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Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

02
Jan18

Costa Rica

Miúda Opinativa

Ano Novo, Vida Nova! 

 

Ok, as coisas não são tão simples assim, mas vamos lá fazer uma tentativa. Para tal, vou começar o ano a falar das minhas viagens do fnal do ano de 2017. E para começar, vou então falar da Costa Rica. 

 

Em primeiro lugar, porquê Costa Rica

Inicialmente, estávamos a pensar ir à Islândia em Outubro. Exacto... Tudo a ver! No entanto, no final de Março, fiquei desempregada e a incerteza de quando começaria a trabalhar e de quando poderia tirar férias fez com que esse plano tivesse que ser adiado. Em Maio comecei a trabalhar e feitas as contas, só poderia tirar férias em Novembro. Ora, ir à Islândia em Novembro signifcaria congelar várias vezes. Então tivemos que começar a pensar em alternativas e pedir sugestões. O meu irmão, que tinha feito uma viagem em 2016 pela Costa Rica e pelo Panamá, aconselhou a Costa Rica; por outro lado, um amigo do meu namorado, que também lá tinha ido este verão, também nos falou muito bem. E nós pensámos "porque não? É um sítio diferente, em Novembro a época das chuvas está a acabar, é quente... Bora". 

 

E como marcámos a viagem?

Não foi fácil. Não queríamos fazer escala nos EUA (aparentemente - não conseguimos perceber com toda a certeza - é necessário pedir um Visto mesmo para fazer escala. E isso era demasiado trabalho para ficar num aeroporto umas horas) e não queríamos fazer 2 dias de viagem. Acabámos por ir pela KLM e pela Copa Air à ida e à vinda Air France. Para irmos, fomos de Lisboa para Amsterdão, Amsterdão para Cidadade do Panamá e da Cidade do Panamá para San José. À vinda, fomos de San José para Paris e de Paris para Lisboa. 

 

E o que achei das Companhias Aéreas?

A KLM foi a melhor Companhia Aérea por que viagei. Seriously. Ok, foi a primeira vez que fiz uma viagem de longo curso, mas o atendimento deles, mesmo em terra, e cuidado com os passageiros foi simplesmente incrível. Bateu aos pontos a Air France, até nas refeições a bordo!! Eu sou uma pessoa esquisita: apesar de reconhecer que a comida que servem é quase sempre má, gosto do quão mau é (eu já disse várias vezes para me internarem). Mas a da KLM não era má. O prato que nos serviram, o snack que na verdade era uma pizza... Era tudo óptimo. E estavam SEMPRE a servir água. Nunca tive que pedir, ao contrário do que aconteceu no voo pela Air France. A Copa Air não deu para avaliar muito bem. A viagem foi francamente pequena, a comida era fraquita, mas já só queríamos chegar a San José. 

 

Então e como é que foi a viagem em si na Costa Rica? Que percurso fizemos? 

O objetivo era conhecermos o país e não ficarmos apenas num local. Então, alugámos um carro ainda em Portugal e fomos andando. 

O primeiro sítio onde estivemos foi, obviamente, San José, a capital. Dormimos lá duas noites e foi mais do que suficiente para vermos a cidade, que se visita perfeitamente num dia. A verdade é que San José, embora pitoresca (sobretudo porque foi o meu primeiro contacto com uma cidade da América Latina), não é uma cidade particularmente interessante. É uma cidade suja, com muitos drogados a ressacarem, muitos locais a tentarem enganar os gringos. Ainda assim, tem alguns edifícios bonitos e é especialmente giro ver a cidade rodeada de montanhas. 

 

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De San José, seguimos para Quepos, onde fica o Parque Nacional Manuel António. Pelo caminho, queríamos passar pelo Parque Nacional Volcan Irazu; no entanto, quando chegámos, chovia imenso e estava imenso nevoeiro, o que tornaria muito difícil ver o vulcão. Decidimos prosseguir caminho, porque não nos apeteceu pagar para não vermos nada. 

 

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Chegámos, então, a Quepos e ao Parque Manuel António. Quando chegámos, ainda tínhamos sol e ainda conseguimos ir à praia. Foi maravilhoso. Praia de água quente em Novembro. Espectacular, hein? No dia seguinte, fomos, então, ao Parque Nacional Manuel António. E a sua beleza impressionou-nos. Embora seja caro (16USD para turistas), vale mesmo a pena. Vale a pena porque é muito selvagem, muito natural. Passámos por alguns animais, havia muito verde, cascatas... É de tal forma selvagem que foi aqui que fui mordida por um guaxinim. Explicando: no parque existe uma praia que tem macaquinhos amorosos e guaxinins à solta. Tudo muito bem. Achei-os mesmo fofinhos, eu estava no ambiente deles e tinha e nem me meti muito com eles (não fui daquelas turistas que se põe mesmo ao pé deles para tirar selfies). Então como é que ele me mordeu? Eu estava deitada na praia e tinha a minha mochila ao pé de mim. Dentro da mochila tinha comida e eles cheiraram-na. Então, decidiram tentar assaltar-me a mochila. Não gostei, ah ah, e fui tirar-lhe a mochila. E foi aí que o guaxinim decidiu morder-me! Admito: foi o maior FODA-SE da minha vida. Lavei com água, pus o meu álcool em gel com que ando sempre paniquei um pouco. Iria infectar? Teria que me preocupar com raiva? Um dos guias disse-me para não me preocupar, porque os guaxinins são limpos e tal. Pronto, moving on... Saímos do Parque e fomos até uma farmácia para ver o que eles me diziam. Deram-me uma tomada, disseram-me para não me preocupar e pronto... Tudo bem. 

