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As voltas que a vida dá

por Miúda Opinativa, em 12.06.17

Quando entrei na Faculdade de Psicologia, há quase 10 anos, não sabia muito bem o que queria fazer com o Curso. O meu objectivo era "compreender o comportamento humano" (quem é que entra em Psicologia sem ter este objectivo? Ninguém. E sim, aos 18 anos somos ingénuos e parvos XD) e sabia que não queria ser Psicóloga Clínica (faço parte do 0.5% de alunos que quando entram em Psicologia nem sequer considerava essa hipótese - a maioria dos caloiros pensa que pode ser uma alternativa bastante possível).

 

Por outro lado, quando me diziam "vai para Recursos Humanos, é a única área da Psicologia que dá emprego", eu mandava essas pessoas dar uma volta. "Que seca", dizia eu.

 

Quando eu entrei em Psicologia, não sabia muito bem o que fazer, mas achava que podia ter alguma coisa a ver com Psicologia Educacional.

 

Acontece que depois do primeiro mês em Psicologia, desiludi-me com esta ciência. E deixei de querer Psicologia Educacional e fiquei sem saber de todo o que poderia fazer. Podia ter saído? Poder podia, mas para isso era preciso que eu soubesse para onde queria ir em alternativa.

 

Os anos foram passando e acabei por seguir, no Mestrado, uma outra área, menos conhecida, mas muito virada para a investigação social. "Ahhh, então descobriste que querias fazer investigação?" Não, ah ah. Na verdade, essa era uma área que, achava eu, também me abriria portas para trabalhar em Publicidade. Também gosto de Publicidade e para quem estava desiludido com a Psicologia, era uma possibilidade de trabalhar em algo fora dessa área sem desperdiçar os anos de formação.

 

Acontece que a teoria nem sempre se aplica na prática e tirando um estágio curricular de pouco mais de 2 meses, nunca consegui entrar na Publicidade. Óbvio que não, por razões muito práticas: a área onde eu queria trabalhar, Planeamento Estratégico, é uma área que só existe em grandes agências. É um mercado muito pequeno. Adiante. Fiz um estágio profissional em Estudos de Mercado e meses depois, acabei por ir parar a uma empresa de Trabalho Temporário como "Consultora de Recursos Humanos Estaiário"- o meu primeiro contacto com os Recursos Humanos. Não gostei particularmente.

 

Mas a vida é uma coisa engraçada. Não gostei, voltei para a Faculdade, estive a fazer Psicologia Educacional. E quando comecei a fazer a Tese, direccionada para o aconselhamento de carreira, comecei a pensar que se calhar ia trabalhar em Recursos Humanos, porque era isso que eu queria fazer.

 

Volta não volta... Foi mesmo isso que aconteceu.

 

Estou a acabar agora a Pós-Graduação em Gestão de Recursos Humanos e tirando questões administrativas, posso dizer que gostei. E estou a trabalhar num Departamento de Recursos Humanos de uma empresa e... estou a gostar bastante (apesar de todo o trabalho. Ou por causa de todo o trabalho).

 

E a vida é engraçada. Aquilo que eu dizia que não queria fazer é, afinal, aquilo que estou a fazer. Primeiro porque, de facto, era a área onde consegui arranjar "qualquer coisa" (a tal de Trabalho Temporário). Mas depois porque gostei. Gosto.

 

O mais irónico disto tudo? A minha Tese em Psicolgia Educacional seria sobre o Planned Happenstance no desenvolvimento de Carreiras...

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Eitá que isto está difícil!

por Miúda Opinativa, em 08.06.17

Não está difícil no verdadeiro significado da palavra, porque estou feliz. Cansada, mas feliz.

 

Mas entre trabalho remunerado e trabalho para a pós-graduação (que está quase quase quase a terminar, mas este quase está a dar trabalho), sobra-me pouco tempo (e capacidade, confesso, sobretudo capacidade para escrever outras coisas no computador). 

 

Mas estou viva. Na terça acabei de ler um livro sobre o qual quero escrever aqui. E não tenho parado. E estou cansada. Mas feliz. E a continuar a fazer desporto para manter o equilíbrio :)

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Desporto

por Miúda Opinativa, em 06.06.17

Eu praticamente não me lembro de mim sem fazer desporto. Entrei para a natação aos 4 anos e tirando um interregno de 1 ano, nunca mais parei de fazer desporto. E sempre gostei.

