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A Vidente

por Miúda Opinativa, em 31.05.17

Acabei de ler, na segunda-feira, o livro "A Vidente", de Lars Kepler (na verdade, o pseudónimo de uma dupla de escritores suecos: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril - quão giro é ele chamar-se Alexandre e ela Alexandra? E sim, ela é "metade" portuguesa: aparentemente, a mãe dela mudou-se para a Suécia nos anos 60 para casar com o pai dela...). Eu bem disse que com esta história de demorar uma hora de transportes para ir para o trabalho e outra hora para voltar, best case scenario, iria ler muito mais :)

 

Gostei imenso do livro. Este é o terceiro de uma série Policial e foi o melhor, desta série, que li até agora e que me fez pensar "ainda bem que dei o benefício da dúvida!". 

 

Apesar de ter desconfiado, numa fase muito inicial, quem teria sido o autor do crime, o livro conseguiu prender-me. De leitura rápida, queremos avançar, avançar, avançar, para percebermos as ligações, para vermos os desenvolvimentos, para perceber se, de facto, era aquele o verdadeiro assasino (e era :P ). Muito bem escrito, sem incongruências (embora tenha havido ali uma pequena parte, muito pequena, 3 linhas, que eu não consegui perceber e que não fez grande sentido. Talvez o problema tenha sido meu, mas não sei..).

 

Uma característica dos livros desta série prende-se com o facto de os capítulos serem muito pequenos (mas mesmo muito pequenos), o que nos deixa sempre na expectativa do que vai acontecer a seguir. E a verdade é que este livro conseguiu fazê-lo melhor que os dois anteriores. As personagens apresentavam alguma complexidade (tanto as que aparecem unicamente neste livro como as permanentes), com passados misteriosos, e isso serviu para nos ajudar a seguir em frente. Intrigante, sem dúvida. 

 

Mas o mais interessante, sobretudo porque já tinha lido os dois primeiros, foi ter deslindado um pouco sobre a vida da personagem principal. E o melhor? Deixou-me super curiosa acerca do seguinte. Eu tenho um problema e assim que puder, vou comprá-lo :P

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A Rota das Tapas

por Miúda Opinativa, em 30.05.17

No Sábado à noite fui à Rota das Tapas. Já tinha ido em Novembro e a verdade é que é sempre uma experiência engraçada. Confesso que apesar de ser uma iniciativa levada a cabo pela marca de cerveja Damm, a cerveja é, para mim, o que menos me interessa. Eu acho graça à experiência de ir conhecer diferentes restaurantes e petiscar diferentes pratos (ou tapas, vá) e fazê-lo em Lisboa, que é sempre uma cidade bonita. 

 

E o facto é que é uma experiência bastante interessante e "enriquecedora". Descobrem-se restaurantes bons, com tapas originais e bem confeccionadas. Nestes, a vontade de voltar fica. 

 

No entanto, existe sempre, e infelizmente, os outros locais que não deixam boa memória e que nos deixam a pensar "porque é que aderiram a isto?". 

 

O menu deste evento são 3€, que inclui uma tapa e uma cerveja, não deve, suponho eu, enriquecer nenhum dos restaurantes que participa na iniciativa. No entanto, julgo, acho que o maior retorno deve vir a curto/médio prazo, quando os clientes que passaram pelos restaurantes regressam posteriormente, para fazerem uma refeição, por terem gostado do local. Ora, na minha opinião, isto não vai acontecer se as pessoas forem mal atendidas, se ficarem séculos à espera (em pé) e depois lhes dizerem apenas "esquecemo-nos de vocês". Isso não se faz. 

 

Nós percebemos que nestes dias haja muita confusão e ninguém está à espera de ser tratado com excelência. Mas há um mínimo e às vezes os mínimos não são atingidos. E se os mínimos não são atingidos, então lamento, mas não me voltam a ver lá. 

