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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

09
Ago17

O Homem da Areia

Miúda Opinativa

Depois da "Vidente", sabia que não ia demorar muito até ler o livro seguinte da série. Até porque, embora o caso da Vidente tenha ficado resolvido, outro caso, da história pessoal de Jonna Linna, ficou bastante - bastante mesmo - em aberto. E portanto, sabia que assim que tivesse tempo o iria ler. Não foi exatamente "assim que tive tempo" (porque li outros livros antes), mas foi na semana passada. 

 

Gostei. Mais uma vez, foi um livro de leitura bastante rápida, que se lê num fôlego. Foi um livro que se centrou precisamente nesta história pessoal do Joona Linna (até aqui, os outros livros tinham um caso de polícia independente desta história; aqui, a resolução do "caso" é a história do Joona Linna - espero não estar a spoilar muito), o que foi bastante interessante, na medida em que nos ajudou as razões dos seus "fantasmas" - apesar de isso ter começado a ser deslindado já na Vidente. 

 

Apesar de ter gostado, existiram alguns aspectos que me fizeram torcer o nariz. Como aquela coisa de salvar alguém literalmente no último segundo - irrita-me SEMPRE quando isso acontece -, ou o facto de o final e a explicação de tudo ter parecido, às tantas, demasiado rebuscada. Mas pronto, fez algum sentido, não foi completamente despropositado. 

 

No entanto, e apesar de ter gostado, o que mais me aborrece, na verdade, relaciona-se não só com esta série mas, também, com outra série de policiais nórdicos que ando a ler (não vou dizer qual para não correr o risco de spoilar nenhuma das duas). Cheguei à conclusão que em ambas as séries as duas personagens principais têm um mesmo problema - exatamente o mesmo problema. Têm outros problemas, é verdade, mas um dos problemas centrais é exatamente o mesmo. Terá sido coincidência? Se não, quem terá imitado quem? Fica a questão. 

 

Ainda assim, tal como disse no início, gostei. E já comprei o livro seguinte da série, o "Stalker" XD Eu tenho um problema com livros, ah ah :P

 

 

04
Ago17

Wayward Pines - II e III

Miúda Opinativa

Em Junho li o primeiro volume da triologia Wayward Pines. Escrevi aqui a minha opinião sobre o primeiro volume e embora estivesse cheia de vontade de pegar no segundo e terceiro volume, infelizmente só em Julho é que o consegui fazer. Mas, oh boy, quando peguei no II, li-o tão rápido quanto possível, tendo passado logo para o III.

 

Ao contrário do que havia acontecido com o I volume, eu não conhecia a história dos II e do III volumes. Teria uma ideia, mas não sabia tão concretamente como sabia do I (por ter vistoa série antes). Portanto, foi uma surpresa.

 

Tal como havia acontecido no I volume, o autor teve a capacidade de prender o leitor do início ao fim, gerando o suspense necessário para nos manter interessados e criando cliffhangers nas alturas certas. Existem livros que abusam um bocadinho dos cliffhangers, tornando-os descontextualizados; no entanto, isso não acontece nestes livros.

 

No III volume, acontece algo interessante - em cada capítulo, a história anda à volta de diferentes personagens, dando-nos uma perspetiva muito pormenorizada do que está a acontecer (e acontece muita coisa).

 

Não são livros espectaculares, mas são livros bastante interessantes que até nos põem a pensar sobre uma série de coisas. Nomeadamente... Como reagíriamos se vivêssemos naquelas condições? Mas isso, quem sabe, ficará para outro post ;)

 

E... fiquei com bastante vontade de dar nova hipótese à série :P

03
Ago17

Buddha Eden

Miúda Opinativa

No Domingo, ao regressarmos de Óbidos, decidimos fazer um desvio e irmos até ao famoso Buddha Eden. Para quem não sabe, e fazendo uma pequena contextualização, este espaço foi concebido pelo Joe Berardo como resposta à destruição, por parte dos Talibans,  dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão, em 2001.

 

Assim, inserido no espaço da Quinta da Bacalhôa (um óptimo local, julgo, para quem gosta de vinhos - o que não é o meu caso nem o do meu namorado), existe este jardim.

