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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

16
Ago18

Somos Cães ou Gatos?

Miúda Opinativa

Há duas semanas, no trabalho, em conversa com uma colega minha sobre animais, ela disse-me que, em termos de personalidade, eu sou mais Gato do que Cão. 

 

COMO ASSIM??

 

Eu explico a minha indignação... Os "Cat Lovers" que me perdoem, mas eu não gosto de gatos. Não sou mesmo fã. Para além de não os achar, na maioria dos casos, animais bonitos, acho que são traiçoeiros, tricky, sneaky... E eu não sou nada assim. Sou leal até ao fim (e por vezes demasiado), não sou cínica nem traiçoeira. Posso até nem dizer tudo o que penso a toda a gente (porque, enfim, existe hierarquias e moralidade social), mas também não me faço de simpática e queridinha quando penso que a pessoa não merece. Se perco por ser assim? Às vezes sim. Mas não consigo. 

 

Mas fiquei naquela... Perguntei ao meu namorado o que é que eu era: Cão ou Gato. E ele disse-me Gato, sem pestanejar. MAS COMO? Ao que ele me explicou que não se tratava de cinismo, mas sim de independência. Eu sou indepentente, não preciso de andar a "abanar o rabo" a chamar a atenção nem de festas constantes. Ok... Percebo... Mas... Gato?? 

 

Perguntei a umas amigas minhas e a resposta foi exactamente a mesma. Pronto, começo a desistir. A minha irmã disse-me o mesmo. AIIIII!! Prova dos 9: a minha mãe. Se eu não gosto de gatos, a minha mãe tem fobia a gatos... Sempre quero ver a sua resposta. 

 

Mas não consigo deixar de pensar... Será que conseguimos, de facto, dividir as nossas personalidades em cães vs. gatos? Será que só podemos ser um ou outro?

Depois de tantas respostas a apontarem no mesmo sentido, eu comecei a dizer que não, sou um cão com personalidade de gato. Ou seja, uma pessoa que até é boa pessoa e, eventualmente, fofinha, mas não o demonstra facilmente. 

 

E vocês? São cães ou gatos?

15
Ago18

Sobre os passos importantes - parte II

Miúda Opinativa

Uma outra questão sobre os "passos importantes" que me faz pensar e o seu grau de importância em relação ao momento em que esses passos são dados.  

 

Ontem falei sobre a entrada na Faculdade... Obviamente, e tendo tido uma infância e adolescência sem grandes precalços nem aventuras, esse momento constituiu, na altura, um passo importante, um dos mais importantes... Até Setembro de 2007 (momentos "estou velha"). 

 

Porque a verdade é que se hoje me perguntarem se esse foi um momento extremamente importante, eu respondo "bem, sim, foi importante... q.b.". E digo isto por duas razões.

 

- A primeira porque, tal como disse no texto de ontem, hoje penso frequentemente que poderia ter sido indiferente, para o trabalho que estou a realizar, tirar Psicologia, Direito, História ou Gestão. 

 

- A segunda porque, entretanto, aconteceram outras coisas na minha vida que tornam esse passo menos relevante para o que sou hoje. Talvez o reingresso na Faculdade tenha sido, na verdade, do que o primeiro ingresso... Ou o reingresso no Mercado de Trabalho, no Mundo dos RH. E se um dia casar ou tiver filhos? Será que, em comparação, esses momentos vão deixar de ser importantes? 

 

Será que, ao longo da vida, os momentos importantes vão sendo "substituídos" por outros momentos importantes, como se de um jogo de Tetris se tratasse? Ou será que não? Será que mesmo que existam muitos mais momentos importantes, momentos grandiosos, aqueles momentos importantes lá do passado se vão manter importantes?

 

14
Ago18

Sobre os passos importantes - parte I

Miúda Opinativa

No post de ontem, escrevi que a mudança de casa iria ser, muito provavelmente, um dos passos mais importantes da minha vida, pelo menos até agora. E durante o dia fiquei a pensar em todos os passos importantes que dei e sobre o que é isto de dar passos importantes. 

 

Passos importantes serão, julgo, os passos que, de alguma forma, têm influência na nossa vida (influência positiva ou negativa). E, julgo eu, tanto podem ser conscientes como conscientes - ou seja, se, por um lado, podemos ter plena consciência que determinada acção vai ter uma enorme influência na nossa vida, por outro, frequentemente, não temos noção nenhuma, ao realizarmos determinada acção, que ela irá influenciar fortemente a nossa vida. Paralelamente, existem também aquelas acções "grandiosas" que achamos que vão direccionar a nossa vida para sempre (como, por exemplo, ir para a Faculdade ou casar ou ter filhos ou aceitar determinado trabalho) e, ao mesmo tempo, pequenas acções que, sem sabermos, terão uma enorme importância na nossa vida - irmos a um café, por exemplo, e encontrarmos o amor da nossa vida ou jogarmos no Euromilhões e ficarmos milionários. 

