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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

14
Jul17

Madrugar

Miúda Opinativa

Eu sou uma noctívaga. Quando estava a estudar, sempre estudei melhor e fazia a maioria dos durante a noite. Podia passar um dia inteiro às voltas com um trabalho, sem passar das primeiras linhas, mas era à noite que a coisa se desenvolvia. E na maioria das vezes, até nem ficava mal. 

 

Assim, não se pode dizer que eu seja uma pessoa de manhãs. Embora no trabalho me sinta mais produtiva a essa hora, isso acontece apenas no trabalho - acho que é uma questão de adaptação, uma vez que não posso fazer o meu trabalho à noite. Mas de resto, não sou. Gosto de fazer desporto, por exemplo, mas prefiro mil vezes fazer desporto ao final do dia - e o meu corpo rende mais a essa hora (nossa, isto agora ficou estranho, não? Não vou mudar, ficou com piada XD). 

 

Ainda assim, quando tenho que acordar cedo, sinto-me muito mais produtiva. A quantidade de coisas que se podem fazer quando acordamos cedo é espectacular. Produtividade ao máximo. 

 

Por outro lado, acho que existe uma certa magia quando acordamos mesmo muito cedo e vamos para a rua. A solidão é interessante. Vemos a cidadade ainda meio adormecida, sem confusão, como se estivesse numa ronha demorada. Vemos um Mundo a acordar lentamente, e nós, ainda que também meio ensonados, assistimos a tudo isto e pensamos que aquela hora, alguém estará na sua rotina matinal. Ou aqueles com mais sorte, aquela hora alguém ainda estará a dormir e o novo dia o aguarda. 

 

Hoje acordei mais cedo e vim de carro para o trabalho. Cheguei às 7h30, a hora a que normalmente saio de casa. Tenho sono e estou de mau humor. Mas deu-me para pensar nisto XD

 

Nota relativa ao exame: está feito. Acho que dá para passar. Esperemos que dê para passar XD

 

13
Jul17

Não sei como lidar com isto

Miúda Opinativa

De repente "olha, afinal sou importante no meu trabalho".

 

Ao longo da minha vida profissional, nunca fui responsável por nada. Bem, mais ou menos. No meu último trabalho, a dada altura, e durante alguns meses, fui responsável, mas como aquilo não era nada de especial, nunca me considerei realmente responsável.

 

Entretanto o projecto acabou, desemprego e novo trabalho. Não sou, oficialmente, responsável mas aparentemente... Sou. Pelo menos parece que sou responsável pela área do R&S. Wow.

 

Ontem e hoje estou em casa. Não o queria fazer, mas tive que ficar em casa por causa do exame de hoje - medo. Tenho direito à véspera e ao dia do exame e bem, o pânico e o desconforto eram tais que lá fui pedir ao fixe do meu chefe para ficar em casa. Obviamente que deixou. E a única coisa que me fazia pensar "bem, não é assim tão grave" era "bem, eu não sou assim TÃO importante".

 

Mas obviamente que tinha que ser precisamente no dia em que não fui que ia haver um terramoto no escritório. E bem... Afinal eu sou importante. E eu que tinha vindo para casa para estudar, acabei por passar parte da tarde a resolver 1 assunto por telefone e e-mail. Como se eu fosse uma pessoa importante. Que se calhar até sou.

 

E isto deixa-me um misto de sentimentos.

a) Orgulho.

b) Espanto.

c) Mas espera lá... Eu não ganho como uma pessoa importante. Eu tenho telemóvel da empresa (apenas para uso profissional), o que é fixe porque, lá está, sou uma pessoa importante, mas tendo em consideração que na empresa só os managers é que têm telemóvel e, portanto, ganham como managers, não deveria eu também ter um aumento? Não deveria eu ser considerada qualquer coisa como "Recruitment Manager" ou "HR Manager"?

 

Fora isso... Esta adrenalina é tão fixe XD

12
Jul17

NOS Alive - Parte III

Miúda Opinativa

Ainda há espaço para mais Alive!

Hoje vão ler a minha opinião sobre o stand da Hamburgaria do Bairro. WORST EXPERIENCE EVER.

 

Acho que fui bastante explícita, não?

 

Duas filas. Uma para pagar e outra para levantar. Ok...

Fila para pagar: 30 minutos.