A natação sempre foi o "meu" desporto. Nunca competi oficialmente (com alguma pena minha, até porque acho que teria algum potencial), mas sempre foi o meu desporto favorito. Paralelamente, e por causa da escola, por vezes praticava outros desportos (volley, badmington, futebol, sei lá), mas a natação sempre foi uma constante na minha vida. E ainda bem, porque foi a natação que me trouxe um grupo de amigos espectacular e que se mantém até hoje (apesar de já quase nenhum de nós estar a nadar).

 

Na faculdade, comecei a frequentar o ginásio. Primeiro porque no primeiro ano deixei de poder conseguir tanto à natação (e tinha que compensar com alguma outra coisa) e depois porque fui obrigada. Tenho um problema no joelho e de forma a evitar-se operação que não ia dar em nada, foi-me aconselhado a manter o ginásio, por ser uma forma de o fortalecer. E bem, embora seja a prática desportiva de que gosto menos, reconheço a sua utilidade.

 

Mais tarde, descobri a corrida. Não foi amor à primeira vista nem aderi imediatamente assim que comecei. E tive que parar algumas vezes (por causa do joelho). Mas tornou-se o meu segundo amor. Às vezes é difícil sair de casa e ir correr. Às vezes é preciso lutar mesmo contra a cabeça. Mas vale sempre a pena. Sempre.

 

Eu costumo dizer que o desporto é uma terapia. É a minha terapia. Eu tenho uma cabeça complicada q.b. e é o desporto que me ajuda a lidar com a minha cabeça (e com os problemas que de vez em quando surgem na minha vida).

É num sprint na piscina ou na estrada que liberto a minha fúria. É em 2000m em piscina ou em 5, 10, 15km na estrada que penso sobre o que vou fazer a seguir, que me animam quando estou em baixo.

 

É na piscina e na estrada que me supero. Que sei que se ali consigo ultrapassar-me, então nos outros sítios também conseguirei. 

 

Muitas vezes penso "se consegui correr uma Meia-Maratona 1 ano depois de ter lixado o joelho (nunca estive tão perto da mesa de operações), então conseguirei fazer outras coisas".

 

Conselho: se estão em baixo, se precisam de alguma coisa nova na vossa vida... Experimentem desporto :)

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publicado às 10:00

E se...

por Miúda Opinativa, em 29.05.17

Aprendi a nadar aos 4 anos e esse sempre foi o meu desporto de eleição. Aos 7 anos ingressei num clube familiar, com natação amadora, e por ali fiquei até... hoje. Lá fiz muitos amigos, grandes amigos, que mantenho até hoje. Ainda assim, durante estes anos todos, e sobretudo quando era mais nova,  quis experimentar outras coisas e quis, até, tentar a natação de competição. No entanto, quando o quis, já seria demasiado tarde para começar. Em relação às outras actividades, seria difícil concilar tudo e nunca deixaria a natação. Portanto, nunca fiz mais nada.

 

No final do 6º ano, por ter percebido, na altura, que me estava a afastar dos meus amigos de turma, quis sair da escola onde andava. A minha mãe disse-me para lá ficar à mesma e eu... fiquei. Até ao 12º ano.

 

No 8º ano, tive o meu primeiro namorado. Durou uns meses, não muitos. Acabou, mas ficámos amigos. Foi o típico namoro da adolescência, que acaba sem grande mágoa (embora, na altura, tenha sido o fim do mundo). No início do mês fui ao baptizado da filha dele com uma amiga minha. Que já era nossa amiga nessa altura.

 

No 10º ano, apaixonei-me pelo meu melhor amigo. Poderia ser mais cliché? Pois claro que podia. Porque não fui correspondida.

 

No 12º ano, decidi concorrer ao Ensino Superior, ao curso de Psicologia.

 

No 1º ano da Faculdade, detestei o curso. E no 2º continuei a não gostar. No 3º não sabia o que fazer. Não tive coragem de sair, porque não sabia o que seguir em alternativa. Gostava de Arquitectura, mas não tenho jeito absolutamente nenhum para a coisa. Continuei pelo Mestrado, sempre cheia de dúvidas.

 

Aos 20 anos, interessei-me por um amigo meu. Amigo de amigos, vá. E ele interessou-se por mim. Convidou-me para sair mas não tive coragem de ir.

