Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Opiniões e Postas de Pescada

Opiniões e Postas de Pescada

07
Nov17

Web Summit (e o Metro)

Miúda Opinativa

Não tenho muito a dizer sobre o Web Summit. Se acho uma coisa gira? Acho. Se teria curiosidade de lá estar? Sem dúvida! (Sou uma pseudo-geek!). Se acho que parece uma daquelas festas onde muitas pessoas querem ir só para pertencerem ao grupo dos fixes? Sem dúvida!

 

Ainda assim, acho interessante que Lisboa acolha um evento destes. Portugal e Lisboa estão na moda e apesar de tudo, não acho que isso seja mau (como já disse, só acho mau não conseguirmos ser sustentáveis no crescimento). Assim, acho que este evento pode trazer coisas boas ao país. 

 

No entanto, admito que estava com bastante receio do que iria acontecer ao Metro e ontem até vim de carro para o trabalho. Hoje, depois de me terem dito que ontem a coisa estava tranquila, optei por vir de transportes (mas mais cedo do que habitual). E a coisa manteve-se tranquila. Ainda bem. Contudo, observei uma coisa "engraçada" (que não tem graça nenhuma: às 8 da manhã, na Alameda, no sentido de S. Sebastião, o metro tinha um tempo de espera de 8 minutos e 40 segundos. E é este tipo de coisas que me tira do sério: como é que em plena hora de ponta o metro dá este tempo de espera? E dizem eles que nestes dias estão a reforçar... Tudo bem que é no sentido contrário ao Oriente, mas ainda assim... Não se percebe. 

 

Não percebo como é que o Metro faz isto. Não percebo. Enerva-me. Pagamos por um serviço (e pagamos muito) e o serviço está cada vez pior. 

 

E entristece-me perceber que isto me faz ter vontade de mudar de trabalho para um sítio beeeem mais perto de casa...  

06
Nov17

De volta

Miúda Opinativa

Pois é, há uma semana escrevi o meu último post e num abrir e piscar de olhos (esta expressão tem o seu quê de interessante*), estou de volta. 

Nestes dias, estive em Bratislava e em Viena e por Portugal - e pelo mundo -, a vida foi correndo. Tivemos seguranças do Urban a agredir pessoas (nada de novo), tivemos um tiroteio nos EUA (nada de novo) e surtos de Legionella no Hospital S. Francisco Xavier (nada de novo). Vistas bem as coisas, continua tudo mais ou menos igual. 

 

A viagem correu bem. Bratislava é uma cidade pequena que se vê bem num fim-de-semana (apesar de ainda se demorar algum tempo a lá chegar, o que pode inviabilizar a visita num único fim-de-semana) e Viena é deslumbrande. Adorei. 

 

Nos próximos dias, gostava de conseguir dar a minha opinião e posta de pescada sobre ambas as cidades e até fazer algo do género do que fiz quando fui a Oslo em Abril. No entanto, quando fui a Oslo estava desempregada e tinha tempo; agora não estou desempregada e tempo é coisa que me falta. 

 

Mas vou tentar fazer uma boa descrição dos sítios onde fui e dar a minha opinião. Não prometo nada, mas vou tentar :) 

 

E entretanto é ir preparando a próxima viagem, as minhas tão desejadas "férias grandes". No dia 18 de Novembro o meu namorado e eu vamos para a Costa Rica e vamos lá ficar 12 dias. Excitada eu? Nada! 

 

*acabei de ter uma ideia para uma nova rúbrica do blog - desconstruir e fazer a minha interpretação de expressões idiomáticas. O que acham?

30
Out17

Até à próxima semana!

Miúda Opinativa

Não tenho sido muito presente neste blog, não tenho escrito com a mairo das frequências, nem tampouco tenho comentado os vossos blogs. Por isso, não vai fazer assim grande diferença. Mas despeço-me até à próxima semana: amanhã saio este nosso Outono atípico e vou para o frio do centro da Europa. Vai ser uma aventura (primeira vez que os meus pais vão ficar instalados num Airbnb, ah ah), mas espero que nos faça bem a todos, que bem estamos a precisar.

 

Até à próxima semana :)

 

unnamed.jpg

 

26
Out17

Da atualização IOS (e sobre smart phones em geral)

Miúda Opinativa

Às vezes, tenho vontade de voltar às origens. De ter um telemóvel não inteligente (e às vezes, de nem sequer ter um telemóvel). Sei que não preciso de um iPhone para sobreviver, mas irrita-me a "dependência" de redes sociais e de aplicações. E falo da minha dependência, não da dependência de outros. Não sendo a pessoa que mais partilha a sua vida nas redes sociais (utilizo o Facebook essencialmente para ver coisas que os outros publicam e uso o Instagram para colocar fotografias de coisas que vejo, livros e pouco mais - são raras as fotos minhas que estão lá), admito que muitas vezes as utiliza como escape da sua vida. Não tenho nada para fazer e vou ao Facebook e ao Instagram e depois volto ao Facebook. É um bocado triste. 

