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Estou oficialmente velha. E conservadora.

por Miúda Opinativa, em 27.06.17

Eu não sou uma pessoa particularmente formal. Embora não seja uma pessoa naturalmente extrovertida ou sociável, tenho ar de miúda e não acho que sejamos mais ou menos sérios por vestirmos fato e gravata, no caso dos homens, ou uma saia e casaco, no caso das mulheres. 

 

No entanto, acho que diferentes contextos exigem diferentes indumentárias. E uma coisa é irmos para a escola, outra coisa é irmos para a praia, outra coisa é irmos para o trabalho e outra coisa é irmos sair à noite. 

 

No dia em que fui fazer um dos meus exames do 11º ano, ia sair de casa com uma saia "de praia", um top (tapadinho) e de chinelos. A minha mãe disse-me para ter juízo, que não ia assim fazer o exame, porque embora a escolha fosse relativamente próxima da praia, eu não ia para a praia, ia para a escola fazer um exame. E há-que perceber os contextos. Troquei de saia, por uma que não era de praia, e a minha mãe levou-me à escola para fazer o exame. 

 

Dias mais tarde, cruzámo-nos na escola com uma pessoa com um "vestido de praia". A minha mãe olhou e disse-me "estás a ver? Também está de vestido de praia. Não fica bem... Não achas?" E eu respondi "pois mãe, não fica... Mas é uma professora, não é uma aluna". 

 

Reparem, por esta história, a minha mãe até pode parecer uma daquelas senhoras conservadoras... Mas não é o caso. A minha mãe não apresentou qualquer objecção à minha segunda saia no dia do exame. A minha mãe apenas achava que se eu ia para a escola e não para a praia, então não deveria usar uma roupa de praia. Na altura, eu não protestei muito com ela porque, bem, até me fazia sentido. 

 

E agora, com mais 11 anos em cima, ainda concordo mais. 

 

No meu trabalho, somos informais. Podemos vir de calças de ganga, sandálias, ténis, calções, saias. Mas acho que às vezes, as pessoas entram numa informalidade exagerada. Porque, lá está, estamos num local de trabalho, não estamos na praia. E é aqui que me sinto velha, mas ver umas calças com rasgões enormes na zona da coxa, mesmo abaixo da virilha, parece-me um pouco de mais para, lá está, um local de trabalho. Ou calções curtos de pano. Não me faz grande sentido. Nem pequeno. Não me faz sentido. 

 

Claro que para tudo isto é relativo. Eu às vezes vou de ténis para o trabalho mas, embora não sejam ténis demasiado desportivos, podem ser considerados, por algumas pessoas, como desadequados a este contexto. 

 

E não é que é verdade? A partir de uma certa idade começamos a pensar como as nossas mãe... XD

 

Mas eu acho que tem que haver algum bom senso. Não sou a favor de uma ditadura, mas tem que haver bom senso. Sim, podem-se usar calções/saias... Mas com conta, peso, medida e, no caso, tecido. 

 

 

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publicado às 10:00

Sobre os Transportes de Lisboa

por Miúda Opinativa, em 22.06.17

Ok, eu sei, toda a gente se queixa e toda a gente se queixa há muito tempo. O meu post já vai tarde - mas, lá está, depois de 1 ano a não andar de transportes públicos, isto de voltar (e voltar nestas condições) custa um bocado. 

 

Custa pagar um passe mensalmente e ser raro o dia em que não exista uma perturbação numa linha qualquer do Metro (mesmo que não me afecte directamente). Custa pagar um passe mensalmente e o comboio que eu apanho de manhã se atrasar frequentemente. Custa ir enlatada numa carruagem porque só existem 3 carruagens na Linha Verde (e custa não perceber bem a história de só existirem 3 carruagens nessa Linha porque uma das estações não "aguenta" mais carruagens - afinal, eu ainda sou do tempo em que a Linha Verde tinha as 6 carruagens e passava em todas as estações... Alguém me explicar isto?). 

 

Eu sei que há vidas mais complicadas que a minha e mesmo assim eu sou uma sortuda, porque só apanho o comboio e o metro. Podia ter ainda que apanhar autocarro para ir para a estação, por exemplo, mas vou de carro e deixo-o lá. E saindo do metro, estou a 5-10 minutos a pé do trabalho. 

 

Mas custa. Nós pagamos por um serviço e o serviço não é bom - é cada vez pior. Nós pagamos por um serviço e por não termos alternativa, os prestadores desse serviço fazem o que querem. E pagamos cada vez mais por uma qualidade cada vez inferior. 

