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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

16
Jun17

Perdoar e Esquecer

Miúda Opinativa

Há uns dias, os Destaques do Sapo mostraram-me este post. Julgo que não conhecia o blog, mas o título chamou-me a atenção. Dizia a autora, como poderão ler, que não concorda com a ideia de que "perdoar é um acto de coração e esquecer um acto racional". E bem... Eu concordo com a Cristina. De tal modo que decidi escrever aqui sobre isso.

 

Eu tenho uma memória auto-biográfica extremamente apurada. A sério. Sou conhecida por isso. Lembro-me de coisas que acontecerm há anos, muitas delas sem qualquer relevância, e com um nível de pormenor que chega a ser ridículo. Às vezes lembro-me do que tinha vestido ou o que é que tinha comido ao almoço. E isto gera situações muito engraçadas (eu voltei ao contacto com o meu namorado precisamente por causa da minha memória), mas também leva a que eu simplesmente não consiga esquecer certas situações - algumas das quais eu gostaria muito de esquecer. Mas simplesmente... Não consigo. E quando me esqueço, não é por "conseguir" - ou seja, não é o tal acto racional. É porque, simplesmente, já não me lembro da situação.

 

Perdoar não. Perdoar exige uma reflexão da minha parte e uma decisão por se vale ou não a pena perdoar. Não se trata de esquecer; trata-se, pelo contrário, de apesar de me lembrar, decidir, racionalmente, que não quero que determinada situação estrague determinada relação. Mas para perdoar é preciso lembrar. Porque se não me lembrar... Estou a perdoar o quê?

 

Sim, perdoar também é um acto de coração. Mas é um acto racional.

 

 

14
Jun17

Wayard Pines

Miúda Opinativa

Depois de ter lido o livro "Matéria Escura", de Blake Crouch, decidi que queria dar uma hipótese à trilogia Wayward Pines. Como disse na minha posta de pescada, tinha visto a primeira temporada da série de TV, gostei muito durante uns episódios, mas depois a coisa descambou e fiquei mesmo desiludida.

 

Mas pensei, depois de ler a Matéria Escura, que se calhar devia dar uma oportunidade ao Wayward Pines. Afinal, se os filmes são sempre piores do que os livros (salvo algumas excepções), então as séries de TV também podem ser.

 

Dito e feito. Pedi ao meu namorado que me encontrasse a versão original e-book (não quero mais traduções) e só não devorei em menos tempo porque, bem, não tive tempo. E a verdade é que gostei bastante. Muito bem escrito, e com a capacidade de manter o leitor em suspense (mesmo o leitor  que, como eu, já sabia mais ou menos a história). A verdade é que existem algumas diferenças entre a série e o livro e embora as situações que me fizeram deixar de gostar tanto da série também apareçam no livro, a verdade é que aqui não pareceram tão despropositadas. Fizeram sentido.

 

Gostei bastante e estou ansiosa por ler os outros dois. Agora não tenho lido nada (tenho ocupado as minhas viagens de transportes a ler artigos para as últimas avaliações da Pós-Graduação  - parece que as últimas são as mais difíceis, arre!), mas assim que er a trilogia completa, tentarei escrever mais sobre o assunto :)

12
Jun17

As voltas que a vida dá

Miúda Opinativa

Quando entrei na Faculdade de Psicologia, há quase 10 anos, não sabia muito bem o que queria fazer com o Curso. O meu objectivo era "compreender o comportamento humano" (quem é que entra em Psicologia sem ter este objectivo? Ninguém. E sim, aos 18 anos somos ingénuos e parvos XD) e sabia que não queria ser Psicóloga Clínica (faço parte do 0.5% de alunos que quando entram em Psicologia nem sequer considerava essa hipótese - a maioria dos caloiros pensa que pode ser uma alternativa bastante possível).

 

Por outro lado, quando me diziam "vai para Recursos Humanos, é a única área da Psicologia que dá emprego", eu mandava essas pessoas dar uma volta. "Que seca", dizia eu.

