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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

17
Mai17

Hollywood

Miúda Opinativa

Acabei de ler, algures na semana passada, o livro Hollywood, de Charles Bukowski. Foi o primeiro livro que li do autor e posso dizer que gostei, mas não adorei.

 

Estava à espera, muito honestamente, de algo mais "obscuro". Sim, foi um livro interessante, que nos leva a algumas reflexões sobre os caminhos que a leva leva; sim, foi um livro interessante, pela sátira presente; sim, foi um livro interessante pelos momentos de humor negro que nos proporciona. Mas esperava algo mais. Não sei dizer exactamente o quê, mas esperava.

 

Acredito que o facto de ter lido uma versão brasileria (este li no Kindle) também não tenha ajudado. É engraçado, porque a maioria dos livros que leio são traduzidos, mas a leitura do Português de Portugal é completamente diferente da leitura do Português do Brasil. Nada contra, atenção, mas ali penso que algo se perdeu na tradução.

 

Ainda assim, não desisti do autor. Tenho mais um dele para ler (também no Kindle) e hei-de o ler nos próximos tempos!

16
Mai17

Oslo #6 - OK. Já se sabe por onde andei. Mas e o que achei da cidade e dos locais?

Miúda Opinativa

Agora que os dias já foram descritos, é tempo de, tal como prometido, falar sobre o que achei da cidade e dos noruegueses (como é que se chamarão as pessoas que vivem em Oslo? Osloenses? XD).

 

Oslo é uma cidade muito, muito interessante.  Silenciosa, calma, extremamente organizada. Bem, se calhar, e para quem está habituado ao caos, demasiado silenciosa e demasiado calma. Essa diferença nota-se logo no aeroporto. Estão a ver o frenesim característico dos aeroportos? Esqueçam, ali não acontece. Tudo muito, muito, muito silencioso. No dia em que regressámos a Portugal, ao chegarmos ao aeroporto vimos um paramédico a correr para ir prestar assistência a alguém. E até a correr o homem era silencioso. Como? Não sei.

 

Apenas posso dizer que isso se manifestava em tudo. Nestes dias que lá estivemos, numa capital europeia, ouvimos uma buzina de um carro um única vez. E foi estranho, mesmo para nós, que estávamos lá há dois dias. Às vezes tinha que me controlar para não ser demasiado espalhafatosa. Tinha mesmo a sensação que estava a falar demasiado alto!!

 

Voltando à cidade: é, efetivamente, uma cidade extremamente organizada e limpa. Uma cidade extremamente calma, serena, silenciosa. Não se ouvem carros porque a maioria dos carros são eléctricos. Na verdade, a cidade não poderia ser diferente porque quem lá vive é assim. Muito educados, polidos. Cá em Portugal, se queremos atravessar uma passadeira, quem conduz só pára mesmo em cima; em Oslo, pelo contrário, ainda nos faltam 5 metros para chegar à passadeira e já estão a parar. É outro mundo.

 

Os noruegueses, parece-me, sabem aproveitar a vida. Não se metem na vida dos outros (as casas não têm cortinados - ninguém quer saber o que se passa na vida dos outros! No aeroporto, quando o tal paramédico estava a assistir a pessoa desmaiada, as únicas pessoas que olharam para o que se estava a passar fui eu e o meu namorado - tugas, portanto XD), vivem a sua vida tranquilamente, sem stress. Não são expansivos, de todo, o que pode tornar os relacionamentos e as novas amizades difíceis, especialmente à medida que a idade avança (de acordo com os portugueses que lá encontrámos). Mas são extremamente educados e solícitos. Não tomam a iniciativa de falar; mas se falaramos com eles, respondem perfeitamente.