 

E ainda penso nos turistas. Lisboa é uma cidade cool, está na moda, está cheia de turistas. Veem-se mais turistas que lisboetas. O que é que eles pensarão disto? Como é que Lisboa pode ser tão cool se às vezes parece que vamos em vagões de gado?  

 

Eu que estou a gostar do meu trabalho, às vezes penso que queria mudar daqui por uns tempos só para não ter que andar nesta selva todos os dias. Eu que até não me importava de ficar a trabalhar até depois da hora - porque há sempre coisas para fazer e a verdade é que isso me adiantava trabalho -, acabo por não o fazer. Porque caso contrário, arrisco-me a chegar muito tarde a casa. 

 

Mas também pode ser só o casnaço a falar. 

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publicado às 10:00

Wayard Pines

por Miúda Opinativa, em 14.06.17

Depois de ter lido o livro "Matéria Escura", de Blake Crouch, decidi que queria dar uma hipótese à trilogia Wayward Pines. Como disse na minha posta de pescada, tinha visto a primeira temporada da série de TV, gostei muito durante uns episódios, mas depois a coisa descambou e fiquei mesmo desiludida.

 

Mas pensei, depois de ler a Matéria Escura, que se calhar devia dar uma oportunidade ao Wayward Pines. Afinal, se os filmes são sempre piores do que os livros (salvo algumas excepções), então as séries de TV também podem ser.

 

Dito e feito. Pedi ao meu namorado que me encontrasse a versão original e-book (não quero mais traduções) e só não devorei em menos tempo porque, bem, não tive tempo. E a verdade é que gostei bastante. Muito bem escrito, e com a capacidade de manter o leitor em suspense (mesmo o leitor  que, como eu, já sabia mais ou menos a história). A verdade é que existem algumas diferenças entre a série e o livro e embora as situações que me fizeram deixar de gostar tanto da série também apareçam no livro, a verdade é que aqui não pareceram tão despropositadas. Fizeram sentido.

 

Gostei bastante e estou ansiosa por ler os outros dois. Agora não tenho lido nada (tenho ocupado as minhas viagens de transportes a ler artigos para as últimas avaliações da Pós-Graduação  - parece que as últimas são as mais difíceis, arre!), mas assim que er a trilogia completa, tentarei escrever mais sobre o assunto :)

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Love Actually | Red Nose Day

por Miúda Opinativa, em 02.06.17

Eu sou um cliché e sim, sou daquelas pessoas que adora (ADORA) o Love Actually. Fui vê-lo ao cinema e já perdi a conta ao número de vezes que o vi na televisão. 

Assim, fui também uma das pessoas que simplesmente vibrou quando soube que iriam fazer um especial para retomar as personagens. Cliché, eu avisei XD

 

No domingo consegui, finalmente, ver, então, a curta metragem. E... Bem, não sei se foi por estar com as expectativas lá no alto, se foi por ter esperado demasiado... só sei que não adorei. Vá, gostei, mas nem se pode dizer que "gostei muito". Vê-se, entretém, mas não é assim nada de especial. E não, não ficamos a perceber o que aconteceu às personagens. Quer dizer, em relação a algumas sim, mas não a todas, mesmo em relação às que aparecem. Eu sei que isto assim pode parecer confuso, mas não quero ser muito spoiler ;) 

 

Sim, admito, fiquei desiludida. Estava à espera de um pouco mais. Mas, enfim, tenho que ser benevolente... Afinal o objectivo era muito específico. E pronto, foi giro ver o crescimento / envelhcimento dos actores / personagens. É verdade, 14 anos (GOD) passam por todos! 

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A Vidente

por Miúda Opinativa, em 31.05.17

Acabei de ler, na segunda-feira, o livro "A Vidente", de Lars Kepler (na verdade, o pseudónimo de uma dupla de escritores suecos: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril - quão giro é ele chamar-se Alexandre e ela Alexandra? E sim, ela é "metade" portuguesa: aparentemente, a mãe dela mudou-se para a Suécia nos anos 60 para casar com o pai dela...). Eu bem disse que com esta história de demorar uma hora de transportes para ir para o trabalho e outra hora para voltar, best case scenario, iria ler muito mais :)

 

Gostei imenso do livro. Este é o terceiro de uma série Policial e foi o melhor, desta série, que li até agora e que me fez pensar "ainda bem que dei o benefício da dúvida!". 

 

Apesar de ter desconfiado, numa fase muito inicial, quem teria sido o autor do crime, o livro conseguiu prender-me. De leitura rápida, queremos avançar, avançar, avançar, para percebermos as ligações, para vermos os desenvolvimentos, para perceber se, de facto, era aquele o verdadeiro assasino (e era :P ). Muito bem escrito, sem incongruências (embora tenha havido ali uma pequena parte, muito pequena, 3 linhas, que eu não consegui perceber e que não fez grande sentido. Talvez o problema tenha sido meu, mas não sei..).

