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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

15
Fev17

Catch-22

Miúda Opinativa

Catch-22 (em Português, Artigo 22), de Joseph Heller, é um romance histórico americano, satírico, publicado em 1961 e que é considerado uma obra-prima da literatura americana, sendo, segundo consta (não consegui confirmar), leitura obrigatória no Ensino Secundário.

Passa-se no final da II Guerra Mundial e conta a história de Yossarian, um soldado da Força Aérea Americana e que está sempre à espera de atingir o número definido de missões para poder regressar a casa. Contudo, sempre que está a atingir essa "meta", o número obrigatório de missões aumenta. O livro conta, assim, a história de Yossarian e dos seus companheiros ao longo daqueles meses.

 

Ora, como referido, o livro é uma sátira. Assim, a história é contada sempre em tom de loucura, com episódios caricatos (mais do que caricatos, diga-se) e diálogos meio loucos que nos fazem pensar "wait, whaaaat???".

 

A título de exemplo, apresento um diálogo que decorreu mais ou menos assim:

 

- Você está a ser acusado de um crime.

- Que crime? 

- Isso ainda não sabemos, mas está a ser acusado de um crime. 

- Mas qual crime? 

- Vamos ver. Assine aqui esta folha.

...

- Pronto, o crime de que está a ser acusado é não ter assinado a folha com a sua letra verdadeira.

- Mas como? Esta é a minha letra.

- Não, a sua letra é esta - e apresenta uma folha manuscrita com outra letra.

- Não, a minha letra não é essa. É esta, da assinatura. 

- Não, vocês assinou com uma letra que não é a sua. E por isso vai ser acusado de crime.

 

 

A loucura do livro, dos diálogos, da história, do Artigo 22 (segundo este artigo, no livro, um soldado podia ir para casa se manifestasse loucura. Contudo, se um soldado dissesse "eu estou louco, tenho que ir para casa", não poderia ser considerado louco, porque o querer ir para casa e querer deixar de combater seria uma manifestação de sanidade mental e, portanto, estaria mentalmente capaz de combater. Por outro lado, se o soldado dissesse "eu quero ir combater", já poderia ser considerado "maluco" - porque só uma pessoa que não estivesse mentalmente sã poderia querer continuar a combater - e, portanto, poderia ser desmobilizado) são, na verdade, uma grande metáfora para a loucura que é a Guerra, para a loucura que foi a II Guerra Mundial. E penso que isso será, sem dúvida, o seu grande ponto de interesse. Tem diálogos loucos, surreais, mas que nos fazem pensar e reflectir sobre a condição humana.

 

No entanto, penso que em certas ocasiões foi um bocadinho "too much" e que fazia perder o interesse. Demorei a entrar no livro e demorei bastante tempo a lê-lo (comecei na semana entre o Natal e o Ano Novo e só acabei de o ler no Sábado). Não é que não estivesse a gostar, mas a verdade é que exigia de mim um grau de atenção e uma disponibilidade mental que nem sempre conseguia ter. E, lá está, por vezes o "too much" acabava por me querer fazer desistir. Mas eu sofro de perturbação obsessivo-compulsiva e não consigo deixar livros a meio (não, não sofro mesmo a sério, tenho é uma série de manias, ah ah). E vai daí que decidi que tinha que o acabar no passado fim-de-semana. E acabei.

 

Na generalidade, gostei. Não adorei, mas gostei. Foi uma leitura interessante, mas sei que não é para toda a gente. Basta ver os comentários no Goodreads e que eu consigo perceber perfeitamente.

 

Dei-lhe, naquela rede social, 3 estrelas.

 

 

14
Fev17

Dia dos Namorados

Miúda Opinativa

Se isto é um blog de Postas de Pescada, claro que não podia faltar a Posta de Pescada sobre o dia mais piroso / amoroso do ano. 