 

Os gerentes dos restaurantes, donos, whatever, deveriam ter noção, ao aderirem a esta iniciativa, o que ela implica. Implica um tipo de trabalho diferente daquele que estão habituados a desevolver, implica um tipo de clientes diferente, implica mais confusão. Se não estão dispostos a isso a troco de tapas a 3€, então não aderem e não correm o risco de ficarem mal vistos. 

 

Mas isto sou eu que não tenho nenhum negócio. 

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E se...

por Miúda Opinativa, em 29.05.17

Aprendi a nadar aos 4 anos e esse sempre foi o meu desporto de eleição. Aos 7 anos ingressei num clube familiar, com natação amadora, e por ali fiquei até... hoje. Lá fiz muitos amigos, grandes amigos, que mantenho até hoje. Ainda assim, durante estes anos todos, e sobretudo quando era mais nova,  quis experimentar outras coisas e quis, até, tentar a natação de competição. No entanto, quando o quis, já seria demasiado tarde para começar. Em relação às outras actividades, seria difícil concilar tudo e nunca deixaria a natação. Portanto, nunca fiz mais nada.

 

No final do 6º ano, por ter percebido, na altura, que me estava a afastar dos meus amigos de turma, quis sair da escola onde andava. A minha mãe disse-me para lá ficar à mesma e eu... fiquei. Até ao 12º ano.

 

No 8º ano, tive o meu primeiro namorado. Durou uns meses, não muitos. Acabou, mas ficámos amigos. Foi o típico namoro da adolescência, que acaba sem grande mágoa (embora, na altura, tenha sido o fim do mundo). No início do mês fui ao baptizado da filha dele com uma amiga minha. Que já era nossa amiga nessa altura.

 

No 10º ano, apaixonei-me pelo meu melhor amigo. Poderia ser mais cliché? Pois claro que podia. Porque não fui correspondida.

 

No 12º ano, decidi concorrer ao Ensino Superior, ao curso de Psicologia.

 

No 1º ano da Faculdade, detestei o curso. E no 2º continuei a não gostar. No 3º não sabia o que fazer. Não tive coragem de sair, porque não sabia o que seguir em alternativa. Gostava de Arquitectura, mas não tenho jeito absolutamente nenhum para a coisa. Continuei pelo Mestrado, sempre cheia de dúvidas.

 

Aos 20 anos, interessei-me por um amigo meu. Amigo de amigos, vá. E ele interessou-se por mim. Convidou-me para sair mas não tive coragem de ir.

 

Comecei a trabalhar, passei por algumas situações insólitas e aos 25, frustrada, resolvi voltar a estudar.

 

O que é que estas coisas vos interessam? Nada. São apenas algumas questões que, de certa forma, me marcaram.

O que teria acontecido se eu tivesse feito natação de competição? Eu sou boa nadadora, modéstia à parte, tenho uma boa técnica, mesmo treinando apenas 3 vezes por semana, 45 minutos... Será que teria potencial para chegar longe?

 

O que teria acontecido se eu tivesse saído da Escola no final do 6º ano? De certeza que não teria sofrido como sofri no  7º... Porque, efectivamente, afastei-me das minhas colegas, o que gerou situações muito pouco simpáticas e que, de certa forma, me moldaram. Me tornaram mais retraída e desconfiada. Mais solitária. Poderia não ter sofrido isso e ter sido muito feliz numa nova escola, como também poderia ter sido super infeliz e ainda mais sozinha nessa mesma nova escola. Certo?

 

O que teria acontecido se o meu 1º namoro tivesse durado mais tempo? O que teria acontecido se o meu melhor amigo se tivesse apaixonado por mim e não por uma rapariga mais velha? Será que hoje continuaríamos amigos?

 

O que teria acontecido se eu tivesse mudado de curso?

 

O que teria acontecido se eu tivesse ido tomar café com o tal amigo dos meus amigos?