Fila para levantar: Não sei. Durou o intervalo entre Alt-J e The Phoenix, o concerto de The Phoenix e o intervalo entre The Phoenix e The XX. O que me valeu é que nós até estávamos perto do quiosque deles e portanto, ia e vinha para ver em que número estava.

 

Sim, porque para levantar era por sistema de senhas. E as pessoas pensam: ah, mas isso até é fixe, porque podem fazer como tu e não ficam à espera numa fila. Pois, seria inteligente se a forma que aquelas alminhas arranjaram de chamar os números não fosse, nada mais nada menos, do que gritar o número da senha.

 

Reflictam sobre isto: estão num festival de música. Palco principal mesmo ao lado do quiosque. E qual é a melhor forma de chamar as pessoas? Gritar o número das senhas. Esperto, hein?

 

E o mais irónico da coisa é que eles se calhar até tinham forma de arranjar um método mais eficaz de chamarem as pessoas. Eles, ao contrário das outras bancas, tinham um ecran por cima da banca e não um "cartaz". Neste ecran iam passando os hamburgers e afins. Ou seja, podiam perfeitamente passar o número... Digo eu.

 

E pronto, acho que chega de Alive. Já tirei a pulseirinha, foi uma experiência brutal, já ouvi o concerto dos Parov Stelar (brutalíssimo - quando é que eles vêm cá? Quando?), e bem, se as bandas me aquecerem o coração, para o ano quero voltar. Gosto de festivais de música :)

11
Jul17

NOS Alive - Parte II

Miúda Opinativa

Vou fazer render este peixe, ah ah!

Explicando: durante esta semana, vou andar meio stressada com o exame que vou ter na quinta-feira. Como tal, não vou ter grande pachorra para escrever, nem tempo, nem cabeça. Vou só querer que quinta-feira chegue rápido, e depois sexta, para poder aproveitar o fim-de-semana.

 

Portanto, e à falta de tema melhor para escrever, vou escrever sobre o Alive. É um tema tão como outro qualquer (mesmo que às tantas seja, literalmente, so last week).

 

Hoje (bem, não hoje. Estes posts foram escritos no domingo) vou escrever sobre as pessoas que vão ao Alive. Nomeadamente, as pessoas que vão ao Alive de saltos altos, super hiper maquilhadas, com calças super justas, com imensos acessórios. Eu sei. Eu sei. Ninguém tem nada a ver com aquilo que os outros vestem e o que interessa é que se sintam bem.

 

Mas a minha questão é: COMO É QUE SE SENTEM BEM COM AQUELAS ROUPAS? Não consigo entender. Este foi o primeiro ano que não fui ao Alive de calções (porque fui directa do trabalho) e só não tive pena porque as calças com que estava são super confortáveis e não esteve assim tanto calor. Mas fui de ténis. Fui de blusa larga. E não, não fui maquilhada.

 

É algo que não consigo, nunca consegui, compreender. As pessoas que vão a festivais de música como se fossem a um evento de moda. Que vão a um festival de música desfilar. Não consigo compreender.

 

Alguém me ajuda?

10
Jul17

NOS Alive

Miúda Opinativa

Sim, eu fiz parte das 55000 pessoas que foram ao Alive na 5ª e na 6ª feira (e só não fui no Sábado porque decidi que seria prudente ficar em casa a estudar para o exame que vou ter nesta 5ª feira ou, pelo menos, a recarregar baterias para no domingo estudar).

 

E bem... Alt-J, The XX, Tiago Bettencourt e Foo Fighters foram espectaculares. Tipo... Awesome. Alt-J, The XX e Foo Fighters foram uma estreia minha; Tiago Bettencourt é aquele cantor a quem muita gente pouco ligou lá no recinto mas que eu, mesmo já o tendo visto ao vivo, ouvi com toda a atenção e que adoro, adoro, adoro. Tiago, se me leres, acredito que numa outra vida fomos um bonito casal :)

 

Alt-J: adorei. Descobri esta banda em 2014, no ano em que regressei à Faculdade (bem, já os tinha ouvido antes, mas com atenção, foi só mesmo em 2014) e lembro-me perfeitamente de os ter ouvido em loop quando estava a estudar para os exames do 1º semestre. Ao vivo foram espectaculares, apesar de achar que a hora do concerto deles foi algo ingrata. É aquela hora em que as pessoas ainda estão meio dispersas, nas filas para brindes idiotas ou a comer, e que ainda há luz do dia. E bem... Os concertos à noite têm outra magia. Ainda assim, adorei :)

 