 

Já há algum tempo que tenho curiosidade em lá ir; no entanto, nunca houve oportunidade. A oportunidade surgiu agora e sim, valeu muito a pena. O espaço é enorme e divide-se por diferentes zonas, cada uma delas direccionada, digamos assim, para diferentes zonas geográficas. Para quem estava cansada, como era o meu caso, percorrer o espaço todo não foi fácil (digamos que de manhã já tinha andado a subir e a descer ameias do Castelo de Óbidos com uns chinelos comprados lá numa das bancas porque rebentei as sandálias que eu levava calçadas e não me apeteceu ir ao carro trocar). No  Buddha Eden já estava com outras sandálias mas, ainda assim, não eram o calçado nem mais confortável nem mais indicado para aquela brincadeira.

 

Independentemente disso, o espaço é mesmo bonito. As esculturas são lindíssimas, os arranjos florais também, os lagos... tudo tudo tudo. Vale mesmo a pena. Traz-nos paz que, julgo, é também um dos objetivos.

 

Aconselho :)

 

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02
Ago17

Óbidos

Miúda Opinativa

Lembram-se disto?

 

Pois bem... Na semana passada, a Miúda Opinativa atingiu o record de 2 anos numa relação (clap clap clap) e no passado fim-de-semana, lá fomos para Óbidos. 

 

E que óptima decisão que tomámos! A indecisão "Lá fora VS. Cá dentro" foi resolvida com o "Cá dentro" e ainda bem. Mesmo. Serviu para descansarmos, para mudarmos de ares e para estarmos os dois sozinhos, para mudarmos as rotinas. E que bem que nos fez. 

 

Há uns dias percebemos que íamos lá estar em plena Feira Medieval. Confesso que "torci" o nariz - não que tenha alguma coisa contra Feiras Medievais (bem, até tenho contra algumas pseudo-feiras medievais, mas isso é outra questão), mas tenho contra grandes aglomerados de pessoas quando o que me apetece é apenas sopas e descanso. Mas foi um preocupação infundada. 

 

Sexta saímos de Lisboa e em pouco mais de uma hora chegámos ao nosso hotel. Opinião sobre o hotel: óptima escolha. O atendimento foi bastante simpático, o quarto era super espaçoso, tinha uma piscina interior e uma interior, SPA... E sim, aproveitámos tudo XD. E o pequeno-almoço? Um dia ainda vou escrever uma tese (uma das muitas teses que vou escrever) sobre o comportamento das pessoas com pequenos-almoço de hotel. Como é que pessoas que normalmente tentam levar uma vida mais ou menos saudável chegam a um hotel e enfardam ao pequeno-almoço todas as porcarias que normalmente nunca enfardam? Onde e como é que arranjam espaço no estômago para comer basicamente três pequenos-almoço? Normalmente (e claro que isso também se deve ao facto de eu acordar cedo e nunca ter muita fome) como ao pequeno-almoço uma fatia de pão com queijo de barrar e um iogurte. E o que é que a lontrinha, que se queixa que está fatty fatty gorducha, foi comer ao pequeno-almoço naquele fim-de-semana? Leite, croissant com queijo, ovos mexidos, salsichinhas e até pão com Nutella. Shame! Shame! Shame!

 

Óbidos em si continua uma vila bastante agradável. Completamente voltada para o Turismo, é certo, mas, parece-me, um turismo sustentado. Sim, há algumas coisas com qualidade abaixo daquilo que nós esperaríamos, mas são aquelas coisas tipicamente para turista estrangeiro e que o Tuga acha uma bocado parvo. Como o restaurante tipicamente português onde fomos jantar na sexta-feira mas que tinha pratos alemães, por exemplo, e os pratos portugueses não eram assim tão espectaculares. Mas de resto, é um turismo organizado.

 

A Feira Medieval revelou-se uma experiência bastante interesssante, gira e, pasme-se, sem a confusão que eu estava à espera. De referir o facto de as pessoas efectivamente entrarem no espírito da coisa: não fazia ideia, mas lá existem lojas de aluguer de fatos típicos da época medieval e as pessoas andam com aquilo vestidas. Nunca na vida me passaria tal pela cabeça!

