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O Maquinista

por Miúda Opinativa, em 15.05.17

Vi, já há alguns dias, o Maquinista. Era um daqueles filmes que estava na minha lista de filmes para ver há já imenso tempo e foi no outro dia que o decidi ver.

 

Já tinha visto algumas imagens e admito: o que mais me atraía nesta filme era a transformação física que o Christian Bale sofreu para fazer o filme. O homem parecia saído de um Campo de Concentração!

 

Depois de ver o filme, percebi que não terá sido exigente apenas a nível físico. Este é daqueles filmes pesados, com uma história muito densa, com personagens complexas e que não pode ser visto se estiverem muito cansados. Mas vale muito a pena. Porque mostra-nos o quão complexo é o nosso cérebro, o quão poderosos são os mecanismos da memória (e do esquecimento). O quão poderoso pode ser um trauma. É daqueles filmes que deveria ter visto nas aulas de Psicologia do 12º ano, sinceramente.

 

E as interpretações? Bem, estão absolutamente fantásticas. O Christian Bale é um dos meus actores favoritos (impossível não ser depois de ter visto o Império do Sol) e ele não desilude. De todo. A Jennifer Jason Leigh também está muito bem. Aqueles dois fazem grandes papelões!

 

No entanto, julgo que o final era bastante previsível. Não vou falar sobre ele, não quero fazer spoiler, mas muito cedo no filme já pensava que podia ser aquilo. E foi.

 

Tirando isso... Filme muito muito bom. Vejam! ;)

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publicado às 10:00

Fragmentado

por Miúda Opinativa, em 06.04.17

Na terça-feira passada, vi o Fragmentado (ou Split, no original), de Shyamalan, com James McAvoy no principal papel. 

 

Já há algum tempo que tinha vontade de ver este filme. A personagem de James McAvoy sofre de Transtorno Dissociativo de Personalidade (uma das Psicopatologias que eu considero mais interessante) e só isso tornou o filme como "de interesse" para mim. É verdade, eu não sou de Psicologia Clínica, não sou psicóloga, mas estas coisas para mim são suficientes para me porem alerta. Se calhar, a minha ida para Psicologia não foi assim tão despropositada como às vezes eu acho. 

 

Bom, adiante.

 

De uma forma geral, gostei do filme, embora não o tenha considerado, de todo, genial. A forma como este transtorno é abordado parece-me razoável. Não entram em explicações demasiado científicas, mas permite-nos ter uma ideia de como funciona e do quão complexa esta psicopatologia é e das consequências que pode trazer. Como referi em cima, para mim é uma das psicopatologias mais interessantes. Já imaginaram? Uma pessoa ter mais do que uma personalidade e cada uma dessas personalidades ter características completamente distintas umas das outras e, por vezes, até incompatíveis. O ser humano consegue ser, de facto, fascinante.

 

O James McAvoy está simplesmente espectacular. Não é fácil interpretar, num único filme, tantas "personagens" diferentes, e ele fá-lo de forma brilhante. Aliás, acho que o melhor do filme é mesmo o James McAvoy.

Gostei, também, da forma como o filme foi realizado e da forma como intercalou a história principal com os flashbacks de uma das raparigas raptadas.

 

No entanto, não gostei do final - ou dos últimos 10 minutos, vá. Este é o realizador do Sexto Sentido, aquele filme que nos últimos minutos nos fez questionar a nossa capacidade de interpretar o mundo à nossa volta. E neste filme, isso não aconteceu. Nem era esperado, atenção, mas aquele final foi demasiado "tipicamente filme americano". Não gostei. Ainda assim, nos últimos segundos há uma referência a um outro filme deste realizador, o Protegido, que eu não apanhei (foi o meu namorado que me alertou para a coisa), mas foi giro.

 

Resumindo e baralhando: apesar deste final, gostei e sim, aconselho ;)

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publicado às 10:04

Trainspotting 2

por Miúda Opinativa, em 03.03.17

Só para ser diferente, vou falar de um filme que nada tem a ver com os Óscars, o Trainspotting 2.

 

Para ver este filme, acho importante ver (ou rever) o primeiro, o Trainspotting. Não é que o segundo não seja compreensível sem o primeiro, mas ajuda a perceber a sua verdadeira magnitude. Eu voltei a ver o primeiro antes de ver o segundo e penso que foi uma excelente ideia.

 

De uma maneira geral, gostei do filme. No entanto, e sendo óbvio que, sendo uma sequela, haverá sempre comparações entre o primeiro e o segundo, a verdade é que gostei mais do primeiro. Achei-o mais cru, mais disruptivo. Muito grunge dos anos 90, muito psicadélico, com cenas completamente twisted e muito fortes. Julgo que é um filme que só poderia ter sido feito naquela altura e talvez por isso é que eu gostei mais - porque é algo que, para mim, é completamente fora do comum, mas com uma realização de que gosto muito.