 

Comecei a trabalhar, passei por algumas situações insólitas e aos 25, frustrada, resolvi voltar a estudar.

 

O que é que estas coisas vos interessam? Nada. São apenas algumas questões que, de certa forma, me marcaram.

O que teria acontecido se eu tivesse feito natação de competição? Eu sou boa nadadora, modéstia à parte, tenho uma boa técnica, mesmo treinando apenas 3 vezes por semana, 45 minutos... Será que teria potencial para chegar longe?

 

O que teria acontecido se eu tivesse saído da Escola no final do 6º ano? De certeza que não teria sofrido como sofri no  7º... Porque, efectivamente, afastei-me das minhas colegas, o que gerou situações muito pouco simpáticas e que, de certa forma, me moldaram. Me tornaram mais retraída e desconfiada. Mais solitária. Poderia não ter sofrido isso e ter sido muito feliz numa nova escola, como também poderia ter sido super infeliz e ainda mais sozinha nessa mesma nova escola. Certo?

 

O que teria acontecido se o meu 1º namoro tivesse durado mais tempo? O que teria acontecido se o meu melhor amigo se tivesse apaixonado por mim e não por uma rapariga mais velha? Será que hoje continuaríamos amigos?

 

O que teria acontecido se eu tivesse mudado de curso?

 

O que teria acontecido se eu tivesse ido tomar café com o tal amigo dos meus amigos?

 

O que teria acontecido se eu não tivesse passado por essas situações insólitas relacionadas com trabalho? Teria voltado a estudar? A verdade é que, apesar de não ter concluído esse Mestrado, esse regresso à Faculdade foi muito importante para mim. Porque na faculdade, conheci uma rapariga que faz anos um dia depois de mim. No dia de anos dela, depois de lhe ter dado os parabéns, comecei a pensar que conhecia mais alguém que fazia anos naquele dia. Fiquei a matutar no assunto até que me lembrei quem seria. Era um rapaz que tinha conhecido aos 15 anos, na época falávamos pelo MSN (isto foi muito antes do Facebook, claro), vimo-nos poucas vezes e quando entrámos na Faculdade, cada um seguiu o seu caminho e nunca mais me lembrei dele. Mas em 2015, depois de me ter lembrado dele, procurei-o no Facebook e encontrei-o. Namoramos há quase 2 anos.

 

E se? E se? E se? Sim, a verdade é que o "A Matéria Escura" me fez pensar nestes (e noutros) "E se" da minha vida. A verdade é que todos passamos por situações importantes, cuja decisão influencia brutalmente a forma como a nossa vida segue. Se eu tivesse mudado de curso, ou tivesse seguido outra área de Mestrado, o que estaria a fazer agora? Se eu não tivesse passado por essas situações insólitas relacionadas com o trabalho, teria voltado a estudar? Teria reencontrado o meu namorado? Muito provavelmente, e apesar de termos alguns conhecidos em comum, não. Por isso, posso dizer que apesar de tudo, valeu a pena dar um passo atrás.

 

Mas e se eu tivesse ido tomar café com o tal rapaz? Há uns anos - antes de reencontrar o meu namorado - tivémos uma conversa séria sobre o assunto. Sim, ele tinha estado interessado em mim e sim, eu tinha estado interessada nele. Não avançámos porque éramos os dois jovens e parvos. Mas e se a coisa se tivesse dado? Será que teríamos continuado? Ele chateou-se mais ou menos, entretanto, com um dos nossos amigos em comum (que por acaso foi o meu primeiro namorado, o do 8º ano XD). Será que se nós tivéssemos namorado eles se teriam chateado? Ou será que eu iria acabar por me afastar desse meu amigo por causa da zanga deles?

 

A verdade é esta: pequenas decisões moldam completamente as nossas vidas - e as dos outros. E nós não temos noção do quão importantes certos momentos podem ser. O momento em que eu encontrei o meu namorado no Facebook e o decidi adicionar - algo que eu nunca faço -, sem me ter apercebido disso (qual é a importância que um clique pode ter?), acabou por ser fundamental.

 

O momento em que, sem grande esperança ou expectativa, enviei a minha candidatura para a empresa onde estou actualmente, revelou-se, afinal de contas, fundamental. Mas não consigo deixar de pensar "E se não tivesse sido seleccionada e tivesse esperado por outras respostas?!". É irrelevante, porque eu até estou a gostar bastante de onde estou. Mas... E se?