 

Embora o país seja francamente frio, isso para eles não é impeditivo de saírem à rua, muito pelo contrário. Como disse, a cidade é muito bem servida de parques e aquela gente, mesmo super agasalhada, frequentava os parques. Cá, se está um bocadinho mais de frio, toca de enfiar no centro comercial e é ver os parques e as esplanadas vazios; lá, pelo contrário, o ar livre é muito bem vivido. Imensa gente a correr (e eu a sentir vergonha por mim, que se estiver aquele frio já não consigo correr por causa do joelho), as crianças nos parques infantis... É muito interessante.

 

No entanto, tendo tudo isto em consideração, não deixa de ser curioso que a venda de álcool seja bastante controlada de forma a evitar excessos do passado. Tendo tudo isto em consideração, esta tradição torna-se super irónica. Quando chegámos lá, logo no aeroporto, vimos uns miúdos vestidos com jardineiras vermelhas. Julgámos que fossem uma espécie de equipa desportiva. Mas depois, na cidade, começámos a ver mais miúdos assim. Pensámos que pudessem ser fardas para a escola e que houvesse aulas ao Sábado. Mas desconfiámos. No Domingo, ainda vimos miúdos assim... Não, podiam ser fardas, os miúdos não devem ter aulas ao Domingo! Foi só quando chegámos a Portugal é que percebemos do que se tratava ;)

 

Oslo tem uma vida diferente. Como disseram aqueles portugueses com quem almoçámos, é uma boa cidade para se viver bem. Não se enriquece mas, regra geral, vive-se bem (ainda assim, ao contrário do que estava à espera, vêem-se mendigos...). É uma boa cidade para se ter uma vida tranquila, para se trabalhar. Lá respeitam-se horários, lá a licença de maternidade vai para lá das 52 semanas... É uma outra vida, uma outra perspectiva.

 

Gostei mesmo muito da viagem. Viajar é sempre bom, sobretudo quando vamos bem acompanhados e descobrimos novas formas de viver.

 

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15
Mai17

O Maquinista

Miúda Opinativa

Vi, já há alguns dias, o Maquinista. Era um daqueles filmes que estava na minha lista de filmes para ver há já imenso tempo e foi no outro dia que o decidi ver.

 

Já tinha visto algumas imagens e admito: o que mais me atraía nesta filme era a transformação física que o Christian Bale sofreu para fazer o filme. O homem parecia saído de um Campo de Concentração!

 

Depois de ver o filme, percebi que não terá sido exigente apenas a nível físico. Este é daqueles filmes pesados, com uma história muito densa, com personagens complexas e que não pode ser visto se estiverem muito cansados. Mas vale muito a pena. Porque mostra-nos o quão complexo é o nosso cérebro, o quão poderosos são os mecanismos da memória (e do esquecimento). O quão poderoso pode ser um trauma. É daqueles filmes que deveria ter visto nas aulas de Psicologia do 12º ano, sinceramente.

 

E as interpretações? Bem, estão absolutamente fantásticas. O Christian Bale é um dos meus actores favoritos (impossível não ser depois de ter visto o Império do Sol) e ele não desilude. De todo. A Jennifer Jason Leigh também está muito bem. Aqueles dois fazem grandes papelões!

 

No entanto, julgo que o final era bastante previsível. Não vou falar sobre ele, não quero fazer spoiler, mas muito cedo no filme já pensava que podia ser aquilo. E foi.

 

Tirando isso... Filme muito muito bom. Vejam! ;)

12
Mai17

Oslo #5: Dia 4

Miúda Opinativa

E chegámos ao quarto e último dia.

Tendo em consideração que tínhamos visitado grande parte dos pontos principais da cidade (bem, ficaram a faltar-nos alguns, é verdade), decidimos, para este último dia, fazermos a Free Walking Tour. Para quem não sabe, as Free Walking Tours são excursões organizadas, que existem em centenas e centenas de cidades pelo mundo fora, e que podem ser completamente gratuitas - embora, no final, o guia peça uma "contribuição". Normalmente, os guias são jovens locais que o fazem sobretudo para se divertirem (muito honestamente, ainda não consegui perceber se são pagos ou não).