 

Mas não era sobre isto que queria falar (apesar de se relacionar). Tenho um iPhone 6S, comprado em Maio de 2016, e fiz há uns dias a atualização do sistema operativo. E digamos que aquilo não fez bem ao telemóvel. Às vezes bloqueia, a bateria dura ainda menos tempo, as notificações às vezes aparecem de uma maneira completamente estranha... Enfim, não foi fixe. Ora, o meu iPhone, embora não seja o modelo mais recente, não se pode dizer que seja velho. Tem 1 ano e 5 meses. Isto não é um telemóvel velho. Então, porque raio é que a nova atualização fica assim? Ou isto também acontece no 7? (Suponho que o 8 - é 8? - e o X já venham com esta atualização, por isso nem sequer pergunto). 

 

É algo que me aborrece. Aborrece-me gastar centenas de euros num telemóvel e após 2 anos ele começar a ficar obsoleto, com 3 anos estar cada vez mais lento e com 4 estar encostado às boxes.

 

Por isso, tenho vontade de voltar aos antigos telemóveis. Que não têm atualizações de software que os tornam obsoletos. E que não fazem com que esteja sempre ligada. 

25
Out17

Viena

Miúda Opinativa

Amiguinhos,

 

Na próxima semana, vou para aquela que será a primeira das 3 viagens que tenho até ao final do ano. Nem tudo é mau!

 

No dia 31, vou para Bratislava, onde a minha irmã está a fazer Erasmus, com os meus pais e no dia 2 de Novembro vamos todos para Viena. 

 

Estive 1 dia em Bratislava e a minha irmã está lá a viver há 1 mês e meio, por isso não preciso de grandes dicas. Mas para Viena sim, preciso... Tenho um roteiro feito pelo Visit a City, mas queria saber mais opiniões - que sítios é que não posso mesmo mesmo perder? Que sítios aconselham para uma pessoa como o meu pai, algo tradicional, comer sem ter que deixar lá um rim? 

 

Digam-me coisas :)

24
Out17

"Vamos indo"

Miúda Opinativa

Esta expressão, tão portuguesa, sempre me irritou. Irritava-me porque apesar de saber que as coisas nem sempre são branco ou preto, enervava-me este meio termo. Dava-me sempre a sensação que a indecisão era reflexo de um "bem, não vou dizer que as coisas estão bem porque nunca se sabe" ou de um pessimismo fingido. Enfim, não sei bem porquê, mas nunca gostei desta expressão.

 

Mas como é que dizem? Não cuspas para o ar...

 

Hoje, quando quem me conhece e sabe o que aconteceu em Setembro me pergunta "como é que estás?", eu digo "vamos indo". E hoje, arrogante numas coisas mas humilde noutras, percebo o porquê de se usar esta expressão.

 

Porque é possível estar "bem" mas, na verdade, não se estar. Porque é possível rirmo-nos, trabalharmos, sermos relativamente funcionais, estarmos com outras pessoas e estarmos a levar a vida para a frente mas, ainda assim, não estarmos realmente bem. Em que estamos na nossa vida de sempre e de repente nos lembramos do que aconteceu e daquilo que nunca vai acontecer. Nos lembramos da dor e do sofrimento e nos apercebemos que apesar de já nos rirmos, de já trabalharmos, de já sermos relativamente funcionais, de estarmos com outras pessoas e de estarmos a levar a vida para a frente, as coisas nunca mais serão as mesmas.

 

E que o nunca mais é para sempre. E isso custa, dói, revolta.

 

Por isso, "vou indo". É uma expressão parva e irritante, mas "vou indo". Ando para a frente, mas mal. Porque me tiraram um bocadinho de chão - e como se anda em passo decidido quando o chão em que andamos é incerto?

23
Out17

Sobre o Acórdão do Tribunal da Relação do Porto

Miúda Opinativa

Há uns bons anos (diria que eu teria uns 9/10 anos, portanto há pouco menos de 20 anos), a Globo produziu uma novela chamada Torre de Babel. Para quem não sabe - ou não se lembra -, a novela começava com um assassínio: a personagem do Tony Ramos, após ter encontrado a mulher a traí-lo, matou-a (julgo que com uma pá). Como consequência, a personagem do Tony Ramos é julgado e condenado 20 anos de prisão, onde tem tempo para planear a vingança contra a pessoa que testemunhou contra ele - o dono do centro comercial que entretanto viria a ser construído que se chamaria Torre de Babel.

 

E o que é que isto interessa? Não, não estou a aqui a dar espectáculo com a minha memória extremamente apurada (que às vezes é uma bênção mas noutras é uma maldição. Ou então, como no presente caso, é só um freak show XD).

 

Mas tendo visto a notícia do Acórdão do Tribunal da Relação do Porto, não consigo deixar de pensar que bem, se a personagem do Tony Ramos tivesse sido julgada por este juíz, então aquela novela não tinha acontecido...

