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Horóscopos

por Miúda Opinativa, em 26.05.17

Ontem, quando ia para o trabalho, ouvi a seguinte conversa.

 

- Se não soubesse que eras peixe, era capaz de achar que és de um signo quente... Tens imensa energia, sempre de um lado para o outro!

- Ah, pois, eu sou assim!

- E os peixes normalmente são mais calmos. 

 

O resto não interessa. 

 

E fiquei a pensar na coisa. 

 

Eu não acredito em astrologia. De todo. Não acredito que os astros influenciem a nossa personalidade. Acho graça, admito, em ver os horóscopos, em ver as previsões, mas apenas como "guilty pleasure". É verdade que às vezes acerta, mas também é verdade que às vezes (muitas vezes) não acerta. 

 

É uma questão de probabilidades. Os Peixes são isto, os Touro aquilo, os Aquário qualquer outra coisa. E bem, alguém que seja Peixe, Touro ou Aquário há-de ser alguma coisa aproximada daquilo que é "característico" daqueles signos. Até porque as definições são tão genéricas que muitas vezes não dizem nada.

 

Posto isto, faz-me sempre alguma confusão ouvir alguém falar dos signos e das características dos signos como sendo algo verdadeiramente factual. Mesmo que digam "És Peixe?!? Mas não tens nada de Peixe!", não percebendo que não é alguém que não tem nada e Peixe que está "errado", é o conceito de Peixe (ou de outro signo qualquer) que não tem qualquer fundamento. Como é que o dia em que uma pessoa nasce influencia a sua personalidade? Não me faz grande sentido. 

 

E desculpem-me as pessoas que acreditam :) 

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publicado às 10:00

Matéria Escura

por Miúda Opinativa, em 25.05.17

No fim-de-semana acabei de ler o livro Matéria Escura, de Blake Crouch. Este escritor foi o autor da série Wayward Pines, que deu origem à série de TV, uma das minhas grandes desiluões de 2015. Estão a ver aquelas séries que têm tudo para correr bem, estão a correr lindamente, e depois simplesmente descambam sem percebermos muito bem como nem porquê? Foi mais ou menos isso que aconteceu. Mas adiante, não é sobre isso que vim escrever. 

 

O objetivo deste post é falar sobre o livro. Que... Gostei imenso (embora tirasse a componente extremamente lamechas) :) 

 

A história do livro baseia-se naquela ideia que, certamente, já nos passou a todos pela cabeça. Os "E SE". E se a determinada altura da nossa vida tivéssemos optado por outro caminho em detrimento daquele que acabámos por seguir? E se, na verdade, o universo fosse constituído por diversos "universos alternativos" em que os nossos eus, que optaram por caminhos diferentes, continuassem as suas vidas da mesma forma que nós continuámos as nossas? 

 

Admito que este tema é algo que me interessa bastante. Não por uma questão física (que não é, de todo, o meu forte. Aliás, na verdade, embora soubesse que isto até é uma área estudada pela Física, nunca me debrucei muito sobre a temática a partir dessa perspectiva), mas por uma questão filosófica. A verdade é que, inutilmente, eu sei, eu penso frequentemente nos "E se" da minha vida. É inútil, mas é um exercício giro. Bem, na verdade, não é completamente inútil. Porque às vezes ajuda-me a ver as coisas de uma perspectiva mais positiva, ah ah! 

 

Mas voltando ao livro... Gostei imenso, como já disse. Está muito bem escrito (ou, pelo meos, a tradução estava bem feita) e tem a capacidade de nos prender do início ao fim. Aliás, no fim, ficamos com aquela sensação do "mas já? Então e agora?". Acho que para tal também contribui o facto de o livro ter terminado com um cliffhanger. Então mas o que é que acontece a seguir? Então mas... 