The XX: Os The XX são muito o meu estilo. Também os descobri há relativamente pouco tempo mas posso dizer que foram uma lufada de ar fresco em relação a tudo o  que se ouve na Comercial e afins. A sonoridade é espectacular, as letras têm significado e o sentimento que eles imprimem na actuação é tão bonito... Adorei :)

 

Tiago Bettencourt: Quando cheguei ao recinto,  ele já estava a tocar (pois é, isso foi uma novidade este ano para mim. Só cheguei ao recinto depois das 18 - não tirei o dia e só saí às 17 do trabalho) mas foi lindo. Lindo lindo lindo. Também acho que é uma hora ingrata - lá está, as pessoas estão a chegar, ainda há muita luz, ninguém presta muita atenção -, mas eu prestei e adorei :)

 

Foo Fighters: Que concertão. Mesmo. Duas horas e tal aos pulos (o meu joelho ia morrendo - mesmo), duas horas e tal a cantar, duas horas e tal a pensar "WOW". Adorei :)

 

Tive pena, muita pena, de não ter visto Parov Stelar, mas puseram-nos quase ao mesmo tempo de Foo Fighters. Assim, só vi o final da última música (ah ah). Para quem não conhece, aconselho vivamente :)

 

Valeu a pena. Pelo facto de só ter chegado depois das 18, foi uma experiência de Alive completamente diferente. Nas outras edições a que fui, fui para lá bem mais cedo, com tempo de ver todo o recinto e espreitar os stands das marcas (embora nunca tenha ficado em nenhuma fila para brinde - sem pachorra nenhuma para isso). Este ano não. Foi "só" mesmo ver os concertos. Mas... Não é esse o objectivo de um festival? ;)

07
Jul17

Sobre as chefias

Miúda Opinativa

Eu já tive uma chefe directa terrível. Mesmo terrível. De tal forma terrível que durei naquela empresa 1 mês. 

Depois dessa experiência traumática (não estou a exagerar. A verdade, por mais que me custe a admitir, é que essa experiência deixou algumas mazelas na minha auto-estima enquanto profissional), tenho tido sorte com os meus responsáveis directos.

No meu anterior trabalho, a minha Manager era uma pessoa extremamente acessível, embora com alguns issues que dificultavam o trabalho. O próprio trabalho já tinha uma série de constrangimentos e exigências e estas características dela acabavam por tornar este trabalho ainda mais exigente. No entanto, era (e é) boa pessoa e hoje mantemos algum contacto. Deu-me uma oportunidade quando eu achava que ninguém me ia dar essa oportunidade e foi amiga, mais do que chefe, em muitas situações. E eu, bem, também fui amiga, mais do que colaboradora, em muitas outras situações.

 

Esse projecto terminou e em Maio comecei onde estou actualmente. E voltei a ter sorte com o meu chefe. Costumo dizer que tem o bom da minha anterior chefe mas sem os problemas que ela tinha. Não me considero amiga dele nem o considero meu amigo e acho que dificilmente teremos esse tipo de relação; contudo, sei que poderei contar com ele e espero, obviamente, corresponder às suas expectativas. 

 

Eu valorizo muito as minhas chefias. Acho mesmo que são fundamentais para o bom funcionamento de uma organização, para o desempenho profissional dos colaboradores e para o seu envolvimento e retenção. É algo que tem sido falado muito nos últimos tempos - a diferença entre "chefe" e "líder". Para mim, sinceramente, é indiferente o nome que lhe damos; para mim, o mais importante é que o chefe, manager, líder, whatever, seja alguém para quem possamos olhar e aprender, alguém que respeitemos e que nos respeite. Alguém que nos guie e nos oriente, que nos diga que estamos errados quando estamos errados mas que nos corrija de forma construtiva. Alguém que valorize o nosso trabalho, publicamente e em privado. 

 

E por isso, e tal como digo à minha colega, valorizo muito o nosso chefe. Porque sei que se calhar, chefes como ele são raros. Chefes que estão sempre disponíveis para nos ouvir, mesmo que seja para nos queixarmos de outras pessoas. Chefes que ouvem as nossas dúvidas e que nos ajudam a pensar na melhor solução. Não é assim tão comum.

 

Assistir (e viver) certas situações faz-nos pensar nisto da Liderança. Faz-nos pensar que não basta recebermos bem as pessoas - é importante "cuidar" delas quando elas estão na Organização. Não basta organizar eventos anuais bonitinhos - é preciso que nos restantes dias as pessoas também se sintam bem. 

