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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

12
Out18

Antes das férias

Miúda Opinativa

Que dia absolutamente cheio. 

Vim de manhã para o trabalho a achar que o dia ia ser calmo. Estava, até, a pensar em escrever um post sobre o quão caro é andar de transportes sem passe e o quão ridículo é os cartões Viva Viagem terem uma validade de apenas 1 ano (não era suposto ser uma coisa para ajudar o ambiente? E havendo validade, porque é não há nenhuma indicação no cartão sobre isso??) e/ou sobre o meu azar, que ontem evitei que uma miúda me batesse no carro só para, uns metros mais à frente, eu lhe ter batido. Fuck it. 

 

Mas depois cheguei ao trabalho e as coisas começaram a cair. Coisas que eu não planeei e que também não era suposto terem acontecido. E a minha vontade foi só uma. 

 

Fuck this shit, vou mas é já embora e o resto que se lixe. 

 

Obviamente que não o fiz. 

 

Mas amanhã, por esta hora, já estou em viagem. Não sei muito bem onde vou estar - vai ser uma looooonga viagem -, mas já vou estar a viajar para longe. 

 

E começo a considerar a hipótese de não voltar. 

 

Mentira, quero voltar e ir estrear a minha casa :P 

 

Bye all, I will be back! 

10
Out18

Há coisas muito engraçadas

Miúda Opinativa

Quem se lembra disto?

 

Pois é, a saga continou. Na semana passada, a pessoa ligou-me a dizer, então, que teria sido passada à fase seguinte e que queria marcar a entrevista para sexta-feira, dia 12. Depois de me dizer quem era o cliente, eu acedi a fazer a entrevista, mas sempre a pensar que, a) a função era talvez areia demais para o meu pequeno camião; b) não fazia sentido avançar para entrevista final com o cliente com uma pequena conversa telefónica com o consultora; c) embora o cliente não fosse extremamente interessante e a função não fosse exactamente aquilo que procuro agora, a verdade é que seria uma evolução em relação ao que estou a fazer e teria um salário bem superior. 

 

Assim, confirmei a minha presença na entrevista, tendo dito ao consultor que no sábado iria de férias.

 

Até que ontem o consultor me voltou a ligar, a dizer "olhe, a entrevista vai ter que ser reagendada para terça-feira, dia 16". E eu respondi-lhe "bem, tal como lhe tinha dito, eu no sábado vou viajar, e vou estar duas semanas fora, mas...". Interrompeu-me, como já o tinha feito na nossa primeira conversa, e só disse "ah, pois era, já me lembro. Então olhe, se entretanto o processo não fechar, eu entro depois em contacto consigo. E fico aqui também com o seu CV e se surgir um novo projeto, também entro em contacto consigo. Obrigada, boas férias". 

 

WTF??? 

 

Das duas uma: ou percebeu que eu não seria a pessoa indicada e decidiu inventar uma história ou então é só (mais) um alucinado da vida. Either way, é só um péssimo profissional, que chegou a uma posição de topo numa Consultora de Recursos Humanos de renome. E isto não se percebe. 

 

Mas sabem que mais? Que se foda. Já só quero terminar as coisas que tenho que fazer no trabalho, chegar a sexta e viver duas semanas de uma forma mais descomplicada e livre. 

 

09
Out18

Tanto mar, tanto mar

Miúda Opinativa

Eu cresci com as novelas da Globo. Muito pouco nacionalista nisto do entretenimento, preferi sempre as novelas que vinham daquele lado do Atlântico. 

 

Isto fez com que tivesse começado a gostar muito do Brasil - apesar de nunca lá ter ido. Embora o conhecimento seja limitado, claro, sempre achei muita graça à cultura, às pessoas, ao modo despreocupado de viver. Gosto do sotaque, da alegria. E sempre tive o desejo de visitar aquele país.