 

Quando chegámos a Oslo, fomos ao site e vimos que não era necessário fazer qualquer reserva (à semelhança do que acontece noutras cidades) e confirmámos isso no posto do Visit Oslo que existia na Estação Central. Assim, bastar-nos-ia aparecer às 10h00 no ponto de encontro junto à Estação Central, e juntarmo-nos ao grupo. No entanto, infelizmente, ao chegarmos lá, a horas, não vimos ninguém. Foi uma pena, porque estávamos mesmo a contar com esta excursão para conhecermos um pouco mais a história da cidade. E foi muito estranho. Os noruegueses são conhecidos também pela sua organização e não por este tipo de comportamentos!


Mas ainda tínhamos algumas horas até termos que fazer o check-out da nossa casa e então decidimos aproveitar para voltarmos à Opera de Oslo, tirarmos novas fotos (ah ah) e irmos, de seguida, ao City Hall para, finalmente, entrarmos. E acreditem, compensou.

 

É muito giro porque no "hall" de entrada existe um espaço dedicado às crianças. É, sobretudo, para experimentarem coisas. Não consigo explicar muito bem (não sou criança nem levava nenhuma criança, por isso não entrámos, ah ah), mas do que conseguimos espreitar, parecia muito giro :)

 

De resto, as várias salas por que passámos são absolutamento fantásticas. Olhando por fora, não advinharíamos o que está lá dentro.

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Depois do City Hall, decidimos ir almoçar e fizemos a primeira e única refeição fora de casa (tão sovinas XD). E não, não fomos à comida típica norueguesa. Admito que não ficámos muito entusiasmados depois de termos perguntado ao nosso anfitreão onde se poderia comer boa comida norueguesa e ele nos ter dito que a comida norueguesa não era boa XD. Então acabámos por ir a uma hamburgueria com bom aspecto e aqui aconteceu um episódio inusitado. Quando estávamos ao balcão para fazermos o pedido, entraram dois homens, cada um com o seu carrinho de bebé, e ainda falámos com eles em Inglês. Primeiro para lhes dizermos para passarem à frente e depois, quando eles se iam sentar perto de nós, para desviarmos uma cadeira.

 

Às tantas, a bebé de um deles, tipicamente norueguesa (isto é, loirinha, branquinha e de olho azul) começa a meter-se comigo (ainda estou para perceber o porquê, mas os bebés adoram-me) e eu respondo-lhe. Às tantas o pai diz-lhe "Diz olá". Assim mesmo, em Português. Ficámos a olhar para eles e perguntamos se eram portugueses... Oh, claro que eram. E pronto, ficámos ali na conversa, para termos uma perspetiva sobre como é que é viver naquela cidade. Foi mesmo muito muito giro. E afinal, a bebé tipicamente norueguesa era portuguesa, filha de pai e mãe portugueses XD.

 

Da hamburgueria fomos para casa para arrumarmos as coisas, sairmos e ficarmos à espera do autocarro que nos levaria de volta ao aeroporto. No aeroporto, na fila para embarcarmos, conhecemos um casal de noruegueses reformados que vinham a Portugal passar férias e, pasme-se, "arranhavam" a nossa língua. Também foi muito giro. Quando for grande quero ser como eles :)

 

E assim terminou a nossa viagem a Oslo. A verdade é que foi uma visita curta mas serviu para visitarmos os pontos principais. Se voltava? Bom, tendo em conta a quantidade de países e cidades que há para visitar, se calhar não seria um destino de primeira escolha. Mas isso não invalida que não tenha gostado muito. Gostei bastante, na verdade. A cidade é muito bonita, muito organizada, muito calma. Estão a 4 horas de avião mas são, na verdade, uma cultura bastante diferente, uma forma de vida bastante diferente. 

 

Mas bem, essa minha opinião geral ficará para um próximo post ;)

 

 

11
Mai17

Oslo #4: Dia 3

Miúda Opinativa

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

 

Quem se lembra disto?

