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Desporto

por Miúda Opinativa, em 06.06.17

Eu praticamente não me lembro de mim sem fazer desporto. Entrei para a natação aos 4 anos e tirando um interregno de 1 ano, nunca mais parei de fazer desporto. E sempre gostei.

A natação sempre foi o "meu" desporto. Nunca competi oficialmente (com alguma pena minha, até porque acho que teria algum potencial), mas sempre foi o meu desporto favorito. Paralelamente, e por causa da escola, por vezes praticava outros desportos (volley, badmington, futebol, sei lá), mas a natação sempre foi uma constante na minha vida. E ainda bem, porque foi a natação que me trouxe um grupo de amigos espectacular e que se mantém até hoje (apesar de já quase nenhum de nós estar a nadar).

 

Na faculdade, comecei a frequentar o ginásio. Primeiro porque no primeiro ano deixei de poder conseguir tanto à natação (e tinha que compensar com alguma outra coisa) e depois porque fui obrigada. Tenho um problema no joelho e de forma a evitar-se operação que não ia dar em nada, foi-me aconselhado a manter o ginásio, por ser uma forma de o fortalecer. E bem, embora seja a prática desportiva de que gosto menos, reconheço a sua utilidade.

 

Mais tarde, descobri a corrida. Não foi amor à primeira vista nem aderi imediatamente assim que comecei. E tive que parar algumas vezes (por causa do joelho). Mas tornou-se o meu segundo amor. Às vezes é difícil sair de casa e ir correr. Às vezes é preciso lutar mesmo contra a cabeça. Mas vale sempre a pena. Sempre.

 

Eu costumo dizer que o desporto é uma terapia. É a minha terapia. Eu tenho uma cabeça complicada q.b. e é o desporto que me ajuda a lidar com a minha cabeça (e com os problemas que de vez em quando surgem na minha vida).

É num sprint na piscina ou na estrada que liberto a minha fúria. É em 2000m em piscina ou em 5, 10, 15km na estrada que penso sobre o que vou fazer a seguir, que me animam quando estou em baixo.

 

É na piscina e na estrada que me supero. Que sei que se ali consigo ultrapassar-me, então nos outros sítios também conseguirei. 

 

Muitas vezes penso "se consegui correr uma Meia-Maratona 1 ano depois de ter lixado o joelho (nunca estive tão perto da mesa de operações), então conseguirei fazer outras coisas".

 

Conselho: se estão em baixo, se precisam de alguma coisa nova na vossa vida... Experimentem desporto :)

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Keep Calm and Carry On

por Miúda Opinativa, em 05.06.17

keep_calm_and_carry_on.jpg

 

Eu não sei se há muita gente a saber isto ou não (apenas sei que quando falo disto a outras pessoas, nunca ninguém sabe), mas esta imagem, actualmente muito utilizada e adaptada às mais diversas situações, foi criado no início da II Guerra Mundial pelo Governo do Reino Unido e distribuído pela população. O objectivo era acalmar as pessoas e dizer-lhes que mantivessem a sua vida normal, dentro do possível.

 

E os Ingleses fizeram-no. Dentro do possível. No meio dos bombardeamentos, das blitz, de toda a destruição. As pessoas lutaram. Civis fizeram o que podiam fazer no seu próprio território. E acabaram por vencer a guerra.

 

Eu sei que o que vou escrever não é nada de novo. Mas tendo em conta os últimos acontecimentos em Londres, acho que é bom lembrarmo-nos disto. Que a vida continua. Que não podemos ficar com medo. Que temos que lutar sem entrar em pânico. É isso que eles querem.

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publicado às 10:00

Love Actually | Red Nose Day

por Miúda Opinativa, em 02.06.17

Eu sou um cliché e sim, sou daquelas pessoas que adora (ADORA) o Love Actually. Fui vê-lo ao cinema e já perdi a conta ao número de vezes que o vi na televisão. 