 

Bem, é melhor parar por aqui. O texto já vai longo e são divagações sem grande interesse. Porque hoje, e apesar de todos os "E se", posso dizer que estou relativamente satisfeita com o rumo que a minha vida está a levar. Sim, os "E se" existem. Mas se não fossem estes, seriam outros. Se tivesse mudado de escola, poderia hoje estar a pensar "e se eu tivesse continuado?". E a verdade é que, no final de contas, o facto de ter continuado naquela escola fez com que mantivesse os meus amigos, o facto de ter continuado na natação fez com que mantivesse os meus amigos, o facto de ter frequentado Psicologia, ter saído, ter voltado para trás e não ter terminado fez com que estivesse agora onde estou - e onde estou bem -, e fez com que eu reencontrasse o meu namorado :)

 

 

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Eu sei, eu sei

por Miúda Opinativa, em 18.05.17

Os posts deste blog, ultimamente, e à excepção dos posts sobre Oslo, não têm andado assim tão interessantes. A verdade é que quando a vida dá as voltas que a minha deu no último mês, alguma coisa tem que ficar para trás. Não por não ser algo que não goste, mas porque, simplesmente, a disponibilidade já não é a mesma.

 

O meu antigo trabalho ficava a 20 minutos de casa. De carro. O meu actual trabalho fica a mais de uma hora de comboio e metro. O meu antigo trabalho permitia-me ter algum tempo livre, enquanto lá estava, para fazer outras coisas para além do meu trabalho (não é algo que me orgulhe, é verdade, mas as coisas são o que são). O meu actual trabalho, pelo menos nesta fase, não mo permite. E ainda bem.

 

Resultado: chegando a casa, tenho pouca vontade de estar à frente do pc a escrever. Sinto-me pouco inspirada e cansada. E no trabalho, não tenho tempo para o fazer (e, mais uma vez, ainda bem). Mas eu prometo que vou tentar manter isto a funcionar mais ou menos. Porque a verdade também é esta: este tempo todo que passo em transportes permitir-me-á voltar a ler bastante. E, portanto, terei esse material ;)

 

Por outro lado, os transportes públicos também originam sempre bom material de escrita. Especialmente quando não os frequentava há mais de 1 ano.

 

Tenham paciência comigo, não me deixem de ler. Esta mudança, apesar de tudo (do mês que a antecedeu e do esforço que implica), é uma boa mudança :)

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publicado às 10:00

Ora bem, era Domingo à noite, ia preparar alguns dos posts da semana (faço muito isso) e resolvi ir ver aquilo das "Reacções". E qual não é o meu espanto quando tenho duas identificações, dos blogs "O Baú da Tanocas" e "(Sinónimo de) Carmezim" para responder ao desafio "De tudo um Pouco". Pormenor: eu recebi estes desafios a 1 e 4 de Maio. Por isso, peço desculpa por não ter respondido nem ter dito nada antes. Não foi um acto de "não quero saber"; foi mesmo um despiste. Sempre pensei que nos enviassem um e-mail quando somos identificados. Naiv, so naiv.

 

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Adiante. Em primeiro lugar, muito obrigada por me terem identificado :)

 

Em segundo lugar... Vamos lá tentar responder ao desafio :)

 

1. Qual o teu estilo de música preferido? 
Não tenho propriamente um estilo de música preferido e admito que gosto de muita música que nem sequer considero boas. Os chamados guilty pleasures. Mas gosto de música depressiva, ah ah! Adorava os Coldplay na sua fase mais melancólica e de cortar os pulsos, por exemplo. Gosto muito de indie, de rock, de pop rock... Eu sei lá, o meu Spotify é uma miscelânia.

 

2. Qual a peça de roupa preferida do momento?
Ui... Calções, tops e chinelos XD No Inverno, trocar por pijama, várias camadas de camisolas e pantufas :)

 

3. Qual o teu verniz mais de diva?
É raro pintar as unhas (a praticar natação, torna-se difícil manter um verniz muito tempo). Mas andei a por verniz de gel e o que eu gosto mais, embora admita que não seja "diva", é mesmo o bordeaux escuro.

 

4. Calções ou saia? Porquê?
Calções, claro ;)

 

5. Cabelo liso ou encaracolado?
Bom, eu tenho o cabelo encaracolado. E depois de 23 anos a lutar contra os caracóis, decidi, nessa altura, aceitá-los. Hoje em dia, embora continue a achar que os cabelos lisos são muito mais fáceis de manter, penso que o meu cabelo encaracolado faz parte de mim e da minha personalidade.

