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Opiniões e Postas de Pescada

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16
Mai17

Oslo #6 - OK. Já se sabe por onde andei. Mas e o que achei da cidade e dos locais?

Miúda Opinativa

Agora que os dias já foram descritos, é tempo de, tal como prometido, falar sobre o que achei da cidade e dos noruegueses (como é que se chamarão as pessoas que vivem em Oslo? Osloenses? XD).

 

Oslo é uma cidade muito, muito interessante.  Silenciosa, calma, extremamente organizada. Bem, se calhar, e para quem está habituado ao caos, demasiado silenciosa e demasiado calma. Essa diferença nota-se logo no aeroporto. Estão a ver o frenesim característico dos aeroportos? Esqueçam, ali não acontece. Tudo muito, muito, muito silencioso. No dia em que regressámos a Portugal, ao chegarmos ao aeroporto vimos um paramédico a correr para ir prestar assistência a alguém. E até a correr o homem era silencioso. Como? Não sei.

 

Apenas posso dizer que isso se manifestava em tudo. Nestes dias que lá estivemos, numa capital europeia, ouvimos uma buzina de um carro um única vez. E foi estranho, mesmo para nós, que estávamos lá há dois dias. Às vezes tinha que me controlar para não ser demasiado espalhafatosa. Tinha mesmo a sensação que estava a falar demasiado alto!!

 

Voltando à cidade: é, efetivamente, uma cidade extremamente organizada e limpa. Uma cidade extremamente calma, serena, silenciosa. Não se ouvem carros porque a maioria dos carros são eléctricos. Na verdade, a cidade não poderia ser diferente porque quem lá vive é assim. Muito educados, polidos. Cá em Portugal, se queremos atravessar uma passadeira, quem conduz só pára mesmo em cima; em Oslo, pelo contrário, ainda nos faltam 5 metros para chegar à passadeira e já estão a parar. É outro mundo.

 

Os noruegueses, parece-me, sabem aproveitar a vida. Não se metem na vida dos outros (as casas não têm cortinados - ninguém quer saber o que se passa na vida dos outros! No aeroporto, quando o tal paramédico estava a assistir a pessoa desmaiada, as únicas pessoas que olharam para o que se estava a passar fui eu e o meu namorado - tugas, portanto XD), vivem a sua vida tranquilamente, sem stress. Não são expansivos, de todo, o que pode tornar os relacionamentos e as novas amizades difíceis, especialmente à medida que a idade avança (de acordo com os portugueses que lá encontrámos). Mas são extremamente educados e solícitos. Não tomam a iniciativa de falar; mas se falaramos com eles, respondem perfeitamente.

 

Embora o país seja francamente frio, isso para eles não é impeditivo de saírem à rua, muito pelo contrário. Como disse, a cidade é muito bem servida de parques e aquela gente, mesmo super agasalhada, frequentava os parques. Cá, se está um bocadinho mais de frio, toca de enfiar no centro comercial e é ver os parques e as esplanadas vazios; lá, pelo contrário, o ar livre é muito bem vivido. Imensa gente a correr (e eu a sentir vergonha por mim, que se estiver aquele frio já não consigo correr por causa do joelho), as crianças nos parques infantis... É muito interessante.

 

No entanto, tendo tudo isto em consideração, não deixa de ser curioso que a venda de álcool seja bastante controlada de forma a evitar excessos do passado. Tendo tudo isto em consideração, esta tradição torna-se super irónica. Quando chegámos lá, logo no aeroporto, vimos uns miúdos vestidos com jardineiras vermelhas. Julgámos que fossem uma espécie de equipa desportiva. Mas depois, na cidade, começámos a ver mais miúdos assim. Pensámos que pudessem ser fardas para a escola e que houvesse aulas ao Sábado. Mas desconfiámos. No Domingo, ainda vimos miúdos assim... Não, podiam ser fardas, os miúdos não devem ter aulas ao Domingo! Foi só quando chegámos a Portugal é que percebemos do que se tratava ;)

 

Oslo tem uma vida diferente. Como disseram aqueles portugueses com quem almoçámos, é uma boa cidade para se viver bem. Não se enriquece mas, regra geral, vive-se bem (ainda assim, ao contrário do que estava à espera, vêem-se mendigos...). É uma boa cidade para se ter uma vida tranquila, para se trabalhar. Lá respeitam-se horários, lá a licença de maternidade vai para lá das 52 semanas... É uma outra vida, uma outra perspectiva.

 

Gostei mesmo muito da viagem. Viajar é sempre bom, sobretudo quando vamos bem acompanhados e descobrimos novas formas de viver.

 

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