 

O que teria acontecido se eu não tivesse passado por essas situações insólitas relacionadas com trabalho? Teria voltado a estudar? A verdade é que, apesar de não ter concluído esse Mestrado, esse regresso à Faculdade foi muito importante para mim. Porque na faculdade, conheci uma rapariga que faz anos um dia depois de mim. No dia de anos dela, depois de lhe ter dado os parabéns, comecei a pensar que conhecia mais alguém que fazia anos naquele dia. Fiquei a matutar no assunto até que me lembrei quem seria. Era um rapaz que tinha conhecido aos 15 anos, na época falávamos pelo MSN (isto foi muito antes do Facebook, claro), vimo-nos poucas vezes e quando entrámos na Faculdade, cada um seguiu o seu caminho e nunca mais me lembrei dele. Mas em 2015, depois de me ter lembrado dele, procurei-o no Facebook e encontrei-o. Namoramos há quase 2 anos.

 

E se? E se? E se? Sim, a verdade é que o "A Matéria Escura" me fez pensar nestes (e noutros) "E se" da minha vida. A verdade é que todos passamos por situações importantes, cuja decisão influencia brutalmente a forma como a nossa vida segue. Se eu tivesse mudado de curso, ou tivesse seguido outra área de Mestrado, o que estaria a fazer agora? Se eu não tivesse passado por essas situações insólitas relacionadas com o trabalho, teria voltado a estudar? Teria reencontrado o meu namorado? Muito provavelmente, e apesar de termos alguns conhecidos em comum, não. Por isso, posso dizer que apesar de tudo, valeu a pena dar um passo atrás.

 

Mas e se eu tivesse ido tomar café com o tal rapaz? Há uns anos - antes de reencontrar o meu namorado - tivémos uma conversa séria sobre o assunto. Sim, ele tinha estado interessado em mim e sim, eu tinha estado interessada nele. Não avançámos porque éramos os dois jovens e parvos. Mas e se a coisa se tivesse dado? Será que teríamos continuado? Ele chateou-se mais ou menos, entretanto, com um dos nossos amigos em comum (que por acaso foi o meu primeiro namorado, o do 8º ano XD). Será que se nós tivéssemos namorado eles se teriam chateado? Ou será que eu iria acabar por me afastar desse meu amigo por causa da zanga deles?

 

A verdade é esta: pequenas decisões moldam completamente as nossas vidas - e as dos outros. E nós não temos noção do quão importantes certos momentos podem ser. O momento em que eu encontrei o meu namorado no Facebook e o decidi adicionar - algo que eu nunca faço -, sem me ter apercebido disso (qual é a importância que um clique pode ter?), acabou por ser fundamental.

 

O momento em que, sem grande esperança ou expectativa, enviei a minha candidatura para a empresa onde estou actualmente, revelou-se, afinal de contas, fundamental. Mas não consigo deixar de pensar "E se não tivesse sido seleccionada e tivesse esperado por outras respostas?!". É irrelevante, porque eu até estou a gostar bastante de onde estou. Mas... E se?

 

Bem, é melhor parar por aqui. O texto já vai longo e são divagações sem grande interesse. Porque hoje, e apesar de todos os "E se", posso dizer que estou relativamente satisfeita com o rumo que a minha vida está a levar. Sim, os "E se" existem. Mas se não fossem estes, seriam outros. Se tivesse mudado de escola, poderia hoje estar a pensar "e se eu tivesse continuado?". E a verdade é que, no final de contas, o facto de ter continuado naquela escola fez com que mantivesse os meus amigos, o facto de ter continuado na natação fez com que mantivesse os meus amigos, o facto de ter frequentado Psicologia, ter saído, ter voltado para trás e não ter terminado fez com que estivesse agora onde estou - e onde estou bem -, e fez com que eu reencontrasse o meu namorado :)

 

 

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Horóscopos

por Miúda Opinativa, em 26.05.17

Ontem, quando ia para o trabalho, ouvi a seguinte conversa.

 

- Se não soubesse que eras peixe, era capaz de achar que és de um signo quente... Tens imensa energia, sempre de um lado para o outro!

- Ah, pois, eu sou assim!

- E os peixes normalmente são mais calmos. 

 

O resto não interessa. 

 

E fiquei a pensar na coisa. 