 

6. Salto ou sapatilha?
Ui, então isto foi feito por uma pessoa do Norte? XD Ténis (ou sapatilhas, vá), claro! Reconheço que os saltos dão uma aparência diferente, tornam-nos muito elegantes, mas eu cá prefiro ter conforto ;)

 

7. Brigadeiro ou gelado?
Ui, agora é que me apanharam. Mas gelado, sem dúvida. Gelado sempre. Gelado mesmo com temperaturas negativas (sim, até porque temperaturas negativas é coisa que existe muito em Lisboa :P)

 

8. Doce ou salgado?
Aqui depende mesmo do tipo de doce, do tipo de salgado e da minha disposição.

 

9. Como defines o teu estilo?
O meu estilo... De vestir? De personalidade? De escrita? :P Suponho que se trata do estilo de vestir, diria que sou do tipo confortável e mais ou menos "clássica", no sentido em que não compro uma peça que marca muito só porque está na moda. Sou adepta das peças que nunca passam de moda ;)

 

10. És do tipo consumista ou só compra o básico?

Sou um meio termo. Ou bipolar, vá. Sou bastante sovina, gosto de poupar dinheiro, e muitas vezes vejo coisas que gosto mas penso "não vou usar assim tanto, não vale a pena". Mas às vezes, acabo por me perder e tenho surtos consumistas XD

 

11. Consideras-te vaidosa?
À minha maneira, sim, considero-me vaidosa. Na medida em que gosto de estar sempre bem, embora para mim, o "estar bem" implica não estar despenteada e estar bem vestida q.b. Não me maquilho todos os dias, não uso saltos nem uso roupa para "arrasar"; no entanto, gosto que as calças de ganga que visto me assentem bem, gosto de usar colares e a escolha de uns óculos para mim é sempre um processo moroso. Porque ando sempre com eles e quero uns que me fiquem realmente bem :) A vaidade é um "pecado mortal", mas para mim isso é só parvo. Acho que todos gostamos de ficar bem, à nossa maneira, e isso não tem nada de mau, apenas significa que nos valorizamos :)

 

Bom, dizem as regras que depois de ter respondido a estas questões, deveria indicar 11 blogs para responderem, e que deveria colocar o link de quem nos indicou. Ora bem, mea culpa, eu não conheço 11 blogs. Até posso comentar alguns blogs, visitá-los, mas admito a minha preguiça (esse sim, um verdadeiro pecado mortal) e não os tenho indicados em lado nenhum. Não me matem, mas acho que vou quebrar a corrente aqui. Ou melhor, acho que vou indicar apenas um, a Chic'Ana, que já me desafiou para o seu One Smile a Day e esta é a minha forma de retribuir ;)

 

 

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publicado às 10:00

Momentos em que (quase) tudo muda

por Miúda Opinativa, em 13.04.17

Hoje ia morrendo.

Bem, não sei se ia morrendo mesmo ou não, mas ia tendo um acidente sério de carro - nunca estive tão perto de ter um acidente tão sério. Valeu-me a minha agilidade e talvez, penso, a agilidade de um outro condutor. A segurança dos carros (o meu boguinhas tem 18 anos, gasta imenso gasóleo, não tem grandes modernices, mas nunca me deixou ficar mal). Talvez a influência de um anjo da guarda - sim, aquilo foi de tal forma assustador que até considerei essa hipótese - logo eu, que sou céptica até à medula.

 

Mas depois do susto, depois de ter pensado "porra, a vida já corre de forma espectacular (ironia), era só o que mais faltava, partir-me a mim e ao carro a pouco mais de uma semana de me meter num avião", pensei "fogo, esta foi por pouco".

 

Não morri. Mas pensei "e se tivesse morrido?"

Se tivesse morrido, tinha passado o último mês da minha existência meio depressiva. E isso só tornaria a minha morte ainda mais triste. Porque shit happens - e parece que o último mês foi cheio dela - e eu deixo que isso influencie mesmo a minha vida. Não aproveito o que a vida tem de bom, deprimo, tenho medo. Preocupo-me, sou impaciente.