 

Quando eu entrei em Psicologia, não sabia muito bem o que fazer, mas achava que podia ter alguma coisa a ver com Psicologia Educacional.

 

Acontece que depois do primeiro mês em Psicologia, desiludi-me com esta ciência. E deixei de querer Psicologia Educacional e fiquei sem saber de todo o que poderia fazer. Podia ter saído? Poder podia, mas para isso era preciso que eu soubesse para onde queria ir em alternativa.

 

Os anos foram passando e acabei por seguir, no Mestrado, uma outra área, menos conhecida, mas muito virada para a investigação social. "Ahhh, então descobriste que querias fazer investigação?" Não, ah ah. Na verdade, essa era uma área que, achava eu, também me abriria portas para trabalhar em Publicidade. Também gosto de Publicidade e para quem estava desiludido com a Psicologia, era uma possibilidade de trabalhar em algo fora dessa área sem desperdiçar os anos de formação.

 

Acontece que a teoria nem sempre se aplica na prática e tirando um estágio curricular de pouco mais de 2 meses, nunca consegui entrar na Publicidade. Óbvio que não, por razões muito práticas: a área onde eu queria trabalhar, Planeamento Estratégico, é uma área que só existe em grandes agências. É um mercado muito pequeno. Adiante. Fiz um estágio profissional em Estudos de Mercado e meses depois, acabei por ir parar a uma empresa de Trabalho Temporário como "Consultora de Recursos Humanos Estaiário"- o meu primeiro contacto com os Recursos Humanos. Não gostei particularmente.

 

Mas a vida é uma coisa engraçada. Não gostei, voltei para a Faculdade, estive a fazer Psicologia Educacional. E quando comecei a fazer a Tese, direccionada para o aconselhamento de carreira, comecei a pensar que se calhar ia trabalhar em Recursos Humanos, porque era isso que eu queria fazer.

 

Volta não volta... Foi mesmo isso que aconteceu.

 

Estou a acabar agora a Pós-Graduação em Gestão de Recursos Humanos e tirando questões administrativas, posso dizer que gostei. E estou a trabalhar num Departamento de Recursos Humanos de uma empresa e... estou a gostar bastante (apesar de todo o trabalho. Ou por causa de todo o trabalho).

 

E a vida é engraçada. Aquilo que eu dizia que não queria fazer é, afinal, aquilo que estou a fazer. Primeiro porque, de facto, era a área onde consegui arranjar "qualquer coisa" (a tal de Trabalho Temporário). Mas depois porque gostei. Gosto.

 

O mais irónico disto tudo? A minha Tese em Psicolgia Educacional seria sobre o Planned Happenstance no desenvolvimento de Carreiras...

09
Jun17

A Greve dos Professores

Miúda Opinativa

Ponto 1:

- Eu sou a favor da Greve. Penso que, historicamente, permitiu-nos ganhar direitos importantes que hoje temos como adquiridos mas que, para existirem, alguém teve lutar. E muito. 

 

Ponto 2:

- Eu não sou a favor das greves desmedidas. Penso que perdem valor. Porque é "só mais uma" e geram questões como "mas agora estão a protestar porquê mesmo?". A existência de muitas greves faz com que a população, que até pode ser solidária com as motivações das greves, acabe por deixar de o ser. Por desvalorizar e, em última análise, porque acabam por ser prejudicadas por esse número imenso de greves. Aconteceu com os transportes - a CP e o Metro de Lisboa perderam todo o apoio da opinião pública porque a opinião pública foi quem saiu mais prejudicada com todas as greves que realizaram. 

 

Ponto 3:

- Eu terminei o Secundário há 10 anos (God...). Estes 10 anos permitem-me relativizar a importância dos Exames Nacionais mas não me permitem desvalorizá-los. Hoje reconheço que em muitos casos os Exames Nacionais não têm grande importância (o meu foi um desses casos), mas também me lembro da ansiedade que provocam. 