 

Uma característica dos livros desta série prende-se com o facto de os capítulos serem muito pequenos (mas mesmo muito pequenos), o que nos deixa sempre na expectativa do que vai acontecer a seguir. E a verdade é que este livro conseguiu fazê-lo melhor que os dois anteriores. As personagens apresentavam alguma complexidade (tanto as que aparecem unicamente neste livro como as permanentes), com passados misteriosos, e isso serviu para nos ajudar a seguir em frente. Intrigante, sem dúvida. 

 

Mas o mais interessante, sobretudo porque já tinha lido os dois primeiros, foi ter deslindado um pouco sobre a vida da personagem principal. E o melhor? Deixou-me super curiosa acerca do seguinte. Eu tenho um problema e assim que puder, vou comprá-lo :P

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A Rota das Tapas

por Miúda Opinativa, em 30.05.17

No Sábado à noite fui à Rota das Tapas. Já tinha ido em Novembro e a verdade é que é sempre uma experiência engraçada. Confesso que apesar de ser uma iniciativa levada a cabo pela marca de cerveja Damm, a cerveja é, para mim, o que menos me interessa. Eu acho graça à experiência de ir conhecer diferentes restaurantes e petiscar diferentes pratos (ou tapas, vá) e fazê-lo em Lisboa, que é sempre uma cidade bonita. 

 

E o facto é que é uma experiência bastante interessante e "enriquecedora". Descobrem-se restaurantes bons, com tapas originais e bem confeccionadas. Nestes, a vontade de voltar fica. 

 

No entanto, existe sempre, e infelizmente, os outros locais que não deixam boa memória e que nos deixam a pensar "porque é que aderiram a isto?". 

 

O menu deste evento são 3€, que inclui uma tapa e uma cerveja, não deve, suponho eu, enriquecer nenhum dos restaurantes que participa na iniciativa. No entanto, julgo, acho que o maior retorno deve vir a curto/médio prazo, quando os clientes que passaram pelos restaurantes regressam posteriormente, para fazerem uma refeição, por terem gostado do local. Ora, na minha opinião, isto não vai acontecer se as pessoas forem mal atendidas, se ficarem séculos à espera (em pé) e depois lhes dizerem apenas "esquecemo-nos de vocês". Isso não se faz. 

 

Nós percebemos que nestes dias haja muita confusão e ninguém está à espera de ser tratado com excelência. Mas há um mínimo e às vezes os mínimos não são atingidos. E se os mínimos não são atingidos, então lamento, mas não me voltam a ver lá. 

 

Os gerentes dos restaurantes, donos, whatever, deveriam ter noção, ao aderirem a esta iniciativa, o que ela implica. Implica um tipo de trabalho diferente daquele que estão habituados a desevolver, implica um tipo de clientes diferente, implica mais confusão. Se não estão dispostos a isso a troco de tapas a 3€, então não aderem e não correm o risco de ficarem mal vistos. 

 

Mas isto sou eu que não tenho nenhum negócio. 

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Horóscopos

por Miúda Opinativa, em 26.05.17

Ontem, quando ia para o trabalho, ouvi a seguinte conversa.

 

- Se não soubesse que eras peixe, era capaz de achar que és de um signo quente... Tens imensa energia, sempre de um lado para o outro!

- Ah, pois, eu sou assim!

- E os peixes normalmente são mais calmos. 

 

O resto não interessa. 

 

E fiquei a pensar na coisa. 

 

Eu não acredito em astrologia. De todo. Não acredito que os astros influenciem a nossa personalidade. Acho graça, admito, em ver os horóscopos, em ver as previsões, mas apenas como "guilty pleasure". É verdade que às vezes acerta, mas também é verdade que às vezes (muitas vezes) não acerta. 

 

É uma questão de probabilidades. Os Peixes são isto, os Touro aquilo, os Aquário qualquer outra coisa. E bem, alguém que seja Peixe, Touro ou Aquário há-de ser alguma coisa aproximada daquilo que é "característico" daqueles signos. Até porque as definições são tão genéricas que muitas vezes não dizem nada.

 

Posto isto, faz-me sempre alguma confusão ouvir alguém falar dos signos e das características dos signos como sendo algo verdadeiramente factual. Mesmo que digam "És Peixe?!? Mas não tens nada de Peixe!", não percebendo que não é alguém que não tem nada e Peixe que está "errado", é o conceito de Peixe (ou de outro signo qualquer) que não tem qualquer fundamento. Como é que o dia em que uma pessoa nasce influencia a sua personalidade? Não me faz grande sentido. 