 

Quando penso na minha vida e no meu percurso, percebo que muitos dos passos importantes poderiam ter sido, na verdade, outros e, possivelmente, a minha vida teria seguido um percurso semelhante - ou não. 

 

Falando, por exemplo, da escolha do curso universitário... Não sei se já o escrevi aqui ou não, mas essa não foi uma escolha fácil e após a eliminação de várias opções, fiquei com Psicologia e Direito. Acabei por optar, como se sabe, por Psicologia (embora Direito na Clássica e na Nova fossem, respectivamente, a segunda e a terceira opções). E hoje penso... Não tendo tido como objectivo ser propriamente advogada de sociedade, seria bastante possível que mesmo com esse background acabasse a fazer o que estou a fazer hoje, i.e., a trabalhar em Recursos Humanos. E muitas vezes penso que seria tão ou, até, mais útil do que o meu curso, de forma a responder a questões legais com mais confiança. 

 

Por outro lado, mesmo se tivesse tirado História (uma das muitas coisas em que pensei), isso impedir-me-ia de trabalhar em Recursos Humanos? Ao ver o mercado de trabalho, eu diria que não. 

 

Assim, não consigo evitar o pensamento: quão realmente importante foi a minha escolha, aos 18 anos, pelo curso de Psicologia para o meu percurso profissional? Será que se estivesse "destinado" (se quisermos acreditar no destino), eu não iria trabalhar nesta área independentemente do curso tirado?

 

 

 

13
Ago18

Então e a casa?

Miúda Opinativa

Está a andar em velocidade de cruzeiro. 

 

Os móveis já estão praticamente todos comprados (à exceção do quarto e de mobiliário mais secundário, que é para ir sendo comprado a posteriori, conforme as necessidades e a disponibilidad€), as obras estão a a avançar e estou muito entusiasmada. Em pânico, às vezes, com a realidade de viver sozinha (e extremamente entusiasmada também) e com algumas dúvidas sobre a minha capacidade financeira para tal (mas com o pensamento de "se outras pessoas conseguem, e têm que pagar renda, eu também consigo"), mas com a certeza de que a casa vai ficar linda com os móveis que escolhi e que este vai ser um dos passos mais importantes da minha vida (pelo menos até agora).  

10
Ago18

Já não há pachorra

Miúda Opinativa

Este não é um tema novo - nem aqui, neste pasquim, nem na Comunicação Social, nem em lado nenhum. 

 

Mas já não há pachorra para os Transportes Públicos. Em Agosto (supostamente só em Agosto), a CP reduziu o número de comboios. Independentemente da razão que levou a essa decisão, nesta altura do campeonado os comboios passaram a ser de 15 em 15 minutos e não de 12 em 12. Ora, para quem não anda de transportes todos os dias, isto pode não fazer grande diferença; contudo, para quem anda, sim, faz. 

 

Exemplo prático - EU. 

 

Desde Julho que tenho feito um esforço para sair do trabalho às 18, de forma a conseguir apanhar o comboio das 18h48. Não fosse o tempo de espera de metros ser estupidamente elevado, tendo em conta que estamos numa capital e é hora de ponta, isso seria mais do que fazível. Acontece que o Metro de Lisboa é outro serviço de cocó e estamos ali séculos à espera que o metro chegue, o que faz com que apanhe o comboio das 18h48 em modo "Rés-vés-Campo de Ourique". Ora... Se o comboio deixa de sair às 18h48 e começa a sair às 18h45, torna-se ainda mais difícil. Vai daí que tive que pedir ao meu Chefe para sair 10 minutos mais cedo. Obviamente que não há qualquer problema, até porque também chego meia hora mais cedo e faço tipo 40 minutos de almoço (e não 1h30), mas, enfim, é sempre chato perceber que nós pagamos um serviço e este serviço piora a cada ano que passa (e fica mais caro). 

 

E como se isto não bastasse, no outro dia o meu comboio de ida para o trabalho, que também começou a sair 2 minutos mais tarde, atrasou-se 5 minutos. E NINGUÉM É CAPAZ DE DIZER O QUE QUER QUE SEJA. É incrível. 

 

O pior de tudo isto é que estas situações, o facto de demorar 1h30 a ir para o trabalho e outra 1h30 a regressar, faz-me querer muito sair do meu trabalho. Sim, existem outras razões para o querer, mas esta não deveria ser uma delas. 

 

Enfim. Estou a precisar de férias. Só espero que o Alfa não se atrase!  

09
Ago18

Saudades de escrever

Miúda Opinativa

Tenho tido muitas saudades de escrever. Não necessariamente aqui (embora aqui também), mas saudades de pôr os meus pensamentos em palavras escritas. 