 

Pronto, vou parar. Está muito bem escrito, com uma narrativa bem construída. Era muito fácil, tendo em consideração a história, o autor ter-se perdido e ter entreado em incogruências ou a própria história ter descambado. Mas não julgo que isso tenha acontecido, muito pelo contrário. Manteve a sua linha narrativa de forma congruente, desenvolveu bem a história, envolveu suspense, deixou-me presa e ansiosa por acabar e, ao mesmo tempo, desejosa que continuasse depois de acabar XD

 

Valeu a pena, a sério que valeu :) 

 

 

 

 

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Sobre isto do Terrorismo

por Miúda Opinativa, em 24.05.17

Eu tinha 12 anos aquando o 11 de Setembro. Lembro-me exactamente de como "ouvi" pela primeira vez que algo tinha acontecido (na verdade, não ouvi. Estava no Centro Comercial e quando passei pela loja de televisões/aparelhos de som, etc., estava um pequeno grupo cá fora a olhar para a televisão. Não consegui ver exactamente o que se passava, mas percebi que era algo confuso. Só quando cheguei a casa é que liguei a TV - ia ver a Malhação -, e percebi que não era só "algo confuso". E não vi a Malhação durante... nem sei quanto tempo). Lembro-me que esse foi o meu primeiro contacto com o terrorismo. Sim, havia guerras (lembro-me da guerra em África, da guerra do Kosovo), mas isso eram guerras. Aquilo era outra coisa diferente (era essa a percepção de uma miúda de 12 anos). 

 

Bem, a verdade é que são duas coisas diferentes. Quando existem ataques terroristas, o nosso país está, supostamente, em paz e somos apanhados no meio de uma coisa que não deveria acontecer (e atenção, não estou a dizer que as guerras deveriam acontecer). 

 

Lembro-me de se falar sempre que os terroristas não podem vencer. E que a vitória deles passará também pelo facto de as pessoas deixarem de fazer as suas vidas com medo de ataques terroristas. Deixarem de andar de avião. Deixarem de ir a locais onde vão estar multidões. Olharem de lado para muçulmanos. Isso é a vitória do Terrorismo: espalhar o terror e as pessaos terem medo de viver. 

 

Eu não quero ter medo de viver. Eu quero continuar a andar de metro e comboio todos os dias sem pensar que algum maluco se pode explodir lá dentro. Eu quero ir ao Alive em Julho sem pensar que algum maluco se pode explodir lá dentro. Eu quero viajar sem ter medo de não chegar ao destino. Se eu fosse crente e tivesse ido a Fátima, gostaria de ter ido sem pensar que naquele local, com todo aquele simbolismo, poderia haver um ataque terrorista. 

 

No entanto, cada vez mais é isto que acontece. Imagino que de todos os perigos que os pais pensaram quando deixaram os seus filhos irem ao concerto da Ariana Grande, este não fazia parte do leque de escolhas. 

 

"Pai, mãe, posso ir ao concerto da Ariana Grande?"

- Então mas vais como? E a que horas é? E a que horas voltas? Como voltas? As pessaos bebem? As pessoas drogam-se? Ok, vais. Eu vou contigo ou já tens 16 anos, podes ir sozinha. Ai, a minha filha está tão crescida, está aqui está a ir para a Universidade. É isto, os filhos crescem, temos que os deixar explorar o Mundo, criarem asas e irem às suas vidas. 

 

Ninguém terá pensado que, de entre todos os perigos, iria acontecer um ataque terrorista. Mas houve. E se calhar, a filha já não vai para a Universidade, não vai criar asas para criar a sua vida e ser tudo aquilo que poderia ser. Porque há o Terrorismo no Mundo. 

 

Não queremos que o Terrorismo vença e queremos continuar a viver a nossa vida.

 

Mas que vida é esta? Que mundo esperam os meus sobrinhos? 

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Sair antes do fim

por Miúda Opinativa, em 22.05.17

No Sábado à noite, fui ver o Cine Concerto do Harry Potter. Os meus irmãos ofereceram-me dois bilhetes no meu aniversário e lá fui, com o meu namorado, para o MEO Arena.

 

A primeira impressão com que ficámos é que embora sejamos ligeiramente geeks, não somos assim tããão geeks, na medida em que nenhum de nós foi "vestido a rigor". As pessoas gostam mesmo disto - ou são mesmo cromas -, ah ah, e havia tanta gente com roupa relacionada. E claro que aqui há de tudo. Há quem leve só uma t-shirt ou um cachecol, há quem vá vestido a rigor, e depois há aquelas pessoas que é só parvo, desculpem, porque tentam imitar uma indumentária mas sem grande sucesso. Tipo vestirem uma saia cinzenta e uma gravata amarela,  que nada tem a ver com as gravatas do Harry Potter. Fica só estranho, mais a fazer as colegiais do que o Harry Potter.