 

Valeu a pena, sinceramente. Às vezes, na ânsia de querermos conhecer o Mundo, esquecemo-nos das coisas que Portugal tem e que, bem, também fazem parte do Mundo!

 

 

27
Jun17

Estou oficialmente velha. E conservadora.

Miúda Opinativa

Eu não sou uma pessoa particularmente formal. Embora não seja uma pessoa naturalmente extrovertida ou sociável, tenho ar de miúda e não acho que sejamos mais ou menos sérios por vestirmos fato e gravata, no caso dos homens, ou uma saia e casaco, no caso das mulheres. 

 

No entanto, acho que diferentes contextos exigem diferentes indumentárias. E uma coisa é irmos para a escola, outra coisa é irmos para a praia, outra coisa é irmos para o trabalho e outra coisa é irmos sair à noite. 

 

No dia em que fui fazer um dos meus exames do 11º ano, ia sair de casa com uma saia "de praia", um top (tapadinho) e de chinelos. A minha mãe disse-me para ter juízo, que não ia assim fazer o exame, porque embora a escolha fosse relativamente próxima da praia, eu não ia para a praia, ia para a escola fazer um exame. E há-que perceber os contextos. Troquei de saia, por uma que não era de praia, e a minha mãe levou-me à escola para fazer o exame. 

 

Dias mais tarde, cruzámo-nos na escola com uma pessoa com um "vestido de praia". A minha mãe olhou e disse-me "estás a ver? Também está de vestido de praia. Não fica bem... Não achas?" E eu respondi "pois mãe, não fica... Mas é uma professora, não é uma aluna". 

 

Reparem, por esta história, a minha mãe até pode parecer uma daquelas senhoras conservadoras... Mas não é o caso. A minha mãe não apresentou qualquer objecção à minha segunda saia no dia do exame. A minha mãe apenas achava que se eu ia para a escola e não para a praia, então não deveria usar uma roupa de praia. Na altura, eu não protestei muito com ela porque, bem, até me fazia sentido. 

 

E agora, com mais 11 anos em cima, ainda concordo mais. 

 

No meu trabalho, somos informais. Podemos vir de calças de ganga, sandálias, ténis, calções, saias. Mas acho que às vezes, as pessoas entram numa informalidade exagerada. Porque, lá está, estamos num local de trabalho, não estamos na praia. E é aqui que me sinto velha, mas ver umas calças com rasgões enormes na zona da coxa, mesmo abaixo da virilha, parece-me um pouco de mais para, lá está, um local de trabalho. Ou calções curtos de pano. Não me faz grande sentido. Nem pequeno. Não me faz sentido. 

 

Claro que para tudo isto é relativo. Eu às vezes vou de ténis para o trabalho mas, embora não sejam ténis demasiado desportivos, podem ser considerados, por algumas pessoas, como desadequados a este contexto. 

 

E não é que é verdade? A partir de uma certa idade começamos a pensar como as nossas mãe... XD

 

Mas eu acho que tem que haver algum bom senso. Não sou a favor de uma ditadura, mas tem que haver bom senso. Sim, podem-se usar calções/saias... Mas com conta, peso, medida e, no caso, tecido. 

 

 

22
Jun17

Sobre os Transportes de Lisboa

Miúda Opinativa

Ok, eu sei, toda a gente se queixa e toda a gente se queixa há muito tempo. O meu post já vai tarde - mas, lá está, depois de 1 ano a não andar de transportes públicos, isto de voltar (e voltar nestas condições) custa um bocado. 

 

Custa pagar um passe mensalmente e ser raro o dia em que não exista uma perturbação numa linha qualquer do Metro (mesmo que não me afecte directamente). Custa pagar um passe mensalmente e o comboio que eu apanho de manhã se atrasar frequentemente. Custa ir enlatada numa carruagem porque só existem 3 carruagens na Linha Verde (e custa não perceber bem a história de só existirem 3 carruagens nessa Linha porque uma das estações não "aguenta" mais carruagens - afinal, eu ainda sou do tempo em que a Linha Verde tinha as 6 carruagens e passava em todas as estações... Alguém me explicar isto?). 

