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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

12
Nov19

Sobre a mãe que deixou o bebé no lixo

Miúda Opinativa

Na primeira vez que li alguma coisa sobre este caso senti uma coisa estranha dentro de mim. Eu, que até me considero uma pessoa relativamente insensível, pensei "se tivesse sido eu a encontrar a criança, fazia tudo para ficar com ela". Tenho andado um coração de manteiga, mas fiquei verdadeiramente triste com a situação. 

Discuti sobre o assunto com algumas pessoas. Que não obstante o facto de o ato daquela mãe ser hediondo, seria necessário dar um passo atrás e pensarmos um bocadinho sobre o que lemos. Que para a criança ter sido deitada naquele caixote de lixo, naquela zona, e sem sequer ter sido retirado o cordão umbilical, provavelmente a mãe tinha dado à luz ali mesmo, naquele mesmo sítio. E que para isso ter acontecido, muitas coisas teriam corrido mal. Muitas coisas mesmo. E tudo isto torna a situação ainda mais triste, mais revoltante. Porque em Lisboa, em 2019, ainda há pessoas que dão à luz no meio da rua. 

Apesar de tudo isto, continuo a achar que sim, que a mulher que o fez deverá ser ir a tribunal pelo que fez. Afinal, se hoje em dia é crime abandonarmos os nossos animais, será igualmente crime abandornarmos bebés em caixotes de lixo. Mas também acho que faz sentido a situação ser analisada de uma forma holística. 

E tentarmos perceber que às vezes, as coisas são mais complexas do que parecem. 

12
Nov19

A pessoa tenta. Mas nem sempre consegue.

Miúda Opinativa

Pois que isto das mudanças - e de passar por demasiadas mudanças para um curto espaço de tempo - nem sempre é isento de ansiedade, incerteza e até alguma tristeza. Pois que isto das mudanças gera um loop difícil de acompanhar - um loop entre o optimismo ("Foi uma boa decisão!") e o pessimismo ("Foi um tiro no pé para a minha carreira..."). 

Um loop entre "fiz o que tinha que fazer para bem da minha sanidade mental" e o "mas porque raio não poderia ter corrido bem? A vida é injusta". 

Um loop entre "se calhar nem deveria ter saído do meu antigo emprego - aquele que ficava muito longe - porque agora as coisas estão a mudar e a minha colega vai até Barcelona" e "bem, mas pelo menos estou a ganhar um bocadinho mais e vou trabalhar mais perto de casa". Embora, ah ah, no final não seja assim tanto mais, sobretudo tendo em consideração os gastos que vou ter. 

A pessoa tenta ser optimista - e por vezes até consigo. Mas nem sempre consegue. Quando começa a pensar em tudo isto... Nem sempre consegue.  

07
Nov19

E entretanto, que é feito da vidinha?

Miúda Opinativa

Hoje é o meu último dia na empresa. Não obstante o facto de já ter tudo terminado, a minha chefe fez-me vir cá para fazer aquilo a que se chama... encher chouriços. Bitch. 

Mas apetece-me ser rebelde. E se é para encher chouriços, encho os meus chouriços - não literalmente, que já engordei 2 kilos nestes últimos meses (a fome emocional é mesmo uma coisa real) e queria ver se não chegava à obesidade. 

Então... Para além de ter mudado para um trabalho fixe mas com uma chefe cocó, o que é que se passou na minha vida nos últimos meses?

Em Junho, tive duas semanas de férias. Nestas duas semanas, aproveitei para ir ao Gerês (muito muito giro...) e fui uma semana para o Algarve. Digam o que disserem, falem mal, mas o Algarve é o meu Happy Place.

Dia 1 de Julho, comecei no meu novo trabalho. Gostei de cá trabalhar durante os primeiros 10 dias, praí, até ter percebido que a minha chefe é uma besta. Comecei a bater mal. 

