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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

03
Mai17

Oslo #1: Porquê esta cidade? Como lá chegámos? Onde dormimos?

Miúda Opinativa

E vai começar a série de Posts relacionados com Oslo.

 

Para não fazer um post demasiado grande, acho que vou fazer render o peixe. Assim, vou fazer um post para cada dia em que lá estive, o tal roteiro e, no final, o último post será sobre a minha impressão sobre a cidade e sobre os noruegueses. Espero que gostem :) Mas dêem-me um desconto, não esperem uma coisa espectacular, porque isto é algo que nunca fiz ;)

 

No dia 22 de Abril, lá fui com o meu namorado, às 7 da manhã, para Oslo.

Era uma viagem que estava marcada desde Fevereiro e que calhou agora que nem ginjas. Porque às vezes precisamos mesmo de sair, de mudar as rotinas, de espairecer.

 

Oslo não foi a primeira opção. A primeira opção era Escócia, também nesta altura, mas tendo em consideração o tipo de viagem que queríamos fazer (não queríamos ir apenas a Edimburgo; pelo contrário, queríamos fazer mesmo a Escócia de carro alugado, fazer várias paragens, ir às Terras Altas...) e o objectivo que temos (ou tínhamos) em fazer uma viagem deste género ainda este ano mas à Islândia, seria complicado, financeiramente, comportar ambas. Então, acabámos por "decidir" Oslo.

 

E porquê Oslo?

Porque é uma cidade nórdica e, portanto, diferente daquilo a que estamos habituados. E porque o meu namorado, ao contrário de mim, é um rapaz muito viajado e já foi a quase todas as capitais europeias. Apesar disso, ainda considerámos a hipótese de Amsterdão e vimos alguns voos para Oslo e para Estocolmo. Tínhamos em cima da mesa, então, 3 cidades. E como decidimos? Não decidimos. Tirámos à sorte e saiu Oslo XD

 

Marcámos avião (TAP) e casa no Airbnb. Arrendar uma casa foi a melhor opção, porque nos permitiu ter cozinha, onde preparávamos sandes para irmos comendo durante o dia, e onde jantávamos. Num hotel, para além de ficar mais caro, não o conseguiríamos fazer. E um hostel até poderia ficar mais barato, mas nem sempre é possível cozinhar. E a casa, apesar de pequena, era fixe e tinha tudo o que precisávamos. E a verdade é que uma casa permite-nos um conforto e um à-vontade que não se tem num hotel nem num hostel.

 

De forma a irmos do Aeroporto de Oslo para a casa, acabámos por comprar, também em Portugal, bilhetes para o autocarro da empresa Nor-way Bussekpress. Perguntámos ao nosso anfitreão qual seria a melhor forma de irmos para casa dele e foi essa a opção que ele nos deu. Existem outros meios de transporte (comboio, metro), mas para aquela zona, o melhor foi mesmo este autocarro, porque uma das paragens ficava a 1 minuto de casa. Poderíamos ter comprado os bilhetes na hora; contudo, ao termos optado por os comprar antecipadamente, ficaram francamente mais baratos. Assim, comprámos, ainda em Portugal, e mais de um mês antes de irmos, os bilhetes para irmos do Aeroporto de Oslo para a zona da casa e para voltarmos para o Aeroporto.

 

A viagem de autocarro, que durou cerca de uma hora, foi bastante tranquila e serviu-nos não só para termos um primeiro contacto com a cidade como, também, para dormirmos e descansarmos um pouco. Tínhamos acordado às 5 da manhã, ainda ficámos no aeroporto uma hora à espera do autocarro (os autocarros saem de hora em hora) e estávamos meio KO.

 

Mas serviu-nos, sobretudo, para percebermos que apesar de a viagem ter sido comprada por vontade da sorte, foi um óptima opção ;)

 

 

02
Mai17

13 Reasons Why

Miúda Opinativa

Toda a gente fala sobre a série e eu decidi seguir a manada e vê-la também. Acabei de a ver na sexta-feira e estou com sentimentos algo ambivalentes. 