 

Eu sei que há vidas mais complicadas que a minha e mesmo assim eu sou uma sortuda, porque só apanho o comboio e o metro. Podia ter ainda que apanhar autocarro para ir para a estação, por exemplo, mas vou de carro e deixo-o lá. E saindo do metro, estou a 5-10 minutos a pé do trabalho. 

 

Mas custa. Nós pagamos por um serviço e o serviço não é bom - é cada vez pior. Nós pagamos por um serviço e por não termos alternativa, os prestadores desse serviço fazem o que querem. E pagamos cada vez mais por uma qualidade cada vez inferior. 

 

E ainda penso nos turistas. Lisboa é uma cidade cool, está na moda, está cheia de turistas. Veem-se mais turistas que lisboetas. O que é que eles pensarão disto? Como é que Lisboa pode ser tão cool se às vezes parece que vamos em vagões de gado?  

 

Eu que estou a gostar do meu trabalho, às vezes penso que queria mudar daqui por uns tempos só para não ter que andar nesta selva todos os dias. Eu que até não me importava de ficar a trabalhar até depois da hora - porque há sempre coisas para fazer e a verdade é que isso me adiantava trabalho -, acabo por não o fazer. Porque caso contrário, arrisco-me a chegar muito tarde a casa. 

 

Mas também pode ser só o casnaço a falar. 

14
Jun17

Wayard Pines

Miúda Opinativa

Depois de ter lido o livro "Matéria Escura", de Blake Crouch, decidi que queria dar uma hipótese à trilogia Wayward Pines. Como disse na minha posta de pescada, tinha visto a primeira temporada da série de TV, gostei muito durante uns episódios, mas depois a coisa descambou e fiquei mesmo desiludida.

 

Mas pensei, depois de ler a Matéria Escura, que se calhar devia dar uma oportunidade ao Wayward Pines. Afinal, se os filmes são sempre piores do que os livros (salvo algumas excepções), então as séries de TV também podem ser.

 

Dito e feito. Pedi ao meu namorado que me encontrasse a versão original e-book (não quero mais traduções) e só não devorei em menos tempo porque, bem, não tive tempo. E a verdade é que gostei bastante. Muito bem escrito, e com a capacidade de manter o leitor em suspense (mesmo o leitor  que, como eu, já sabia mais ou menos a história). A verdade é que existem algumas diferenças entre a série e o livro e embora as situações que me fizeram deixar de gostar tanto da série também apareçam no livro, a verdade é que aqui não pareceram tão despropositadas. Fizeram sentido.

 

Gostei bastante e estou ansiosa por ler os outros dois. Agora não tenho lido nada (tenho ocupado as minhas viagens de transportes a ler artigos para as últimas avaliações da Pós-Graduação  - parece que as últimas são as mais difíceis, arre!), mas assim que er a trilogia completa, tentarei escrever mais sobre o assunto :)

02
Jun17

Love Actually | Red Nose Day

Miúda Opinativa

Eu sou um cliché e sim, sou daquelas pessoas que adora (ADORA) o Love Actually. Fui vê-lo ao cinema e já perdi a conta ao número de vezes que o vi na televisão. 

Assim, fui também uma das pessoas que simplesmente vibrou quando soube que iriam fazer um especial para retomar as personagens. Cliché, eu avisei XD

 

No domingo consegui, finalmente, ver, então, a curta metragem. E... Bem, não sei se foi por estar com as expectativas lá no alto, se foi por ter esperado demasiado... só sei que não adorei. Vá, gostei, mas nem se pode dizer que "gostei muito". Vê-se, entretém, mas não é assim nada de especial. E não, não ficamos a perceber o que aconteceu às personagens. Quer dizer, em relação a algumas sim, mas não a todas, mesmo em relação às que aparecem. Eu sei que isto assim pode parecer confuso, mas não quero ser muito spoiler ;) 

 

Sim, admito, fiquei desiludida. Estava à espera de um pouco mais. Mas, enfim, tenho que ser benevolente... Afinal o objectivo era muito específico. E pronto, foi giro ver o crescimento / envelhcimento dos actores / personagens. É verdade, 14 anos (GOD) passam por todos! 