 

Mas adiante. O objectivo deste post não é esse. O objectivo é comentar a falta de respeito das pessoas.

 

Vamos lá ver uma coisa. O objectivo do Cine-Concerto era assistir à música  ao vivo de Harry Potter e a Pedra Filosofal, interpretada pela Orquestra Filarmónica das Beiras, acompanhando a projeção do filme. Ou seja, o objectivo principal, julgava eu, era... ouvir a orquestra e não ver o filme que, convenhamos, já estreou há 16 anos (pausa para sentir a velhice) e já passou centenas de vezes na TV.

 

Mas isto era o que eu julgava. Porque assim que o filme acabou, imensas pessoas começaram a sair do pavilhão. A questão é que fim do filme não significou o fim do espectáculo. Enquanto os créditos passavam, a orquestra continuou, obviamente, a tocar e a dar show, diga-se de passagem. Porque a verdade é que durante o filme, a nossa atenção estava dividida entre o filme e a música. Nos créditos estávamos focados apenas na música. E foi absolutamenta fantástico. E só no final é que acabou (isto foi propositado XD). Só no final é que se bateram as palmas. Só no final é que os músicos agradeceram.

 

E aquelas pessoas que saíram não assistiram ao final, não aplaudíram. É uma falta de respeito para quem está a assistir (que tem que se levantar e afins) e para quem está a actuar. Não compreendo. O que é que aquelas pessoas tinham para fazer ao sábado à noite que não podiam aguardar mais 5 minutos? Foi para fugir ao trânsito e à confusão? Guess what... Não houve nem trânsito nem confusão!

 

Tirando isso... Foi tão giro :D A sério. Acho que nunca me tinha apercebido da quantidade de música que o filme tem. E ouvir essa música assim, em orquestra, foi uma experiência fantástica. Eu não toco nenhum instrumento (a flauta não conta), mas gosto imenso de ouvir. No entanto, nunca tinha assistido a uma orquestra ao vivo. E valeu bem a pena, sobretudo tendo em consideração o filme, que continuo a adorar :)

 

Valeu muito a pena!

 

 

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Sobre as polémicas da vida

por Miúda Opinativa, em 19.05.17

Hoje em dia, as pessoas ficam muito indignadas por quase tudo o que acontece. Seja grave ou não, o que interessa é colocar os dedos a funcionar no teclado do computador e dizer "Isto é feito", "Isto é ofensivo".

 

Lembro-me, quando saiu um dos anúncios de Natal mais fofinhos de 2015, da Vodafone, a polémica que foi porque, "oh coitadinhos dos filhos de pais divorciados, cujo único desejo é juntar os pais e não conseguem e vão ficar super melindrados com este anúncio".

 

Na altura, fiz um Estudo de Mercado exaustivo, com uma amostra de filhos de pais divorciados extremamente representativa da população, e a percentagem de participantes que se sentiu triste ou melindrado com este anúncio foi de, exactamente, 0,0%. Já a percentagem de participantes que considera tal opinião estúpida foi de 100%.

 

Agora, a polémica é outra e é lá fora. Pelo menos a estupidez é global! Pois parece que o McDonald's lançou uma campanha no UK em que, basicamente, um rapazito órfão de pai pergunta à mãe uma série de coisas sobre o pai na tentativa de encontrar algo com que se identifique - chegando sempre à conclusão que é bastante diferente. Até que vai ao McDonald's com a mãe e percebe que come o mesmo Menu que o pai e da mesma forma (suja-se no queixo com o molho). E isto gerou muita celeuma. Porque "oh meu Deus, as crianças que não têm pais vão ficar super tristes". Como consequência, o anúncio já foi retirado. É verdade. Deixámos de confiar no discernimento dos Ingleses depois do Brexit e, pelos vistos, com razão.