 

A premissa da série é interessante. Nesta altura, acho que já toda a gente sabe do que se trata, por isso não corro o risco de estar a cometer algum spoiler. A história começa após o suícidio de uma adolescente, a Hanna Baker, e de um colega seu de escola (que afinal era mais do que apenas isso) receber uma caixa com 7 cassetes gravadas por ela. Cada lado dessas cassestes era dirigida a cada pessoa que ela considerava ter contribuído de alguma forma para o seu suicídio. 

 

A série conta, assim, a história de alguns adolescentes e acaba por ser uma reflexão sobre como as nossas acções, por mais pequenas ou irrelevantes que as consideremos, podem ter uma grande influência na vida dos outros. E isso é extremamente importante. Porque, regra geral, não somos santos, ninguém é, mas podemos tentar sempre ter algum cuidado para não magoar o outro. Porque não sabemos aquilo que o outro está a passar e como é que ele vai interpretar as nossas acções. Algo insignificativo pode ter, na outra pessoa, um impacto muito muito grande. Demasiado grande. Demasiado insuportável. 

 

Contudo, no decorrer da série, não pude deixar de achar que a Hanna conseguia ser ligeiramente irritante. Porque era tudo sobre ela. Porque fazia uma tempestade num copo de água. Porque "oh meu Deus. Tu contribuíste para o meu suicídio porque me deste um estalo". Atenção, não estou a dizer que ela não tivesse o direito de se sentir melindrada - apenas penso que muitas das situações vivenciadas por ali são situações vivenciadas por muitos adolescentes. Por todos os adolescentes, arriscaria a dizer. Se isso desculpa certas acções? Óbvio que não. Mas penso que a série, que terá, também, um objectivo quase pedagógico de sensibiliização, em vez de contribuir ainda mais para a vitimização da vítima (e atenção, não estou a dizer que não são vítimas), deveria tentar capacitar as vítimas de certas situações para dar a volta por cima. Dar-lhes as ferramentas para perceberem que as situações acontecem mas é possível sobreviver a elas. 

 

Claro que isto é mais fácil de dizer em relação àquelas situações que poderão ser consideradas menos graves. Em relação às situações mais graves, à situação final que leva ao suícidio, admito que possa ser mais difícil. Em teoria, as vítimas deste tipo de situações deverão procurar ajuda. E a série mostra-nos isso. Mas o que fazer quando não se recebe a ajuda que se procura? Na série, a Hanna suicida-se. É o caminho que ela encontra. E é este final que acaba por, de certa forma, ajudar a série. Porque, lá está, mostra-nos que não é só de palavras que as pessoas vivem - é de acções. Que não basta as pessoas dizerem "procurem ajuda", é preciso que as pessoas estejam dispostas a ajudar.

 

No entanto, considero que este final, embora ajude a série, também é um problema (eu sei, paradoxal, mas eu disse que era ambivalente :P ). Porque pode transmitir (embora reconheça que não será esse o objectivo) que a única solução para quem é vítima é o suícidio. O que não é verdade - não pode ser verdade. Não quero imaginar o que será passar por uma situação daquelas, mas quero acreditar que há vida para além dessa experiência.

 

A série acaba com alguns cliffhangers que dão espaço para que haja uma segunda temporada. Eu acho, apesar de tudo, que seria interessante. Porque é sempre importante ver o outro lado, ter outras perspectivas. 

 

A nível técnico, acho que a série tem uma série de limitações e as representações da maioria das personagens adultas são sofríveis. O que é uma pena.

 

O texto já vai longo, eu sei, mas queria ainda fazer mais algumas observações:

- O Tony é o grilo falante, certo? 

- O genérico da série é muito giro.

- A banda sonora tem sido também muito bem criticada e com isso concordo plenamente. 

- Os nerds/tímidos/"cromos" fazem o meu tipo. 

- É estranho que com 28 anos me identifique mais com as personagens adolescentes, que têm 17 anos, do que com os pais das personsagens que rondarão os 40 anos? Não, acho que não. 

 

Resumindo e baralhando... Apesar de serr ambivalente em relação à série, não acho que seja uma má série. Pode ser interessante de se ver, é uma série com cenas muito intensas e muito fortes. Mesmo. Uma salva de palmas para o Dylan Minnette, para a Katherine Langford e para a Alisha Boe.

Pág. 3/3

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