 

O Trainspotting 2 é, obviamente, um filme mais dos nossos dias, cujo final é um bocadinho claro desde o início. Tal como disse ao meu namorado, julgo que, na generalidade, é um filme sobre uma crise da meia idade (embora, claro, com especificidades muito próprias). É um filme sobre um grupo de amigos que se separa, se zanga e que se reencontra 20 anos mais tarde. Não é tão psicadélico nem tão original como o primeiro, mas traz para cima da mesa uma reflexão interessante sobre os dias de hoje, sobre o que somos hoje em dia (tenhamos sido ou não toxicodependentes). Apresenta cenas também muito fortes, emocionalmente intensas e a realização, mais uma vez, está muito interessante, com a apresentação, em simultâneo, de cenas do filme atual e do primeiro. 

 

Vale a pena ver. O ponto alto do filme? O discurso do Renton (brilhantemente interpretado pelo Ewan McGregor). Muito muito bom. E a banda sonora, claro. 

 

 

 

 

 

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publicado às 09:31

Manchester by the Sea

por Miúda Opinativa, em 13.02.17

Este ano estou um bocadinho (bastante) atrasada com os filmes nomeados para os Óscars. Embora até esteja bastante curiosa e expectante com alguns (nomeadamente, o Lion, o Hidden Figures, o Moonlight e o Fences), ainda não tive oportunidade de os ver. Há duas semanas vi o La la Land e no Sábado vi o Manchester by the Sea.

 

O filme desenrola-se em dois "momentos", o presente e o passado. Assim, conta a história de Lee Chandler, um homem que regressa à cidade natal, depois de o irmão ter morrido, para cuidar do sobrinho adolescente, ao mesmo tempo que vai apresentando imagens do passado. Nas cenas do presente, percebe-se que aconteceu algo no passado bastante grave, pelo qual Lee se sente culpado. Resumidamente, e para não correr o risco de spoilar demasiado, é isto.

 

Admito que talvez não tenha sido a melhor altura para ver este filme. Tive uma semana má, de neura, de noites mal dormidas, de cansaço acumulado e de expetativas defraudadas. Tudo isto fez com que no Sábado à tarde, altura em que vi o filme, estivesse KO. Ver o filme deitada no sofá, embrulhada numa manta e encostada ao rapaz fez com que fosse fechando, de vez em quando, os olhos. Ia ouvindo, ia percebendo a coisa, mas até a um momento chave, em que se percebe o que aconteceu no passado, não estive assim com tanta atenção. A partir daí a coisa foi melhorando, mas não estive assim tão envolvida no filme. E por isso, posso estar a ser injusta na minha "posta de pescada".

 

Não é que eu ache que o filme não seja bom. Acho que é. Acho que é um filme pesado, pesadão, mas bom. Gosto do Casei Affleck e gostei da sua interpretação. E gostei muito da intepretação de Lucas Hedges, o jovem ator que faz de sobrinho - não o conhecia, mas acho que o miúdo, se não se perder (ou se não decidir enveredar por outra carreira), tem algum futuro.

 

No entanto, achei certas cenas muito muito forçadas. Não consigo explicar bem, mas achei estranho. E achei, também, que é um filme muito longo (só pensava "ainda bem que não fomos ver ao cinema") e muito parado, por vezes. Um filme muito parado demasiado longo pode correr mal.

 

Mas, enfim, é só uma Posta de Pescada :)

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publicado às 09:51

Room

por Miúda Opinativa, em 13.03.16

Ora aqui está outro filme que também vale muito a pena. Não teve uma máquina de Marketing por trás a promovê-lo, mas é um filme muito bom. Muito bom. Já ouvi alguém - ou alguéns - dizer que uma das maiores injustiças dos Óscars deste ano foi o facto de o Jacob Trembaly, o miúdo que interpreta Jack, não ter sido nomeado. E eu... bem, eu concordo. O puto está muito bem. Muito bem mesmo. Arrisco, até, a dizer que está  melhor que o Leonardo DiCaprio no "The Revenant".

 

Tecnicamente, tenho algumas dúvidas que uma criança de 5 anos que não conheça outro mundo para além de um quarto e outras pessoas para além da Mãe tivesse aquele nível de desenvolvimento (físico, motor, psicológico, intelectual, etc.) e que a sua adaptação ao Mundo decorreria exactamente da forma que é retratada no filme. No entanto, esse é um aspeto teórico que, neste caso, acaba por ser secundário. De valorizar é, sem dúvida, a interpretação do Jacob. Estou maravilhada com o miúdo. Só espero que não se perca! 

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publicado às 11:56

Spotlight

por Miúda Opinativa, em 12.03.16

Depois de o "Spotlight" ter vencido o Óscar de melhor filme, achei que fazia todo o sentido ir vê-lo ao cinema. Foi uma boa decisão.

 

Depois de ter ganho o Óscar, a minha opinião - ou posta de pescada - pode parecer um bocado idiota. Quer dizer, se já ganhou o prémio máximo, o que é que eu posso dizer que o possa valorizar ainda mais? Mas, ainda assim, não me abstenho de comentar.