 

Mas, admito, hoje em dia essa vontade dissipou-se. Ontem, quando estava no comboio, ouvi um senhor brasileiro a falar ao telefone sobre o caso de um Mestre de Capoeira, que desenvolvia uma série de actividades de cariz social e que era contra o Bolsonaro, foi assassinado por um apoiante daquele candidato. Fiquei a olhar para o senhor, ele desligou a chamada e disse-me "Está complicado", e voltou-me a contar a história. E eu só consegui dizer "não se percebe".

 

O Brasil é um país com um potencial enorme mas com um também enorme problema de corrupção. E agora, está a pagar a moeda mais cara dessa corrupção - a muito provável eleição de um fascista, xenófobo, homofóbico. Eleição democrática, à semelhança do que aconteceu com a eleição de Hitler em 1932.

 

E tudo isto é muito triste. E preocupante. Vivemos tempos estranhos e tenho algum receio do que está para vir.

 

Para os Brasileiros, tentarei guardar-vos um cravo e mandar-vos um cheirinho de alecrim.

05
Out18

Quando nos começamos a preocupar com o que nos pode acontecer

Miúda Opinativa

No post de ontem, escrevi sobre o facto de estar preocupada com a viagem para a Indonésia e com o meu medo de morrer. E escrevi, também, que parte desse receio se relaciona com o facto de os meus pais já terem perdido um filho e de não querer que perdessem outro. 

 

Essa é a grande verdade. Se calhar, se o meu irmão não tivesse morrido no ano passado, a minha preocupação em ir para lá seria menor - sim, desastres acontecem e não acontecem só aos outros, mas não podemos deixar de viver com medo desses desastres. Além disso, a História diz-nos que não existem dois grandes sismos seguidos nem dois tsunamis. 

 

No entanto, o meu irmão morreu no ano passado e sinto, desde essa altura, que tenho muito mais cuidado comigo. Que tenho um cuidado redobrado quando conduzo ou quando atravesso a estrada. Ou que me tornei ainda mais hipocondríaca, com medo de ter um cancro que me possa matar. 

 

À semelhança da música do Robbie Williams, eu não tenho medo de morrer, apenas não quero. E não quero morrer não só porque tenho muito que viver ainda mas, também, porque não quero que os meus pais voltem a passar pela devastidão de perderem um filho. 

 

E isto deve ser quase como quando as pessoas se tornam pais. Há uns tempos, uma amiga minha, que já foi mãe, dizia que agora pensaria duas vezes (três, quatro) antes de fazer um salto de pára-quedas. Porque, lá está, foi mãe, e o seu lado mais aventureiro (que ela até tinha) esmoreceu. "Apenas" porque teve um filho. 

 

Há cerca de 1 ano, a propósito da morte do meu irmão, escrevi por aqui que nos tornamos adultos quando passamos a cuidar. E acho que isto é um dos aspetos disto de ser adulto e de cuidarmos - termos medo não só por nós mas, mais ainda, pelos outros, por quem cuidamos. 

04
Out18

Why

Miúda Opinativa

Já disse por aqui que as minhas tão desejadas férias estão a chegar. 

De Sábado a uma semana, lá vou eu para a Indonésia, para fazer aquilo que tanto preciso que é... Descansar. Descansar. Descansar. 

 

Acontece que não sei se, de facto, vou descansar. Com tantas notícias terríveis a virem de lá, com terramotos, tsunamis e até vulcões, neste momento começo a ter algumas dúvidas se realmente quero ir para lá e, indo, se realmente vou estar descansada ou se vou, pelo contrário, estar constantemente a tentar sentir se a terra está a tremer. 

 

O meu namorado, a pessoa mais incrivelmente prática que eu conheço e ligeiramente inconsequente, diz-me que estou a exagerar. O meu chefe diz-me que eu sou propícia a azares, é um facto, mas tenho uma aura que faz com que escape ilesa desses azares - o que também é verdade. 

 

Mas fico preocupada. Embora Bali, o nosso destino principal, não tenha tido grandes azares, a verdade é que sinto que me estou a meter no olho do furacão. E que os meus pais já perderam um filho e não queria que perdessem outro.  