 

E desculpem-me as pessoas que acreditam :) 

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Matéria Escura

por Miúda Opinativa, em 25.05.17

No fim-de-semana acabei de ler o livro Matéria Escura, de Blake Crouch. Este escritor foi o autor da série Wayward Pines, que deu origem à série de TV, uma das minhas grandes desiluões de 2015. Estão a ver aquelas séries que têm tudo para correr bem, estão a correr lindamente, e depois simplesmente descambam sem percebermos muito bem como nem porquê? Foi mais ou menos isso que aconteceu. Mas adiante, não é sobre isso que vim escrever. 

 

O objetivo deste post é falar sobre o livro. Que... Gostei imenso (embora tirasse a componente extremamente lamechas) :) 

 

A história do livro baseia-se naquela ideia que, certamente, já nos passou a todos pela cabeça. Os "E SE". E se a determinada altura da nossa vida tivéssemos optado por outro caminho em detrimento daquele que acabámos por seguir? E se, na verdade, o universo fosse constituído por diversos "universos alternativos" em que os nossos eus, que optaram por caminhos diferentes, continuassem as suas vidas da mesma forma que nós continuámos as nossas? 

 

Admito que este tema é algo que me interessa bastante. Não por uma questão física (que não é, de todo, o meu forte. Aliás, na verdade, embora soubesse que isto até é uma área estudada pela Física, nunca me debrucei muito sobre a temática a partir dessa perspectiva), mas por uma questão filosófica. A verdade é que, inutilmente, eu sei, eu penso frequentemente nos "E se" da minha vida. É inútil, mas é um exercício giro. Bem, na verdade, não é completamente inútil. Porque às vezes ajuda-me a ver as coisas de uma perspectiva mais positiva, ah ah! 

 

Mas voltando ao livro... Gostei imenso, como já disse. Está muito bem escrito (ou, pelo meos, a tradução estava bem feita) e tem a capacidade de nos prender do início ao fim. Aliás, no fim, ficamos com aquela sensação do "mas já? Então e agora?". Acho que para tal também contribui o facto de o livro ter terminado com um cliffhanger. Então mas o que é que acontece a seguir? Então mas... 

 

Pronto, vou parar. Está muito bem escrito, com uma narrativa bem construída. Era muito fácil, tendo em consideração a história, o autor ter-se perdido e ter entreado em incogruências ou a própria história ter descambado. Mas não julgo que isso tenha acontecido, muito pelo contrário. Manteve a sua linha narrativa de forma congruente, desenvolveu bem a história, envolveu suspense, deixou-me presa e ansiosa por acabar e, ao mesmo tempo, desejosa que continuasse depois de acabar XD

 

Valeu a pena, a sério que valeu :) 

 

 

 

 

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Sobre isto do Terrorismo

por Miúda Opinativa, em 24.05.17

Eu tinha 12 anos aquando o 11 de Setembro. Lembro-me exactamente de como "ouvi" pela primeira vez que algo tinha acontecido (na verdade, não ouvi. Estava no Centro Comercial e quando passei pela loja de televisões/aparelhos de som, etc., estava um pequeno grupo cá fora a olhar para a televisão. Não consegui ver exactamente o que se passava, mas percebi que era algo confuso. Só quando cheguei a casa é que liguei a TV - ia ver a Malhação -, e percebi que não era só "algo confuso". E não vi a Malhação durante... nem sei quanto tempo). Lembro-me que esse foi o meu primeiro contacto com o terrorismo. Sim, havia guerras (lembro-me da guerra em África, da guerra do Kosovo), mas isso eram guerras. Aquilo era outra coisa diferente (era essa a percepção de uma miúda de 12 anos). 

 

Bem, a verdade é que são duas coisas diferentes. Quando existem ataques terroristas, o nosso país está, supostamente, em paz e somos apanhados no meio de uma coisa que não deveria acontecer (e atenção, não estou a dizer que as guerras deveriam acontecer). 

 

Lembro-me de se falar sempre que os terroristas não podem vencer. E que a vitória deles passará também pelo facto de as pessoas deixarem de fazer as suas vidas com medo de ataques terroristas. Deixarem de andar de avião. Deixarem de ir a locais onde vão estar multidões. Olharem de lado para muçulmanos. Isso é a vitória do Terrorismo: espalhar o terror e as pessaos terem medo de viver. 

