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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

13
Jul20

Este é o mood de segunda-feira.

Miúda Opinativa

Quis a vida que a minha vida profissional se desenvolvesse dentro da área dos Recursos Humanos.

(E sim, digo "quis a vida" porque a sensação que tenho muitas vezes é que eu não tive grande influência nesta decisão. O meu primeiro trabalho nesta área não seria, de todo, a minha primeira escolha e só aceitei porque foi a única opção que surgiu em plena crise económica. 4 meses depois, desisti, decidi voltar a estudar, iniciei o meu segundo mestrado e 1 ano depois, candidatei-me a uma consultora de Recrutamento porque queria voltar a ir a entrevistas para treinar, mas nunca achei que fosse ser seleccionada. Quando fui, decidi aceitar, porque tive medo de voltar a não encontrar trabalho quando terminasse o segundo mestrado. Correu muito mal, mas já era tarde para voltar ao mestrado incompleto. Então, a partir daí fui-me construindo nesta área... com mais ou menos sucesso). 

Ora, este meu percurso faz com que leia muitas coisas sobre esta área e sobre Employee Experience e assuntos "trendy". E ao passar os olhos no feed do LinkedIn e ao ler artigos sobre estas últimas tendências, poderia achar que o mundo do trabalho e as relações laborais entre colaboradores e empregadores estão a modificar-se. Em que já ninguém trabalha 12 horas por dia porque as empresas valorizam o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal, em que já não existem "chefes" mas sim "líderes", em que... Tanta coisa. 

No entanto, a realidade a que depois assisto é diferente. Em que as empresas continuam a exigir aos seus colaboradores horas e horas de trabalho, em que as empresas não facilitam as férias (queres 10 dias seguidos de férias, mesmo que isso seja obrigatório? Não podes ter), em que as empresas exigem e exigem cada vez mais dos seus trabalhadores (e aqui não coloco o termo "colaboradores" de propósito) mas, ainda assim, tentam vender-se como "empresa atrativa". 

E isto aborrece-me. A vida não é só trabalhar. Vejo as pessoas à minha volta (e eu) sem tempo para nada e cansados. Muitos, desanimados. Desanimados porque trabalham e trabalham num "dead end job", sem grande reconhecimento e seriam capazes de muito mais. 

A cereja no topo do bolo? Ainda têm que se sentir agradecidos. 

 

09
Jul20

Das surpresas

Miúda Opinativa

Ontem foi um dia surpreendente. 

Este meu "blog" não é, de todo, um blog de destaque. Não tenho muitas visualizações (acho que fui hoje, pela primeira vez, consultar as estatísticas), não tenho muitos comentários e já nem publico com a mesma frequência com que publicava há uns anos. 

Por outro lado, aquilo que esteve na sua origem (i.e., uma tentativa de colocar aqui as minhas... opiniões e postas de pescada sobre os mais variados temas, mas sem grandes relatos pessoais) transformou-se e falo mais sobre a minha vida pessoal e se calhar que alguém que me conheça passar por aqui, vai perceber quem é a Miúda Opinativa. 

Mas dizia eu que ontem foi um dia supreendente. Porque o SAPO deu grande destaque ao meu post sobre a adoção do meu cão (foi a segunda vez que o fez) mas, sobretudo, pelos comentários que fui lendo ao longo do dia (aos quais gostaria de responder individualmente mas creio que não vou ter essa disponibilidade. Desculpem). 

Adotar um cão foi, efetivamente, uma ótima decisão. Sei que fiz a diferença na vida do Loki mas, sobretudo, sei que ele fez diferença na minha vida. Há lá maneira melhor de acordar e vermos um patudo que está connosco há menos de 1 mês a saltar-nos para cima de alegria por nos ver? Sim, ficamos logo com outra disposição e parece que o dia tem potencial para correr melhor. 

No meu caso, adotar um cão foi isto. Foi perceber que afinal sou capaz de tomar conta de outro ser vivo e fazer diferença positiva na sua vida. Perceber que em menos de 1 mês, este ser vivo que foi abandonado / se perdeu se tornou tão importante na minha vida (e na dos que me rodeiam). Perceber que eu também me tornei tão importante na sua vida. 

E sim, isto também foi uma supresa. Sabia que, eventualmente, isto iria acontecer. Mas sabia que ia ser tão rápido. 

Adotar um cão não pode ser uma decisão fácil porque há muitas coisas a ter em consideração e é preciso que sejamos responsáveis; no entanto, é uma decisão que, no meu caso, valeu a pena. 

E agora sim, uma foto do Loki, que é um tímido e não gosta de fotografias frontais :) 

IMG_6226.jpeg

 

06
Jul20

Cair. Para depois levantar.