Assim que acordei no terceiro dia, muito cedo, lembrei-me deste poema. Porque às 5 da manhã estava a nevar. No dia anterior já tinha nevado um pouco, quando estávamos no Palácio Real, mas neste dia, era diferente. Porque ao contrário do que aconteceu no dia anterior, o céu estava cinzento, a "neve" era aquele gelo feio e estava muito muito muito frio. Admito que não estava preparada para isso (eu sei, se calhar sou parva). A neve é gira em montanha. Em cidade é só pouco prática. Especialmente se não for uma neve a sério e, portanto, não for bonita e fofinha. Tínhamos pensado em ir, neste dia, aos Fiordes, mas o tempo trocou-nos as voltas.

 

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No entanto, como é óbvio, não ficámos em casa. Eu levava o casaco com capuz e um gorro que acabei por emprestar ao rapaz que se esqueceu do dito em Portugal. Foi engraçado vê-lo com um gorro com pompons XD

 

A primeira paragem deste terceiro dia foi o Munch Museum. O grande objectivo era, obviamente, ver O Grito; no entanto, o Museu estava em mudanças e portanto, só conseguimos ver uma pequeníssima parte da exposição. Ainda assim, valeu a pena - é sempre bom, óptimo, ver obras de arte de um grande artista :) Vimos também um documentário sobre a vida de Munch e foi extremamente interessante. Quando dois nerds se juntam... ;) E bem, além disso, lá dentro estava quente e seco XD

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Do Museu fomos para o Jardim Botânico de Oslo que, para quem gosta de jardins e afins, é sempre uma experiência gira e bonita. No entanto, como o dia não estava bonito, penso que não aproveitámos o jardim como deve ser. Ainda assim, ainda lá estivemos algum tempo, especialmente numa estufazinha que me embaciou completamente os óculos. Porque é que lá passámos mais tempo? Isso mesmo. Porque estava quentinho XD

 

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Daqui fomos para a Catedral de Oslo (bastante bonita) e depois ao Parlamento (onde não conseguimos entrar, infelizmente). Não há fotos a documentar porque... estava frio e a chover XD

 

Daqui decidimos ir para a Nobel Peace Center. Admito: embora a envolvente seja muito interessante, devido ao muro que está lá, fiquei desiludida por não ter conseguido entrar no centro. Supostamente estava aberto, mas não conseguimos entrar. Foi estranho, muito estranho.

 

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Daqui fomos andando até ao Astrup Fearnley Museum of Modern Art. Localizado numa marina muito bonita (ou achamos que será. Com o tempo escuro como estava, torna-se difícil apreciar a verdadeira beleza da coisa XD), tem, tal como a Ópera de Oslo, uma arquitectura bastante moderna. Entrámos lá dentro mas, afinal, estava fechado.

 

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Depois, voltámos a tentar ir ao City Hall. No entanto, quando chegámos, demos outra vez com o nariz na porta (já sabíamos que ia acontecer). Então, deambulámos mais um pouco pela cidade, fomos até um centro comercial onde bebemos café quente (estava mesmo frio) e decidimos voltar para casa. Eram alguns quilómetros (andámos sempre a pé) e a ideia era fazermos umas compras, jantarmos cedo e tentarmos, depois de jantar, irmos a algum bar.

 

Mas a verdade é esta: nós somos do Sul da Europa. Não estamos habituados aquele frio e ficámos completamente mortos. Aquecemos tanto em casa que já não tivemos coragem para voltar a sair. Resultado: ficámos em casa e bebemos as cervejas norueguesas que tínhamos comprado. Também foi um bom programa. Foi, sobretudo, um programa quente :)

 

10
Mai17

Quando a vida muda. Uma e outra vez.