 

Posto isto, acho que esta greve dos professores, marcada por esse mui nobre senhor para um dia de exame, é uma falta de respeito para com os alunos. Pior do que isso, só mesmo dizer-se "vão muito a tempo de remarcarem os exames desse dia". 

 

Se eu fosse professora, mesmo estando descontente com os salários, com a carreira, com o Estado, com o que fosse, seria incapaz de, depois de um ano (ou mais) a ensinar aos alunos não só conteúdos programáticos como, também, a importância do esforço e do trabalho, fazer greve num dia de exame. Estaria a desvalorizar a importância dos exames, estaria a desvalorizar o trabalho dos alunos. Que mensagem é que lhes passava? 

 

Mas, na verdade, se eu fosse professora, não apoiaria o mui nobre senhor... 

08
Jun17

Eitá que isto está difícil!

Miúda Opinativa

Não está difícil no verdadeiro significado da palavra, porque estou feliz. Cansada, mas feliz.

 

Mas entre trabalho remunerado e trabalho para a pós-graduação (que está quase quase quase a terminar, mas este quase está a dar trabalho), sobra-me pouco tempo (e capacidade, confesso, sobretudo capacidade para escrever outras coisas no computador). 

 

Mas estou viva. Na terça acabei de ler um livro sobre o qual quero escrever aqui. E não tenho parado. E estou cansada. Mas feliz. E a continuar a fazer desporto para manter o equilíbrio :)

06
Jun17

Desporto

Miúda Opinativa

Eu praticamente não me lembro de mim sem fazer desporto. Entrei para a natação aos 4 anos e tirando um interregno de 1 ano, nunca mais parei de fazer desporto. E sempre gostei.

A natação sempre foi o "meu" desporto. Nunca competi oficialmente (com alguma pena minha, até porque acho que teria algum potencial), mas sempre foi o meu desporto favorito. Paralelamente, e por causa da escola, por vezes praticava outros desportos (volley, badmington, futebol, sei lá), mas a natação sempre foi uma constante na minha vida. E ainda bem, porque foi a natação que me trouxe um grupo de amigos espectacular e que se mantém até hoje (apesar de já quase nenhum de nós estar a nadar).

 

Na faculdade, comecei a frequentar o ginásio. Primeiro porque no primeiro ano deixei de poder conseguir tanto à natação (e tinha que compensar com alguma outra coisa) e depois porque fui obrigada. Tenho um problema no joelho e de forma a evitar-se operação que não ia dar em nada, foi-me aconselhado a manter o ginásio, por ser uma forma de o fortalecer. E bem, embora seja a prática desportiva de que gosto menos, reconheço a sua utilidade.

 

Mais tarde, descobri a corrida. Não foi amor à primeira vista nem aderi imediatamente assim que comecei. E tive que parar algumas vezes (por causa do joelho). Mas tornou-se o meu segundo amor. Às vezes é difícil sair de casa e ir correr. Às vezes é preciso lutar mesmo contra a cabeça. Mas vale sempre a pena. Sempre.

 

Eu costumo dizer que o desporto é uma terapia. É a minha terapia. Eu tenho uma cabeça complicada q.b. e é o desporto que me ajuda a lidar com a minha cabeça (e com os problemas que de vez em quando surgem na minha vida).

É num sprint na piscina ou na estrada que liberto a minha fúria. É em 2000m em piscina ou em 5, 10, 15km na estrada que penso sobre o que vou fazer a seguir, que me animam quando estou em baixo.

 

É na piscina e na estrada que me supero. Que sei que se ali consigo ultrapassar-me, então nos outros sítios também conseguirei. 

 

Muitas vezes penso "se consegui correr uma Meia-Maratona 1 ano depois de ter lixado o joelho (nunca estive tão perto da mesa de operações), então conseguirei fazer outras coisas".