 

Para mim não deixa de ser curioso como, apesar de tudo, certo tipo de pessoas continuam a ser líderes. Como apesar de todas as alterações de paradigma nas Organizações, algumas pessoas com certas características de personalidade continuam a chegar a certas posições. Provavelmente, porque se calhar são essas pessoas que não têm mais vida para além do trabalho e, portanto, se dedicam mais a essa faceta... Mas depois... Depois as coisas nem sempre correm bem. 

06
Jul17

A dependência das Redes Sociais

Miúda Opinativa

Quando eu estava no primeiro ano da Faculdade, uma professora minha disse-nos que vinha a reparar que, de ano para ano, os primeiros anos estavam piores. Mais imaturos, mais mal-comportados, etc. etc. E eu, no alto dos meus 18/19 anos (porque nessa altura somos todos muito sábios, claro está), disse-lhe "pois, professora, mas prepare-se. Daqui para a frente serão piores".

 

Enfim, isto deve ser a mais velha história do Mundo. Todos nós achamos que as gerações seguintes são piores e que a nossa geração é a última boa geração. Não é nada de novo.

 

Adiante. Passaram-se 10 anos.

 

A minha geração já entrou no mercado de trabalho há uns anos e começamos a assistir à entrada de uma nova geração, de 21/22 anos, neste mundo. Uma geração que, mais ainda do que a minha, é muito conectada às redes sociais. Para quem a entrada no mercado de trabalho e o seu dia-a-dia laboral é super-documentado no Facebook, Instagram e Snapchat (e talvez mais, não sei). E isso até começa a ser utilizaddo pelas Organizações como forma de employer branding: neste momento, os colaboradores das Organizações já são embaixadores dos seus locais de trabalho e uma das ferramentas utilizadas é, precisamente, as redes sociais. Até aqui tudo bem.

 

Mas existe um limite. E esse limite não é assim tão difícil de definir. Esse limite é quando a partilha da vida laboral nas redes sociais põe em causa o trabalho que se faz, tornando-se eticamente reprovável.

 

Há uns dias, uma antiga colega de escola da minha irmã que trabalha em R&S, colocou no Instagram (mais concretamente no Instastories) uma foto do lanche composto por bolachas de chocolate com uma legenda a falar sobre alimentação saudável. O que é que isto tem de mal? Nada. Não fosse o caso de por baixo do pacote das bolachas estar um CV. E eu, que também trabalho nessa área e já tenho olhos de lince para esses pormenores, detectei logo o e-mail da pessoa e o contacto telefónico. Para além, claro, de parte da experiência profissional. 

 

E isto é grave, muito grave. Um post aparentemente inocente (até porque só tem a duração de 24 horas) pode ter consequências muito graves. Porque os processos de recrutamento e selecção são sigilosos; logo, não é suposto que as informações de um/a candidato/a estejam assim, em rede. É pouco provável que alguém, a partir dali, perceba quem ele/a é; no entanto, nunca se sabe, e isso pode trazer consequências para o/a candidato/a. Consequentemente, quebrando o sigilo obrigatório, isto pode trazer também consequências para a antiga colega da minha irmã e, no limite, para a empresa onde ela trabalha.

 

E isto é algo que não percebo. A partilha do nosso trabalho nas redes sociais é assim tão importante que ponha em causa  nosso trabalho? Para mim a resposta é simples: não. Simplesmente, não.

E não percebo esta necessidade de tudo partilhar. Sim, tal como disse ontem, eu também partilho coisas e é giro ver passado uns tempos as memórias. Mas, julgo eu, são coisas que não ultrapassam limites. Claro que às vezes é difícil estabelecer limites: para mim, pode fazer todo o sentido partilhar uma foto parva minha em Oslo e isso para outros pode ser demasiado - no entanto, julgo que a partilha que põe em causa outros e o nosso trabalho é perfeitamente evitável.

 

Mas isso sou eu, que estou perto dos 30...

05
Jul17

Memory Lane

Miúda Opinativa

O Facebook tem uma coisa engraçada, que é a funcionalidade "Neste Dia". A sério que acho mesmo muita graça ver o que fiz ou o que disse a determinada altura da minha vida - o que não significa que o Facebook me dê memórias todos os dias, ah ah.