Miúda Opinativa

Há umas semanas, escrevi aqui, a propósito de ter andado mais ausente, que a minha vida tinha dado mais uma volta. Escrevi, também, acerca da sorte, ou falta dela, e acerca da relação dos Millenials com o mercado de trabalho. Nada disto foi por acaso e esteve tudo relacionado.

 

A questão é que, há um mês, fiquei desempregada. Tinha um contrato de trabalho, já estava efectiva, mas nada disto importa quando o grupo empresarial a que pertence a empresa onde se trabalha decide terminar o projecto em que estava envolvida e, portanto, o posto de trabalho é extinguido.

 

Pardon my french, mas foi uma merda.

 

Mas não é sobre o desemprego que vou escrever. Até porque, felizmente, fui seleccionada para um novo "projecto profissional" e bem, à hora a que este post for publicado, eu já estarei na minha nova empresa :)

 

Este post é sobre a falta de respeito que existe em quem recruta. Dizem, quando vamos a entrevistas, que "dão sempre feedback. E peço-lhe, por favor, que caso a sua situação se altere, que também nos diga alguma coisa". E isto é só estúpido. Porque, na maioria das vezes, não dão feedback a ninguém. E enerva-me, MESMO, que encham o peito para dizer que dão feedback quando ambos sabemos que isso não vai acontecer. E enerva-me ainda mais que ainda tenham o desplante, sabendo que eles próprios não vão dar feedback, que peçam para que nós digamos alguma coisa caso a nossa situação se altere. Como se nós importássemos realmente para eles.

 

Agora que fui seleccionada para um novo projecto, é suposto eu ligar para todos os sítios onde fui a entrevista e dizê-lo? Imagino que ficariam meio abananados por nem saberem quem eu sou. Por pensarem "mas porque raio esta está a ligar?". Sentir-me-ia meio ridícula por imaginar, depois de eu desligar a chamada, que iriam gozar com a minha cara.

 

Sei que nem todos os profissionais de Recursos Humanos são assim... Eu não sou assim (sim, a minha área é Recursos Humanos). Mas é extremamente frustrante. Mesmo.

09
Mai17

Oslo #3: Dia 2

Miúda Opinativa

No segundo dia na cidade estávamos mais ou menos decididos a acordar cedo e visitarmos o máximo possível. Contudo, o cansaço do dia anterior traiu-nos e acabámos por sair de casa mais tarde do que seria suposto. Mas eram férias e nas férias não queremos pensar em horários ou despertadores. Queremos, apenas, desfrutar. E foi isso que fizemos.

 

No nosso segundo dia, decidimos começar por passar em Grünerlokka que, supostamente, é o bairro hipster de Oslo. Embora seja, sem dúvida, um bairro simpático, não o achámos assim tão diferente do resto da cidade.

 

Continuámos em direcção aquele que foi o primeiro destino definido: o Vigeland Sculpture Park. É uma das paragens obrigatórias de Oslo e faz sentido, porque é espectacular. Tem mais 200 estátuas e só consigo imaginar como será no Verão, todo florido. Na verdade, o que nos disseram é que no Verão é quase impossível passar por lá. Porque os "locals" simplesmente invadem o parque, estendem as suas toalhas e ficam por ali a apanhar sol e a aproveitar. Um bocadinho como nós aqui com a praia ;)

 

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Dali fomos para o Palácio Real, a residência oficial da família real norueguesa. O edifício é, sem dúvida, majestoso; no entanto, a grande beleza está, de facto, nos jardins que o circundam. Mesmo. Para além das Estações Centrais, a minha outra panca são jardins e parques. E Oslo está muito bem servida no que toca a parques. E o curioso é que os "locals", apesar do frio, usufruem bastante deles. Mas isso é algo que irei abordar no post final ;)

 

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Do Palácio Real fomos descendo e passámos pela Universidade de Oslo, onde entrámos, pelo Teatro Nacional e pelo City Hall. Infelizmente, não conseguimos entrar nesta última, mas serviu para nos aguçar a curiosidade (até que no último dia conseguimos chegar a horas de o visitar por dentro).