Assim, fui também uma das pessoas que simplesmente vibrou quando soube que iriam fazer um especial para retomar as personagens. Cliché, eu avisei XD

 

No domingo consegui, finalmente, ver, então, a curta metragem. E... Bem, não sei se foi por estar com as expectativas lá no alto, se foi por ter esperado demasiado... só sei que não adorei. Vá, gostei, mas nem se pode dizer que "gostei muito". Vê-se, entretém, mas não é assim nada de especial. E não, não ficamos a perceber o que aconteceu às personagens. Quer dizer, em relação a algumas sim, mas não a todas, mesmo em relação às que aparecem. Eu sei que isto assim pode parecer confuso, mas não quero ser muito spoiler ;) 

 

Sim, admito, fiquei desiludida. Estava à espera de um pouco mais. Mas, enfim, tenho que ser benevolente... Afinal o objectivo era muito específico. E pronto, foi giro ver o crescimento / envelhcimento dos actores / personagens. É verdade, 14 anos (GOD) passam por todos! 

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A decisão | Pedido de Opinião

por Miúda Opinativa, em 01.06.17

Não foi fácil decidirmos o destino da viagem da celebração de 2 anos de namoro (ainda bem que foi mais fácil começarmos a namorar do que a escolha do destino da celebração! Só demorámos 11 anos desde que nos conhecemos! XD).

 

A modos que já estávamos bastante inclinados por Toulouse (voo não tão caro assim, só com o problema de aterrarmos em Lisboa quase à meia-noite, cidade agradável, pequena para se ver num fim-de-semana), quando pensámos "então e se ficássemos em Portugal?". 

 

A verdade é que no pico do verão, e sem férias nesta altura (às vezes acho que deveria ter ficado desempregada até depois do verão, só para aproveitar o calorzinho XD), era capaz de nos apetecer um destino de descanso, de ficarmos de papo para o ar à beira da piscina a comer e a namorar. Tivemos no ano passado uma óptima experiência num Turismo Rural no Alentejo e estávamos com vontade de a repetir (embora noutra unidade de turismo rural).

 

Então, após várias buscas e alguns momentos de frustração (do género "mas porque raio é que este sítio só aceita reservas de 7 dias? Parvoíce!" ou "aiiiii! Já não fomos a tempo de reservar este" ou "ai que indecisão!") lá nos decidimos por um hotel que parece beeeem agradável em Óbidos. Optámos mesmo pelo "vá para fora cá dentro" :)

 

Porque não? Há anos que não vou a Óbidos e é uma vila bem bonita. E assim acho que aproveitamos mais para descansar :)

 

Posto isto... O que há para fazer em Óbidos? Onde se pode comer? (Lambona XD)

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A Vidente

por Miúda Opinativa, em 31.05.17

Acabei de ler, na segunda-feira, o livro "A Vidente", de Lars Kepler (na verdade, o pseudónimo de uma dupla de escritores suecos: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril - quão giro é ele chamar-se Alexandre e ela Alexandra? E sim, ela é "metade" portuguesa: aparentemente, a mãe dela mudou-se para a Suécia nos anos 60 para casar com o pai dela...). Eu bem disse que com esta história de demorar uma hora de transportes para ir para o trabalho e outra hora para voltar, best case scenario, iria ler muito mais :)

 

Gostei imenso do livro. Este é o terceiro de uma série Policial e foi o melhor, desta série, que li até agora e que me fez pensar "ainda bem que dei o benefício da dúvida!". 

 

Apesar de ter desconfiado, numa fase muito inicial, quem teria sido o autor do crime, o livro conseguiu prender-me. De leitura rápida, queremos avançar, avançar, avançar, para percebermos as ligações, para vermos os desenvolvimentos, para perceber se, de facto, era aquele o verdadeiro assasino (e era :P ). Muito bem escrito, sem incongruências (embora tenha havido ali uma pequena parte, muito pequena, 3 linhas, que eu não consegui perceber e que não fez grande sentido. Talvez o problema tenha sido meu, mas não sei..).

 

Uma característica dos livros desta série prende-se com o facto de os capítulos serem muito pequenos (mas mesmo muito pequenos), o que nos deixa sempre na expectativa do que vai acontecer a seguir. E a verdade é que este livro conseguiu fazê-lo melhor que os dois anteriores. As personagens apresentavam alguma complexidade (tanto as que aparecem unicamente neste livro como as permanentes), com passados misteriosos, e isso serviu para nos ajudar a seguir em frente. Intrigante, sem dúvida. 

