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Opiniões e Postas de Pescada

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12
Jan18

As Redes Sociais são o que fazemos delas

Miúda Opinativa

As Redes Sociais fazem cada vez mais parte do nosso dia-a-dia e são frequentemente criticadas. Porque são um perigo, porque viciam as pessoas, porque impedem as pessoas de realmente viverem, de realmente se relacionarem. Eu própria critico e eu própria sou vítima dos malefícios das Redes. Quantas vezes não me fui deitar com o objetivo de ainda ler um pouco e acabo a vegetar no telemóvel a passear entre o Instagram e o Facebook? Quantas vezes não estou a ver séries e acabo por me dispersar no WhatsApp, no Facebook, no Instagram? 

 

No entanto, julgo que a culpa não é das Redes Sociais por si só. Porque as Redes Sociais são aquilo que fazemos delas. 

 

Há uns anos, no 9º ano, eu tinha uma colega de turma cuja mãe dava apoio psicopedgagógico a um rapaz pouco mais velho que nós. Nunca estive com ele, mas a minha colega acabou por ficar amiga do rapaz e por vezes, em chats de grupo no MSN (pausa para inspirar e expirar pela velhice), falávamos todos. 

 

Damos um salto no tempo e chegamos a algures 2008 / 2009, quando o Facebook começou a ser mais utilizado em Portugal. Na altura, criei o meu perfil numa daquelas noites em que ficava a pastelar mas não liguei muito à coisa. Se bem se recordam, quando se criam os perfis no Facebook é enviado um pedido de amizade a todos os e-mails da nossa lista de contactos. Assim, esse rapaz e eu, aquando a criação do meu perfil (ou do dele, já não me recordo), acabámos por ficar conectados, embora nunca tenhamos falado pessoalmente nem nunca tenhamos interagido no Facebook.

 

Novo salto no tempo e chegamos a 2016. Há uns meses, o dito rapaz, agora um adulto, colocou um anúncio no Facebook em que procurava cozinheiros, empregados de mesa, etc. O rapaz, agora um adulto, estava a abrir um restaurante e procurava colaboradores para lá trabalharem. Ora, um antigo colega de natação da minha irmã, cuja mãe acabou por se tornar muito amiga da minha mãe, tirou o curso profissional de cozinheiro e andava à procura de trabalho. Vai daí que partilhei o anúncio com a minha mãe que falou dele à amiga que, por sua vez, falou ao filho. 

 

O filho foi ao processo e acabou por ser seleccionado, estando agora super-satisfeito. 

 

E é isto: eu nunca conheci o rapaz, nunca falei com ele pessoalmente mas o Facebook acabou por, de certa forma, nos ligar. E é óbvio que a vida dele pouco me interessa; no entanto, foi o facto de o ter na minha lista de contactos que fez com que tivesse conhecimento da vaga.

 

Sim, as redes sociais podem prejudicar-nos, podem viciar-nos, podem ser terríveis em vários aspectos. No entanto, as redes sociais também têm o poder de ligar pessoas, de as reaproximar. Já aqui contei que foi graças ao Facebook que reencontrei o meu namorado, 11 anos depois de nos termos conhecido. E a minha mãe, que voltou a ter contacto regular com o primo que foi para os EUA em criança? 

 

Nem tudo tem que ser mau e somos nós que temos que decidir como queremos usar o Facebook ou o Instagram ou qualquer outra rede social. 

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