 

Não sou contra nem a favor, porque não tenho que ser contra ou a favor. Se acho que é um dia extremamente comercial? Acho. Mas a verdade é que o Natal também é cada vez mais comercial e não é por isso que não o celebro... Se acho que é um dia que pode colocar imensa pressão nas pessoas solteiras (e mesmo nas comprometidas)? Também acho que sim. E acho que aí é que reside o problema. 

 

Existe uma pressão para não sermos sozinhos, especialmente se formos mulheres. Seja no Dia dos Namorados, seja no Natal, seja nos casamentos de amigos e familiares, seja numa reunião familiar. A pergunta é sempre "então e tu?" e se as pessoas não tiverem o mínimo de noção, ainda rematam com um "olha que depois ficas para tia...", como se o "ficar para tia" fosse uma coisa terrível, uma doença incurável e que nos levará à morte certa. 

 

No Dia dos Namorados esta pressão passa muito por haver um bombardeio, desde o Dia de Reis, de programas para dois, de presentes pirosos, de viagens para dois, de jantares para dois, que dá a sensação de quem não tem outra pessoa para ser um "dois", lhe faltará alguma coisa ou não poderá usufruir de coisas espectaculares (que, na maioria das vezes, nem são espectaculares. São coisas banais que podem ser feitas em qualquer altura mas com menos confusão - e, possivelmente, mais barato). 

 

A questão é: não tem mal nenhum ser sozinho/a. Não tem mal nenhum não ter um namorado/a no Dia dos Namorados. Da mesma maneira que não tem mal nenhum, obviamente, estar acompanhado/a. O facto de termos ou não namorado/a não tem, necessariamente, que definir a nossa felicidade. E isto é importante para não nos metermos em relações que não nos farão felizes. Se eu sou feliz na minha relação e mais feliz do que quando estava sozinha? Obviamente que sim, caso contrário não estava com ele. Mas parte da minha felicidade na minha relação é consequência de eu saber quem sou fora da minha relação. De saber o que gosto e do que não gosto, de saber estar sozinha. E isso só acontece porque nunca estive numa relação que não me satisfizesse plenamente, em que a outra pessoa não me conhecesse, em que não houvesse cumplicidade entre os dois e conjugação real e não forçada de interesses. E isso, meus amigos, fez com que passasse muitos (mas muitos mesmo) Dias dos Namorados sozinha, a ver as minhas séries preferidas ou a ler os meus livros. 

 

E foram dias tão bons como outros quaisquer. Foram noites tão bem passadas como a noite de hoje espero que seja, em que o meu namorado e eu vamos jantar em minha casa, calmamente e sem confusões. Em que vamos fazer o jantar (eu o prato principal e ele a sobremesa) e ele, pela primeira vez em quase um ano e meio, vai provar um prato cozinhado por mim (eu raramente cozinho). 

 

Os programas especiais não têm que ser complexos. Não têm que ser caros. Não têm que envolver peluches com corações a dizer "I Love You" ou jantares em restaurantes à pinha. Se envolverem, atenção, não tem mal nenhum - desde que seja um programa que diga algo aos dois. Os programas especiais - seja no Dia dos Namorados ou noutro dia qualquer - são aqueles programas que têm significado para ambas as partes. E para ambas as partes saberem o que tem significado para elas, é preciso que ambas saibam aquilo que gostam - e para tal, arrisco dizer, é necessário que as pessoas tenham passado alguns Dias dos Namorados sozinhos ;) 

 

13
Fev17

Manchester by the Sea

Miúda Opinativa

Este ano estou um bocadinho (bastante) atrasada com os filmes nomeados para os Óscars. Embora até esteja bastante curiosa e expectante com alguns (nomeadamente, o Lion, o Hidden Figures, o Moonlight e o Fences), ainda não tive oportunidade de os ver. Há duas semanas vi o La la Land e no Sábado vi o Manchester by the Sea.

