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Opiniões e Postas de Pescada

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16
Jan18

"Onde começa o assédio e acaba a sedução?"

Miúda Opinativa

Assim começa este artigo de opinião de Patrícia Reis que li na semana passada que pôs no papel muitas das minhas preocupações, chamemos-lhe assim, sobre este tema. 

 

A verdade é esta: durante anos e anos e anos e anos e anos, as mulheres foram - e continuam a ser - vítimas de assédio e de discriminação. Vistas frequentemente como o elo mais fraco, somos um alvo fácil de violência, de assédio, de discriminação. E isso tem que mudar, claro. Aliás... Tem que acabar. 

 

Mas a verdade é também esta - os tempos em que vivemos acabam por ser perigosos em vários sentidos. A questão que se faz no título é fundamental: onde acaba a sedução e começa o assédio? Se um homem disser a uma mulher (ou uma mulher disser a um homem) "que bonitos olhos que tens!" isto será considerado assédio? Porque, bem vistas as coisas, ninguém pediu esse comentário e, no limite, poderá resvalar para outros comportamentos... Mas então, se pararmos de tecer comentários elogiosos, acaba-se a sedução? Não me parece que seja muito razoável. 

 

Por outro lado, também me parece que certas queixas de "assédio", pela forma como são colocadas, também são perigosas. Não para os acusados, mas para as vítimas - as daquela queixa e/ou todas as outras. A Patrícia Reis fala do caso de James Franco e de Sarah Tither-Kaplan, que acusou o actor e realizado de apenas lhe ter pago 100 USD diários para fazer cenas de nus... E a minha questão é: se a atriz não quera aceitar esse valor - que sim, é baixo -, então porque aceitou a proposta? Porque assinou contrato? Existe um cntrato que "valida" esse valor? Ou foi contratualizado outro falor e ele decidiu a posteriori pagar menos? É necessário, antes de acusar, que a situação seja explicada para que um comentario como o meu ("se não receber tão pouco, não aceitasses a proposta, ora!") não seja feito.

 

Reparem... Não estou a "culpabilizar" a vítima nem estou a dizer que não houve conduta imprópria; no entanto, penso que para que esta luta "metoo" continue a ser válida, é preciso que não perca crédito. E para não perder crédito, as acusações têm que ser fundamentadas. 

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