 

Mas o que é que eu posso fazer? Tendo em conta que para nos mudarem a viagem o destino teria que ser ali na zona, qualquer destino alternativo seria igualmente propício a desastres naturais... Por outro lado, se vamos deixar de viajar devido a desastres que podem acontecer, então não saíamos de casa. Porque no Mundo em que vivemos, se não são desastres naturais, são ataques terroristas. 

 

Enfim. Não é fácil. 

 

 

01
Out18

Setembro

Miúda Opinativa

De repente, Setembro terminou.

Setembro foi um mês enorme, que passou a correr.

Em Setembro, fez um ano que o meu irmão morreu.

Em Setembro, fiquei extremamente frustrada com o meu trabalho, apesar de ter superado todos os objectivos.

Em Setembro, fiquei triste, mesmo triste, com situações que me ultrapassam mas que acabam por ter algum peso na minha vida.

 

Mas em Setembro, a minha casa avançou. Os móveis chegaram, os electrodomésticos foram instalados e já comecei a empacotar coisas para levar (e até a desempacotar!).

Em Setembro, o meu namorado defendeu-me nas tais situações e aligeirou algumas das minhas inseguranças.

Em Setembro, as minhas amigas, apesar de todos os nossos constrangimentos, estiveram aqui para mim.

 

Há muito tempo que não gosto de Setembro - talvez desde que Setembro significava regressar a um Curso que eu não tinha a certeza de ser o certo para mim. E no ano passado, Setembro foi o pior mês da minha vida.

 

Setembro de 2018 foi melhor que o ano passado, claro, mas não foi isento de dramas, stresses e tristezas enormes. Teve coisas espectaculares, que teve, mas, admito, estou aliviada pelo seu fim e pelo início de Outubro.

 

Até porque, na verdade, daqui a 13 dias vou de férias.

 

Venha de lá esse Outubro!

28
Set18

Conhecemos mesmo as pessoas?

Miúda Opinativa

Digo, frequentemente, que não ponho a mão no fogo por ninguém. Nem pelos meus pais, nem pelos meus irmãos, nem pelo meu namorado. Nem por mim. Há uns tempos, no trabalho, alguém dizia que tinha a certeza que jamais seria capaz de matar alguém. Ao que eu respondi que não podia dizer o mesmo sobre mim. Quanto mais não seja porque não sei se em defesa, não o poderia fazer. Eu sei, sou uma pessoa fria. Mas talvez realista. Porque existem situações, momentos, que nos transformam. E, por vezes, a vida simplesmente muda-nos.

 

Se há 2 anos me dissessem que o meu irmão se ia suicidar, eu diria, muito possivelmente, para essa pessoa ter juízo. E, no entanto, há 1 ano e 15 dias, o meu irmão enforcou-se na sua casa, na barra de fazer elevações e com uma corda.

 

Contudo, apesar disto, situações como esta surpreendem-me sempre. A provar-se que, de facto, foi a mulher que matou Luís Grilo, é mais uma situação típica em que, afinal, o inimigo estava na própria casa. E nestas situações eu pergunto-me sempre: será que havia alguma desconfiança de que algo estava a acontecer? Será que haveria indícios?

 

Como é que é possível viver tantos anos com uma pessoa e ser capaz de fazer uma coisa destas? E como é que é possível viver tantos anos com uma pessoa e não desconfiarmos que essa pessoa é, na verdade, uma assassina?

27
Set18

Seniores que parecem Juniores

Miúda Opinativa

Na senda do post anterior, fui contactada por um "Executive Manager" de uma conhecida consultora de Recursos Humanos.

Já este primeiro contacto foi, na verdade, muito interessante. Porque a pessoa enviou-me um e-mail a perguntar se estaria interessada numa oferta de emprego... à qual eu me tinha candidato no dia anterior. Mas pronto.