 

O filme desenrola-se em dois "momentos", o presente e o passado. Assim, conta a história de Lee Chandler, um homem que regressa à cidade natal, depois de o irmão ter morrido, para cuidar do sobrinho adolescente, ao mesmo tempo que vai apresentando imagens do passado. Nas cenas do presente, percebe-se que aconteceu algo no passado bastante grave, pelo qual Lee se sente culpado. Resumidamente, e para não correr o risco de spoilar demasiado, é isto.

 

Admito que talvez não tenha sido a melhor altura para ver este filme. Tive uma semana má, de neura, de noites mal dormidas, de cansaço acumulado e de expetativas defraudadas. Tudo isto fez com que no Sábado à tarde, altura em que vi o filme, estivesse KO. Ver o filme deitada no sofá, embrulhada numa manta e encostada ao rapaz fez com que fosse fechando, de vez em quando, os olhos. Ia ouvindo, ia percebendo a coisa, mas até a um momento chave, em que se percebe o que aconteceu no passado, não estive assim com tanta atenção. A partir daí a coisa foi melhorando, mas não estive assim tão envolvida no filme. E por isso, posso estar a ser injusta na minha "posta de pescada".

 

Não é que eu ache que o filme não seja bom. Acho que é. Acho que é um filme pesado, pesadão, mas bom. Gosto do Casei Affleck e gostei da sua interpretação. E gostei muito da intepretação de Lucas Hedges, o jovem ator que faz de sobrinho - não o conhecia, mas acho que o miúdo, se não se perder (ou se não decidir enveredar por outra carreira), tem algum futuro.

 

No entanto, achei certas cenas muito muito forçadas. Não consigo explicar bem, mas achei estranho. E achei, também, que é um filme muito longo (só pensava "ainda bem que não fomos ver ao cinema") e muito parado, por vezes. Um filme muito parado demasiado longo pode correr mal.

 

Mas, enfim, é só uma Posta de Pescada :)

10
Fev17

Avenida Q. Ou como um Musical acabou por ser o ponto alto da semana.

Miúda Opinativa

Tão bom. 

 

Vi o anúncio pela primeira vez há umas semanas e pensei "mas o que é isto?". Depois fui lendo umas coisas, achei que podia ser giro, e desafiei o rapaz a irmos. E lá fomos ontem. Não íamos com grandes expectativas e não sabíamos qual era a história. Apenas sabíamos que envolvia personagens humanas e marionetas, muito ao estilo da Rua Sésamo (de que eu era fã quando criança) e dos Marretas e que era um musical.

 

Chegámos e... wow. Os atores estão espetaculares. Eles cantam, eles dançam, eles representam.

 

A história podia ser a história de qualquer um de nós. Fala de sonhos, da procura de sonhos, do nosso lugar no mundo. Fala de frustração, de emprego (e desemprego), fala do amor. Fala das asneiras e dos sucessos. Fala dos medos. É um grupo de jovens adultos que passa por tudo isto. Sounds familiar?

 

Acho que isso é uma das coisas que tem de bom. Com bom humor, com muito bom humor, fala de assuntos que nos tocam a todos e com os quais nos conseguimos identificar muito facilmente.

 

Não acho que seja para toda a gente - se se sentem incomodados com linguagem mais "agressiva", não vão -, mas devia ser para toda a gente que não é facilmente impressionável. Se estão nesta categoria, então vão, a sério.  

 

Para ver, no Teatro da Trindade, até ao dia 2 de Abril. 

 

 

09
Fev17

Para Betsy DeVos

Miúda Opinativa

Ele há coisas irónicas.

 

Ontem, enquanto lia esta reportagem, ouvia esta música

 

E gostaria que Betsy DeVos, a nova Secretária da Educação dos EUA, eleita à justa (e, aparentemente, de forma completamente justa - #sqn), visse o videoclip da música Elysium dos Bear's Den (banda muito interessante, já agora). 