Em Agosto, uma amiga do meu namorado casou na Terceira, no fim-de-semana depois do feriado. Um casamento "fora de portas" traz alguns constrangimentos, mas neste caso, valeu muito a pena. Já tinha ido a S. Miguel há uns anos e gostei muito... A Terceira, mesmo sendo francamente mais pequena, é também linda linda linda. Estou com muita vontade de fazer umas férias maiores pelos Açores. 

Em Setembro, a situação no trabalho piorou. A minha chefe é louca e houve o "azar" de ela ter sido particularmente louca no dia em que fez 2 anos que o meu irmão morreu. No entanto, uma semana depois, fui de férias. Fomos à Islândia... Que país incrível! Fizemos a volta toda à ilha e a cada curva o nosso espanto era maior. Vimos auroras boreais, vimos glaciares, vimos cascatas, vimos crateras de vulcões... Incrível, incrível. Só foi pena não ter conseguido aproveitar a 100%, por estar a pensar no que ia encontrar quando regressasse de férias. 

Regressei em Outubro e a primeira semana de trabalho foi um pesadelo. No entanto, foi o pesadelo que me fez decidir que sim, tinha que sair. Não podia continuar assim. Não ia admitir ser saco de pancada de ninguém, muito menos de uma pessoa que não me era nada e nunca teve nada para me ensinar. 

Assim, em Outubro, entrei num processo de recrutamento, num processo rápido, e agora, na próxima semana, vou mudar novamente de trabalho. 

Nestes meses todos, comecei também a fazer fisioterapia. Estou cansada, não resolveu completamente o meu problema, mas estou melhor, pelo menos. 

Os últimos meses não foram propriamente felizes... Mas tiveram coisas boas. Agora é esperar que coisas melhores cheguem :) 

 

 

 

05
Nov19

O carrossel gira, a vida é uma montanha russa, bla bla bla

Miúda Opinativa

Na última vez que escrevi, há 5 meses, estava verdadeiramente entusiasmada com a mudança que vinha aí. Ia mudar para aquele que seria o meu "dream job" - função, teoricamente, mais interessante, vencimento superior, mais perto de casa. Tudo óptimo, tudo espectacular. Mas... tem cuidado com o que desejas.

Comecei no novo trabalho no dia 1 de Julho, depois de 15 dias de férias, e há duas semanas, menos de 4 meses depois, apresentei a minha demissão. O emprego de sonho tornou-se, muito rapidamente, num pesadelo, onde me sentia constantemente "agredida" psicologicamente pela minha chefe. Vai daí que decidi sair. A vida é demasiado curta para nos sentirmos mal durante 8 horas do nosso dia (fora as horas fora do trabalho, em que estamos constantemente a pensar no trabalho e no que poderá acontecer se respirarmos de forma errada). 

Nestes 15 dias, a minha vida, as minhas emoções, têm sido uma montanha-russa, em que oscilo entre o optimismo e alegria e a tristeza e raiva. 

A verdade é esta: despedi-me porque encontrei um novo projeto profissional; no entanto, esse novo projeto, não obstante as coisas boas que me poderá trazer, não era exatamente o que eu queria nesta fase da minha vida / pseudo-carreira. Por outro lado, nestes últimos dias, em que as pessoas da empresa souberam que eu me ia embora, têm servido para perceber que apesar de curto espaço de tempo que aqui estive, as pessoas gostavam de mim e da minha forma de trabalhar. E toda a gente tem pena que eu me vá embora... 

Vai daí que estou ambivalente: por um lado, sinto-me orgulhosa por ter conseguido largar algo que me fazia mal e não me ter acomodado às vantagens; por outro lado, estou com raiva por perceber que me vou embora apenas por um "pequeno grande pormenor" - a minha chefe, que é uma besta de pessoa - e que devido a esse "pequeno grande pormenor", vou perder as vantagens que este trabalho me trazia. 