 

Eu tenho Facebook desde 2009. Ou seja, o Facebook assistiu a metade do meu percurso universitário, à minha entrada no Mercado de Trabalho, ao meu regresso à Faculdade, ao meu regresso ao Mercado de Trabalho, aos casamentos dos meus amigos, às minhas viagens, às minhas vitórias e derrotas...

 

E sim, admito que, principalmente ali na fase do percurso universitário, eu utilizava o Facebook para desabafar. Teve alguma graça, nas últimas semanas, ver as memórias referentes, por exemplo, às épocas de exames. Tem alguma graça ver as memórias de partilhas do 9GAG (no tempo em que eu ia muito ao 9GAG) referentes, sobretudo, ao meu feitio.

 

E tem graça perceber como as coisas mudam e como há coisas que não mudam. Tem graça ver que ainda mantenho muitas amizades; tem graça perceber como a miúda insensível se foi tornando mais sensível (péssimo) mas mantendo o seu nível de sarcasmo e ironia apurados (óptimo :) ).

 

O Facebook pode ser uma coisa completamente parva. Mas também pode ser uma coisa muito gira. E esta é uma das coisas giras do Facebook. Até quando é que o utilizarei e que memórias ele me mostrará no futuro??

04
Jul17

Gru - O Maldiposto 3

Miúda Opinativa

Fui ver, na sexta-feira passada, o Gru 3. Há séculos que não ia ao cinema , mas porque não voltar com um desenho animado?

Era aquilo que me estava a apetecer. Um filme leve, divertido, que desse para passar o tempo. E foi tudo isso.

Eu não sou muuuuito exigente com filmes de animação. Acho que às vezes as pessoas esperam demasiado destes filmes que, na verdade, são filmes para crianças. Esperam que filmes para crianças tenham um nível de complexidade elevado ou que tenham mensagens demasiado profundas o que, para mim, não faz grande sentido - porque as crianças não alcançam toda essa profundidade e, lá está, os filmes são para elas.

 

Atenção, não digo, com isto, que não possam ter essas mensagens. Mas o facto de não terem essas mensagens não torna os filmes necessariamente maus

 

Mas adiante. O Gru. O Gru é um filme engraçado. Sendo o terceiro filme, poder-se-ia esperar que já não fosse tão bom, que fosse repetitivo, que não trouxesse nada de novo. E a verdade é que sim, se calhar não tem taaanta graça como o primeiro. No entanto, isso não o torna um filme mau. É um filme engraçado, leve, que é o que se pode esperar dele. Saímos do cinema bem-dipostos, que é o que se espera quando se vai ver este filme. Por isso, cumpre o objectivo. Se calhar sou eu que estou cansada e que não tenho grande disponibilidade mental para pensar em outras coisas mais complexas para além de Economia ou de trabalho - fora destes dois contextos, quero, agora, coisas simples. E o filme cumpriu esse objectivo. 

 

Deixa, julgo eu, em aberto a possibilidade de se fazerem mais filmes. Logo que saímos da sala, eu e o meu namorado pensámos em mais dois plots (somos muito criativos). Se poderá ser de mais? Bem, talvez. Mas há tantas sequelas de tantas coisas más, que acho que enquanto que se fizerem sequelas boas, esta poderá ser uma boa aposta.

 

Se quiserem ver um filme leve e divertido, sigam para este! :)

03
Jul17

Saldos

Miúda Opinativa

Eu juro que gostava de conseguir. Mas não consigo. Acho que me falta esse gene. Falta-me o gene feminino de "SALDOSSSS. BORA LÁ!". Eu chego à Zara ou à Mango (as minhas lojas favoritas) na altura dos Saldos e tenho vontade de fugir imediatamente. É tipo reflexo pavloviano. Assim que entro, começo a ficar ansiosa com toda aquela confusão, com as roupas amontoadas, com a falta de ordem... E começo a pensar "tu precisas mesmo disto?"

 

Preciso. Preciso de roupa confortável para ir trabalhar, roupa fresca que me faça aguentar os transportes. Idealmente, seria nos Saldos, porque é mais barato, mas não consigo.

 

Não consigo porque a confusão me faz confusão.

Não consigo porque mesmo que não me fizesse confusão, não consigo encontrar nada. Tenho olhos de lince para muita coisa, mas não para os Saldos.

 

E fico triste. E a minha conta bancária também, porque acabo por esperar pelo final da confusão. E dizem vocês "então e compras na net?" Sim, já optei por isso, mas... Enfim, não é a minha preferência.

 

Gostava de ter o gene dos saldos.

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