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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

06
Jun18

Ingredientes a mais

Miúda Opinativa

Eu não sou daquelas pessoas que come tudo. Sim, para certas pessoas, posso ser considerada "esquisitinha", uma vez que há uma série de coisas que não gosto. Detesto, por exemplo, tudo o que tenha pimentão. Ou que, sequer, tenha tocado em pimentão.  Só o cheiro a pimentão / pimento / qualquer coisa que comece por "pim" é capaz de me estragar uma refeição (drama queen).

 

Vai daí que se há coisa que me enerva quando vou a restaurantes (e eu sou uma pessoa que também se enerva facilmente, é verdade), é quando olho para uma ementa, vejo os pratos e a especificação dos ingredientes que os pratos levam, escolho uma opção e a dita vem com um ingrediente que não estava incluído nessa especificação. Isto é desagradável sobretudo se esse ingrediente é algo que não gosto, que abomino. Tipo, claro está, pimentão.

 

Porquê, senhores dos restaurantes, porque é que fazem isto?

 

A modos que isto pode até ser perigoso... E se uma pessoa for alérgica?? Querem mesmo ser responsáveis pela morte dramática de uma pessoa no vosso espaço só porque são preguiçosos e não dizem todos os ingredientes que um prato leva?

05
Jun18

Então e como tem sido a vida nestes últimos 2 meses?

Miúda Opinativa

Tem avançado. 

Às vezes com algumas paragens, mas tem avançado. 

 

No final de Abril, percebi que, às vezes, um Plano D pode ser uma coisa espectacular. Em vez de uma viagem ao estrangeiro, fui até Aveiro, com passagem no Porto e em Coimbra. E foi tão giro! 

 

No início de Maio, voltei a entrar na minha primeira casa e que é, agora, a minha futura casa. É tão bom voltarmos aos sítios onde fomos felizes. E é melhor ainda ver a minha família trabalhar num projecto em comum. Sim, a principal beneficiária serei eu, mas é algo em que estamos todos a pensar e a construir. E precisamos tanto disto! 

 

Ainda em Maio, a minha situação laboral melhorou ligeiramente - Sim, às vezes parece que está tudo um caos (não parece, é mesmo um caos), mas o esforço foi reconhecido. Não, não quero ficar nesta empresa por muito tempo, por uma série de razões, mas estou melhor agora do que alguma vez estive.

 

Fui Tia novamente e, agora, de uma menina. É sempre tão bom! :) 

 

E, mais recentemente, aarquei a minha viagem grande deste ano - e, até ver, a única viagem para fora deste ano. Eu e o meu namorado vamos até à Indonésia :D

 

Sim, têm havido algumas paragens. Tenho tido momentos de algum desespero. Tenho tido momentos em que quero muito sair do meu trabalho simplesmente porque não aguento mais o tempo que demoro em viagens. Sim, tenho lidado com pessoas de que não gosto e que me apetecesse virá-las do avesso. E sim, o luto continua a fazer parte da minha vida. Quando alguém tão próximo de nós morre, não há como escapar de momentos de desespero e de prostração. 

 

Mas vamos avançando. A vida vai rolando.  

 

 

04
Jun18

Continuo sem ter morrido

Miúda Opinativa

Mas continuo a 1000. E no meio de tudo o que há para fazer, entre trabalho que tem estado de malucos, preparação da casa nova, tentativas de manter alguma espécie de vida social, tentativas de manter atividade física e tentativas de ir mantendo o hábito de leitura, alguma coisa acaba por ficar para trás. 

 

A maior verdade da vida adulta é que o tempo não estica e 24h não são suficientes para se fazer tudo o que se deve fazer. 24h, no meu caso, nem sequer são suficientes para dormir as 7/8 horas recomendadas. Durmo 6, num dia bom. 

 

A vida, nos últimos 2 meses, tem avançado. Com alguns contratempos, com algumas paragens e retrocessos, mas tem avançado. 

 

Queria muito conseguir voltar a ter tempo para escrever por aqui. Vou tentar. Vou atinar, tentar atinar, e vou tentar. 