E para ajudar à frustração, parece que as coisas no meu local de trabalho antigo estão a mudar... E estou em crer que se tivesse continuado por lá, a minha situação poderia estar bastante diferente. 

Às vezes, a vida prega-nos algumas rasteiras e isso deixa-me pissed-off. Encaixar tudo isto está a ser um desafio, mas estou a trabalhar para conseguir resolver a questão. Tenho que pensar que, infelizmente, isto não foi o pior que me aconteceu na minha vida. Por outro lado, tenho que pensar que o pior que me aconteceu me ensinou que um trabalho é só um trabalho e que temos que deixar para trás o que nos faz mal. 

Finalmente, tenho que aprender uma coisa: ACREDITAR. ACREDITAR em mim e nas minhas capacidades. ACREDITAR que consigo lidar com bullies. ACREDITAR que apesar de esta oportunidade não ser exactamente aquilo que eu esperava para esta fase da minha vida e pseudo-carreira (carreira. Tenho que acreditar nas minhas capacidades e acreditar que esta é a minha carreira e não uma pseudo-carreira), pode ser (vai ser) uma coisa boa. E que com um bocadinho de sorte e muito trabalho, pode tornar-se a coisa muito boa que vem de uma coisa má. 

Vamos lá. 

(E até lá, vamos continuar no escritório porque não obstante o facto de já termos tudo encaminhado, a besta da chefe faz questão de me ter cá, sem me ligar nenhuma, até ao fim). 

20
Mai19

Os 30

Miúda Opinativa

Fazer 30 anos não foi fácil. Dizem que é só um número, mas queiramos ou não, é um número redondo. Parece que é a entrada definitiva na vida adulta... Que se os 20 não serviram para entrarmos nesta fase, então terá que ser nos 30. E caso não seja, então seremos uns falhados - obrigada Sociedade. 

Os meus 20 não foram uma década espectacular. Aos 18/19, via os 20 como a década em que me iria definir, em que iria fazer imensas coisas giras, como viajar, estudar e/ou trabalhar fora, sair de casa, estabelecer-me profissionalmente. E bem... Na verdade, apesar de ter viajado e ter saído de casa aos 29, ao fazer 30 não vi como realmente bem sucedida. Não estava bem estabelecida profissionalmente, só saí de casa devido a um conjunto de circunstâncias muito particulares, nunca estudei fora e agora também já não me vejo a trabalhar fora. A sensação de ter deixado tantas coisas por fazer - e que já não vou poder fazer - atormenta-me. E o medo que os 30 passem deixando ainda mais coisas por fazer assusta-me. 

Mas em Março, fiz 30 anos. E pelo menos no que toca aos primeiros dois meses desta década, posso dizer que a coisa está a correr melhor do que esperava. 

Em Abril, fui a Dublin, tal como planeado, e fiz a minha primeira solo trip. Adorei. Foi espectacular. A cidade é giríssima e viajar sozinha foi uma experiência mesmo gira.

No início de Maio, fumei, pela primeira vez, uma ganza, ah ah! Não digo que tenha sido espectacular - não senti grandes efeitos, para ser sincera -, mas era algo que tinha curiosidade. 

No fim-de-semana seguinte, saltei de pára-quedas. Que experiência incrível. Quem nunca o fez, deveria fazê-lo... 

Mas a grande mudança ainda está para vir. Vou mudar de trabalho. Depois de ter decidido interromper a minha procura de emprego, ligaram-me desta empresa a dizer que sim, que era para avançar. Foi há duas semanas e fiquei sem reacção. Ou melhor... tive uma reacção pouco esperada. Pensei em dizer não. Como assim, ligam passados dois meses a dizer que sim? Como assim, não são capazes de, durante este tempo, terem ligado só para dizer "olhe, ainda não é para avançar, mas não está esquecida"? Enfim, considerei não aceitar. 

Mas depois, vi que se calhar seria estúpido. Afinal, a proposta era aquilo a que se chama irrecusável: salário francamente - mas francamente - superior, função muito mais interessante e a cereja no topo do bolo... Muito mais perto de casa. Não dava para dizer que não. 

