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Quando a vida muda. Uma e outra vez.

por Miúda Opinativa, em 10.05.17

Há umas semanas, escrevi aqui, a propósito de ter andado mais ausente, que a minha vida tinha dado mais uma volta. Escrevi, também, acerca da sorte, ou falta dela, e acerca da relação dos Millenials com o mercado de trabalho. Nada disto foi por acaso e esteve tudo relacionado.

 

A questão é que, há um mês, fiquei desempregada. Tinha um contrato de trabalho, já estava efectiva, mas nada disto importa quando o grupo empresarial a que pertence a empresa onde se trabalha decide terminar o projecto em que estava envolvida e, portanto, o posto de trabalho é extinguido.

 

Pardon my french, mas foi uma merda.

 

Mas não é sobre o desemprego que vou escrever. Até porque, felizmente, fui seleccionada para um novo "projecto profissional" e bem, à hora a que este post for publicado, eu já estarei na minha nova empresa :)

 

Este post é sobre a falta de respeito que existe em quem recruta. Dizem, quando vamos a entrevistas, que "dão sempre feedback. E peço-lhe, por favor, que caso a sua situação se altere, que também nos diga alguma coisa". E isto é só estúpido. Porque, na maioria das vezes, não dão feedback a ninguém. E enerva-me, MESMO, que encham o peito para dizer que dão feedback quando ambos sabemos que isso não vai acontecer. E enerva-me ainda mais que ainda tenham o desplante, sabendo que eles próprios não vão dar feedback, que peçam para que nós digamos alguma coisa caso a nossa situação se altere. Como se nós importássemos realmente para eles.

 

Agora que fui seleccionada para um novo projecto, é suposto eu ligar para todos os sítios onde fui a entrevista e dizê-lo? Imagino que ficariam meio abananados por nem saberem quem eu sou. Por pensarem "mas porque raio esta está a ligar?". Sentir-me-ia meio ridícula por imaginar, depois de eu desligar a chamada, que iriam gozar com a minha cara.

 

Sei que nem todos os profissionais de Recursos Humanos são assim... Eu não sou assim (sim, a minha área é Recursos Humanos). Mas é extremamente frustrante. Mesmo.

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publicado às 10:00

Rádio Comercial

por Miúda Opinativa, em 22.03.17

Na senda do post anterior, vou hoje escrever sobre a Rádio Comercial. 

Eu comecei a ouvir a Comercial pelo programa da manhã. Primeiro, quando o meu pai me levava à escola. Depois, mais tarde, quando ia de carro para a Faculdade. 

A única altura em que ouvia rádio era quando andava de carro e a verdade é que, na maioria das vezes, estava na Comercial. 

 

Até que comecei a trabalhar no sítio onde estou agora e onde o rádio está SEMPRE sintonizado na Comercial. Como não posso, devido ao meu trabalho, estar a ouvir a minha própria música, tenho que levar com aquilo 8 horas por dia, 5 dias por semana. E já deito Comercial pelos ouvidos, pelos olhos, pelos poros. Já não aguento mais. 

 

Tanto que eu até gostava (e continuo a gostar) do programa da manhã e já nem o oiço no carro, quando venho para o trabalho. Simplesmente porque já não dá. 

 

Já não dá para ouvir SEMPRE as mesmas músicas. Já não dá para ouvir SEMPRE as mesmas músicas MÁS. Eu sei, hoje em dia as músicas são piores do que eram há uns anos, mas há música boa por aí, só têm que procurar um bocadinho e não usarem sempre a mesma playlist. Não é assim tão difícil. 

 

Resultado: às vezes saio-me com coisas como "fogo, esta música dá-me vontade de sacar da espingarda e disparar contra o rádio". Ou quando finalmente há uma música que eu até gosto, até paro o que estou a fazer só para a apreciar melhor. Ia à casa de banho? Espero 5 minutos. Ia fazer uma chamada? Espero 5 minutos. É este o nível de desespero.  

