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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

14
Mar17

Lion

Miúda Opinativa

Ontem à noite vi o Lion, um dos outros grandes filmes do ano. E este posso dizer que gostei. Senti-me um pequeno coração de pedra, porque só oiço falar de pessoas que choraram do início ao fim, e eu nem uma amostra de lágrima verti. No entanto, senti um aperto no coração, pelo que posso dizer que se calhar não sou um caso perdido e é possível que haja aqui alguma dose de sensibilidade.

 

O filme é muito bom e está muito bem interpretado. A história, verídica, é, efetivamente, angustiante. É sobre perdermo-nos, sentirmo-nos perdidos, e encontrarmo-nos. É sobre a importância do nosso passado, de sabermos quem somos, de onde viemos, quem são os nossos. É sobre a importância de conseguirmos estabelecer ligações. É sobre o amor que percebe, que compreende, que tenta ultrapassar todos os obstáculos. 

 

É curioso, porque acho impossível não nos relacionarmos, de certa forma, com o filme - embora a maioria de nós, felizmente, nunca tenha passado por nada que se assemelhe à história do filme. Mas todos nós reconhecemos a importância de sabermos quem somos e das nossas origens. E todos nós, embora de maneira diferente e por razões distintas, lutamos por sabermos quem somos. 

 

Para mim, dos três filmes que vi nomeados para os Óscars, este foi, sem dúvida, o que gostei mais (embora ainda queira dar uma segunda tentativa ao Manchester by the Sea). 

 

 

13
Fev17

Manchester by the Sea

Miúda Opinativa

Este ano estou um bocadinho (bastante) atrasada com os filmes nomeados para os Óscars. Embora até esteja bastante curiosa e expectante com alguns (nomeadamente, o Lion, o Hidden Figures, o Moonlight e o Fences), ainda não tive oportunidade de os ver. Há duas semanas vi o La la Land e no Sábado vi o Manchester by the Sea.

 

O filme desenrola-se em dois "momentos", o presente e o passado. Assim, conta a história de Lee Chandler, um homem que regressa à cidade natal, depois de o irmão ter morrido, para cuidar do sobrinho adolescente, ao mesmo tempo que vai apresentando imagens do passado. Nas cenas do presente, percebe-se que aconteceu algo no passado bastante grave, pelo qual Lee se sente culpado. Resumidamente, e para não correr o risco de spoilar demasiado, é isto.

 

Admito que talvez não tenha sido a melhor altura para ver este filme. Tive uma semana má, de neura, de noites mal dormidas, de cansaço acumulado e de expetativas defraudadas. Tudo isto fez com que no Sábado à tarde, altura em que vi o filme, estivesse KO. Ver o filme deitada no sofá, embrulhada numa manta e encostada ao rapaz fez com que fosse fechando, de vez em quando, os olhos. Ia ouvindo, ia percebendo a coisa, mas até a um momento chave, em que se percebe o que aconteceu no passado, não estive assim com tanta atenção. A partir daí a coisa foi melhorando, mas não estive assim tão envolvida no filme. E por isso, posso estar a ser injusta na minha "posta de pescada".

 

Não é que eu ache que o filme não seja bom. Acho que é. Acho que é um filme pesado, pesadão, mas bom. Gosto do Casei Affleck e gostei da sua interpretação. E gostei muito da intepretação de Lucas Hedges, o jovem ator que faz de sobrinho - não o conhecia, mas acho que o miúdo, se não se perder (ou se não decidir enveredar por outra carreira), tem algum futuro.

 

No entanto, achei certas cenas muito muito forçadas. Não consigo explicar bem, mas achei estranho. E achei, também, que é um filme muito longo (só pensava "ainda bem que não fomos ver ao cinema") e muito parado, por vezes. Um filme muito parado demasiado longo pode correr mal.

 

Mas, enfim, é só uma Posta de Pescada :)

13
Mar16

Room

Miúda Opinativa

Ora aqui está outro filme que também vale muito a pena. Não teve uma máquina de Marketing por trás a promovê-lo, mas é um filme muito bom. Muito bom. Já ouvi alguém - ou alguéns - dizer que uma das maiores injustiças dos Óscars deste ano foi o facto de o Jacob Trembaly, o miúdo que interpreta Jack, não ter sido nomeado. E eu... bem, eu concordo. O puto está muito bem. Muito bem mesmo. Arrisco, até, a dizer que está  melhor que o Leonardo DiCaprio no "The Revenant".

 

Tecnicamente, tenho algumas dúvidas que uma criança de 5 anos que não conheça outro mundo para além de um quarto e outras pessoas para além da Mãe tivesse aquele nível de desenvolvimento (físico, motor, psicológico, intelectual, etc.) e que a sua adaptação ao Mundo decorreria exactamente da forma que é retratada no filme. No entanto, esse é um aspeto teórico que, neste caso, acaba por ser secundário. De valorizar é, sem dúvida, a interpretação do Jacob. Estou maravilhada com o miúdo. Só espero que não se perca! 

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