Miúda Opinativa

Existem alturas complexas. Em que a vida vai correndo, com as mesmas alegrias de sempre e com as mesmas chatices de sempre. Ainda assim, nós não estamos normais e vamo-nos abaixo, sem sabermos muito bem porquê, nem como. Porque se as chatices são as mesmas de sempre, porque raio nos vamos abaixo? 

Mas vamos. Vamos e acordamos durante a noite em sobressalto. Vamos e andamos desanimados. Vamos e sentimos que estamos em piloto automático. E tudo o que vem lá de trás, todos os nossos medos e inseguranças, voltam a acenar, como que a dizer "olá, velha amiga! Esperavas que já não estivesse por aqui? Pensa outra vez". 

O grande problema disto é que acaba por ter uma enorme influência nos vários quadrantes da nossa vida. Na nossa vida profissional e nas nossas relações. E depois... a bolha explode e a merda espalha-se toda. 

Nestas alturas, cai tudo. Até que alguém, e de forma, é verdade, meio abrutalhada, nos diz o que precisamos de ouvir. E nos dá a mão quando não aguentamos mais e apenas choramos, choramos e choramos. 

Foi de forma meio abrutalhada, mas serviu. Já me estou a levantar. Ainda estou a apanhar cacos - acho que vou continuar a apanhar cacos durante o resto da minha vida - mas já me estou a levantar. 

Espero. 

03
Jul20

Amizade na Vida Adulta

Miúda Opinativa

Em Agosto de 2018, escrevi isto. E fico triste por perceber que dois anos depois, este continua a ser um tema bem atual na minha vida. E fico ainda mais triste por perceber que se calhar, nem se pode culpar a maternidade. Às vezes, é só mesmo das pessoas. 

Gostava de sentir que a questão se mantém: são as mulheres que são mães que se afastam das amigas sem filhos ou são as mulheres sem filhos que se afastam das amigas que são mães? 

No entanto, infelizmente, cada vez acho mais que, no meu caso, é a primeira opção: são as mulheres que são mães que se afastam das amigas sem filhos - consciente ou inconscientemente. E isto aborrece-me. Aborrece-me porque ninguém depois será capaz de admitir que o faz e, já se sabe, a culpa é das "irresponsáveis que não sabem o que é ter responsabilidades". 

É triste, mas é verdade - desde que o desconfinamento iniciou, ainda não estive com determinado grupo de amigas. Na verdade, a última vez que estive com esse grupo foi em Janeiro. Entretanto, viemos todos para casa e desde que começámos a sair, houve tentativas de nos juntarmos mas as tentativas partiram SEMPRE de quem não tem filhos - mas atenção, com programas adaptados a crianças. E quem tem filhos ou não respondeu ou nem fazia um esforço para estar. Contudo, tratando-se de programas que incluíssem apenas quem tem filhos... já dava. E isto é triste. Aborrece-me. 

No entanto, se calhar devia aprender com isso e começar a combinar eventos paralelos. É isto. 

02
Jul20

Então e como foi adoptar um cão?

Miúda Opinativa

Estávamos em pleno confinamento quando a minha irmã mais nova me enviou uma página de Instagram de cães. Comecei a ver a coisa e fui-me entusiasmando, ao ponto de ter começado a ver outras páginas. Mas tentei sempre manter uma certa distância emocional: eu gosto de cães, mas sempre tive algum "receio" de ter um cão num apartamento que passaria muito tempo sozinho. 

Até que na página da UPPA descobri um cãozinho mesmo mesmo fofo. Era lindo, com uns olhos doces doces. E num impulso, mandei-lhes um email. Fui visitá-lo em Maio e quebrei. No entanto, as dúvidas continuavam - fazia sentido um cão de porte médio vir para um apartamento e passar tantas horas sozinho? Ele estava com um problema intestinal e foi a razão perfeita para eu ter mais tempo para decidir. 

E foi em casa que percebi - na Uppa os cães são bem tratados mas não deixam de estar num abrigo com tantos outros cães. E embora ele vá passar algum tempo sozinho quando a vida regressar ao normal (ah ah), a verdade é que vai ter pelo menos uma humana a cuidar só dele. E decidi adoptá-lo. 

No dia 10 de Junho, o Loki veio para minha casa. Tive muita sorte: não faz xixi nem cocó em casa, não ladra e não morde. É um cão muito muito meigo que só quer miminhos (mais até do que brincadeira). 

Embora não se tenha a certeza, terá entre os 6 a 8 anos - é já adulto. 