06
Abr18

Sou um paradoxo

Miúda Opinativa

O meu quarto não é  uma desarrumação constante mas encontra-se frequentemente numa enorme confusão.

As gavetas do meu quarto são um caos - embora eu saiba sempre onde tudo se encontra.

 

A minha cabeça é um caos. Está sempre em movimento, sempre a pensar, impossível desligar. Ao domingo já estou a pensar naquilo que tenho que fazer no trabalho durante a semana seguinte, à noite tenho algumas dificuldades em adormecer porque estou sempre a pensar no que aconteceu e no que vai acontecer e quando ponho uma coisa na cabeça, não descanso enquanto não a concretizo. E tudo isto fica misturado cá dentro. Um caos.

 

Mas depois, noutras questões, sou demasiado organizada. Adoro listas. Listas do que vou fazer, listas daquilo que preciso, listas de prós e contras.

 

Então e Excel? Tenho vários Excels no computador.

 

E gosto de planear as coisas a longo prazo. Algumas, vá, porque se me perguntam "onde é que te vês daqui a 5 anos" eu tenho sérias dificuldades em responder - lá está, um paradoxo.

 

Resultado: agora que me estou a preparar para depois do Verão me mudar, já tenho um caderno com as notas sobre as várias mobílias e decoração que vou vendo e um ficheiro de Excel dividido por divisões da casa, com os vários objetos, marcas, dimensões e, claro, preços, para ir fazendo os totais e ir vendo aquilo que vou gastar.

 

Uma confusão, uma caos, de um lado e toda uma organização e planeamento do outro. E que tal um equilíbrio?

05
Abr18

Ser anti-social dá trabalho

Miúda Opinativa

Ser anti-social é algo que dá muiiito trabalho. Eu admito, eu não gosto muito de pessoas. Sim, trabalho com pessoas e sim, tenho as pessoas que me são queridas de quem eu gosto e com quem eu gosto de estar.

 

No entanto, não adoro estar sempre com pessoas, não gosto de encontrar conhecidos nos transportes e não gosto de conversas de circunstância com colegas de trabalho em locais fora do trabalho. Aliás, colegas de trabalho para mim são isso mesmo - colegas de trabalho - e não gosto de ter grande convivência com eles fora do trabalho.

 

Ora, isto depois é complicado de gerir quando há alturas em que encontramos pessoas com quem não queremos falar. Sim, eu fujo de pessoas. Eu arranjo artimanhas para não me cruzar pessoas. Eu peço a quem me acompanha de faça de escudo.

 

É assim a vida de seres anti-sociais. Trabalhosa.

04
Abr18

Coisas que me são estranhas

Miúda Opinativa

Julgo que acontece a toda a gente acordar, sem nenhuma razão, com uma música qualquer na cabeça. E julgo que também não será incomum quando esta música é uma música que já não ouvimos há muito tempo.

 

No entanto, este último fenómeno causa-me sempre alguma estranheza - como é que isso acontece? Como é que uma música que já não ouvimos há anos (se calhar há mais de uma década - às vezes até músicas da nossa infância!!) vem parar à nossa cabeça durante o sono?

 

Será que foi num sonho que não nos lembramos que essa música tocou?

 

Alguma teoria?

03
Abr18

Mudar de E-mail

Miúda Opinativa

Há uns dias, fartei-me do meu e-mail. Tinha demasisados pontos e demasiadas iniciais e era sempre uma chatice estar a dizer tudo aquilo. Por outro lado, ao longo de tantos anos a pessoa vai acumulando registos e aborrecia-me receber todos os dias dezenas de e-mails de lixo, só lixo.

 

Vai daí que decidi mudar de e-mail. Obviamente que não foi fácil encontrar uma opção que não tivesse números e que ainda estivesse disponível (eu embirro com e-mails com números), mas lá consegui encontrar uma alternativa.

 

Mas depois, veio o pior. E o pior foi mesmo alterar o registo dos sites e das aplicações que me interessavam. E qual não foi o meu espanto quando percebi que nalguns destes sites e aplicações não é possível, simplesmente, mudar o e-mail.

 

Aconteceu com o site da Mango e com a Runtastic. Então o que sucede... Sucede que nessas plataformas é possível mudar tudo, mas tudo, até o género!!, menos o e-mail.