 

Bom, felizmente, eu não conheço assim tanta gente que já tenha perdido os pais, pelo que não posso fazer um Estudo de Mercado exaustivo. Mas sei que quando uma criança perde um pai ou uma mãe - ou, chamando as coisas pelo nome, quando um pai ou uma mãe morre -, a criança deve falar sobre isso. Deve tentar perceber quem era o pai ou a mãe, quais os pontos em comum e quais as diferenças. Porque é isso que vai permitir que a criança se lembre do pai ou da mãe com carinho ou, nalguns casos, é isso que vai permitir à criança conhecer o pai ou a mãe. É isso que vai evitar que se crie um fantasma.

 

Porquê não falar? Não, não julgo que o anúncio se esteja a aproveitar dos sentimentos para fazer dinheiro. Quer dizer, até o pode estar a fazer (em última análise, o objectivo de uma capanha publicitária será sempre fazer dinheiro), mas não acho que seja com má intenção.

 

Mas acho, mais do que tudo, que tem esse papel importante de dizer "falem. Queiram conhcer os vossos pais que já morreram. Isso é bom. Isso faz-vos bem."

 

Vamos lá, pessoas, o Mundo já tem chatices suficientes. Não nos chateamos com coisas que não valem a pena.

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Hollywood

por Miúda Opinativa, em 17.05.17

Acabei de ler, algures na semana passada, o livro Hollywood, de Charles Bukowski. Foi o primeiro livro que li do autor e posso dizer que gostei, mas não adorei.

 

Estava à espera, muito honestamente, de algo mais "obscuro". Sim, foi um livro interessante, que nos leva a algumas reflexões sobre os caminhos que a leva leva; sim, foi um livro interessante, pela sátira presente; sim, foi um livro interessante pelos momentos de humor negro que nos proporciona. Mas esperava algo mais. Não sei dizer exactamente o quê, mas esperava.

 

Acredito que o facto de ter lido uma versão brasileria (este li no Kindle) também não tenha ajudado. É engraçado, porque a maioria dos livros que leio são traduzidos, mas a leitura do Português de Portugal é completamente diferente da leitura do Português do Brasil. Nada contra, atenção, mas ali penso que algo se perdeu na tradução.

 

Ainda assim, não desisti do autor. Tenho mais um dele para ler (também no Kindle) e hei-de o ler nos próximos tempos!

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Agora que os dias já foram descritos, é tempo de, tal como prometido, falar sobre o que achei da cidade e dos noruegueses (como é que se chamarão as pessoas que vivem em Oslo? Osloenses? XD).

 

Oslo é uma cidade muito, muito interessante.  Silenciosa, calma, extremamente organizada. Bem, se calhar, e para quem está habituado ao caos, demasiado silenciosa e demasiado calma. Essa diferença nota-se logo no aeroporto. Estão a ver o frenesim característico dos aeroportos? Esqueçam, ali não acontece. Tudo muito, muito, muito silencioso. No dia em que regressámos a Portugal, ao chegarmos ao aeroporto vimos um paramédico a correr para ir prestar assistência a alguém. E até a correr o homem era silencioso. Como? Não sei.

 

Apenas posso dizer que isso se manifestava em tudo. Nestes dias que lá estivemos, numa capital europeia, ouvimos uma buzina de um carro um única vez. E foi estranho, mesmo para nós, que estávamos lá há dois dias. Às vezes tinha que me controlar para não ser demasiado espalhafatosa. Tinha mesmo a sensação que estava a falar demasiado alto!!

 

Voltando à cidade: é, efetivamente, uma cidade extremamente organizada e limpa. Uma cidade extremamente calma, serena, silenciosa. Não se ouvem carros porque a maioria dos carros são eléctricos. Na verdade, a cidade não poderia ser diferente porque quem lá vive é assim. Muito educados, polidos. Cá em Portugal, se queremos atravessar uma passadeira, quem conduz só pára mesmo em cima; em Oslo, pelo contrário, ainda nos faltam 5 metros para chegar à passadeira e já estão a parar. É outro mundo.