 

O realizador do vídeo, Marcus Haney, foi para a Seattle Pacific University com o objetivo de filmar amigos do seu irmão, todos eles estudantes naquela instituição, simplesmente a viverem as suas vidas e a descobrirem-se. Contudo, no decorrer das gravações, acontece o que não é assim tão incomum, infelizmente, mas que continua a ser inimaginável. No dia 5 de Junho de 2014, um homem, Aaron Ybarra, entrou na Universidade e iniciou um tiroteio, de onde resultaram 2 feridos e um morto, Paul Lee, 19 anos, amigo dos participantes do estudo. 

 

Por isso, Dear Betsy, não, não podemos deixar que as instituições de ensino tenham armas lá dentro - nem para matar ursos pardos no Wyoming (a sério, sempre que leio isto não sei se hei-de rir ou de chorar). Aliás, eu quase que arriscaria a dizer (quase) que se calhar as leis do porte de armas deveriam ser amplamente revistas. Estão tão preocupados com os possíveis e eventuais "terroristas" vindos de países muçulmanos, mas não conseguem perceber a quantidade de americanos que morreram graças a armas americanas por americanos. 

 

A sério, como é que esta pessoa chega ao poder? Ok, já percebi como chegou ao poder (durante a sua vida doou consideráveis quantias ao Partido Republicano), mas como? Como é que alguém sem conhecimento de causa sobre a sua área de poder chega lá? Como é que alguém que diz que é prematuro pronunciar-se sobre se vai ou não "manter as regras delineadas pelo departamento em 2011 que ditam que crimes desta natureza têm obrigatoriamente que ser denunciados às autoridades de ensino"? Como é que alguém que detém esta pasta não parece importar-se muito com as crianças deficientes na escola? Como é que alguém que detém esta pasta parece querer acabar com o Ensino Público? Como é que alguém que parece ter o objetivo de tornar os americanos ainda mais burros, promovendo, nas escolas, o Criacionismo em detrimento do Evolucionismo, chega ao poder? 

 

Enfim, questões. 

 

Resta-nos esperar que ela vá a uma escola no Wyoming que não tenha pistolas e que um urso pardo a ataque. 

 

 

 

 

08
Fev17

É preciso falar sobre isto - Boomerang

Miúda Opinativa

Em 2015, o Instagram lançou a famosa aplicação Boomerang. Como julgo que a maioria dos utilizadores daquela rede social a conhecem, não me vou pôr aqui a explicar o que é. 

Tenho-a (embora tenha para aí apenas um "vídeo" publicado com ela), acho que origina publicações engraçadas mas acho, também, que se caiu num exagero. A sério. 

 

Vamos lá ver. Sim, é giro ver, em certas imagens, coisas e ir e voltar. Um pino, caretas (nalguns casos), as ondas do mar (sim, a minha única imagem publicada com esta aplicação é do mar - uma coisa muito artística), mas noutros casos é só, digamos, parvo. 

 

É parvo alguém estar a comer cereais e fazer um boomerang do movimento de tirar a colher da taça.

É parvo alguém estar a ler um livro e fazer um boomerang a levantar e a baixar o livro. 

 

E mais parvo ainda é fazer destes boomerangs instastories. Vamos lá ver: são coisas completamente banais e sem grande interesse. Bem, é verdade que a maioria das coisas publicadas por nós nas redes sociais não têm grande interesse - este blog, por exemplo, não tem grande interesse e, ainda assim, eu perco tempo da minha vida a cá vir escrever babuseiras que não interessam a ninguém. Mas aqueles boomerangs são o pináculo do desinteressante. E mesmo assim, as pessoas teimam em colocá-los na rede. 

 

Porque é fixe. É fixe?