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publicado às 09:51

Eu voto no presidente da Islândia

por Miúda Opinativa, em 23.02.17

Pelos vistos, este assunto está na ordem do dia. E eu, se pudesse, bania o ananás das pizzas. Assim, escusava de passar pela esquisitinha que não gosta de ananás na pizza - era proibido e pronto, não havia essa opção de escolha e ninguém ficava chateado - nem quem gosta e, por minha culpa, não põe, e nem quem não gosta e, por culpa de quem gosta, põe. Claro que é sempre possível retirar o ananás, mas ficam sempre resquícios do sabor e sim, isso é capaz de estragar uma pizza. 

 

Eu gosto de ananás, mas não gosto de ananás na pizza. Não é assim tão difícil de compreender. O ananás é uma fruta e é uma coisa saudável. A pizza é uma gordice, nada saudável, e portanto não faz sentido incluir lá fruta. É só isso. 

 

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É uma daquelas situações em que sim, dá vontade de gritar "Distiiiiiique!". Não faz sentido. Não faz sentido.

 

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And yet, parece que sou uma minoria. 

 

- O meu namorado gosta de ananás na pizza (mas eu ganho sempre!);

- As minhas colegas de trabalho gostam de ananás na pizza (e aqui perco);

- As minhas amigas gostamd de ananás na pizza (e aqui encontra-se um meio-termo). 

 

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É isto. Vamos banir o ananás das pizzas? 

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publicado às 09:51

O Mundo do Trabalho em Portugal

por Miúda Opinativa, em 23.04.16

Ora então vamos lá...

 

Situação 1

Ontem uma colega de trabalho contou-me, quase em segredo de estado, que está grávida. Porquê o segredo? Porque ainda não fez os primeiros 6 meses de trabalho e tem medo que se souber antes, a mandem embora. Porque é que me contou? Porque trabalhamos juntas, porque tem andado a passar muito mal e porque eu posso ter que assumir trabalho dela a determinada altura. E porque confia em mim - o que faz bem, aliás.

 

Situação 2

Ontem falei com uma ex-colega de trabalho, da empresa onde eu estive antes e que foi dispensada pouco tempo antes de eu ter saído. Quando ela saiu, não soube a razão. Soube agora. Então... A "team leader" dela virou-se para ela e disse-lhe "já sei que tens um 'amiguinho colorido' na empresa X [a maior concorrente da empresa]". A minha ex-colega não gostou do termo prejurativo, disse que ninguém tinha nada a ver com as relações dela fora do trabalho e que não admitia que lhe faltassem ao respeito, porque ela nunca tinha faltado ao respeito a ninguém. O que é que a nossa empresa fez? Como tinha medo que ela lhe passasse informações, porque são de empresas concorrentes, disseram-lhe para ir para casa, que lhe continuavam a pagar e que no final dos 6 meses do contrato (os contratos são a termo), não renovavam.

 

Face a estas duas situações, só me apraz dizer WHAT THE FUCK?! ESTÁ TUDO MALUCO? MAS QUE MERDA É ESTA?

 

Situação 1

 

Infelizmente, ouvimos situações destas todos os dias. Mulheres que têm medo de engravidar, mulheres a quem nas entrevistas é perguntado se têm filhos ou se tencionam engravidar, mulheres que escondem gravidezes, mulheres que são ilegalmente despedidas por estarem grávidas, mulheres que sofrem outro tipo de represálias por terem cometido a ousadia de quererem propagar a espécie. Mas tendo um contacto tão directo com uma situação destas, faz-me pensar que, realmente, é uma vergonha, uma tristeza. Que país é este? Que país é este que não apoia quem queira ter filhos? Que país é este que apenas dá 4 meses de licença de maternidade de maternidade e se alguém quiser cometer a ousadia de querer ter mais já não tem direito ao seu vencimento total?  Que dirigentes políticos são estes, que patrões são estes? Que país vai ser este? Não vejo isto como uma luta feminista - ou, pelo menos, como uma luta exclusivamente feminista. Vejo isto como uma luta do ser humano, dos cidadãos, da cidadania. Ninguém devia deixar de ter filhos por causa disto. Homem ou mulher. Ninguém. Porque quem perde, somos todos nós.

 

Situação 2

Nem sei que dizer. Ridículo. Podre. Histérico. Insegurança. A roçar a ilegalidade, possivelmente. Vergonhoso. 

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publicado às 21:39


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