 

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De Quepos, o objectivo era irmos até outro Parque Nacional, o Corcovado, na Península de Osa. No entanto, não passou disso mesmo - objectivo, mas sem concretização. Explicando: para chegarmos a esse parque, era necessário passarmos por uma estrada de cerca de 40km toda toda toda esburacada e que era atravessada por rios. Acontece que o nosso carro era um carrinho que não aguentava aquilo. Então tivemos que voltar para trás e ficar num outro hotel. Foi mais uma aventura naquele dia!

 No dia seguinte, decidimos então voltar para Quepos - tínhamos gostado daquela zona (apesar de a zona do Parque ser praticamente toda para americanos) e pareceu-nos que seria um bom sítio para descansarmos. E de facto foi. Pelo caminho, e como íamos com mais calma, fizemos algumas paragens... 

 

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Depois, fomos então para o destino seguinte: La Fortuna, para irmos a Parque Nacional Vulcão Arenal. Tínhamos como objectivo ficar aqui 2 noites, mas percebemos que se calhar não se justificaria. E, de facto, um dia chegou para irmos ao Parque Nacional que, sinceramente, e depois do Parque Nacional Manuel António, deixou um pouco a desejar. Mas apesar da chuva - até aqui apanhámos chuva todos os dias -, também foi bonito. 

 

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De la Fortuna, seguimos então para aquele que foi o nosso último destino - a Playa Sámara, na Penínsua Nicoya. No caminho, decidimos passar pela Cascata Llanos de Cortez, em Liberia, que, ao contrário da Cascata La Fortuna, não tinha um preço de entrada. Apenas pagávamos aquilo que achássemos que fazia sentido, sendo que, supostamente, esse valor revertia para as populações locais. 

 

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Em Sámara aproveitámos para, de facto, descansar. É uma vila super tranquila, com um ambiente verdadeiramente calmo. Era, na verdade, aquilo que eu precisava (mais do que o meu namorado) - um sítio para só descansar. Para parar. Foram dias em que nos movíamos entre o hotel, a praia, o bar para ver o por-do-sol e o restaurante para jantar. Foram dias de descanso, simplesmente. O meu namorado, surfista, ainda alugou prancha duas vezes e fomos para uma outra praia, a Playa Camaronal, mais selvagem e com ondas mais surfáveis.  

 

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No último dia, ainda vimos o nascer do sol, aproveitámos, almoçámos com calma e voltámos para San José, para o aeroporto, para regressarmos a Portugal. 

 

Como é que alugámos o carro?

Decidimos alugar o carro ainda em Portugal. E após uma pesquisa na internet, decidimos optar pela empresa Alamos, uma vez que nos pareceu ter a melhor relação qualidade-preço. 

 

Onde dormimos? Como é que reservámos os hóteis?

O meu namorado e eu somos muito parecidos numas coisas, mas muito diferentes noutras. Por ele, não tínhamos reservado nada e por mim, deveríamos ter reservado tudo. Optámos por um meio termo e quando saímos de Lisboa, tínhamos reservado o Hostel em San José (Costa Rica Backpackers), o Hotel em Manuel António (Hotel Coco Beach) e no Corcovado (Lookout Rain Forest) pelo Booking. O que é que podemos dizer... Os dois primeiros não foram espectaculares mas também não foram maus. Foram razoáveis, sobretudo tend em consideração aquilo que pagámos e a utilização que fizemos deles. Como acabámos por não conseguir chegar ao terceiro, não posso opinar. No entanto, reencaminharam-nos para um outro hotel deles, a Casa Esmeralda, que foi óptimo. Não consigo encontrar a página WEB, mas era um boutique hotel, com uma senhora amorosa que tratou mesmo bem de nós. Deve ter percebido pelo nosso ar que estávamos mesmo a precisar. Em La Fortuna, reservamos o hostel pelo Hostelworld no La Choza Inn. Foi o hostel mais barato onde ficámos, com a qualidade mais duvidosa, mas com o melhor pequeno-almoço. No último destino, na Playa Sámara, ficámos na Casa Amarilla, também reservado na Booking. Gostámos imenso: foi o sítio mais confortável, melhor arranjado e com melhor atendimento onde ficámos. Era minúsculo, o que nos deu a sensação de estarmos em casa. 

 

Então e qual é a impressão da Costa Rica?

Costa Rica é um país lindíssimo. Muito verde, muito selvagem, muito puro. Apesar de ter um turismo muito direccionado para os americanos (à semelhança do que acontece com Portugal, que tem um turismo muito direccionado para os ingleses), consegue manter-se, penso, muito fiel a si próprio. Pelo menos nas zonas em que passámos. No entanto, ouvimos dizer que isto não acontece em todo o lado. Tínhamos pensado, por exemplo, em ir para Tamarino, mas disseram-nos que aí era uma grande confusão, tendo-nos aconselhado a irmos para Sámara.

Costa Rica tem um lema - Pura Vida -, e isso sente-se muito. É também um país que não tem exército: se alguém os atacar, os EUA vão lá defendê-los. Fiquei com a impressão que é um país onde se vive bem, onde as pessoas são felizes. 

 

Eu não estava no meu melhor, admito, o que fez com que não tivesse conseguido aproveitar a viagem a 100%. Como? Se eu fui lá a conselho do meu irmão e depois nem sequer lhe consegui contar que tinha sido mordida por um guaxinim? No entanto, apesar do meu breakdown no Arenal, apesar da mordida do guaxinim, apesar de o nosso carro não ter conseguido chegar ao Corcovado (fica o conselho... Antes de alugarem um carro, vejam por onde vão andar e se andarem por sítios mais estranhos, optem por um 4X4), valeu verdadeiramente a pena. 

 

E já estou com saudades. 

 

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