 

Ainda estou à espera do dia de ver um boomerand de alguém a fazer xixi. Imaginem. Picture it! Alguém a fazer xixi (e pode ser homem ou mulher, mas acho que era mais fácil ser um homem) e fazer um boomerang. Depois a imagem era o xixi a descer e a subir. Isto é que era! Desculpem a imagem escatológica, mas acho mesmo que isto é que era fixe. 

06
Fev17

Lições de História

Miúda Opinativa

A eleição de Donald Trump para Presidente dos EUA tem sido, como todos sabemos, alvo da maior polémica dos últimos tempos. E compreende-se. O homem é um psicopata, narcísico, sem qualquer experiência política e que agora tem um dos cargos mais importantes e poderosos do mundo. Cedendo a estereótipos, só mesmo os americanos para o colocarem no poder...  

 

No entanto, a sua eleição trouxe uma coisa boa. Mostrou que as pessoas ainda lutam, ainda saem à rua para protestar, ainda têm sentido crítico. Não acreditam em tudo o que lhes dizem e não se deixam convencer por discursos demagogos. Temos juízes que contrariam as ordens do Presidente e permitem, assim, a entrada de emigrantes, temos pessoas que vão para a rua manifestar e temos, também, humoristas que brincam com a situação a sério a brincar.

 

É neste contexto que têm sido feitos, por humoristas, vídeos de apresentação de alguns países da Europa. A ideia é apresentar as vantagens dos países, dizendo que sim senhor, "America First", mas em segundo estará o país em questão. O primeiro país a realizar este vídeo foi a Holanda, se não me engano, mas já lhe seguiram Portugal (em que dizem que D. Afonso Henriques poderia ser Ministro da Defesa por ter expulso os Muçulmanos de Portugal - embora tenha o problema de já estar morto, claro), Alemanha, Suíça, Dinamarca, Bélgica e Lituânia. 

 

Uns têm mais graça que outros, claro, mas o que é comum a todos é que acabam por nos dar pequenas lições de História no meio do sentido de humor. 

 

Aqui achei especialmente interessante - especialmente tendo em conta os tempos em que vivemos - a história da "Baltic Way". Não conhecia este acontecimento, mas achei-o mesmo bonito. A forma como três países se uniram para lutarem pelo que acreditavam, de forma tão pacífica, e do que disso resultou, merece ser conhecida e deverá ser tida como exemplo.

 

Os tempos em que vivemos são estranhos. Mas podem ser combatidos. E podem ser combatidos com paz. 

 

03
Fev17

Reflexão

Miúda Opinativa

Ontem à noite, no Facebook, vi que alguém tinha comentado uma notícia do Correio da Manhã que dava conta da ocorrência de uma explosão em França. 

 

Ao ler aquilo, o meu pensamento imediato foi "um ataque terrorista?". Só depois pensei "então mas mais ninguém fala disto?" e finalmente decidi abrir a notícia e percebi que afinal tinha sido uma explosão de gás. 

 

Era tarde, estava cansada, mas ainda pensei "que raio de mundo é este que nos leva a pensar, logo em primeira hipótese, que uma explosão é um ataque terrorista?". E hoje voltei a pensar no assunto. O mundo em que vivemos não é bonito. O mundo em que vivemos é perigoso. O mundo em que vivemos é cada vez mais perigoso. E isso torna-nos céticos. Isso torna-nos cínicos, pessimistas. Isso leva-nos a achar sempre no pior. Uma explosão é, obviamente, um ataque terrorista. E não uma explosão de gás. 

 

Eu não vivo constantemente assustada nem preocupada. Por mais egoísta que isto possa parecer, por me encontrar  naquele grupo de privilegiados que vive num país em paz e cujo presidente, embora hiperativo, não é um psicopata, pode dar-se ao luxo de viver com alguma tranquilidade. Mas quando penso nisto fico preocupada. Porque o mundo é um lugar perigoso e não estamos livres de nada mas, também, porque nós nos estamos a tornar nestas pessoas para quem a maldade passa a ser banal.

 

E isso é perigoso. 

 

 

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