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Contagem Decrescente - Ken Follett

por Miúda Opinativa, em 18.06.16

O Ken Follett é o autor de três dos meus livros favoritos de sempre. A Trilogia "O Século". São três livros que, embora com algumas - pequenas - limitações, são muito muito muito bons. E que apesar das quase 1000 páginas cada, se lêem sem se dar por isso.

 

Li outros livros deste autor e apesar de nenhum deles ser tão bom como qualquer um daquela Trilogia, considerei-os sempre muito bons. Especialmente o "Estilete Assassino".

 

Há umas semanas, aborrecida com algumas situações, resolvi optar pela minha terapia de compras de livros. Queria um livro interessante, que me prendesse. E dei de caras com este. E teve que ser este. Ken Follett, Guerra Fria, Espiões... Tinha tudo para ser um livro bom, muito bom. Só que não (ou, como se diz agora, #sqn).

 

O melhor do livro é, sem dúvida, a premissa que está na base da história:

 

"1958: A Guerra Fria está no auge, os Soviéticos ultrapassam os Americanos nos primeiros passos da corrida para a conquista do espaço. Claude Lucas acorda, uma manhã, na Union State de Washington. Vestido com roupas de vagabundo, está afectado por uma amnésia que o impede de se recordar, entre outras coisas, do seu estatuto profissional. Acontece que ele é uma personagem central do próximo lançamento do Explorer I, um foguetão do exército dos EUA. Anthony Carroll, agente da CIA e velho amigo de Lucas, anda a seguir o caso. E convém-lhe que a amnésia não passe tão depressa..."

 

Isto é interessante, certo? O que é que raio aconteceu ao Lucas? Quem é o Lucas? É um espião soviético? É um americano "fiel" ao seu país? O que é que aconteceu? A verdade é que passadas as primeiras páginas - as mais interessantes -, rapidamente se percebe quem é quem e qual o seu papel na história. Porque, infelizmente, este livro está cheio de lugares-comuns, personagens previsíveis e sem grande profundidade. Chegamos lá rapidamente, não é preciso ser-se um Sherlock Holmes.

 

Como se a previsibilidade não fosse suficiente, temos, ainda, a componente romântica do livro. Não que eu me orgulhe disso, mas nos meus 16 anos consumi alguns livros do Nicholas Sparks. E porque é que essa informação é importante para esta opinião? Porque a componente romântica do livro me fez lembrar - e muito -, os livros do Nicholas Sparks. E perdoem-me os fãs desse autor, mas isso não é um elogio. Cenas de amor forçadas, diálogos descabidos, clichés ridículos. É assim que se desenrola o "amor" neste livro. Uma pirosada desnecessária, portanto.

 

É um livro que tinha tudo para ser interessante, mas que se perdeu, completamente, no caminho. Diálogos forçados, história mal interligada, sempre a achar-se "mas, mas... Não era isto!".

 

De interessante tem o facto de se desenrolar em dois momentos: 1941, quando as personagens eram estudantes universitários e os EUA entraram na II Grande Guerra (o que me faz lembrar de um dos episódios mais idiotas e descabidos do livro...) e 1958, em plena Guerra Fria. De resto... Foi uma desilusão.

 

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publicado às 11:51

Daqui a nada

por Miúda Opinativa, em 08.05.16

Acabei de ler, ontem de manhã, o Daqui a nada, de Rodrigo Guedes de Carvalho.

 

Foi depois de o ler que soube que este é o primeiro romance do autor, escrito com 20 anos. E ao perceber isto fiquei "Wait.. What?" Como é que alguém com 20 anos consegue escrever daquela forma? Como é que alguém, com 20 anos, consegue imprimir tamanha profundidade às palavras, às freases, aos parágrafos?

 

É um livro que fala de relações falhadas, de promessas por cumprir, de sonhos e vidas desfeitas. De esperança e de desesperança. De vida. E de morte. De desaparecimento. De apagamento. 

 

Gostei. Não foi um livro fácil de ler. Pela escrita, pela forma como está construído (e desconstruído), pela minha vida nas duas últimas semanas. Mas gostei. Pela profundidade e pela reflexão que me permitiu.

 

Dei-lhe 4 estrelas no Goodreads.

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publicado às 22:40

A Sobrevivente

por Miúda Opinativa, em 01.05.16

Depois da frustração que foram as "Raparigas Cintilantes", fui para "A Sobrevivente", de Lisa Gardner. Fui sem quaisquer expectativas - ok, a sinopse parecia interessante, mas a das "Raparigas Cintilantes" também parecia e foi o que foi. Não fui ao Goodreads, não pesquisei na internet, não nada. Tinha o livro cá em casa, pareceu-me uma boa opção e lá fui eu.

 

E aconteceu-me uma coisa que não acontecia há muito tempo. Li o livro no fim-de-semana passado, em 2 dias. Foram dois dias socialmente preguiçosos, em que nem o bom tempo não me fez sair de casa. Mas a verdade é que o livro me prendeu. Muito. A história segue rápida, as personagens são interessantes e vão sendo construídas e reveladas ao longo da narrativa. Admito que percebi (ou desconfiei) quem era o assassino talvez cedo de mais, o que poderia tirar algum interesse à escola. Mas, no meu caso, o facto de desconfiar faz-me ficar ainda mais interessada, para perceber se sou tãp inteligente quanto penso ser - muah, muah, muah!

 

Não é, claro, um livro muito profundo e que nos faz pensar no sentido da vida. Não é um livro com uma escrita complexa nem com uma narrativa desconstruída. Não; é um livro cuja leitura foi rápida e fácil. Mas prende. Descobri, mais tarde, que afinal este livro faz parte de uma série - Série Detective D. D. Warren -, e a verdade é que fiquei com alguma curiosidade de ler os outros.

 

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publicado às 20:23

As Raparigas Cintilantes

por Miúda Opinativa, em 24.04.16

Acabei de ler, há uns dias, o livro "As Raparigas Cintilantes", de Lauren Beukes. E estão a ver aquela situação em que têm óptimos ingredientes para fazer um prato espectacular mas, somehow, o cozinheiro acaba por estragar tudo? Foi mais ou menos isso que aconteceu.

 

Ingredientes:

Temos um serial killer viajante no tempo que tem uma lista de raparigas para matar. Temos uma sobrevivente desse serial killer, estudante de jornalismo, que resolve iniciar uma investigação para descobrir quem a tinha tentado matar e que vai contar com a ajuda do chefe dela, também jornalista e com um passado ligeiramente conturbado.

 

Tem bons ingredientes, certo?

 

Pois. Mas a Lauren Beukes não conseguiu concretizar. Engonhou, a investigação não seguiu uma linha tão interessante como poderia ter seguido, o chefe apaixonou-se pela sobrevivente e desenvolveram ali uma quase relação de romance de revista, o serial killer não tinha grande profundidade... Eu sei lá. Podia ter sido muito bom, mas foi só "ehhhhh".

 

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publicado às 22:00


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