 

 

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 O City Hall tem um exterior bastante soviético e, aparentemente, pouco interessante. Mas a verdade é que ali por debaixo das arcadas existem diversas gravuras que contam histórias de deuses. Fiquei de tal forma embrenhada nas histórias que nem tirei fotografias. Por outro lado, olhando para o exterior nem conseguimos imaginar o quão giro é o interior. Spoiler alert: valeu a pena as tentativas para entrarmos ;)

 

Do City Hall decidimos descer mais um pouco e fomos até ao Akershus Fortress, um castelo medieval muito giro e enorme. Para além do castelo propriamente dito, tem também uma área circundante enorme e muito bonita. E a vista? Simplesmente espectacular.

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Aquilo que eu dizia sobre a vista...

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Achei estas "casotas" mesmo amorosas.

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Daqui, voltámos a passar pela Ópera de Oslo (gostei mesmo mesmo) e resolvemos voltar para casa para jantarmos. A ideia era sairmos depois de jantar e fazermos nova tentativa em Grünerlokka (podia ser que à noite tivesse mais movimento que durante o dia). Mas não. Bem, a verdade é que também era domingo, mas não conseguimos encontrar assim nenhum bar que nos chamasse particularmente a atenção. Os que estavam abertos eram bares desportivos, que estavam a passar futebol, e não nos apetecia ver nenhum jogo. Então, passeámos um bocado por ali à noite, mas não muito... Estava frio! XD

 

08
Mai17

"De tudo um pouco", ou como eu sou super despistada com isto dos Blogs

Miúda Opinativa

Ora bem, era Domingo à noite, ia preparar alguns dos posts da semana (faço muito isso) e resolvi ir ver aquilo das "Reacções". E qual não é o meu espanto quando tenho duas identificações, dos blogs "O Baú da Tanocas" e "(Sinónimo de) Carmezim" para responder ao desafio "De tudo um Pouco". Pormenor: eu recebi estes desafios a 1 e 4 de Maio. Por isso, peço desculpa por não ter respondido nem ter dito nada antes. Não foi um acto de "não quero saber"; foi mesmo um despiste. Sempre pensei que nos enviassem um e-mail quando somos identificados. Naiv, so naiv.

 

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Adiante. Em primeiro lugar, muito obrigada por me terem identificado :)

 

Em segundo lugar... Vamos lá tentar responder ao desafio :)

 

1. Qual o teu estilo de música preferido? 
Não tenho propriamente um estilo de música preferido e admito que gosto de muita música que nem sequer considero boas. Os chamados guilty pleasures. Mas gosto de música depressiva, ah ah! Adorava os Coldplay na sua fase mais melancólica e de cortar os pulsos, por exemplo. Gosto muito de indie, de rock, de pop rock... Eu sei lá, o meu Spotify é uma miscelânia.

 

2. Qual a peça de roupa preferida do momento?
Ui... Calções, tops e chinelos XD No Inverno, trocar por pijama, várias camadas de camisolas e pantufas :)

 

3. Qual o teu verniz mais de diva?
É raro pintar as unhas (a praticar natação, torna-se difícil manter um verniz muito tempo). Mas andei a por verniz de gel e o que eu gosto mais, embora admita que não seja "diva", é mesmo o bordeaux escuro.

 

4. Calções ou saia? Porquê?
Calções, claro ;)

 

5. Cabelo liso ou encaracolado?
Bom, eu tenho o cabelo encaracolado. E depois de 23 anos a lutar contra os caracóis, decidi, nessa altura, aceitá-los. Hoje em dia, embora continue a achar que os cabelos lisos são muito mais fáceis de manter, penso que o meu cabelo encaracolado faz parte de mim e da minha personalidade.