Então, disse que sim. Tenho medo, sim. Afinal, estou há dois anos no meu actual trabalho e já estou numa situação confortável. Ao mudar, corro sempre um risco de não gostarem de mim, de não conseguir corresponder às expectativas. Mas disse que sim. 

E agora... Agora é arrumar a casa, ter 15 dias de férias entre um e outro e no dia 1 de Julho, começar :)

 

04
Abr19

Mudanças

Miúda Opinativa

Os últimos tempos têm sido complicados. Muito trabalho, muitas dúvidas, muitos eventos, muito cansaço. 

Neste período que passou, fiz 30 anos. Os temíveis 30. Dizem que é só um número mas, para mim, tem uma carga associada. Ou várias cargas associadas. 

Ainda assim, indo no cliché, decidi implementar algumas mudanças na minha vida. 

Em primeiro lugar, decidi mudar de ginásio. Após 23 anos a frequentar o mesmo clube (fui para lá com 7 anos, para melhorar a natação), decidi que era tempo de mudar. Para decidir, contribuíram alguns factores: em primeiro lugar, fui para um clube mais perto da estação de comboio e, portanto, demoro menos tempo nessa deslocação; em segundo lugar, este clube não tem restrições à utilização da piscina para a natação livre; finalmente, este novo clube pertence a uma cadeia de ginásios, o que me permite frequentar um mais perto de casa e outro mais perto do trabalho, à hora de almoço. Isto é, sem dúvida, uma vantagem, porque trabalhando a 1h30 de casa, muitas vezes tinha que decidir entre ir ao ginásio e ter vida social depois do trabalho. Assim, se tiver algum compromisso depois do trabalho, vou à hora de almoço fazer aulas de 30 minutos, de alta intensidade (e que é espectacular) e está feito. 

Foi uma pequena mudança mas, na verdade, foi uma mudança importante, uma vez que me dá a sensação de ter mais controlo sobre a minha vida e de conseguir optimizar melhor o meu tempo. E para quem perde 3 horas em commuting todos os dias (15 horas por semana, 60 horas por mês), é importante esta sensação de optimização de tempo. 

 

Paralelamente, decidi fazer, finalmente, a minha solo trip. Há anos que tinha vontade de o fazer mas por força de várias circunstâncias, acabei por ir adiando. Mas no mês que passou, decidi que era agora e no final de Abril, lá vou eu, sozinha, para Dublin, 4 dias. Não é uma grande solo trip, mas é qualquer coisa :)

 

Finalmente, decidi, também, interromper a minha procura de emprego. Estive envolvida num processo extremamente frustrante, na medida em que o projeto era tudo aquilo que eu procurava - pertíssimo de casa, função mega interessante, salário bastante superior. Enviei uma mensagem pelo LinkedIn, passado um tempo ligaram-me e em Fevereiro fui a uma entrevista. Correu, achei eu, super bem. Foi uma conversa de 2 horas com a Directora de RH em que parecia que ela me estava a convencer a aceitar o projeto. Falámos, até, de uma data de início - 1 de Abril. Nesta altura, já tinha reservado o Hostel em Dublin, mas tudo bem, não haveria problema em cancelar. 

Passado um tempo, contactaram-me novamente para lá ir e tendo em consideração o teor da primeira conversa, estava convencidíssima que seria para me apresentarem formalmente uma proposta. #sqn. Reparem... Eu NUNCA sou otimista. Nunca. Mas fui. E foi a pior altura para ser optimista. Porque, afinal, era mais uma entrevista, desta vez mais técnica, em que aconteceu o que acontece sempre. Tenho experiência sobretudo em Recrutamento e isso, aparentemente, não é suficiente. Vai daí que estou, até hoje, à espera de uma resposta. Todo este processo foi realmente frustrante. Deitou-me abaixo. Muito abaixo. E preciso de recuperar energias para voltar a procurar trabalho e lidar com essa frustração. Assim, e enquanto recupero energias, vou pensando em férias e viagens... Dublin agora em Abril sozinha, Algarve (com a família) e Terceira (com namorado) em Agosto, Islândia (com namorado) em Outubro e, eventualmente, Nova Iorque, com a mãe e irmã, em Dezembro. 