 

É um filme excelente. Pela história, pelo que nos mostra do caso de pedofilia, pelo que nos mostra do trabalho jornalístico, pelas interpretações.

 

Mas vamos por partes.

 

Pedofilia

Assim de repente, a pedofilia é, para mim, um dos piores crimes que podem ser cometidos, se não mesmo o pior. E sim, podem-me falar em perturabação mental e o camandro, mas eu não quero saber. Pedofilia é crime, é nojento, e eu tenho ideias muito pouco católicas sobre o que podia ser feito aos pedófilos. E esta opinião aumenta quando sei que a pedofilia é praticada por certos tipos de grupos de pessoas, como o Clero. São Padres, pessoas que deviam ser confiáveis, pessoas cuja importância, especialmente em certos tipos de comunidades, é fulcral. São Padres, pessoas que, para certos grupos, são os representantes de Deus, essa figura tão importante, na Terra. Como uma das vítimas dizia no filme, o facto de ter sido abusado por um Padre não signfica "só" a perda de confiança numa pessoa de carne e osso, não significa só  a vergonha, a culpa. Não significa só o nojo. Significa, também, a perda de fé. Eu não sou uma pessoa religiosa, não sou católica, não sou nada; no entanto, respeito a fé e considero-a uma das coisas mais importantes que quem a tem, tem. E tirarem essa fé, porem em causa uma crença tão importante, é terrível. Contudo, talvez não tão horrível como destruírem a inocência, violarem a intimidade, de uma criança. Pedófilos, para mim, era... Enfim, melhor não dizer.

 

Trabalho jornalístico

Eu adoro jornalismo. No Secundário segui Humanidades com o objetivo de ingressar num Curso Superior de Jornalismo. E adoro, sobretudo, jornalismo de investigação. Acho interessantíssimo todo o trabalho, toda a dedicação, que leva meia dúzia de profissionais (ou um profissional) a pegarem num assunto sério, investigarem-no e esmiuçarem-no até ao limite para levarem uma boa história, uma história interessante, com valor, à população, que merece ter conhecimento desses temas. E por isso este filme também é tão interessante - porque nos mostra esse lado do jornalismo, com todas as suas dificuldades Esse lado por vezes esquecido, ultrapassado por um "jornalismo" sensacionalista, que não se preocupa com a veracidade dos factos mas com o sangue que pode surgir.

 

Interpretações

Muito muito boas. Eu tenho uma pequena paixão platónica pelo Mark Ruffalo e acho que ele está francamente bom neste filme. Mas não é o único. Estão todos, todos, óptimos.

 

É, mesmo, um filme que vale a pena ver. É um pequeno murro no estômago, sem dúvida, mas vale muito a pena.

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publicado às 12:51

Deadpool

por Miúda Opinativa, em 19.02.16

Ontem à noite fui ver o Deadpool. Confesso que só fui ver este filme porque fui desafiada pelo meu rapaz, uma vez que apesar de gostar da temática "super-heróis", não costumo ver adaptações cinematográficas (a última que vi foi o Spider-Man. O primeiro com o Tobey Maguire. Há muito tempo, portanto). Para além disso, não conhecia, até ter visto o trailer, este super-herói (se é que o Deadpool pode ser considerado super-herói... Mas, bem, já lá vamos).

 

Bom, como disse, fui desafiada pelo rapaz e aceitei facilmente - "Vamos sim, estou a precisar de um filme descontraído, leve e com piada". E não me arrependo. Cumpriu o objetivo e, na verdade, superou as expetativas - que, confesso, não eram muito altas. Estava, de facto, à espera de um filme parvo e com alguma piada, mas não esperava muito mais e não ficaria surpreendida se, a dada altura, aquilo me começasse a cansar. Quer dizer, afinal de contas, é protagnizado pelo Ryan Reynolds, um ator que, por vezes, me irrita assim um bocadinho... Contudo, isso não aconteceu.

 

É um filme parvo, com piada, leve e descontraído. Mas é também um filme com sarcasmo, com referências a situações extra-filme, com momentos de auto-gozo e, pasme-se, o Ryan Reynolds esteve bem. Não vai ganhar nenhum Óscar com o filme, claro está, mas teve piada sem irritar. É uma história simples, com uma premissa simples (como se pretendia) e as personagens, não sendo do mais complexo que há, estavam relativamente bem construídas.

 

Não é um filme típico de super-heróis. Por um lado, a base da história não é lá muito heróica (é, antes, muito humana....) e, por outro, o Deadpool é quase um anti-herói - não vou entrar em pormenores para não spoilar. Mas é uma personagem com muita piada.

 

Não, o Deadpool não é um filme altamente complexo profundo; sim, tem piadas fáceis e algumas a roçar o ordinário e politcamente incorreto (por isso, para quem se escandaliza facilmente, se calhar não é uma boa opção). Mas a verdade é que nem todos os filmes têm que ser sérios, dramas, complexos ou profundos. E este filme, não sendo nada disso, é um filme bom, que cumpre o objetivo pretendido: um filme de "super-heróis" diferente que entretém e diverte.

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publicado às 10:41


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