E nestas semanas, ainda não me arrependi. Pensei "eu tinha uma vida tranquila e agora é menos tranquila", mas não me arrependi. Porque a falta de tranquilidade (e o facto de nunca mais ir ter a casa limpa) é compensada pelo mimo. É compensada pela alegria com que ele me recebe das poucas vezes que o deixei sozinho (e tenho que o começar a deixar mais vezes...). É compensada pelo carinho com que ele me olhou e me deu a patinha e me deu beijinhos num dia em que tive uma crise de choro. É compensada por ver que o seu olhar já se transformou. Ele tinha um olhar doce mas triste; agora, tem um olhar doce e embora às vezes desconfiado, já é mais alegre :) 

É um doce. É um mimado e fica chateado quando não lhe dou atenção. É o meu cão :) 

23
Jun20

Falar sobre o Pedro Lima

Miúda Opinativa

Falar sobre o Pedro Lima é falar sobre o Renato, um colega meu do Secundário, que se suicidou aos 27 anos, em Fevereiro de 2017. Nunca fomos amigos, verdadeiramente amigos, mas éramos colegas que se davam bem. Há muito tempo que não falava com ele, mas ia vendo como a vida lhe ia correndo nas redes sociais. O Renato mostrava-se bem. Com amigos, com namorado, com a vida estabilizada. Já não falava com ele há algum tempo, mas diria que tudo estava bem. 

Falar sobre o Pedro Lima é falar sobre o Vivaldo, um colaborador da minha antiga empresa que se suicidou em Janeiro de 2019. É certo que era introvertido e tínhamos uma relação meramente profissional. Mas 1 mês antes, na Festa de Natal, divertiu-se tanto como todos os outros - aparentemente.  

Falar sobre o Pedro Lima é falar sobre o meu irmão, que se suicidou aos 31 anos, em Setembro de 2017. Nós sabíamos aquilo por que ele estava a passar - depressão diagnosticada e medicada - e sim, havia sinais identificados pela família. Mas... O meu irmão ria-se. O meu irmão ia trabalhar todos os dias e era extremamente competente. O meu irmão era o pilar de muita gente. O meu irmão era uma rocha - só não sabíamos que a base da rocha estava frágil. 

Ler sobre o Pedro Lima, sobre o porquê, o não porquê, é ler sobre o meu irmão. Sobre uma pessoa que não demonstra sinais de tristeza evidente, que tem tudo para ser feliz, e mesmo assim é capaz de cometer suicídio. 

E admito - isto custa. Custa porque não preciso de me recordar dessa incompreensão. E custa porque a incompreensão não faz sentido. A depressão existe, o vazio existe, sem que, infelizmente, seja necessária uma "razão". E isso, acreditem, torna tudo ainda pior. Não seria tão mais fácil, para quem passa por esses momentos, conseguir resolver a questão com "eu tenho tudo para ser feliz, vou ser feliz" e voilá, adeus vazio, escuridão, buraco negro?

Era mais fácil. Mas não é assim tão fácil. A depressão é uma cabra, que nos come por dentro, tira-nos a energia, a vontade, a motivação, a capacidade. E o pior - fa-lo dentro de nós, sem evidenciar sinais no exterior. Assim, aos olhos dos outros, seremos apenas "preguiçosos", anti-sociais, lentos. 

Porque ainda existe estigma, pena, o que seja, por quem passa por estes movimentos. 

Em Março de 2018, depois do maior ataque de pânico no metro de Lisboa, em que, à hora de ponta, e sozinha, deixei de conseguir respirar e só chorava, tendo que sair e ir a pé até ao comboio (sei lá como), decidi começar a fazer terapia. Só em Janeiro do ano seguinte é que falei sobre isso com o meu chefe, para lhe pedir para, nesses dias, começar a sair a mais cedo. Eu tinha uma relação muito próxima com ele e ele foi, inclusiamente, a primeira pessoa com quem falei depois de a minha mãe me ter ligado quando o meu irmão morreu. E mesmo assim, não senti coragem para lhe falar sobre isto mais cedo. Porque, lá está, não queria passar por essa "pena". 

Mas isto é algo que tem que ser mudado. Bem, o Mundo tem que ser mudado. E a Saúde Mental tem que começar a ser cuidada. 

05
Jun20

Ingenuidade e Inocência

Miúda Opinativa

Por vezes, ponho-me a pensar em como fomos todos muito ingénuos e inocentes no início da pandemia, em que muitos de nós (a maioria) achou que em 15 dias, 1 mês, a coisa controlar-se-ia e a vida poderia voltar a alguma normalidade. E acho, sinceramente, que foi isso que facilitou o isolamento precoce e o encerramento de uma série de negócios. Porque se achou que seria algo verdadeiramente temporário e que em Maio, o mais tardar, estávamos todos na rua novamente. 