 

É assim - a pessoa escolhe aquele e-mail e nunca mais pode mudar! Já se decidir mudar de género, não há qualquer problema.

 

Alguém me explica esta lógica?

 

Nota: Não tenho nada contra as mudanças de género. Apenas acho caricato que seja possível mudar o género num registo e não o e-mail.

02
Abr18

Mulher em Branco

Miúda Opinativa

Acabei de ler, há dias, a "Mulher em Branco", do Rodrigo Guedes de Carvalho. Sendo o terceiro livro do autor que ia ler, e tendo já aqui falado sobre um deles, estava com as expectativas algo elevadas.

 

Contudo, talvez por isso de estar com as expectativas elevadas, desiludi-me um pouco.

 

A história em si não é assim tão interessante. Bem, não quero ser injusta, e a verdade é que nos faz reflectir sobre relações, sobre vários tipos de relações, e sobre o que conduz ao falhanço dessas relações. E essa reflexão é importante, porque faz com que olhemos para nós, para o que somos e para o que queremos. Faz com que tentemos não cometer certos erros.

 

No entanto, tirando isso, a história em si não é assim tão interessante. Poderia ser, poderia ser muito interessante, mas penso que neste livro o autor acaba por se perder na escrita. Como quem lê os livros do Rodrigo Guedes de Carvalho saberá, ele tem um certo estilo de escrito que, na verdade, gosto muito. Mas neste livro, parece que anda por ali a navegar, a navegar e não concretiza.

 

Sabem quando se quer ser muito profundo e não se consegue? Foi o que senti neste livro.

 

Mas não desisti dele. Tenho mais dois cá em casa e vou lê-los. Não para já, mas irei certamente lê-los.

29
Mar18

Acordámos e...

Miúda Opinativa

O Facebook tinha ido abaixo.

No telemóvel, ao carregar na aplicação, o meu mural tinha desaparecido. Num primeiro momento, pensei que o problema fosse do meu telemóvel (estúpido do iPhone, que já está a passar da validade). Mas depois, ouvi uma colega dizer que não tinha conseguido ir ao Facebook naquela manhã. Estranho, eu também não! Fui à internet e qual não é o meu espanto quando ao ir à rede social mais famosa do mundo, aparece uma mensagem de erro. Dizia "serviço indisponível". Wait, what? 

 

Passado um pouco, começa-se a falar sobre isso nas notícias. É notícia de última hora. O Facebook sofreu shutdown. Face à polémica das últimas semanas, desligou-se a rede social. Temporaria ou permanentemente, ainda não se sabe.

 

Depois, começa-se a falar sobre isso no escritório. Há quem concorde. Há quem ache indiferente. Há quem pense "vou fazer um post sobre isso" e depois percebe que não vai ser possível porque, lá está, o Facebook foi abaixo.

 

Então e agora? O que é que vai ser dos milhares de pessoas que partilham diariamente a sua vida no Facebook??

 

Nos últimos tempos, muitas críticas têm sido feitas ao Facebook e muitos se têm espantado por a informação que ali colocam ficar para sempre na sua base de dados. Muitos se têm indignado e assustado com isso. E a minha questão é: qual é o espanto? Qual é a surpresa?

 

O que é que precisamos para compreender que aquilo que colocamos na rede não desaparece? Se é assustador e indigno que essa informação seja depois utilizada para questões como as eleições americanas? Sim, sem dúvida, e com essa crítica eu concordo. Mas acham mesmo que a informação que colocamos na rede algum dia vai desaparecer?

 

Se eu acho que eles são "culpados" por guardarem essa informação? Não acho nem deixo de achar. Se calhar sim, é questionável. Mas não somos nós que optamos por a colocar lá? Não somos nós que optamos por nos expôr? Não sejamos ingénuos, então. Não nos indignemos só para ficar bem na fotografia. Imaginem que o Facebook era desligado como na minha pequena e parva história - como é que reagiriam? Como é que os vossos pares reagiriam?

 

Sejamos honestos: este problema, de partilha e arquivamento de dados, é um problema geral, do qual somos todos culpados.

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