É isto. Às vezes, pensamos que o tempo passa sem nada acontecer; no entanto, por vezes, mesmo quando coisas grandes não acontecem, vão acontecendo pequenas coisas, surgindo pequenas mudanças, que nos vão modificando. 

 

15
Fev19

Foi para isto que lutaram?

Miúda Opinativa

Nos últimos dias, muito se tem falado da condição das mulheres portuguesas. Que, apesar de terem empregos, continuam a ser pior remuneradas que os homens ou que, em casa, continuam a ter à sua responsabilidade mais tarefas que os homens (ainda que, lá está, também trabalhem fora de casa). Como resultado, aparentemente, têm apenas 54 minutos para cuidarem de si

E isto aborrece-me. Vivo sozinha e não tenho filhos, por isso, esta não será a minha luta enquando "ser individual". Sim, também ando sempre a correr - sobretudo porque trabalho longe de casa -, sim, também tenho a sensação que não tenho tempo para nada; no entanto, de resto, "trabalho para mim". Em casa, sim, sou só eu a lavar, limpar e a cozinhar mas porque, lá está, vivo sozinha. 

No entanto, enquanto ser que vive em sociedade, não consigo deixar de ficar triste com esta situação. Porque continuamos a viver numa sociedade machista em que se as tarefas domésticas são partilhadas, a mulher é uma sortuda porque o marido ajuda. Porque continuamos a viver nesta sociedade em que, muitas vezes, são as próprias mulheres que acham que têm que fazer porque os homens, coitadinhos, não sabem fazer. Não sabem cuidar dos filhos, não sabem cozinhar como deve ser ou limpar com o mesmo brio. E os homens continuam a achar-se no direito de não fazer nada. Porque é assim que tem que ser. 

Quando leio estes artigos, quando oiço estas opiniões, penso sempre nas sufragistas dos anos 20 do século passado. O que é que elas pensariam se assistissem ao que se passa atualmente. Porque, efetivamente, conseguiram aquilo que pretendiam - as mulheres não só ganharam o direito ao voto como começaram a trabalhar fora de casa. No entanto, o facto de terem começado a trabalhar fora de casa não faz com que exista igualdade. E, na verdade, a sensação que me dá é que hoje a mulher que trabalha fora de casa e faz tudo em casa, embora emancipada, tem uma qualidade de vida pior que as mulheres de outras gerações. 

Não que eu ache, atenção, que as mulheres devem voltar para casa (embora pense que se quiserem, também não há mal nenhum nisso). Mas não consigo deixar de ficar triste por pensar o que é que essa emancipação significou. É uma emancipação fajuta, agridoce. E é triste. 

11
Fev19

Deslealdade

Miúda Opinativa

Aqui me assumo: o meu namorado, com quem comecei a namorar aos 26 anos, foi o meu primeiro namorado a sério.

Até então, tinha tido alguns "namoricos" e affairs, amigos coloridos que não duraram muito tempo, e pouco mais. E assumo que isso aconteceu também por minha causa.

Porque, entre outras questões, tenho trust issues difíceis de ultrapassar. O que é que o meu namorado fez para que eu os ultrapassasse? Nada. Porque, na verdade,  eles ainda cá estão. Mas escolhi não lhes dar importância. Viver de facto e não deixar de viver pela possibilidade de me magoar. De ele me magoar. Talvez tenha ajudado o facto de o ter conhecido noutra vida, quando éramos miúdos e a vida era mais simples e de me ter lembrado, com 26, que, de facto, a vida pode ser mais simples do que aquilo que a pintamos posteriormente.