E eu não fui excepção. Cada vez que me lembro nas coisas que pensei e decisões que tomei no dia 16 de Março, penso que fui só incrivelmente estúpida. Ou inocente. Ou ingénua. 

Basicamente, no dia 12 de Março, soube que tinha sido seleccionada para este novo projeto profissional. Na sexta-feira, dia 13, comuniquei à minha chefe, que só iria comunicar ao cliente onde eu estava na semana seguinte. Assim, no dia 16, fui ainda ao escritório do cliente de manhã e depois mandaram-me para casa. Como, supostamente, só iria começar neste novo sítio no dia 15 de Abril, achei que ainda iria voltar ao escritório, talvez no início de Abril. Não deixei lá coisas pessoais, mas, enfim, deixei, por exemplo, material no cacifo. 

Como, lá está, achava que ainda ia regressar ao escritório, quando o ginásio me perguntou o que é que eu queria fazer à minha inscrição (estavam a perguntar aos sócios se queriam manter ou se queriam cancelar), eu disse para manterem até ao final de Abril. A ideia era poder usufruir quando regressasse ao escritório e depois, quando mudasse de empresa, poderia continuar a usufruir noutra unidade (embora depois me desse jeito mudar... Em Maio). 

Entretanto, como não queria ficar sem me exercitar e não conhecia o maravilhoso mundo do Fitness no YouTube, comprei alguns utensílios para fazer desporto em casa. Mas quando estava a pagar pensei "que estupidez. Estás a gastar dinheiro nisto para usares 15 dias". 

Ainda no campo "exercício físico", foi em Março que descobri, também, o Yoga with Adriane, de que já aqui falei. Comecei a fazer um plano de 30 dias no dia 17 de Março e passados uns dias, e percebendo que estava a gostar, pensei "opá, começaste a fazer isto de manhã, mas depois, quando voltares ao escritório, vais deixar de conseguir fazer". 

Pensava também, no início de tudo isto, que se calhar iria fazer a minha festa de anos algures em Abril. Ou que quando os meus pais fossem para o Algarve no Verão, iriam andar a falar sobre isto em tom de brincadeira com os vizinhos de toldo. Pensava muitas coisas. 

Mas passados 3 meses, percebo que aquilo que deixei no escritório há-de ficar por lá. E que paguei 1 mês e meio de ginásio sem lá ter posto os pés - e ainda não me inscrevi em mais nenhum. Percebo também que os halteres que comprei não são suficientes (precisava de uns mais pesados). E entretanto, já vou quase a meio do terceiro plano de 30 dias de Yoga. Não fiz nenhuma festa de anos e os meus pais, se forem ao Algarve, não vão ter o mesmo convívio com os amigos que tinham nos outros anos. 

Fomos todos um bocado ingénuos e inocentes. Ou burros. Ou avestruzes, a pôr as cabeças na areia. 

15
Mai20

Pronto, começo a ficar depressiva e triste

Miúda Opinativa

Ao final de 2 meses, começo a ficar depressiva e triste com a situação Covid / Pandemia / Isolamento / Mudança de hábitos. Tudo. 

É verdade que continuo a acreditar que esta experiência me trouxe coisas positivas. Comecei o Yoga, descobri que afinal consigo ir de minha casa até ao paredão a correr sem pôr em causa a minha segurança (o que me vai dar jeito quando... se... quando a vida voltar ao normal e no verão não conseguir estacionar ao pé da praia) e estou a pensar adoptar um cão. Descobri que afinal até me safo na cozinha e gosto. Voltei a ler com mais frequência e vi séries que estavam na To See há algum tempo. Foram dois meses com algumas coisas positivas. 

Mas passados 2 meses, começo a sentir-me a quebrar face à perspetiva dos próximos meses. Vejo a "novidade" dos semáforos na praia e sinto-me triste. Vejo a perspetiva da crise económica e sinto-me triste (e ligeiramente em pânico). Imagino-me a ir ao supermercado (não ponho os pés num há quase 1 mês) e sinto-me... triste. Não nado há 2 meses e sinto-me triste (e a natação, a par da corrida - e às vezes ainda mais que a corrida - é o que eu usava para me sentir menos triste). Sinto-me só triste. 

Às vezes penso "como é que chegámos até aqui, será que isto seria mesmo necessário". Sinto-me zangada. E sinto-me... Triste. Overwhelmed. Ansiosa. E a entrar num loop pouco simpático. 

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