 

Mas o mais interessante, sobretudo porque já tinha lido os dois primeiros, foi ter deslindado um pouco sobre a vida da personagem principal. E o melhor? Deixou-me super curiosa acerca do seguinte. Eu tenho um problema e assim que puder, vou comprá-lo :P

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A Rota das Tapas

por Miúda Opinativa, em 30.05.17

No Sábado à noite fui à Rota das Tapas. Já tinha ido em Novembro e a verdade é que é sempre uma experiência engraçada. Confesso que apesar de ser uma iniciativa levada a cabo pela marca de cerveja Damm, a cerveja é, para mim, o que menos me interessa. Eu acho graça à experiência de ir conhecer diferentes restaurantes e petiscar diferentes pratos (ou tapas, vá) e fazê-lo em Lisboa, que é sempre uma cidade bonita. 

 

E o facto é que é uma experiência bastante interessante e "enriquecedora". Descobrem-se restaurantes bons, com tapas originais e bem confeccionadas. Nestes, a vontade de voltar fica. 

 

No entanto, existe sempre, e infelizmente, os outros locais que não deixam boa memória e que nos deixam a pensar "porque é que aderiram a isto?". 

 

O menu deste evento são 3€, que inclui uma tapa e uma cerveja, não deve, suponho eu, enriquecer nenhum dos restaurantes que participa na iniciativa. No entanto, julgo, acho que o maior retorno deve vir a curto/médio prazo, quando os clientes que passaram pelos restaurantes regressam posteriormente, para fazerem uma refeição, por terem gostado do local. Ora, na minha opinião, isto não vai acontecer se as pessoas forem mal atendidas, se ficarem séculos à espera (em pé) e depois lhes dizerem apenas "esquecemo-nos de vocês". Isso não se faz. 

 

Nós percebemos que nestes dias haja muita confusão e ninguém está à espera de ser tratado com excelência. Mas há um mínimo e às vezes os mínimos não são atingidos. E se os mínimos não são atingidos, então lamento, mas não me voltam a ver lá. 

 

Os gerentes dos restaurantes, donos, whatever, deveriam ter noção, ao aderirem a esta iniciativa, o que ela implica. Implica um tipo de trabalho diferente daquele que estão habituados a desevolver, implica um tipo de clientes diferente, implica mais confusão. Se não estão dispostos a isso a troco de tapas a 3€, então não aderem e não correm o risco de ficarem mal vistos. 

 

Mas isto sou eu que não tenho nenhum negócio. 

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E se...

por Miúda Opinativa, em 29.05.17

Aprendi a nadar aos 4 anos e esse sempre foi o meu desporto de eleição. Aos 7 anos ingressei num clube familiar, com natação amadora, e por ali fiquei até... hoje. Lá fiz muitos amigos, grandes amigos, que mantenho até hoje. Ainda assim, durante estes anos todos, e sobretudo quando era mais nova,  quis experimentar outras coisas e quis, até, tentar a natação de competição. No entanto, quando o quis, já seria demasiado tarde para começar. Em relação às outras actividades, seria difícil concilar tudo e nunca deixaria a natação. Portanto, nunca fiz mais nada.

 

No final do 6º ano, por ter percebido, na altura, que me estava a afastar dos meus amigos de turma, quis sair da escola onde andava. A minha mãe disse-me para lá ficar à mesma e eu... fiquei. Até ao 12º ano.

 

No 8º ano, tive o meu primeiro namorado. Durou uns meses, não muitos. Acabou, mas ficámos amigos. Foi o típico namoro da adolescência, que acaba sem grande mágoa (embora, na altura, tenha sido o fim do mundo). No início do mês fui ao baptizado da filha dele com uma amiga minha. Que já era nossa amiga nessa altura.

 

No 10º ano, apaixonei-me pelo meu melhor amigo. Poderia ser mais cliché? Pois claro que podia. Porque não fui correspondida.

 

No 12º ano, decidi concorrer ao Ensino Superior, ao curso de Psicologia.

 

No 1º ano da Faculdade, detestei o curso. E no 2º continuei a não gostar. No 3º não sabia o que fazer. Não tive coragem de sair, porque não sabia o que seguir em alternativa. Gostava de Arquitectura, mas não tenho jeito absolutamente nenhum para a coisa. Continuei pelo Mestrado, sempre cheia de dúvidas.

 

Aos 20 anos, interessei-me por um amigo meu. Amigo de amigos, vá. E ele interessou-se por mim. Convidou-me para sair mas não tive coragem de ir.