 

Enfim, não vou dizer nada que não se tenha dito já, mas choca-me como é que em 2017, em Portugal, alguém tem a capacidade de dizer estas barbaridades. Não percebo. Simplesmente não percebo.

20
Out17

História de quem vai e de quem fica | História da Menina Perdida

Miúda Opinativa

Imediatamente antes da "loucura de Setembro", terminei o terceiro livro da série "A Amiga Genial", de Elena Ferrante, a "História de quem vai e de quem fica". Na altura, acabei por não escrever nada aqui sobre o livro e, entretanto, terminei o último livro, a "História da Menina Perdida".

 

Então, e apesar da minha falta de inspiração para posts, decidi escrever agora sobre os dois. E o que há para dizer? Gostei bastante de ambos. Aliás, na verdade, gostei bastante de todos os livros.

 

Destes dois últimos, acho que destaco a relevância que a autora deu às alterações políticas e sobretudo sociais ocorridas a partir dos anos 70 não só em Itália como, na verdade, em todo o Mundo. Sobretudo a alteração do papel da Mulher e, claro, a sua emancipação. Sendo toda eu pelos direitos das mulheres e pela possibilidade, caso assim o desejem, de lutarem contra cânones e contra o que "é suposto fazerem", gostei muito da relevância que se deu a esta "área" nestes dois últimos volumes (e não vou entrar em mais pormenores para não spoilar).

 

Por outro lado, seria impossível não falar bem da escrita. É uma tradução, claro, e por isso não posso dizer com toda a certeza se o livro está ou não bem escrito; no entanto, pela tradução, diria que sim. Gosto muito deste estilo de escrita.

 

Em relação à história em sim, e a estes 4 volumes, só posso dizer que é verdadeiramente interessante. E que toca naquele ponto de sempre - certas decisões têm uma influência gigante na vida das pessoas, mesmo que se ache que não. E sim, todos nós podemos ser aquilo que quisermos; no entanto, às vezes, para além do nosso trabalho, é também preciso que haja oportunidade.

 

Aconselho, a sério  que sim, a leitura dos 4 volumes.

19
Out17

Girls

Miúda Opinativa

Na semana passada, acabei de ver a última temporada da série Girls. Ao contrário daquilo que o nome poderá dar a entender, não é uma série "girly". Muuuuito pelo contrário. Sim, anda à volta de um grupo de amigas na casa dos 20 anos, mas não nos mostra uma história cor-de-rosa. Pelo contrário, mostra-nos uma história - várias histórias - bastante crua.

 

Durante estas 6 temporadas, os sentimentos em relação à série foram vários. Alturas houve em que gostei bastante - porque caraças, conseguem recriar muitos dos desafios polos quais jovens na casa dos 20 passam -, mas houve alturas em que pensei "ok, agora estão a exagerar".

 

Reparem: não acho que exagerem nos dramas - sei lá se as pessoas passam ou não por aquele tipo de dramas -, mas às vezes, não sei muito bem porquê, achava too much. Talvez tenha sido a minha veia mais conservadora - se calhar todos temos uma -, mas achava too much. E a personagem principal irritava-me frequentemente. E bem, outras personagens também.

 

Ainda assim, gostei bastante e aconselho. Porque, lá está, é impossível não nos relacionarmos com algumas - muitas - daquelas situações. Com a dificuldade que é encontrarmos a nossa vocação profissional (e um trabalho, já agora), com os desencontros amorosos, com as mudanças e "re-mudanças" e "re-re-mudanças" de vida. Com o sofrimento. Com a sensação de "grow up apart" - quando, de repente, deixamos de nos identificar com as nossas amigas e pensamos "então mas afinal o que é que nos une?". Com a sensação de reinvenção.

 

E bem... Com o sentimento que se calhar, aguentamos mesmo tudo. Mesmo quando tal parece impossível.

18
Out17

Running in circles*

Miúda Opinativa

Às vezes, acho que é só isto. Ando em círculos: saio do lugar, mas volto sempre ao início.

Volto a um início confuso. Volto a um início onde, apesar de ter apenas uma direção - seguir em frente -, não sei para onde ir, onde me sinto perdida. Onde o desespero é maior que a esperança. Onde a revolta é maior que a compreensão. Onde a tristeza, o sentimento que me tiraram uma das partes mais importantes de mim, é mais forte que tudo. Porque, no fim, tudo se resume a isso. Tiraram-me uma das partes mais importantes de mim - não uma das mais presentes, mas uma das mais importantes.

 

E apesar de agora ser inevitável continuar, não sei como o fazer. Como continuar quando estamos sem chão? Como ter paciência, como voltar a rir realmente, como continuar a viver realmente quando nos morre um pedaço de coração?

 

Como acordar para ir para o trabalho e não ter vontade de mandar tudo à merda e ficar debaixo do cobertor, onde podemos continuar a dormir e onde conseguimos não pensar?

 

Como?

 

*À falta de psicólogo e de tempo para exercício, recorro ao outro tipo de terapia que conheço: escrever. E escrever assim em público, embora apenas em parte porque estou anónima, já faz parte da terapia..

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D