 

Eu não acredito em astrologia. De todo. Não acredito que os astros influenciem a nossa personalidade. Acho graça, admito, em ver os horóscopos, em ver as previsões, mas apenas como "guilty pleasure". É verdade que às vezes acerta, mas também é verdade que às vezes (muitas vezes) não acerta. 

 

É uma questão de probabilidades. Os Peixes são isto, os Touro aquilo, os Aquário qualquer outra coisa. E bem, alguém que seja Peixe, Touro ou Aquário há-de ser alguma coisa aproximada daquilo que é "característico" daqueles signos. Até porque as definições são tão genéricas que muitas vezes não dizem nada.

 

Posto isto, faz-me sempre alguma confusão ouvir alguém falar dos signos e das características dos signos como sendo algo verdadeiramente factual. Mesmo que digam "És Peixe?!? Mas não tens nada de Peixe!", não percebendo que não é alguém que não tem nada e Peixe que está "errado", é o conceito de Peixe (ou de outro signo qualquer) que não tem qualquer fundamento. Como é que o dia em que uma pessoa nasce influencia a sua personalidade? Não me faz grande sentido. 

 

E desculpem-me as pessoas que acreditam :) 

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Matéria Escura

por Miúda Opinativa, em 25.05.17

No fim-de-semana acabei de ler o livro Matéria Escura, de Blake Crouch. Este escritor foi o autor da série Wayward Pines, que deu origem à série de TV, uma das minhas grandes desiluões de 2015. Estão a ver aquelas séries que têm tudo para correr bem, estão a correr lindamente, e depois simplesmente descambam sem percebermos muito bem como nem porquê? Foi mais ou menos isso que aconteceu. Mas adiante, não é sobre isso que vim escrever. 

 

O objetivo deste post é falar sobre o livro. Que... Gostei imenso (embora tirasse a componente extremamente lamechas) :) 

 

A história do livro baseia-se naquela ideia que, certamente, já nos passou a todos pela cabeça. Os "E SE". E se a determinada altura da nossa vida tivéssemos optado por outro caminho em detrimento daquele que acabámos por seguir? E se, na verdade, o universo fosse constituído por diversos "universos alternativos" em que os nossos eus, que optaram por caminhos diferentes, continuassem as suas vidas da mesma forma que nós continuámos as nossas? 

 

Admito que este tema é algo que me interessa bastante. Não por uma questão física (que não é, de todo, o meu forte. Aliás, na verdade, embora soubesse que isto até é uma área estudada pela Física, nunca me debrucei muito sobre a temática a partir dessa perspectiva), mas por uma questão filosófica. A verdade é que, inutilmente, eu sei, eu penso frequentemente nos "E se" da minha vida. É inútil, mas é um exercício giro. Bem, na verdade, não é completamente inútil. Porque às vezes ajuda-me a ver as coisas de uma perspectiva mais positiva, ah ah! 

 

Mas voltando ao livro... Gostei imenso, como já disse. Está muito bem escrito (ou, pelo meos, a tradução estava bem feita) e tem a capacidade de nos prender do início ao fim. Aliás, no fim, ficamos com aquela sensação do "mas já? Então e agora?". Acho que para tal também contribui o facto de o livro ter terminado com um cliffhanger. Então mas o que é que acontece a seguir? Então mas... 

 

Pronto, vou parar. Está muito bem escrito, com uma narrativa bem construída. Era muito fácil, tendo em consideração a história, o autor ter-se perdido e ter entreado em incogruências ou a própria história ter descambado. Mas não julgo que isso tenha acontecido, muito pelo contrário. Manteve a sua linha narrativa de forma congruente, desenvolveu bem a história, envolveu suspense, deixou-me presa e ansiosa por acabar e, ao mesmo tempo, desejosa que continuasse depois de acabar XD

 

Valeu a pena, a sério que valeu :) 

 

 

 

 