 

Comecei a trabalhar, passei por algumas situações insólitas e aos 25, frustrada, resolvi voltar a estudar.

 

O que é que estas coisas vos interessam? Nada. São apenas algumas questões que, de certa forma, me marcaram.

O que teria acontecido se eu tivesse feito natação de competição? Eu sou boa nadadora, modéstia à parte, tenho uma boa técnica, mesmo treinando apenas 3 vezes por semana, 45 minutos... Será que teria potencial para chegar longe?

 

O que teria acontecido se eu tivesse saído da Escola no final do 6º ano? De certeza que não teria sofrido como sofri no  7º... Porque, efectivamente, afastei-me das minhas colegas, o que gerou situações muito pouco simpáticas e que, de certa forma, me moldaram. Me tornaram mais retraída e desconfiada. Mais solitária. Poderia não ter sofrido isso e ter sido muito feliz numa nova escola, como também poderia ter sido super infeliz e ainda mais sozinha nessa mesma nova escola. Certo?

 

O que teria acontecido se o meu 1º namoro tivesse durado mais tempo? O que teria acontecido se o meu melhor amigo se tivesse apaixonado por mim e não por uma rapariga mais velha? Será que hoje continuaríamos amigos?

 

O que teria acontecido se eu tivesse mudado de curso?

 

O que teria acontecido se eu tivesse ido tomar café com o tal amigo dos meus amigos?

 

O que teria acontecido se eu não tivesse passado por essas situações insólitas relacionadas com trabalho? Teria voltado a estudar? A verdade é que, apesar de não ter concluído esse Mestrado, esse regresso à Faculdade foi muito importante para mim. Porque na faculdade, conheci uma rapariga que faz anos um dia depois de mim. No dia de anos dela, depois de lhe ter dado os parabéns, comecei a pensar que conhecia mais alguém que fazia anos naquele dia. Fiquei a matutar no assunto até que me lembrei quem seria. Era um rapaz que tinha conhecido aos 15 anos, na época falávamos pelo MSN (isto foi muito antes do Facebook, claro), vimo-nos poucas vezes e quando entrámos na Faculdade, cada um seguiu o seu caminho e nunca mais me lembrei dele. Mas em 2015, depois de me ter lembrado dele, procurei-o no Facebook e encontrei-o. Namoramos há quase 2 anos.

 

E se? E se? E se? Sim, a verdade é que o "A Matéria Escura" me fez pensar nestes (e noutros) "E se" da minha vida. A verdade é que todos passamos por situações importantes, cuja decisão influencia brutalmente a forma como a nossa vida segue. Se eu tivesse mudado de curso, ou tivesse seguido outra área de Mestrado, o que estaria a fazer agora? Se eu não tivesse passado por essas situações insólitas relacionadas com o trabalho, teria voltado a estudar? Teria reencontrado o meu namorado? Muito provavelmente, e apesar de termos alguns conhecidos em comum, não. Por isso, posso dizer que apesar de tudo, valeu a pena dar um passo atrás.

 

Mas e se eu tivesse ido tomar café com o tal rapaz? Há uns anos - antes de reencontrar o meu namorado - tivémos uma conversa séria sobre o assunto. Sim, ele tinha estado interessado em mim e sim, eu tinha estado interessada nele. Não avançámos porque éramos os dois jovens e parvos. Mas e se a coisa se tivesse dado? Será que teríamos continuado? Ele chateou-se mais ou menos, entretanto, com um dos nossos amigos em comum (que por acaso foi o meu primeiro namorado, o do 8º ano XD). Será que se nós tivéssemos namorado eles se teriam chateado? Ou será que eu iria acabar por me afastar desse meu amigo por causa da zanga deles?

 

A verdade é esta: pequenas decisões moldam completamente as nossas vidas - e as dos outros. E nós não temos noção do quão importantes certos momentos podem ser. O momento em que eu encontrei o meu namorado no Facebook e o decidi adicionar - algo que eu nunca faço -, sem me ter apercebido disso (qual é a importância que um clique pode ter?), acabou por ser fundamental.

