto, nunca houve oportunidade. A oportunidade surgiu agora e sim, valeu muito a pena. O espaço é enorme e divide-se por diferentes zonas, cada uma delas direccionada, digamos assim, para diferentes zonas geográficas. Para quem estava cansada, como era o meu caso, percorrer o espaço todo não foi fácil (digamos que de manhã já tinha andado a subir e a descer ameias do Castelo de Óbidos com uns chinelos comprados lá numa das bancas porque rebentei as sandálias que eu levava calçadas e não me apeteceu ir ao carro trocar). No  Buddha Eden já estava com outras sandálias mas, ainda assim, não eram o calçado nem mais confortável nem mais indicado para aquela brincadeira.

 

Independentemente disso, o espaço é mesmo bonito. As esculturas são lindíssimas, os arranjos florais também, os lagos... tudo tudo tudo. Vale mesmo a pena. Traz-nos paz que, julgo, é também um dos objetivos.

 

Aconselho :)

 

DSC_0047.JPG

DSC_0070.JPG

DSC_0082.JPG

 

02
Ago17

Óbidos

Miúda Opinativa

Lembram-se disto?

 

Pois bem... Na semana passada, a Miúda Opinativa atingiu o record de 2 anos numa relação (clap clap clap) e no passado fim-de-semana, lá fomos para Óbidos. 

 

E que óptima decisão que tomámos! A indecisão "Lá fora VS. Cá dentro" foi resolvida com o "Cá dentro" e ainda bem. Mesmo. Serviu para descansarmos, para mudarmos de ares e para estarmos os dois sozinhos, para mudarmos as rotinas. E que bem que nos fez. 

 

Há uns dias percebemos que íamos lá estar em plena Feira Medieval. Confesso que "torci" o nariz - não que tenha alguma coisa contra Feiras Medievais (bem, até tenho contra algumas pseudo-feiras medievais, mas isso é outra questão), mas tenho contra grandes aglomerados de pessoas quando o que me apetece é apenas sopas e descanso. Mas foi um preocupação infundada. 

 

Sexta saímos de Lisboa e em pouco mais de uma hora chegámos ao nosso hotel. Opinião sobre o hotel: óptima escolha. O atendimento foi bastante simpático, o quarto era super espaçoso, tinha uma piscina interior e uma interior, SPA... E sim, aproveitámos tudo XD. E o pequeno-almoço? Um dia ainda vou escrever uma tese (uma das muitas teses que vou escrever) sobre o comportamento das pessoas com pequenos-almoço de hotel. Como é que pessoas que normalmente tentam levar uma vida mais ou menos saudável chegam a um hotel e enfardam ao pequeno-almoço todas as porcarias que normalmente nunca enfardam? Onde e como é que arranjam espaço no estômago para comer basicamente três pequenos-almoço? Normalmente (e claro que isso também se deve ao facto de eu acordar cedo e nunca ter muita fome) como ao pequeno-almoço uma fatia de pão com queijo de barrar e um iogurte. E o que é que a lontrinha, que se queixa que está fatty fatty gorducha, foi comer ao pequeno-almoço naquele fim-de-semana? Leite, croissant com queijo, ovos mexidos, salsichinhas e até pão com Nutella. Shame! Shame! Shame!

 

Óbidos em si continua uma vila bastante agradável. Completamente voltada para o Turismo, é certo, mas, parece-me, um turismo sustentado. Sim, há algumas coisas com qualidade abaixo daquilo que nós esperaríamos, mas são aquelas coisas tipicamente para turista estrangeiro e que o Tuga acha uma bocado parvo. Como o restaurante tipicamente português onde fomos jantar na sexta-feira mas que tinha pratos alemães, por exemplo, e os pratos portugueses não eram assim tão espectaculares. Mas de resto, é um turismo organizado.

 

A Feira Medieval revelou-se uma experiência bastante interesssante, gira e, pasme-se, sem a confusão que eu estava à espera. De referir o facto de as pessoas efectivamente entrarem no espírito da coisa: não fazia ideia, mas lá existem lojas de aluguer de fatos típicos da época medieval e as pessoas andam com aquilo vestidas. Nunca na vida me passaria tal pela cabeça!

 

Valeu a pena, sinceramente. Às vezes, na ânsia de querermos conhecer o Mundo, esquecemo-nos das coisas que Portugal tem e que, bem, também fazem parte do Mundo!

 

 

01
Ago17

Ironias da vida

Miúda Opinativa

Hoje não houve o post às 10h00 porque, bem, não tive tempo de o escrever nem agendar. 

 

Cheguei ao trabalho às 8h30 e comecei logo logo a trabalhar. E no meio daquilo que fiz de manhã - a integração de 5 novos colaboradores -, dei por mim a pensar "quão irónico é que uma pessoa como eu - alguém que se considera anti-social, bicho do mato, e so on - tenha "acabado" por ter um trabalho de pessoas? Um trabalho que tem também como tarefas dar as boas-vindas a pessoas, dar beijinhos a pessoas que não conheço assim tão bem (a política da empresa é tendencialmente informal), "perder tempo" a fazer as pessoas sentirem-se bem e integradas? 

 

E quão curioso é eu gostar de fazer isto no trabalho mas, na vida lá fora, continuar a ser o bicho do mato que sempre fui? Que não gosta de dar beijinhos a pessoas que não conhece, que não fala muito quando não conhece alguém, que, enfim, não é, de todo, esta pessoa tão "cheerfull" que se mostra no trabalho?

 

Coisas da vida. 

Pág. 2/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D