 

Os noruegueses, parece-me, sabem aproveitar a vida. Não se metem na vida dos outros (as casas não têm cortinados - ninguém quer saber o que se passa na vida dos outros! No aeroporto, quando o tal paramédico estava a assistir a pessoa desmaiada, as únicas pessoas que olharam para o que se estava a passar fui eu e o meu namorado - tugas, portanto XD), vivem a sua vida tranquilamente, sem stress. Não são expansivos, de todo, o que pode tornar os relacionamentos e as novas amizades difíceis, especialmente à medida que a idade avança (de acordo com os portugueses que lá encontrámos). Mas são extremamente educados e solícitos. Não tomam a iniciativa de falar; mas se falaramos com eles, respondem perfeitamente.

 

Embora o país seja francamente frio, isso para eles não é impeditivo de saírem à rua, muito pelo contrário. Como disse, a cidade é muito bem servida de parques e aquela gente, mesmo super agasalhada, frequentava os parques. Cá, se está um bocadinho mais de frio, toca de enfiar no centro comercial e é ver os parques e as esplanadas vazios; lá, pelo contrário, o ar livre é muito bem vivido. Imensa gente a correr (e eu a sentir vergonha por mim, que se estiver aquele frio já não consigo correr por causa do joelho), as crianças nos parques infantis... É muito interessante.

 

No entanto, tendo tudo isto em consideração, não deixa de ser curioso que a venda de álcool seja bastante controlada de forma a evitar excessos do passado. Tendo tudo isto em consideração, esta tradição torna-se super irónica. Quando chegámos lá, logo no aeroporto, vimos uns miúdos vestidos com jardineiras vermelhas. Julgámos que fossem uma espécie de equipa desportiva. Mas depois, na cidade, começámos a ver mais miúdos assim. Pensámos que pudessem ser fardas para a escola e que houvesse aulas ao Sábado. Mas desconfiámos. No Domingo, ainda vimos miúdos assim... Não, podiam ser fardas, os miúdos não devem ter aulas ao Domingo! Foi só quando chegámos a Portugal é que percebemos do que se tratava ;)

 

Oslo tem uma vida diferente. Como disseram aqueles portugueses com quem almoçámos, é uma boa cidade para se viver bem. Não se enriquece mas, regra geral, vive-se bem (ainda assim, ao contrário do que estava à espera, vêem-se mendigos...). É uma boa cidade para se ter uma vida tranquila, para se trabalhar. Lá respeitam-se horários, lá a licença de maternidade vai para lá das 52 semanas... É uma outra vida, uma outra perspectiva.

 

Gostei mesmo muito da viagem. Viajar é sempre bom, sobretudo quando vamos bem acompanhados e descobrimos novas formas de viver.

 

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O Maquinista

por Miúda Opinativa, em 15.05.17

Vi, já há alguns dias, o Maquinista. Era um daqueles filmes que estava na minha lista de filmes para ver há já imenso tempo e foi no outro dia que o decidi ver.

 

Já tinha visto algumas imagens e admito: o que mais me atraía nesta filme era a transformação física que o Christian Bale sofreu para fazer o filme. O homem parecia saído de um Campo de Concentração!

 

Depois de ver o filme, percebi que não terá sido exigente apenas a nível físico. Este é daqueles filmes pesados, com uma história muito densa, com personagens complexas e que não pode ser visto se estiverem muito cansados. Mas vale muito a pena. Porque mostra-nos o quão complexo é o nosso cérebro, o quão poderosos são os mecanismos da memória (e do esquecimento). O quão poderoso pode ser um trauma. É daqueles filmes que deveria ter visto nas aulas de Psicologia do 12º ano, sinceramente.

 

E as interpretações? Bem, estão absolutamente fantásticas. O Christian Bale é um dos meus actores favoritos (impossível não ser depois de ter visto o Império do Sol) e ele não desilude. De todo. A Jennifer Jason Leigh também está muito bem. Aqueles dois fazem grandes papelões!

 

No entanto, julgo que o final era bastante previsível. Não vou falar sobre ele, não quero fazer spoiler, mas muito cedo no filme já pensava que podia ser aquilo. E foi.