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Sobre isto do Terrorismo

por Miúda Opinativa, em 24.05.17

Eu tinha 12 anos aquando o 11 de Setembro. Lembro-me exactamente de como "ouvi" pela primeira vez que algo tinha acontecido (na verdade, não ouvi. Estava no Centro Comercial e quando passei pela loja de televisões/aparelhos de som, etc., estava um pequeno grupo cá fora a olhar para a televisão. Não consegui ver exactamente o que se passava, mas percebi que era algo confuso. Só quando cheguei a casa é que liguei a TV - ia ver a Malhação -, e percebi que não era só "algo confuso". E não vi a Malhação durante... nem sei quanto tempo). Lembro-me que esse foi o meu primeiro contacto com o terrorismo. Sim, havia guerras (lembro-me da guerra em África, da guerra do Kosovo), mas isso eram guerras. Aquilo era outra coisa diferente (era essa a percepção de uma miúda de 12 anos). 

 

Bem, a verdade é que são duas coisas diferentes. Quando existem ataques terroristas, o nosso país está, supostamente, em paz e somos apanhados no meio de uma coisa que não deveria acontecer (e atenção, não estou a dizer que as guerras deveriam acontecer). 

 

Lembro-me de se falar sempre que os terroristas não podem vencer. E que a vitória deles passará também pelo facto de as pessoas deixarem de fazer as suas vidas com medo de ataques terroristas. Deixarem de andar de avião. Deixarem de ir a locais onde vão estar multidões. Olharem de lado para muçulmanos. Isso é a vitória do Terrorismo: espalhar o terror e as pessaos terem medo de viver. 

 

Eu não quero ter medo de viver. Eu quero continuar a andar de metro e comboio todos os dias sem pensar que algum maluco se pode explodir lá dentro. Eu quero ir ao Alive em Julho sem pensar que algum maluco se pode explodir lá dentro. Eu quero viajar sem ter medo de não chegar ao destino. Se eu fosse crente e tivesse ido a Fátima, gostaria de ter ido sem pensar que naquele local, com todo aquele simbolismo, poderia haver um ataque terrorista. 

 

No entanto, cada vez mais é isto que acontece. Imagino que de todos os perigos que os pais pensaram quando deixaram os seus filhos irem ao concerto da Ariana Grande, este não fazia parte do leque de escolhas. 

 

"Pai, mãe, posso ir ao concerto da Ariana Grande?"

- Então mas vais como? E a que horas é? E a que horas voltas? Como voltas? As pessaos bebem? As pessoas drogam-se? Ok, vais. Eu vou contigo ou já tens 16 anos, podes ir sozinha. Ai, a minha filha está tão crescida, está aqui está a ir para a Universidade. É isto, os filhos crescem, temos que os deixar explorar o Mundo, criarem asas e irem às suas vidas. 

 

Ninguém terá pensado que, de entre todos os perigos, iria acontecer um ataque terrorista. Mas houve. E se calhar, a filha já não vai para a Universidade, não vai criar asas para criar a sua vida e ser tudo aquilo que poderia ser. Porque há o Terrorismo no Mundo. 

 

Não queremos que o Terrorismo vença e queremos continuar a viver a nossa vida.

 

Mas que vida é esta? Que mundo esperam os meus sobrinhos? 

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Pedido de Opinião

por Miúda Opinativa, em 23.05.17

Ora bem... Contra todas as minhas expectativas iniciais, eu e o meu namorado estamos quase a fazer 2 anos de namoro. WOW.

 

Sim, não sou muito crente, e juro que nunca pensei que passássemos do Verão de 2015.

 

Ele não liga muito a datas mas eu até ligo a esta. Quanto mais não seja porque nunca estive tanto tempo com ninguém, ah ah. É um record a ser celebrado.

 

O que é que acontece... Neste ano, eu não vou ter férias no Verão (na melhor das hipóteses, só lá para Novembro é que vou ter férias). Assim, queria aproveitar ao máximo os fins-de-semana para fazer coisas giras. E como ambos gostamos muito de viajar, queria muito, no fim-de-semana depois do aniverário (que calha a meio de uma semana de Julho), fazer uma escapadinha a uma cidade europeia.