 

Conselho: se estão em baixo, se precisam de alguma coisa nova na vossa vida... Experimentem desporto :)

05
Jun17

Keep Calm and Carry On

Miúda Opinativa

keep_calm_and_carry_on.jpg

 

Eu não sei se há muita gente a saber isto ou não (apenas sei que quando falo disto a outras pessoas, nunca ninguém sabe), mas esta imagem, actualmente muito utilizada e adaptada às mais diversas situações, foi criado no início da II Guerra Mundial pelo Governo do Reino Unido e distribuído pela população. O objectivo era acalmar as pessoas e dizer-lhes que mantivessem a sua vida normal, dentro do possível.

 

E os Ingleses fizeram-no. Dentro do possível. No meio dos bombardeamentos, das blitz, de toda a destruição. As pessoas lutaram. Civis fizeram o que podiam fazer no seu próprio território. E acabaram por vencer a guerra.

 

Eu sei que o que vou escrever não é nada de novo. Mas tendo em conta os últimos acontecimentos em Londres, acho que é bom lembrarmo-nos disto. Que a vida continua. Que não podemos ficar com medo. Que temos que lutar sem entrar em pânico. É isso que eles querem.

02
Jun17

Love Actually | Red Nose Day

Miúda Opinativa

Eu sou um cliché e sim, sou daquelas pessoas que adora (ADORA) o Love Actually. Fui vê-lo ao cinema e já perdi a conta ao número de vezes que o vi na televisão. 

Assim, fui também uma das pessoas que simplesmente vibrou quando soube que iriam fazer um especial para retomar as personagens. Cliché, eu avisei XD

 

No domingo consegui, finalmente, ver, então, a curta metragem. E... Bem, não sei se foi por estar com as expectativas lá no alto, se foi por ter esperado demasiado... só sei que não adorei. Vá, gostei, mas nem se pode dizer que "gostei muito". Vê-se, entretém, mas não é assim nada de especial. E não, não ficamos a perceber o que aconteceu às personagens. Quer dizer, em relação a algumas sim, mas não a todas, mesmo em relação às que aparecem. Eu sei que isto assim pode parecer confuso, mas não quero ser muito spoiler ;) 

 

Sim, admito, fiquei desiludida. Estava à espera de um pouco mais. Mas, enfim, tenho que ser benevolente... Afinal o objectivo era muito específico. E pronto, foi giro ver o crescimento / envelhcimento dos actores / personagens. É verdade, 14 anos (GOD) passam por todos! 

01
Jun17

A decisão | Pedido de Opinião

Miúda Opinativa

Não foi fácil decidirmos o destino da viagem da celebração de 2 anos de namoro (ainda bem que foi mais fácil começarmos a namorar do que a escolha do destino da celebração! Só demorámos 11 anos desde que nos conhecemos! XD).

 

A modos que já estávamos bastante inclinados por Toulouse (voo não tão caro assim, só com o problema de aterrarmos em Lisboa quase à meia-noite, cidade agradável, pequena para se ver num fim-de-semana), quando pensámos "então e se ficássemos em Portugal?". 

 

A verdade é que no pico do verão, e sem férias nesta altura (às vezes acho que deveria ter ficado desempregada até depois do verão, só para aproveitar o calorzinho XD), era capaz de nos apetecer um destino de descanso, de ficarmos de papo para o ar à beira da piscina a comer e a namorar. Tivemos no ano passado uma óptima experiência num Turismo Rural no Alentejo e estávamos com vontade de a repetir (embora noutra unidade de turismo rural).

 

Então, após várias buscas e alguns momentos de frustração (do género "mas porque raio é que este sítio só aceita reservas de 7 dias? Parvoíce!" ou "aiiiii! Já não fomos a tempo de reservar este" ou "ai que indecisão!") lá nos decidimos por um hotel que parece beeeem agradável em Óbidos. Optámos mesmo pelo "vá para fora cá dentro" :)

 

Porque não? Há anos que não vou a Óbidos e é uma vila bem bonita. E assim acho que aproveitamos mais para descansar :)

 

Posto isto... O que há para fazer em Óbidos? Onde se pode comer? (Lambona XD)

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