 

6. Salto ou sapatilha?
Ui, então isto foi feito por uma pessoa do Norte? XD Ténis (ou sapatilhas, vá), claro! Reconheço que os saltos dão uma aparência diferente, tornam-nos muito elegantes, mas eu cá prefiro ter conforto ;)

 

7. Brigadeiro ou gelado?
Ui, agora é que me apanharam. Mas gelado, sem dúvida. Gelado sempre. Gelado mesmo com temperaturas negativas (sim, até porque temperaturas negativas é coisa que existe muito em Lisboa :P)

 

8. Doce ou salgado?
Aqui depende mesmo do tipo de doce, do tipo de salgado e da minha disposição.

 

9. Como defines o teu estilo?
O meu estilo... De vestir? De personalidade? De escrita? :P Suponho que se trata do estilo de vestir, diria que sou do tipo confortável e mais ou menos "clássica", no sentido em que não compro uma peça que marca muito só porque está na moda. Sou adepta das peças que nunca passam de moda ;)

 

10. És do tipo consumista ou só compra o básico?

Sou um meio termo. Ou bipolar, vá. Sou bastante sovina, gosto de poupar dinheiro, e muitas vezes vejo coisas que gosto mas penso "não vou usar assim tanto, não vale a pena". Mas às vezes, acabo por me perder e tenho surtos consumistas XD

 

11. Consideras-te vaidosa?
À minha maneira, sim, considero-me vaidosa. Na medida em que gosto de estar sempre bem, embora para mim, o "estar bem" implica não estar despenteada e estar bem vestida q.b. Não me maquilho todos os dias, não uso saltos nem uso roupa para "arrasar"; no entanto, gosto que as calças de ganga que visto me assentem bem, gosto de usar colares e a escolha de uns óculos para mim é sempre um processo moroso. Porque ando sempre com eles e quero uns que me fiquem realmente bem :) A vaidade é um "pecado mortal", mas para mim isso é só parvo. Acho que todos gostamos de ficar bem, à nossa maneira, e isso não tem nada de mau, apenas significa que nos valorizamos :)

 

Bom, dizem as regras que depois de ter respondido a estas questões, deveria indicar 11 blogs para responderem, e que deveria colocar o link de quem nos indicou. Ora bem, mea culpa, eu não conheço 11 blogs. Até posso comentar alguns blogs, visitá-los, mas admito a minha preguiça (esse sim, um verdadeiro pecado mortal) e não os tenho indicados em lado nenhum. Não me matem, mas acho que vou quebrar a corrente aqui. Ou melhor, acho que vou indicar apenas um, a Chic'Ana, que já me desafiou para o seu One Smile a Day e esta é a minha forma de retribuir ;)

 

 

05
Mai17

Oslo #2: Dia 1

Miúda Opinativa

Chegámos àquela que foi a nossa casa durante 3 dias já passava das 14h. Estávamos cansados, com sono (como disse no post anterior, ainda dormitámos no autocarro), mas decidimos que não íamos ficar em casa a vegetar.

 

Primeira paragem: supermercado para nos abastecermos. E aqui foi o primeiro contacto com a realidade cara da cidade: gastámos cerca de 45€ e comprámos água, queijo, pão, salmão, maçãs, leite, ovos e café Dolce Gusto (porque a casa tinha uma máquina de café que foi uma das suas grandes mais-valias. Sim, sou viciada em café ;) ).

 

Depois, voltámos a sair e decidimos deambular um bocado pela cidade. Não tínhamos nada programado: tínhamos visto alguns sítios onde gostávamos de ir e decidimos que na cidade, conforme nos apetecesse, logo traçávamos um plano.

 

A primeira paragem nesta deambulação foi o Food Hall Mathallen Vulkan, um mercado do género do Mercado de Campo de Ourique ou da Ribeira mas mais pequeno (e, aparentemente, mais organizado. Não o conseguimos assegurar porque não chegámos a lá ir à noite). É interessante, porque tem comida típica norueguesa mas, também, de outros pontos do Mundo, e com uma arquitectura muito gira. Está simples e bonito.