 

Posto isso, queria pedir-vos opinião: que cidade é que pode ser giro visitar em Julho num fim-de-semana? Uma cidade pequena, que se veja bem num fim-de-semana, e que não nos leve os olhos da cara. Estivemos a ver alguns voos e chegámos a Toulouse. Alguém já foi? Opiniões? Postas de pescada?

 

Obrigada :)

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Sair antes do fim

por Miúda Opinativa, em 22.05.17

No Sábado à noite, fui ver o Cine Concerto do Harry Potter. Os meus irmãos ofereceram-me dois bilhetes no meu aniversário e lá fui, com o meu namorado, para o MEO Arena.

 

A primeira impressão com que ficámos é que embora sejamos ligeiramente geeks, não somos assim tããão geeks, na medida em que nenhum de nós foi "vestido a rigor". As pessoas gostam mesmo disto - ou são mesmo cromas -, ah ah, e havia tanta gente com roupa relacionada. E claro que aqui há de tudo. Há quem leve só uma t-shirt ou um cachecol, há quem vá vestido a rigor, e depois há aquelas pessoas que é só parvo, desculpem, porque tentam imitar uma indumentária mas sem grande sucesso. Tipo vestirem uma saia cinzenta e uma gravata amarela,  que nada tem a ver com as gravatas do Harry Potter. Fica só estranho, mais a fazer as colegiais do que o Harry Potter.

 

Mas adiante. O objectivo deste post não é esse. O objectivo é comentar a falta de respeito das pessoas.

 

Vamos lá ver uma coisa. O objectivo do Cine-Concerto era assistir à música  ao vivo de Harry Potter e a Pedra Filosofal, interpretada pela Orquestra Filarmónica das Beiras, acompanhando a projeção do filme. Ou seja, o objectivo principal, julgava eu, era... ouvir a orquestra e não ver o filme que, convenhamos, já estreou há 16 anos (pausa para sentir a velhice) e já passou centenas de vezes na TV.

 

Mas isto era o que eu julgava. Porque assim que o filme acabou, imensas pessoas começaram a sair do pavilhão. A questão é que fim do filme não significou o fim do espectáculo. Enquanto os créditos passavam, a orquestra continuou, obviamente, a tocar e a dar show, diga-se de passagem. Porque a verdade é que durante o filme, a nossa atenção estava dividida entre o filme e a música. Nos créditos estávamos focados apenas na música. E foi absolutamenta fantástico. E só no final é que acabou (isto foi propositado XD). Só no final é que se bateram as palmas. Só no final é que os músicos agradeceram.

 

E aquelas pessoas que saíram não assistiram ao final, não aplaudíram. É uma falta de respeito para quem está a assistir (que tem que se levantar e afins) e para quem está a actuar. Não compreendo. O que é que aquelas pessoas tinham para fazer ao sábado à noite que não podiam aguardar mais 5 minutos? Foi para fugir ao trânsito e à confusão? Guess what... Não houve nem trânsito nem confusão!

 

Tirando isso... Foi tão giro :D A sério. Acho que nunca me tinha apercebido da quantidade de música que o filme tem. E ouvir essa música assim, em orquestra, foi uma experiência fantástica. Eu não toco nenhum instrumento (a flauta não conta), mas gosto imenso de ouvir. No entanto, nunca tinha assistido a uma orquestra ao vivo. E valeu bem a pena, sobretudo tendo em consideração o filme, que continuo a adorar :)

 

Valeu muito a pena!

 

 

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Sobre as polémicas da vida

por Miúda Opinativa, em 19.05.17

Hoje em dia, as pessoas ficam muito indignadas por quase tudo o que acontece. Seja grave ou não, o que interessa é colocar os dedos a funcionar no teclado do computador e dizer "Isto é feito", "Isto é ofensivo".

 

Lembro-me, quando saiu um dos anúncios de Natal mais fofinhos de 2015, da Vodafone, a polémica que foi porque, "oh coitadinhos dos filhos de pais divorciados, cujo único desejo é juntar os pais e não conseguem e vão ficar super melindrados com este anúncio".