 

Eu não quero ter medo de viver. Eu quero continuar a andar de metro e comboio todos os dias sem pensar que algum maluco se pode explodir lá dentro. Eu quero ir ao Alive em Julho sem pensar que algum maluco se pode explodir lá dentro. Eu quero viajar sem ter medo de não chegar ao destino. Se eu fosse crente e tivesse ido a Fátima, gostaria de ter ido sem pensar que naquele local, com todo aquele simbolismo, poderia haver um ataque terrorista. 

 

No entanto, cada vez mais é isto que acontece. Imagino que de todos os perigos que os pais pensaram quando deixaram os seus filhos irem ao concerto da Ariana Grande, este não fazia parte do leque de escolhas. 

 

"Pai, mãe, posso ir ao concerto da Ariana Grande?"

- Então mas vais como? E a que horas é? E a que horas voltas? Como voltas? As pessaos bebem? As pessoas drogam-se? Ok, vais. Eu vou contigo ou já tens 16 anos, podes ir sozinha. Ai, a minha filha está tão crescida, está aqui está a ir para a Universidade. É isto, os filhos crescem, temos que os deixar explorar o Mundo, criarem asas e irem às suas vidas. 

 

Ninguém terá pensado que, de entre todos os perigos, iria acontecer um ataque terrorista. Mas houve. E se calhar, a filha já não vai para a Universidade, não vai criar asas para criar a sua vida e ser tudo aquilo que poderia ser. Porque há o Terrorismo no Mundo. 

 

Não queremos que o Terrorismo vença e queremos continuar a viver a nossa vida.

 

Mas que vida é esta? Que mundo esperam os meus sobrinhos? 

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Sair antes do fim

por Miúda Opinativa, em 22.05.17

No Sábado à noite, fui ver o Cine Concerto do Harry Potter. Os meus irmãos ofereceram-me dois bilhetes no meu aniversário e lá fui, com o meu namorado, para o MEO Arena.

 

A primeira impressão com que ficámos é que embora sejamos ligeiramente geeks, não somos assim tããão geeks, na medida em que nenhum de nós foi "vestido a rigor". As pessoas gostam mesmo disto - ou são mesmo cromas -, ah ah, e havia tanta gente com roupa relacionada. E claro que aqui há de tudo. Há quem leve só uma t-shirt ou um cachecol, há quem vá vestido a rigor, e depois há aquelas pessoas que é só parvo, desculpem, porque tentam imitar uma indumentária mas sem grande sucesso. Tipo vestirem uma saia cinzenta e uma gravata amarela,  que nada tem a ver com as gravatas do Harry Potter. Fica só estranho, mais a fazer as colegiais do que o Harry Potter.

 

Mas adiante. O objectivo deste post não é esse. O objectivo é comentar a falta de respeito das pessoas.

 

Vamos lá ver uma coisa. O objectivo do Cine-Concerto era assistir à música  ao vivo de Harry Potter e a Pedra Filosofal, interpretada pela Orquestra Filarmónica das Beiras, acompanhando a projeção do filme. Ou seja, o objectivo principal, julgava eu, era... ouvir a orquestra e não ver o filme que, convenhamos, já estreou há 16 anos (pausa para sentir a velhice) e já passou centenas de vezes na TV.

 

Mas isto era o que eu julgava. Porque assim que o filme acabou, imensas pessoas começaram a sair do pavilhão. A questão é que fim do filme não significou o fim do espectáculo. Enquanto os créditos passavam, a orquestra continuou, obviamente, a tocar e a dar show, diga-se de passagem. Porque a verdade é que durante o filme, a nossa atenção estava dividida entre o filme e a música. Nos créditos estávamos focados apenas na música. E foi absolutamenta fantástico. E só no final é que acabou (isto foi propositado XD). Só no final é que se bateram as palmas. Só no final é que os músicos agradeceram.

 

E aquelas pessoas que saíram não assistiram ao final, não aplaudíram. É uma falta de respeito para quem está a assistir (que tem que se levantar e afins) e para quem está a actuar. Não compreendo. O que é que aquelas pessoas tinham para fazer ao sábado à noite que não podiam aguardar mais 5 minutos? Foi para fugir ao trânsito e à confusão? Guess what... Não houve nem trânsito nem confusão!

 

Tirando isso... Foi tão giro :D A sério. Acho que nunca me tinha apercebido da quantidade de música que o filme tem. E ouvir essa música assim, em orquestra, foi uma experiência fantástica. Eu não toco nenhum instrumento (a flauta não conta), mas gosto imenso de ouvir. No entanto, nunca tinha assistido a uma orquestra ao vivo. E valeu bem a pena, sobretudo tendo em consideração o filme, que continuo a adorar :)

 

Valeu muito a pena!

 

 

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