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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

10
Ago17

Terapia gratuita

Miúda Opinativa

Correr é como terapia gratuita - não tenham dúvidas nenhumas disso.

 

Pode ser difícil começar e depois de começar, temos muitos dias em que não nos apetece. Em que tudo puxa para não corrermos. O vento, o frio, o cansaço físico, o sono, a vontade de ficarmos alapados no sofá ou a quantidade de tarefas nada praseirosas que temos que fazer. 

 

Mas a corrida é uma terapia. Gratuita e sem farmacológicos - o que mais podemos querer? 

 

No outro dia, soube que foi diagnosticada a uma pessoa que me é bastante próxima uma depressão. Já está a fazer psicoterapia e há cerca de 15 dias, começou a tomar anti-depressivos. As razões para essa depressão são várias, sendo que uma delas terá passado pela canalização de certos problemas para o trabalho (esta pessoa é a personificação do workaholic) e para alguns comportamentos "auto-destrutivos" (como o consumo de ganzas diário).  

 

Ao saber disto, e ao ter ficado preocupada - porque a pessoa me é mesmo bastante próxima -, comecei a pensar em mim própria. Eu também tive fases complicadas ao longo dos últimos anos. E também tive alguns comportamentos "auto-destrutivos". Tive momentos desesperantes e ideias parvas. Mas a diferença entre mim e esta pessoa é que em vez de ter canalizado os meus problemas para o trabalho (até porque, bem, muitas vezes os momentos desesperantes se relacionavam com a falta de trabalho) ou para o aumento desses comportamentos destrutivos, canalizei para o desporto. Para a natação e para a corrida. 

 

A corrida começou mais a sério há cerca de 4 anos. Tive algumas paragens, mas apercebo-me agora que me ajudou em fases um pouco mais complicadas nestes 4 anos. E a verdade é esta: em dias em que só me apetecia fugir, desaparecer, em dias em que só me apetecia chorar, em dias maus, realmente maus, ia correr - vou correr -, e apesar de a situação não se resolver, eu colocava-a em perspetiva. Há uns anos fiz uma publicação no Instagram com uma foto da minha corrida e escrevi "Às vezes, o melhor é mesmo pegar nos ténis e correr. E correr. Mesmo que não seja dia. Ganha-se perspetiva. E de bónus, bate-se o record de km percorridos numa corrida. Great! Great! Great!". Porque é isto mesmo. 

 

A corrida não faz com que os meus problemas desapareçam nem elimina completamente todos os macaquinhos. Mas ajuda. Naquela hora em que sou só eu, a "estrada" e os phones, nada me importa. E depois, sinto-me mais leve. 

 

Corram, façam desporto. Pela vossa saúde, física e mental, façam desporto - não entrem em espirais destrutivas, não se escondam atrás de ganzas nem comecem a fumar aos 30 anos. 

 

06
Jun17

Desporto

Miúda Opinativa

Eu praticamente não me lembro de mim sem fazer desporto. Entrei para a natação aos 4 anos e tirando um interregno de 1 ano, nunca mais parei de fazer desporto. E sempre gostei.

A natação sempre foi o "meu" desporto. Nunca competi oficialmente (com alguma pena minha, até porque acho que teria algum potencial), mas sempre foi o meu desporto favorito. Paralelamente, e por causa da escola, por vezes praticava outros desportos (volley, badmington, futebol, sei lá), mas a natação sempre foi uma constante na minha vida. E ainda bem, porque foi a natação que me trouxe um grupo de amigos espectacular e que se mantém até hoje (apesar de já quase nenhum de nós estar a nadar).

 

Na faculdade, comecei a frequentar o ginásio. Primeiro porque no primeiro ano deixei de poder conseguir tanto à natação (e tinha que compensar com alguma outra coisa) e depois porque fui obrigada. Tenho um problema no joelho e de forma a evitar-se operação que não ia dar em nada, foi-me aconselhado a manter o ginásio, por ser uma forma de o fortalecer. E bem, embora seja a prática desportiva de que gosto menos, reconheço a sua utilidade.

 

Mais tarde, descobri a corrida. Não foi amor à primeira vista nem aderi imediatamente assim que comecei. E tive que parar algumas vezes (por causa do joelho). Mas tornou-se o meu segundo amor. Às vezes é difícil sair de casa e ir correr. Às vezes é preciso lutar mesmo contra a cabeça. Mas vale sempre a pena. Sempre.

 

Eu costumo dizer que o desporto é uma terapia. É a minha terapia. Eu tenho uma cabeça complicada q.b. e é o desporto que me ajuda a lidar com a minha cabeça (e com os problemas que de vez em quando surgem na minha vida).

É num sprint na piscina ou na estrada que liberto a minha fúria. É em 2000m em piscina ou em 5, 10, 15km na estrada que penso sobre o que vou fazer a seguir, que me animam quando estou em baixo.

 

É na piscina e na estrada que me supero. Que sei que se ali consigo ultrapassar-me, então nos outros sítios também conseguirei. 

 

Muitas vezes penso "se consegui correr uma Meia-Maratona 1 ano depois de ter lixado o joelho (nunca estive tão perto da mesa de operações), então conseguirei fazer outras coisas".

 

Conselho: se estão em baixo, se precisam de alguma coisa nova na vossa vida... Experimentem desporto :)

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