 

Na altura, fiz um Estudo de Mercado exaustivo, com uma amostra de filhos de pais divorciados extremamente representativa da população, e a percentagem de participantes que se sentiu triste ou melindrado com este anúncio foi de, exactamente, 0,0%. Já a percentagem de participantes que considera tal opinião estúpida foi de 100%.

 

Agora, a polémica é outra e é lá fora. Pelo menos a estupidez é global! Pois parece que o McDonald's lançou uma campanha no UK em que, basicamente, um rapazito órfão de pai pergunta à mãe uma série de coisas sobre o pai na tentativa de encontrar algo com que se identifique - chegando sempre à conclusão que é bastante diferente. Até que vai ao McDonald's com a mãe e percebe que come o mesmo Menu que o pai e da mesma forma (suja-se no queixo com o molho). E isto gerou muita celeuma. Porque "oh meu Deus, as crianças que não têm pais vão ficar super tristes". Como consequência, o anúncio já foi retirado. É verdade. Deixámos de confiar no discernimento dos Ingleses depois do Brexit e, pelos vistos, com razão.

 

Bom, felizmente, eu não conheço assim tanta gente que já tenha perdido os pais, pelo que não posso fazer um Estudo de Mercado exaustivo. Mas sei que quando uma criança perde um pai ou uma mãe - ou, chamando as coisas pelo nome, quando um pai ou uma mãe morre -, a criança deve falar sobre isso. Deve tentar perceber quem era o pai ou a mãe, quais os pontos em comum e quais as diferenças. Porque é isso que vai permitir que a criança se lembre do pai ou da mãe com carinho ou, nalguns casos, é isso que vai permitir à criança conhecer o pai ou a mãe. É isso que vai evitar que se crie um fantasma.

 

Porquê não falar? Não, não julgo que o anúncio se esteja a aproveitar dos sentimentos para fazer dinheiro. Quer dizer, até o pode estar a fazer (em última análise, o objectivo de uma capanha publicitária será sempre fazer dinheiro), mas não acho que seja com má intenção.

 

Mas acho, mais do que tudo, que tem esse papel importante de dizer "falem. Queiram conhcer os vossos pais que já morreram. Isso é bom. Isso faz-vos bem."

 

Vamos lá, pessoas, o Mundo já tem chatices suficientes. Não nos chateamos com coisas que não valem a pena.

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Eu sei, eu sei

por Miúda Opinativa, em 18.05.17

Os posts deste blog, ultimamente, e à excepção dos posts sobre Oslo, não têm andado assim tão interessantes. A verdade é que quando a vida dá as voltas que a minha deu no último mês, alguma coisa tem que ficar para trás. Não por não ser algo que não goste, mas porque, simplesmente, a disponibilidade já não é a mesma.

 

O meu antigo trabalho ficava a 20 minutos de casa. De carro. O meu actual trabalho fica a mais de uma hora de comboio e metro. O meu antigo trabalho permitia-me ter algum tempo livre, enquanto lá estava, para fazer outras coisas para além do meu trabalho (não é algo que me orgulhe, é verdade, mas as coisas são o que são). O meu actual trabalho, pelo menos nesta fase, não mo permite. E ainda bem.

 

Resultado: chegando a casa, tenho pouca vontade de estar à frente do pc a escrever. Sinto-me pouco inspirada e cansada. E no trabalho, não tenho tempo para o fazer (e, mais uma vez, ainda bem). Mas eu prometo que vou tentar manter isto a funcionar mais ou menos. Porque a verdade também é esta: este tempo todo que passo em transportes permitir-me-á voltar a ler bastante. E, portanto, terei esse material ;)

 

Por outro lado, os transportes públicos também originam sempre bom material de escrita. Especialmente quando não os frequentava há mais de 1 ano.

 

Tenham paciência comigo, não me deixem de ler. Esta mudança, apesar de tudo (do mês que a antecedeu e do esforço que implica), é uma boa mudança :)

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