 

E na segunda-feira, ele ligou-me. E fez-me imensa confusão a sua falta de preparação para a conversa que tivemos. Desde me perguntar se a empresa onde eu trabalho é uma Consultora de Recursos Humanos (que não é... E ele, sendo Executive Manager de uma Consultora, deveria ter um melhor conhecimento de mercado para saber que a minha empresa não tem nada a ver com isso), passando por me fazer questões e interromper-me ou, pior, não ouvir aquilo que eu estava a dizer (porque se tivesse ouvido não teria certas questões depois) e concluindo com um "eu enviei-lhe um e-mail mas não respondeu".

 

COMO NÃO?

 

Ele, de facto, enviou-me o tal e-mail, ao qual eu respondi a dizer, precisamente, que já me tinha candidatado à dita oferta. Ficámos por aqui e por isso é que ele se esqueceu? Não. De seguida, ele respondeu, dizendo que, então, me contactaria no início da semana (esta troca de e-mails foi na sexta-feira passada). E eu depois respondi a agradecer.

 

Pronto, e é isto. Eu sei. Ninguém é perfeito, as pessoas falham, bla bla bla. Mas eu, que até trabalho nesta área e não são Executive Manager - nem ganho como um -, não cometo este tipo de erros.

 

E isto aborrece-me.

26
Set18

Dilemas internos

Miúda Opinativa

No outro dia conversava com os meus pais sobre o meu maior dilema interno - permanecer ou não no meu trabalho.

 

Eu gosto do meu trabalho. Gosto do que faço - apesar dos pesares e de querer fazer mais -, gosto da empresa - apesar das limitações -, gosto do ambiente, das iniciativas, gosto do meu chefe e gosto da maioria dos meus colegas e das pessoas com quem trabalho mais proximamente. Além disso, julgo que as pessoas gostam do meu trabalho e de mim. O que é fundamental.

 

No entanto, há o outro lado da moeda. O lado que me paga mal para aquilo que o mercado está, em teoria, a oferecer. O lado que me faz perder, à vontade, três horas em commuting. O lado que me faz acreditar que, independentemente da qualidade do meu trabalho, não terei grande possibilidade de evoluir.

 

E tudo isto aborrece-me. Porque ando cansada de andar para trás e para a frente e de parecer que metade da minha vida é perdida em transportes. Porque quando olho para o futuro, não gosto de me imaginar, daqui a 1 ano, a fazer praticamente o mesmo que estou a fazer hoje - que é praticamente o mesmo que fazia há 1 ano.

 

Eu quero mais. Eu preciso de mais. Preciso de uma função e de tarefas que me desafiem. E sim, preciso de perder menos tempo da minha vida em commuting.

 

Mas admito que o facto de gostar da minha empresa, do ambiente, do meu chefe e dos meus colegas me faz querer lá ficar. Me faz querer estar mais tempo com aquelas pessoas, trabalhar mais com elas e desenvolver mais iniciativas para elas e com elas.

 

Enfim, obviamente que uma possível mudança de trabalho não dependerá só de mim; no entanto, a qualidade da procura de emprego sim, depende. E essa está condicionada por este dilema interno:

 

Quero realmente mudar? Quero realmente mudar já?

25
Set18

Então e a casa?

Miúda Opinativa

Estou na fase final do campeonato :D

 

O objectivo é durante os dois próximos fins-de-semana começar a levar as minhas coisas (roupas de outra estação, livros e tralhas várias), ir de Férias para a Indonésia (yeiiiiiiii!!!!), regressar, ficar ainda uma semana em casa dos meus pais e no dia 3 de Novembro, depois de o técnico da NOS ir lá instalar o pacote TV+NET+VOZ, poder ficar lá já a dormir :)

 

Estou em modo excitex. A casa está muito gira e, modéstia à parte, super bem decorada.

 

Depois, a minha vida é capaz de normalizar um bocadinho. Os meus últimos fins-de-semana têm sido passados entre mudanças, compras, limpezas e alguma espécie de vida social.

 

E cansaço, muito cansaço. Cansaço do mau, como já tenho escrito também por aqui, mas também cansaço do bom. Vou tentar focar-me neste último.

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