 

O momento em que, sem grande esperança ou expectativa, enviei a minha candidatura para a empresa onde estou actualmente, revelou-se, afinal de contas, fundamental. Mas não consigo deixar de pensar "E se não tivesse sido seleccionada e tivesse esperado por outras respostas?!". É irrelevante, porque eu até estou a gostar bastante de onde estou. Mas... E se?

 

Bem, é melhor parar por aqui. O texto já vai longo e são divagações sem grande interesse. Porque hoje, e apesar de todos os "E se", posso dizer que estou relativamente satisfeita com o rumo que a minha vida está a levar. Sim, os "E se" existem. Mas se não fossem estes, seriam outros. Se tivesse mudado de escola, poderia hoje estar a pensar "e se eu tivesse continuado?". E a verdade é que, no final de contas, o facto de ter continuado naquela escola fez com que mantivesse os meus amigos, o facto de ter continuado na natação fez com que mantivesse os meus amigos, o facto de ter frequentado Psicologia, ter saído, ter voltado para trás e não ter terminado fez com que estivesse agora onde estou - e onde estou bem -, e fez com que eu reencontrasse o meu namorado :)

 

 

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Horóscopos

por Miúda Opinativa, em 26.05.17

Ontem, quando ia para o trabalho, ouvi a seguinte conversa.

 

- Se não soubesse que eras peixe, era capaz de achar que és de um signo quente... Tens imensa energia, sempre de um lado para o outro!

- Ah, pois, eu sou assim!

- E os peixes normalmente são mais calmos. 

 

O resto não interessa. 

 

E fiquei a pensar na coisa. 

 

Eu não acredito em astrologia. De todo. Não acredito que os astros influenciem a nossa personalidade. Acho graça, admito, em ver os horóscopos, em ver as previsões, mas apenas como "guilty pleasure". É verdade que às vezes acerta, mas também é verdade que às vezes (muitas vezes) não acerta. 

 

É uma questão de probabilidades. Os Peixes são isto, os Touro aquilo, os Aquário qualquer outra coisa. E bem, alguém que seja Peixe, Touro ou Aquário há-de ser alguma coisa aproximada daquilo que é "característico" daqueles signos. Até porque as definições são tão genéricas que muitas vezes não dizem nada.

 

Posto isto, faz-me sempre alguma confusão ouvir alguém falar dos signos e das características dos signos como sendo algo verdadeiramente factual. Mesmo que digam "És Peixe?!? Mas não tens nada de Peixe!", não percebendo que não é alguém que não tem nada e Peixe que está "errado", é o conceito de Peixe (ou de outro signo qualquer) que não tem qualquer fundamento. Como é que o dia em que uma pessoa nasce influencia a sua personalidade? Não me faz grande sentido. 

 

E desculpem-me as pessoas que acreditam :) 

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Matéria Escura

por Miúda Opinativa, em 25.05.17

No fim-de-semana acabei de ler o livro Matéria Escura, de Blake Crouch. Este escritor foi o autor da série Wayward Pines, que deu origem à série de TV, uma das minhas grandes desiluões de 2015. Estão a ver aquelas séries que têm tudo para correr bem, estão a correr lindamente, e depois simplesmente descambam sem percebermos muito bem como nem porquê? Foi mais ou menos isso que aconteceu. Mas adiante, não é sobre isso que vim escrever. 

 

O objetivo deste post é falar sobre o livro. Que... Gostei imenso (embora tirasse a componente extremamente lamechas) :) 

 

A história do livro baseia-se naquela ideia que, certamente, já nos passou a todos pela cabeça. Os "E SE". E se a determinada altura da nossa vida tivéssemos optado por outro caminho em detrimento daquele que acabámos por seguir? E se, na verdade, o universo fosse constituído por diversos "universos alternativos" em que os nossos eus, que optaram por caminhos diferentes, continuassem as suas vidas da mesma forma que nós continuámos as nossas? 

 

Admito que este tema é algo que me interessa bastante. Não por uma questão física (que não é, de todo, o meu forte. Aliás, na verdade, embora soubesse que isto até é uma área estudada pela Física, nunca me debrucei muito sobre a temática a partir dessa perspectiva), mas por uma questão filosófica. A verdade é que, inutilmente, eu sei, eu penso frequentemente nos "E se" da minha vida. É inútil, mas é um exercício giro. Bem, na verdade, não é completamente inútil. Porque às vezes ajuda-me a ver as coisas de uma perspectiva mais positiva, ah ah! 