Mas, como disse, os meus trust issues continuam por aqui. Se me perguntarem se eu confio no meu namorado, eu digo que sim... Mas que não ponho a mão no fogo por ele. Porque, na verdade, não ponho a mão no fogo por ninguém. Nem por ele.

A verdade é que todos os dias ouvimos histórias de traições e de enganos. De pessoas que confiavam noutras pessoas e essas pessoas, sem qualquer problema, as traíram, fosse de que maneira fosse.

O último caso que ouvi foi o cunhado de uma amiga minha. Casados há quase 8 anos, com 2 filhos e um cão (arranjado porque ele insistiu muito), ele andava a "conversar por mensagens" com a mãe de um colega de escolha do filho, mas "não aconteceu nada para além de alguns beijos".

Como é que isto acontece? Que tipo de pessoa é que faz isto? Que tipo de pessoa acha que dar uns beijos a alguém que não a sua mulher não é nada de mal? Aparentemente, eles já não estariam bem há algum tempo, but still. Se tens vontade de dar beijos a outra mulher que não a tua, então se calhar, antes de chegar lá... conversas com a tua mulher.

Sim, isto mexe muito comigo. O irónico é que, que eu saiba, nunca fui traída. Mas mexe muito comigo.

 

05
Fev19

Da Honestidade

Miúda Opinativa

As redes sociais estão cheias de reclamações. Eu própria reclamo muito - não só por aqui mas, na verdade, na minha vida "real". Quantas vezes já escrevi aqui a queixar-me do Metro? É verdade que o Metro tira-me anos de vida, mas é também verdade que me queixo muito. 

Mas penso que temos que ser também mais positivos. Se algo de bom acontece, temos que o escrever. 

No fim-de-semana passado, fui à Clínica do Pêlo para a sessão habitual de depilação. Tinha lá ido em Junho e, em teoria, seria altura da sessão de manutenção. Cheguei, despi-me e quando a técnica chegou e olhou para o meu pêlo perguntou-me "mas está aqui a fazer o quê?". Aparentemente, o meu pêlo já não precisa de manutenção semestral. Aparentemente, agora será só necessário fazer antes do Verão e durante este tempo, ir tirando o que houver - que é pouco - com a lâmina. 

Mas eu não sabia isso. A a técnica podia, perfeitamente, ficar caladinha e eu pagava a sessão. Mas foi honesta. Não viu o lucro como único objectivo. E isso é de louvar :) 

31
Jan19

É altura

Miúda Opinativa

É altura de acreditar em mim e nas minhas capacidades. É altura de acreditar que consigo fazer o que quero fazer. 

Neste mês de Janeiro que passou, fartei-me de trabalhar. E nesta altura, parece-me, já não sou só alguém que faz o que lhe dizem mas, também, que contribui de forma bastante útil para a empresa. Que fala com managers de igual para igual porque, sem mim, têm dificuldade em fazer (parte) do seu trabalho. Nesta altura, tenho noção que a minha saída possa trazer alguns constrangimentos. Não que seja insubsituível - que não sou -, mas sei que sou uma importante peça deste enorme puzzle. 

Por isso, tenho que acreditar que mereço uma promoção no meu trabalho. Se já não sou só aquilo que fazia inicialmente, faz sentido que "mude" de posição. Suba. 

Tenho que acreditar mais em mim. Tenho que acreditar que lá fora seria capaz de ter destaque também - no contexto certo, poderia até ter mais destaque. Tenho que acreditar que se me surgir um desafio como o que me foi apresentado numa entrevista a que fui - basicamente, montar um Departamento de RH -, serei capaz de o cumprir. Com muito trabalho e dedicação, mas serei capaz. Tenho que acreditar que sou capaz, porque e, na verdade, há poucas coisas no meu historial que me dirão o contrário. 

É altura de acreditar. 

 

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