 

Ao sairmos, continuámos a deambular, sem grande destino, até que fomos ter à Oslo Central Station. Um pequeno à parte: eu gosto de estações centrais. É uma das minhas pancas, ah ah. Aquela não é assim uma beleza espectacular, mas é confortável. E foi lá que encontrámos um posto do Visit Oslo, onde finalmente conseguimos o nosso mapa para nos guiarmos pela cidade ;) Bebi também um café (já disse que sou viciada em café? :P ) e foi, novamente, um choque. Quase 2€ por um café muito curto e que não era bom. De todo. A menina era muito simpática, mas o café uma treta XD

 

De seguida, fomos ter aquele que eu elegi como um dos meus sítios favoritos de Oslo: a Opera de Oslo. Tem uma arquitectura brutal e uma vista absolutamente fantástica. No dia em que chegámos estava calor e sol, então, por mais estranho que pareça, ainda nos deitámos ali a apanhar sol. Éramos os únicos? Não. Havia lá muita gente a fazer o mesmo. Andámos lá por fora, subimos, descemos, entrámos... E é absolutamente fantástica. Por dentro, por fora, a vista sobre a cidade... Já disse que foi um dos meus sítios favoritos? :)

 

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 Foto do interior. Tentativa de foto artística, portanto XD

 

Depois da Ópera, continuámos a deambular, sem grande destino. Este primeiro dia foi, sobretudo, para sentirmos a cidade e os Noruegueses. Serviu para nos apercebermos, quase imediatamente, o quão diferentes eles são de nós.

 

Serviu para decidirmos que ao chegarmos a casa, iríamos pegar no mapa e delinearmos, então, o plano dos dias seguintes.

 

 

 

 

 

 

 

04
Mai17

José Gonzaléz

Miúda Opinativa

No Natal, ofereci ao meu namorado bilhetes para o concerto de José Gonzaléz, que se realizou ontem à noite. Na verdade, foi um presente para os dois, porque ofereci-lhe um bilhete a ele e o outro era para mim ;)

 

Então ontem, passados quase 5 meses, lá fomos para a Aula Magna, em Lisboa, para assistir ao espectáculo.

 

Antes de mais, um pequeno aparte: não sou só eu que me sinto saudosista sempre que regresso a locais do passado, certo? Eu estudei na UL e apesar de não ter adorado o meu curso nem ter tido uma experiência universitária "típica", gostei de lá ter estado. E voltar aquele espaço, agora um pouco diferente, mexeu comigo. Talvez porque os tempos têm sido mais sensíveis, mas a verdade é que me fez recordar uma série de coisas. O meu namorado, embora conheça a zona, não estudu ali, e portanto teve que levar com os meus momentos filosóficos/reflexivos/saudosistas, ah ah.

 

Adiante. O concerto.

 

Foi muito giro. Foi um concerto pequeno, intimista, exactamente como se quer com este tipo de música, exactamente como se quer com este cantor. Acho que nunca tinha ido a um concerto em que ficasse sentada, mas foi uma experiência interessante. Porque, lá está, torna o concerto mais intimista.

 

Cantou os seus grandes êxitos, mas o principal foi mesmo o Heartbeats. Eu adoro essa música. Mesmo. Acho que é de uma simplicidade absolutamente fantástica. Depois do concerto vinha precisamente a comentar isso: não é uma música épica (como, por exemplo, o November Rain dos Guns), mas esta música é a prova de que as músicas não precisam ser "épicas" ou a ter a duração de 9 minutos para serem grandiosas e espectaculares. O Heartbeats é absolutamente maravilhoso.

 

Gostei do concerto. Serviu para relaxar, para uma experiência diferente. Já o tinha visto no ano passado no Alive mas a experiência foi completamente diferente. Porque, lá está, não foi um concerto tão intimista. E este é um concerto que deve ser intimista.

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