 

Mas voltando ao livro... Gostei imenso, como já disse. Está muito bem escrito (ou, pelo meos, a tradução estava bem feita) e tem a capacidade de nos prender do início ao fim. Aliás, no fim, ficamos com aquela sensação do "mas já? Então e agora?". Acho que para tal também contribui o facto de o livro ter terminado com um cliffhanger. Então mas o que é que acontece a seguir? Então mas... 

 

Pronto, vou parar. Está muito bem escrito, com uma narrativa bem construída. Era muito fácil, tendo em consideração a história, o autor ter-se perdido e ter entreado em incogruências ou a própria história ter descambado. Mas não julgo que isso tenha acontecido, muito pelo contrário. Manteve a sua linha narrativa de forma congruente, desenvolveu bem a história, envolveu suspense, deixou-me presa e ansiosa por acabar e, ao mesmo tempo, desejosa que continuasse depois de acabar XD

 

Valeu a pena, a sério que valeu :) 

 

 

 

 

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Sobre isto do Terrorismo

por Miúda Opinativa, em 24.05.17

Eu tinha 12 anos aquando o 11 de Setembro. Lembro-me exactamente de como "ouvi" pela primeira vez que algo tinha acontecido (na verdade, não ouvi. Estava no Centro Comercial e quando passei pela loja de televisões/aparelhos de som, etc., estava um pequeno grupo cá fora a olhar para a televisão. Não consegui ver exactamente o que se passava, mas percebi que era algo confuso. Só quando cheguei a casa é que liguei a TV - ia ver a Malhação -, e percebi que não era só "algo confuso". E não vi a Malhação durante... nem sei quanto tempo). Lembro-me que esse foi o meu primeiro contacto com o terrorismo. Sim, havia guerras (lembro-me da guerra em África, da guerra do Kosovo), mas isso eram guerras. Aquilo era outra coisa diferente (era essa a percepção de uma miúda de 12 anos). 

 

Bem, a verdade é que são duas coisas diferentes. Quando existem ataques terroristas, o nosso país está, supostamente, em paz e somos apanhados no meio de uma coisa que não deveria acontecer (e atenção, não estou a dizer que as guerras deveriam acontecer). 

 

Lembro-me de se falar sempre que os terroristas não podem vencer. E que a vitória deles passará também pelo facto de as pessoas deixarem de fazer as suas vidas com medo de ataques terroristas. Deixarem de andar de avião. Deixarem de ir a locais onde vão estar multidões. Olharem de lado para muçulmanos. Isso é a vitória do Terrorismo: espalhar o terror e as pessaos terem medo de viver. 

 

Eu não quero ter medo de viver. Eu quero continuar a andar de metro e comboio todos os dias sem pensar que algum maluco se pode explodir lá dentro. Eu quero ir ao Alive em Julho sem pensar que algum maluco se pode explodir lá dentro. Eu quero viajar sem ter medo de não chegar ao destino. Se eu fosse crente e tivesse ido a Fátima, gostaria de ter ido sem pensar que naquele local, com todo aquele simbolismo, poderia haver um ataque terrorista. 

 

No entanto, cada vez mais é isto que acontece. Imagino que de todos os perigos que os pais pensaram quando deixaram os seus filhos irem ao concerto da Ariana Grande, este não fazia parte do leque de escolhas. 

 

"Pai, mãe, posso ir ao concerto da Ariana Grande?"

- Então mas vais como? E a que horas é? E a que horas voltas? Como voltas? As pessaos bebem? As pessoas drogam-se? Ok, vais. Eu vou contigo ou já tens 16 anos, podes ir sozinha. Ai, a minha filha está tão crescida, está aqui está a ir para a Universidade. É isto, os filhos crescem, temos que os deixar explorar o Mundo, criarem asas e irem às suas vidas. 

 

Ninguém terá pensado que, de entre todos os perigos, iria acontecer um ataque terrorista. Mas houve. E se calhar, a filha já não vai para a Universidade, não vai criar asas para criar a sua vida e ser tudo aquilo que poderia ser. Porque há o Terrorismo no Mundo. 

 

Não queremos que o Terrorismo vença e queremos continuar a viver a nossa vida.

 

Mas que vida é esta? Que mundo esperam os meus sobrinhos? 

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