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Sobre as chefias

por Miúda Opinativa, em 07.07.17

Eu já tive uma chefe directa terrível. Mesmo terrível. De tal forma terrível que durei naquela empresa 1 mês. 

Depois dessa experiência traumática (não estou a exagerar. A verdade, por mais que me custe a admitir, é que essa experiência deixou algumas mazelas na minha auto-estima enquanto profissional), tenho tido sorte com os meus responsáveis directos.

No meu anterior trabalho, a minha Manager era uma pessoa extremamente acessível, embora com alguns issues que dificultavam o trabalho. O próprio trabalho já tinha uma série de constrangimentos e exigências e estas características dela acabavam por tornar este trabalho ainda mais exigente. No entanto, era (e é) boa pessoa e hoje mantemos algum contacto. Deu-me uma oportunidade quando eu achava que ninguém me ia dar essa oportunidade e foi amiga, mais do que chefe, em muitas situações. E eu, bem, também fui amiga, mais do que colaboradora, em muitas outras situações.

 

Esse projecto terminou e em Maio comecei onde estou actualmente. E voltei a ter sorte com o meu chefe. Costumo dizer que tem o bom da minha anterior chefe mas sem os problemas que ela tinha. Não me considero amiga dele nem o considero meu amigo e acho que dificilmente teremos esse tipo de relação; contudo, sei que poderei contar com ele e espero, obviamente, corresponder às suas expectativas. 

 

Eu valorizo muito as minhas chefias. Acho mesmo que são fundamentais para o bom funcionamento de uma organização, para o desempenho profissional dos colaboradores e para o seu envolvimento e retenção. É algo que tem sido falado muito nos últimos tempos - a diferença entre "chefe" e "líder". Para mim, sinceramente, é indiferente o nome que lhe damos; para mim, o mais importante é que o chefe, manager, líder, whatever, seja alguém para quem possamos olhar e aprender, alguém que respeitemos e que nos respeite. Alguém que nos guie e nos oriente, que nos diga que estamos errados quando estamos errados mas que nos corrija de forma construtiva. Alguém que valorize o nosso trabalho, publicamente e em privado. 

 

E por isso, e tal como digo à minha colega, valorizo muito o nosso chefe. Porque sei que se calhar, chefes como ele são raros. Chefes que estão sempre disponíveis para nos ouvir, mesmo que seja para nos queixarmos de outras pessoas. Chefes que ouvem as nossas dúvidas e que nos ajudam a pensar na melhor solução. Não é assim tão comum.

 

Assistir (e viver) certas situações faz-nos pensar nisto da Liderança. Faz-nos pensar que não basta recebermos bem as pessoas - é importante "cuidar" delas quando elas estão na Organização. Não basta organizar eventos anuais bonitinhos - é preciso que nos restantes dias as pessoas também se sintam bem. 

 

Para mim não deixa de ser curioso como, apesar de tudo, certo tipo de pessoas continuam a ser líderes. Como apesar de todas as alterações de paradigma nas Organizações, algumas pessoas com certas características de personalidade continuam a chegar a certas posições. Provavelmente, porque se calhar são essas pessoas que não têm mais vida para além do trabalho e, portanto, se dedicam mais a essa faceta... Mas depois... Depois as coisas nem sempre correm bem. 

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publicado às 10:00


4 comentários

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De Chic'Ana a 07.07.2017 às 10:30

Ser chefia tem muito que se lhe diga... De momento a minha chefia não me encanta, também não posso dizer que é má, mas...
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De Miúda Opinativa a 09.07.2017 às 21:40

Percebo. Também já tive chefias desse género. Mas hoje, e tendo em consideração aquela terrível experiência, até essas eu valorizo ;)
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De Rita a 14.07.2017 às 01:48

Também me pergunto como é que certas pessoas conseguem chegar certas posições de chefia... Do género "como é que toda a gente vê isto e ninguém faz nada?!" E também sei o que é ficar traumatizado com chefias diretas. Afeta imenso. :/ Não foi no meu primeiro trabalho, felizmente! Mas se fosse o trauma seria de certeza muuuuito maior.
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De Miúda Opinativa a 16.07.2017 às 22:04

Em muitos casos, tem a ver com o facto de apesar de as competências sociais e de "liderança" serem 0, conseguem apresentar resultados. E isso é suficiente para muitas empresas. Noutros factos, tem a ver com sorte. É terrível, mas a sorte influencia muito mesmo.

Em relação a traumas com chefias directas... Bem, é horrível. Mas é viver para aprender. E perceber que há 1 pessoa a dizer mal, mas 5 a dizer bem ;)

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