 

Tirando isso... Filme muito muito bom. Vejam! ;)

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Oslo #5: Dia 4

por Miúda Opinativa, em 12.05.17

E chegámos ao quarto e último dia.

Tendo em consideração que tínhamos visitado grande parte dos pontos principais da cidade (bem, ficaram a faltar-nos alguns, é verdade), decidimos, para este último dia, fazermos a Free Walking Tour. Para quem não sabe, as Free Walking Tours são excursões organizadas, que existem em centenas e centenas de cidades pelo mundo fora, e que podem ser completamente gratuitas - embora, no final, o guia peça uma "contribuição". Normalmente, os guias são jovens locais que o fazem sobretudo para se divertirem (muito honestamente, ainda não consegui perceber se são pagos ou não).

 

Quando chegámos a Oslo, fomos ao site e vimos que não era necessário fazer qualquer reserva (à semelhança do que acontece noutras cidades) e confirmámos isso no posto do Visit Oslo que existia na Estação Central. Assim, bastar-nos-ia aparecer às 10h00 no ponto de encontro junto à Estação Central, e juntarmo-nos ao grupo. No entanto, infelizmente, ao chegarmos lá, a horas, não vimos ninguém. Foi uma pena, porque estávamos mesmo a contar com esta excursão para conhecermos um pouco mais a história da cidade. E foi muito estranho. Os noruegueses são conhecidos também pela sua organização e não por este tipo de comportamentos!


Mas ainda tínhamos algumas horas até termos que fazer o check-out da nossa casa e então decidimos aproveitar para voltarmos à Opera de Oslo, tirarmos novas fotos (ah ah) e irmos, de seguida, ao City Hall para, finalmente, entrarmos. E acreditem, compensou.

 

É muito giro porque no "hall" de entrada existe um espaço dedicado às crianças. É, sobretudo, para experimentarem coisas. Não consigo explicar muito bem (não sou criança nem levava nenhuma criança, por isso não entrámos, ah ah), mas do que conseguimos espreitar, parecia muito giro :)

 

De resto, as várias salas por que passámos são absolutamento fantásticas. Olhando por fora, não advinharíamos o que está lá dentro.

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Depois do City Hall, decidimos ir almoçar e fizemos a primeira e única refeição fora de casa (tão sovinas XD). E não, não fomos à comida típica norueguesa. Admito que não ficámos muito entusiasmados depois de termos perguntado ao nosso anfitreão onde se poderia comer boa comida norueguesa e ele nos ter dito que a comida norueguesa não era boa XD. Então acabámos por ir a uma hamburgueria com bom aspecto e aqui aconteceu um episódio inusitado. Quando estávamos ao balcão para fazermos o pedido, entraram dois homens, cada um com o seu carrinho de bebé, e ainda falámos com eles em Inglês. Primeiro para lhes dizermos para passarem à frente e depois, quando eles se iam sentar perto de nós, para desviarmos uma cadeira.

 

Às tantas, a bebé de um deles, tipicamente norueguesa (isto é, loirinha, branquinha e de olho azul) começa a meter-se comigo (ainda estou para perceber o porquê, mas os bebés adoram-me) e eu respondo-lhe. Às tantas o pai diz-lhe "Diz olá". Assim mesmo, em Português. Ficámos a olhar para eles e perguntamos se eram portugueses... Oh, claro que eram. E pronto, ficámos ali na conversa, para termos uma perspetiva sobre como é que é viver naquela cidade. Foi mesmo muito muito giro. E afinal, a bebé tipicamente norueguesa era portuguesa, filha de pai e mãe portugueses XD.

 

Da hamburgueria fomos para casa para arrumarmos as coisas, sairmos e ficarmos à espera do autocarro que nos levaria de volta ao aeroporto. No aeroporto, na fila para embarcarmos, conhecemos um casal de noruegueses reformados que vinham a Portugal passar férias e, pasme-se, "arranhavam" a nossa língua. Também foi muito giro. Quando for grande quero ser como eles :)

 

E assim terminou a nossa viagem a Oslo. A verdade é que foi uma visita curta mas serviu para visitarmos os pontos principais. Se voltava? Bom, tendo em conta a quantidade de países e cidades que há para visitar, se calhar não seria um destino de primeira escolha. Mas isso não invalida que não tenha gostado muito. Gostei bastante, na verdade. A cidade é muito bonita, muito organizada, muito calma. Estão a 4 horas de avião mas são, na verdade, uma cultura bastante diferente, uma forma de vida bastante diferente. 