 

Escrever sempre foi uma das minhas melhores competências. Fosse a História ou a Português, as minhas Professoras sempre gostaram muito do meu estilo e sempre valorizaram bastante a minha capacidade. Até a Ciências, uma disciplina que eu não gostava tanto, tive a melhor nota num trabalho onde o que contou mais foi mesmo a criatividade com que eu escrevi sobre vulcões. Escrevi textos e histórias que foram publicados em revistas juvenis e na minha pior experiência profissional, a única vez que a minha chefe me elogiou foi pela escrita de relatórios. 

 

Sempre gostei de escrever e sempre fui boa, sem falsas modéstias, nisto. E tenho saudades. Tenho saudades de começar, de criar, de contar histórias pelas palavras. 

 

Por vezes, pego no telemóvel e escrevo coisas - inícios / ideias de contos que nunca vão sair das Notas do i-Phone, desabafos e pensamentos que desejo que nunca ninguém leia. 

 

Mas não é a mesma coisa. Gostava mesmo de voltar a ter tempo e disponibilidade mental para isto. 

 

06
Jun18

Ingredientes a mais

Miúda Opinativa

Eu não sou daquelas pessoas que come tudo. Sim, para certas pessoas, posso ser considerada "esquisitinha", uma vez que há uma série de coisas que não gosto. Detesto, por exemplo, tudo o que tenha pimentão. Ou que, sequer, tenha tocado em pimentão.  Só o cheiro a pimentão / pimento / qualquer coisa que comece por "pim" é capaz de me estragar uma refeição (drama queen).

 

Vai daí que se há coisa que me enerva quando vou a restaurantes (e eu sou uma pessoa que também se enerva facilmente, é verdade), é quando olho para uma ementa, vejo os pratos e a especificação dos ingredientes que os pratos levam, escolho uma opção e a dita vem com um ingrediente que não estava incluído nessa especificação. Isto é desagradável sobretudo se esse ingrediente é algo que não gosto, que abomino. Tipo, claro está, pimentão.

 

Porquê, senhores dos restaurantes, porque é que fazem isto?

 

A modos que isto pode até ser perigoso... E se uma pessoa for alérgica?? Querem mesmo ser responsáveis pela morte dramática de uma pessoa no vosso espaço só porque são preguiçosos e não dizem todos os ingredientes que um prato leva?

05
Jun18

Então e como tem sido a vida nestes últimos 2 meses?

Miúda Opinativa

Tem avançado. 

Às vezes com algumas paragens, mas tem avançado. 

 

No final de Abril, percebi que, às vezes, um Plano D pode ser uma coisa espectacular. Em vez de uma viagem ao estrangeiro, fui até Aveiro, com passagem no Porto e em Coimbra. E foi tão giro! 

 

No início de Maio, voltei a entrar na minha primeira casa e que é, agora, a minha futura casa. É tão bom voltarmos aos sítios onde fomos felizes. E é melhor ainda ver a minha família trabalhar num projecto em comum. Sim, a principal beneficiária serei eu, mas é algo em que estamos todos a pensar e a construir. E precisamos tanto disto! 

 

Ainda em Maio, a minha situação laboral melhorou ligeiramente - Sim, às vezes parece que está tudo um caos (não parece, é mesmo um caos), mas o esforço foi reconhecido. Não, não quero ficar nesta empresa por muito tempo, por uma série de razões, mas estou melhor agora do que alguma vez estive.

 

Fui Tia novamente e, agora, de uma menina. É sempre tão bom! :) 

 

E, mais recentemente, aarquei a minha viagem grande deste ano - e, até ver, a única viagem para fora deste ano. Eu e o meu namorado vamos até à Indonésia :D

 

Sim, têm havido algumas paragens. Tenho tido momentos de algum desespero. Tenho tido momentos em que quero muito sair do meu trabalho simplesmente porque não aguento mais o tempo que demoro em viagens. Sim, tenho lidado com pessoas de que não gosto e que me apetecesse virá-las do avesso. E sim, o luto continua a fazer parte da minha vida. Quando alguém tão próximo de nós morre, não há como escapar de momentos de desespero e de prostração. 

 

Mas vamos avançando. A vida vai rolando.  

 

 

04
Jun18

Continuo sem ter morrido

Miúda Opinativa

Mas continuo a 1000. E no meio de tudo o que há para fazer, entre trabalho que tem estado de malucos, preparação da casa nova, tentativas de manter alguma espécie de vida social, tentativas de manter atividade física e tentativas de ir mantendo o hábito de leitura, alguma coisa acaba por ficar para trás. 

 

A maior verdade da vida adulta é que o tempo não estica e 24h não são suficientes para se fazer tudo o que se deve fazer. 24h, no meu caso, nem sequer são suficientes para dormir as 7/8 horas recomendadas. Durmo 6, num dia bom. 

 

A vida, nos últimos 2 meses, tem avançado. Com alguns contratempos, com algumas paragens e retrocessos, mas tem avançado. 

 

Queria muito conseguir voltar a ter tempo para escrever por aqui. Vou tentar. Vou atinar, tentar atinar, e vou tentar. 

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