 

É normal, também, ser assim. É normal assustarmo-nos, preocuparmo-nos. Porque a vida não espera. Mas a morte também não. E isso é ainda mais assustador. 

 

Sim, vou continuar a preocupar-me. Sim, vou continuar ansiosa. Mas sim, também vou relativizar. Também vou tentar não desesperar. Vou tentar não ser impaciente. Vou aproveitar.

 

Tudo isto é um lugar-comum. Não é nada de novo. Mas é o que me apetece escrever ;)

 

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publicado às 13:50

Ser adulto é

por Miúda Opinativa, em 23.03.17

Tirar férias do trabalho para ficar em casa.

 

A estudar. 

 

E continuar a ter o mesmo problema de procrastinação que tinha quando estava na Faculdade, apenas com pequenas diferenças em como procrastino XD

 

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publicado às 09:59

Amizades

por Miúda Opinativa, em 10.03.17

Eu não tenho muitos amigos - pelo menos, não tenho muitas pessoas que "caibam" no conceito que eu tenho de amigos. Por outro lado, sei que não tenho uma relação que possa ser considerada "comum" com os meus amigos. Para tal contribuem diversos factores - eu sou uma pessoa muito reservada, tenho alguns trust issues e a verdade é que a idade e crescimentos diferentes fazem com que tenhamos neste momento vivências diferentes que poderão, de certa forma, causar algum afastamento. 

 

E isso faz com que, por vezes, duvide que algumas daquelas pessoas que ainda considero amigos o sejam de facto - não que não possam ser consideradas pessoas com quem goste de estar, mas será que cabem no tal conceito que tenho de amgios?

 

Até que depois há certas alturas em que percebemos que apesar de tudo, sim. Podemos não estar juntos tantas vezes como poderia ser considerado normal, podemos ter conversas que a mim não me interessam tanto, podemos muitas coisas. Mas a verdade é que, quando é preciso, e mesmo que não queiramos, ou achemos que não queremos, os nossos amigos, as nossas amigas, estão lá, nem que seja numa conversa Whatsapp, para nos ajudarem, para perguntarem como estamos, para nos darem algum apoio. 

 

E isso é importante, tão importante. 

 

Eu sou um lonely wolf - eu sou daquelas pessoas que não está mal se estiver sozinha. Mas se calhar, tenho vindo a perceber, também não estou completamente bem. Porque no man is an island. E a verdade é que as amizades são importantes. E é tão bom ter pessoas com quem falar pela noite fora sobre os pequenos (ou grandes) dramas da nossa vida... É tão bom ter ter pessoas com para nos rirmos das desgraças da nossa vida, para fazermos piada sobre as nossas coisas estúpidas. É bom. 

 

Posso-me zangar. Mas se calhar, essas pessoas continuarão lá. 

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publicado às 09:12

Meia-Maratona

por Miúda Opinativa, em 27.02.17

Quando criei este blog, há pouco mais de um ano, o objetivo nunca foi partilhar acontecimentos mais pessoais da minha vida. Era, como dizia, partilhar a minha opinião, que vale o que vale, sobre assuntos genéricos.

 

Acontece que já partilhei um momento mais privado - o nascimento da Maria. E abri um precedente.

 

Se a partilha de acontecimentos da minha vida interessa a alguém? Não sei. Mas a verdade é que a minha opinião sobre temas mais genéricos também poderia não interessar e não é isso que me impede de escrever XD

 

A verdade é que eu gosto de escrever. E para mim está a ser importante escrever aqui e tenho tido vontade de escrever também sobre assuntos mais pessoais. Prometo que vou tentar não tornar isto um diário privado, mas julgo que não vou resistir a escrever sobre coisas mais "minhas".

 

Como a minha primeira Meia-Maratona. Ontem, dia 26 de Fevereiro de 2017, corri a minha primeira Meia-Maratona. E sinto-me a super-mulher.

 

É daquelas coisas que quem não corre não percebe - eu não percebia. Mas correr é das melhores coisas que podemos fazer. Mesmo a sério. Ao físico, claro, mas, sobretudo, à cabeça. Tem-me feito muito bem, tem-me ajudado a lidar com problemas, tem-me ajudado a disciplinar-me. A ter paciência. A lutar. A ultrapassar-me, a superar-me. Há 3 anos e meio, quando comecei a correr mais a sério, dizia que nunca na vida iria correr uma meia-maratona. Porque a distância é muito grande. Porque tenho um problema no joelho que, na verdade, até tornaria a corrida desaconselhada. Porque não tinha cabeça para isso - e para uma meia-maratona já é preciso ter cabeça.