 

Mas bem, essa minha opinião geral ficará para um próximo post ;)

 

 

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Oslo #4: Dia 3

por Miúda Opinativa, em 11.05.17

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

 

Quem se lembra disto?

Assim que acordei no terceiro dia, muito cedo, lembrei-me deste poema. Porque às 5 da manhã estava a nevar. No dia anterior já tinha nevado um pouco, quando estávamos no Palácio Real, mas neste dia, era diferente. Porque ao contrário do que aconteceu no dia anterior, o céu estava cinzento, a "neve" era aquele gelo feio e estava muito muito muito frio. Admito que não estava preparada para isso (eu sei, se calhar sou parva). A neve é gira em montanha. Em cidade é só pouco prática. Especialmente se não for uma neve a sério e, portanto, não for bonita e fofinha. Tínhamos pensado em ir, neste dia, aos Fiordes, mas o tempo trocou-nos as voltas.

 

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No entanto, como é óbvio, não ficámos em casa. Eu levava o casaco com capuz e um gorro que acabei por emprestar ao rapaz que se esqueceu do dito em Portugal. Foi engraçado vê-lo com um gorro com pompons XD

 

A primeira paragem deste terceiro dia foi o Munch Museum. O grande objectivo era, obviamente, ver O Grito; no entanto, o Museu estava em mudanças e portanto, só conseguimos ver uma pequeníssima parte da exposição. Ainda assim, valeu a pena - é sempre bom, óptimo, ver obras de arte de um grande artista :) Vimos também um documentário sobre a vida de Munch e foi extremamente interessante. Quando dois nerds se juntam... ;) E bem, além disso, lá dentro estava quente e seco XD

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Do Museu fomos para o Jardim Botânico de Oslo que, para quem gosta de jardins e afins, é sempre uma experiência gira e bonita. No entanto, como o dia não estava bonito, penso que não aproveitámos o jardim como deve ser. Ainda assim, ainda lá estivemos algum tempo, especialmente numa estufazinha que me embaciou completamente os óculos. Porque é que lá passámos mais tempo? Isso mesmo. Porque estava quentinho XD

 

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Daqui fomos para a Catedral de Oslo (bastante bonita) e depois ao Parlamento (onde não conseguimos entrar, infelizmente). Não há fotos a documentar porque... estava frio e a chover XD

 

Daqui decidimos ir para a Nobel Peace Center. Admito: embora a envolvente seja muito interessante, devido ao muro que está lá, fiquei desiludida por não ter conseguido entrar no centro. Supostamente estava aberto, mas não conseguimos entrar. Foi estranho, muito estranho.

 

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Daqui fomos andando até ao Astrup Fearnley Museum of Modern Art. Localizado numa marina muito bonita (ou achamos que será. Com o tempo escuro como estava, torna-se difícil apreciar a verdadeira beleza da coisa XD), tem, tal como a Ópera de Oslo, uma arquitectura bastante moderna. Entrámos lá dentro mas, afinal, estava fechado.

 

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Depois, voltámos a tentar ir ao City Hall. No entanto, quando chegámos, demos outra vez com o nariz na porta (já sabíamos que ia acontecer). Então, deambulámos mais um pouco pela cidade, fomos até um centro comercial onde bebemos café quente (estava mesmo frio) e decidimos voltar para casa. Eram alguns quilómetros (andámos sempre a pé) e a ideia era fazermos umas compras, jantarmos cedo e tentarmos, depois de jantar, irmos a algum bar.

 

Mas a verdade é esta: nós somos do Sul da Europa. Não estamos habituados aquele frio e ficámos completamente mortos. Aquecemos tanto em casa que já não tivemos coragem para voltar a sair. Resultado: ficámos em casa e bebemos as cervejas norueguesas que tínhamos comprado. Também foi um bom programa. Foi, sobretudo, um programa quente :)

 

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