Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

05
Set17

O Amigo Andaluz

Miúda Opinativa

Há umas semanas, numa ida à Fnac, comprei em promoção o livro "O Amigo Andaluz", de Alexander Söderberg. Chamou-me a atenção a capa, o desconto apresentado e o facto de ser um policial sueco.

Eu gosto de policiais e como já devem ter reparado, gosto de policiais suecos. A saga Millenium, que eu já li toda, abriu as portas do estrangeiro aos escritores nórdicos e a verdade é que tenho lido histórias muito boas.

 

Este livro, no entanto, prometia algo diferente. A maioria dos policiais nórdicos que tenho lido baseiam-se numa mesma premissa: há um mistério inicial (normalmente um assassinato) e toda a história se desenvolve na resolução desse mistério. O Amigo Andaluz é algo diferente. Não existe um mistério inicial, apresentando, antes, uma história de traficantes de droga, de polícias e de pessoas "comuns" que, do nada, se encontram numa grande confusão.

 

Esta premissa pareceu-me, inicialmente, muito interessante. No entanto, no decorrer do livro, percebi que não foi muito bem concretizada. O problema até pode ter sido meu; contudo, ao ler outras críticas, percebi que muita gente sentiu o mesmo que eu.

 

A história começa bem, quase a fazer lembrar o início de um filma de acção: temos um prólogo onde há uma perseguição e não percebemos muito bem o que está a acontecer. Depois, na primeira parte, começa a história, 6 semanas antes desta perseguição.

 

E deparamo-nos com uma história de 2 cartéis de droga rivais que se atacam mutuamente e de um conjunto de polícias que mais tarde - e não tão tarde assim - vimos a descobrir que são todos corruptos.

 

O problema da história, na minha óptica, é que tem muitas personagens e muitas vezes o autor perde-se nos relatos que faz. Ficamos sem perceber muito bem o que está a acontecer e porque é que está a acontecer. Ficamos perdidos, pronto. O autor é argumentista e acho que esta forma de contar histórias resulta muito bem em filmes ou na televisão, mas não tanto em livros.

 

Por outro lado, é também visível as influências cinematográficas - más -, no final do livro. Estão a ver aqueles filmes americanos em que no fim metade do elenco é assassinado? Pois, foi mais ou menos isso que aconteceu. Não me convenceu.

 

Ainda assim, torna-se interessante ver como as personagens que à partida seriam más - os traficantes de droga - são as boas pessoas e as personagens que à partida seriam boas - os polícias - são as más pessoas. Enfim, é um bocadinho cliché - o polícia corrupto e o traficante de droga que apesar de o ser, é um fofinho e galã -, mas é sempre giro.

 

Este livro é o primeiro de uma trilogia - a Trilogia Brinkmann -, e não, não me convenceu o suficiente para comprar o segundo.

1 comentário

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D