 

Porque uma meia-maratona não é fácil. Bem, para mim, não foi fácil. São 21 km e eu nunca tinha corrido tantos km. O máximo que tinha corrida tinham sido 17, há duas semanas, e a verdade é que os 2 últimos km já me tinham custado bastante - mais uma vez, o importante foi mesmo a cabeça. 

 

Então, quando ontem acordei, pensei "porra, 21 km é muito tempo" e pensei "no que é que me fui meter?!".

 

E lá fui. Encontrei a minha colega de trabalho e às tantas, a adrenalina começou a descer. Aquele nervoso miudinho, o friozinho na barriga antes de uma prova desportiva (e que há anos que não sentia e do qual eu morro de saudades) apareceram. Pensei "vamos lá, diverte-te. Esse é o grande objetivo. Bem, e terminar e não morrer também, claro".

 

E lá fui. Com energia nos primeiros 10 km. Via fotógrafos e dizia adeus. Subidas custavam, mas faziam-se bem. Isto é fixe, estou bem, Cascais é lindo, o Guincho é espetacular, e o cheiro a mar? Meu Deus, este cheiro a mar... Até que dei a volta.

 

E começou a custar aos 14 km. O corpo começa a doer. A vontade de ir à casa de banho começa a ser cada vez maior. Beber água, importantíssimo, tem esse efeito colateral. E o pior é que sim, há as duas vontades de ir à casa de banho. Não acontece sempre, nem a toda a gente, mas a verdade é que o impacto da corrida põe-me os intestinos a trabalhar a toda a força. E já não sabia o que fazer. Já tinha passado a casa de banho (e também não sei se seria capaz de a utilizar, porque detesto as casas de banho portáteis).

 

A partir dos 15 km, começa a passar TUDO pela cabeça. Todas as minhas vitórias, todas as minhas derrotas. Tudo aquilo que fiz e não fiz. Aquilo que quero fazer. Pensamos nas pessoas que estão à nossa espera na meta e nas pessoas que estão atrás de nós na corrida. Mas o que passa mais pela cabeça é o desistir. Porque o corpo começa a doer. O joelho começa a apitar. O fecho da abertura das calças, nas pernas, começa a bater no calcanhar e magoa mesmo a sério. As pernas começam a pesar e a doer. A anca começa a doer. Mas vai-se continuando. Temos uma vozinha na cabeça que nos diz "abranda mas não pares. Por ti, pelos outros, continua, vai". E fica a faltar menos 1 km, e menos outro, e a partir de agora é sempre a descer. E está quase. E os corredores vão puxando uns pelos outros. Ouvi muitas vezes "força" e disse, outras tantas "não desistas!".

 

E de repente, estamos a ver a Baía de Cascais. A meta está já ali à frente. A minha colega entretanto viu-me e fez um sprint para me apanhar. Tive vontade de a abraçar.

 

E vindo sabe-se lá de onde, vem a descarga final de adrenalina. E de repente, estamos a cortar a meta. E eu, que não sou nada de chorar, tive vontade de chorar de emoção quando cruzei a meta. Apesar de estar morta, KO, ainda tive energia para saltar e ir correr ter com o meu namorado que foi ter comigo à meta. Onde é que fui buscar esta energia? Não sei.

 

Mas foi brutal. De tal forma que já estou a pensar "quando é a próxima?". Ontem dizia que estava "high on adrenaline" e acho mesmo que é isso. Uma única experiência deixou-me viciada. Quero mais. Quero sentir mais esta adrenalina.

 

Doeu, custou. Mas é espectacular.

 

Porque eu posso não conseguir fazer muitas coisas, posso ter muitos objetivos que ainda não consegui cumprir e posso ter uma cabeça cheia de macaquinhos. Mas esta objetivo consegui cumprir e aqui a minha cabeça funcionou bem.

 

Há um ano, há precisamente um ano, lixei o joelho na minha viagem a Berlim. Como resultado, tive que passar por fisioterapia, recuperação e só voltei a correr em Julho. E ter conseguido, passado um ano de ter lixado o joelho, correr uma Meia-Maratona, foi só espetacular. Porque as coisas más acontecem, mas podem sempre melhorar :)

 

 

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publicado às 11:47


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