31
Mai17

A Vidente

Miúda Opinativa

Acabei de ler, na segunda-feira, o livro "A Vidente", de Lars Kepler (na verdade, o pseudónimo de uma dupla de escritores suecos: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril - quão giro é ele chamar-se Alexandre e ela Alexandra? E sim, ela é "metade" portuguesa: aparentemente, a mãe dela mudou-se para a Suécia nos anos 60 para casar com o pai dela...). Eu bem disse que com esta história de demorar uma hora de transportes para ir para o trabalho e outra hora para voltar, best case scenario, iria ler muito mais :)

 

Gostei imenso do livro. Este é o terceiro de uma série Policial e foi o melhor, desta série, que li até agora e que me fez pensar "ainda bem que dei o benefício da dúvida!". 

 

Apesar de ter desconfiado, numa fase muito inicial, quem teria sido o autor do crime, o livro conseguiu prender-me. De leitura rápida, queremos avançar, avançar, avançar, para percebermos as ligações, para vermos os desenvolvimentos, para perceber se, de facto, era aquele o verdadeiro assasino (e era :P ). Muito bem escrito, sem incongruências (embora tenha havido ali uma pequena parte, muito pequena, 3 linhas, que eu não consegui perceber e que não fez grande sentido. Talvez o problema tenha sido meu, mas não sei..).

 

Uma característica dos livros desta série prende-se com o facto de os capítulos serem muito pequenos (mas mesmo muito pequenos), o que nos deixa sempre na expectativa do que vai acontecer a seguir. E a verdade é que este livro conseguiu fazê-lo melhor que os dois anteriores. As personagens apresentavam alguma complexidade (tanto as que aparecem unicamente neste livro como as permanentes), com passados misteriosos, e isso serviu para nos ajudar a seguir em frente. Intrigante, sem dúvida. 

 

Mas o mais interessante, sobretudo porque já tinha lido os dois primeiros, foi ter deslindado um pouco sobre a vida da personagem principal. E o melhor? Deixou-me super curiosa acerca do seguinte. Eu tenho um problema e assim que puder, vou comprá-lo :P

30
Mai17

A Rota das Tapas

Miúda Opinativa

No Sábado à noite fui à Rota das Tapas. Já tinha ido em Novembro e a verdade é que é sempre uma experiência engraçada. Confesso que apesar de ser uma iniciativa levada a cabo pela marca de cerveja Damm, a cerveja é, para mim, o que menos me interessa. Eu acho graça à experiência de ir conhecer diferentes restaurantes e petiscar diferentes pratos (ou tapas, vá) e fazê-lo em Lisboa, que é sempre uma cidade bonita. 

 

E o facto é que é uma experiência bastante interessante e "enriquecedora". Descobrem-se restaurantes bons, com tapas originais e bem confeccionadas. Nestes, a vontade de voltar fica. 

 

No entanto, existe sempre, e infelizmente, os outros locais que não deixam boa memória e que nos deixam a pensar "porque é que aderiram a isto?". 

 

O menu deste evento são 3€, que inclui uma tapa e uma cerveja, não deve, suponho eu, enriquecer nenhum dos restaurantes que participa na iniciativa. No entanto, julgo, acho que o maior retorno deve vir a curto/médio prazo, quando os clientes que passaram pelos restaurantes regressam posteriormente, para fazerem uma refeição, por terem gostado do local. Ora, na minha opinião, isto não vai acontecer se as pessoas forem mal atendidas, se ficarem séculos à espera (em pé) e depois lhes dizerem apenas "esquecemo-nos de vocês". Isso não se faz. 

 

Nós percebemos que nestes dias haja muita confusão e ninguém está à espera de ser tratado com excelência. Mas há um mínimo e às vezes os mínimos não são atingidos. E se os mínimos não são atingidos, então lamento, mas não me voltam a ver lá. 

 

Os gerentes dos restaurantes, donos, whatever, deveriam ter noção, ao aderirem a esta iniciativa, o que ela implica. Implica um tipo de trabalho diferente daquele que estão habituados a desevolver, implica um tipo de clientes diferente, implica mais confusão. Se não estão dispostos a isso a troco de tapas a 3€, então não aderem e não correm o risco de ficarem mal vistos. 

 

Mas isto sou eu que não tenho nenhum negócio. 

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