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Anatomia de Grey

por Miúda Opinativa, em 26.04.16

A 27 de Março de 2005 estreou, nos EUA, a Anatomia de Grey. Não sei exactamente quando é que eu comecei a ver.

Estávamos em 2005 e na altura, não existiam os meios que existem hoje para ver as séries logo. E, como se sabe, as séries não chegavam logo cá. Mas julgo que no meu 11º ano já via. E eu fiz o 11º ano no ano lectivo de 2005/2006. Portanto, será possível dizer-se que eu vejo a Anatomia de Grey há cerca de 11 anos, mais coisa menos coisa. O que é ligeiramente assustador, porque parece que foi ontem.

 

Mas desde que comecei a ver a Anatomia de Grey, acabei o Secundário, fui para a Faculdade, acabei a Licenciatura, o Mestrado, comecei a trabalhar, voltei a estudar, deixei de estudar e voltei a trabalhar. Desde que comecei a ver a Anatomia de Grey, conheci muitas pessoas novas, fiz novas amizades, desfiz amizades, zanguei-me, iludi-me, desiludi-me, fui feliz, fui infeliz, apaixonei-me.

 

E às vezes penso "já chega. Aquilo anda a engonhar demasiado, é mais do mesmo, já não há pachorra". Mas depois, dou de caras com coisas como esta e percebo que se calhar ainda não é desta que deixo de ver. Porque oiço aquelas músicas e a verdade é que me acompanharam em todos aqueles momentos. E não consigo deixar já a coisa. Not yet.

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publicado às 22:00

As Raparigas Cintilantes

por Miúda Opinativa, em 24.04.16

Acabei de ler, há uns dias, o livro "As Raparigas Cintilantes", de Lauren Beukes. E estão a ver aquela situação em que têm óptimos ingredientes para fazer um prato espectacular mas, somehow, o cozinheiro acaba por estragar tudo? Foi mais ou menos isso que aconteceu.

 

Ingredientes:

Temos um serial killer viajante no tempo que tem uma lista de raparigas para matar. Temos uma sobrevivente desse serial killer, estudante de jornalismo, que resolve iniciar uma investigação para descobrir quem a tinha tentado matar e que vai contar com a ajuda do chefe dela, também jornalista e com um passado ligeiramente conturbado.

 

Tem bons ingredientes, certo?

 

Pois. Mas a Lauren Beukes não conseguiu concretizar. Engonhou, a investigação não seguiu uma linha tão interessante como poderia ter seguido, o chefe apaixonou-se pela sobrevivente e desenvolveram ali uma quase relação de romance de revista, o serial killer não tinha grande profundidade... Eu sei lá. Podia ter sido muito bom, mas foi só "ehhhhh".

 

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publicado às 22:00

O Mundo do Trabalho em Portugal

por Miúda Opinativa, em 23.04.16

Ora então vamos lá...

 

Situação 1

Ontem uma colega de trabalho contou-me, quase em segredo de estado, que está grávida. Porquê o segredo? Porque ainda não fez os primeiros 6 meses de trabalho e tem medo que se souber antes, a mandem embora. Porque é que me contou? Porque trabalhamos juntas, porque tem andado a passar muito mal e porque eu posso ter que assumir trabalho dela a determinada altura. E porque confia em mim - o que faz bem, aliás.

 

Situação 2

Ontem falei com uma ex-colega de trabalho, da empresa onde eu estive antes e que foi dispensada pouco tempo antes de eu ter saído. Quando ela saiu, não soube a razão. Soube agora. Então... A "team leader" dela virou-se para ela e disse-lhe "já sei que tens um 'amiguinho colorido' na empresa X [a maior concorrente da empresa]". A minha ex-colega não gostou do termo prejurativo, disse que ninguém tinha nada a ver com as relações dela fora do trabalho e que não admitia que lhe faltassem ao respeito, porque ela nunca tinha faltado ao respeito a ninguém. O que é que a nossa empresa fez? Como tinha medo que ela lhe passasse informações, porque são de empresas concorrentes, disseram-lhe para ir para casa, que lhe continuavam a pagar e que no final dos 6 meses do contrato (os contratos são a termo), não renovavam.

 

Face a estas duas situações, só me apraz dizer WHAT THE FUCK?! ESTÁ TUDO MALUCO? MAS QUE MERDA É ESTA?

 

Situação 1

 

Infelizmente, ouvimos situações destas todos os dias. Mulheres que têm medo de engravidar, mulheres a quem nas entrevistas é perguntado se têm filhos ou se tencionam engravidar, mulheres que escondem gravidezes, mulheres que são ilegalmente despedidas por estarem grávidas, mulheres que sofrem outro tipo de represálias por terem cometido a ousadia de quererem propagar a espécie. Mas tendo um contacto tão directo com uma situação destas, faz-me pensar que, realmente, é uma vergonha, uma tristeza. Que país é este? Que país é este que não apoia quem queira ter filhos? Que país é este que apenas dá 4 meses de licença de maternidade de maternidade e se alguém quiser cometer a ousadia de querer ter mais já não tem direito ao seu vencimento total?  Que dirigentes políticos são estes, que patrões são estes? Que país vai ser este? Não vejo isto como uma luta feminista - ou, pelo menos, como uma luta exclusivamente feminista. Vejo isto como uma luta do ser humano, dos cidadãos, da cidadania. Ninguém devia deixar de ter filhos por causa disto. Homem ou mulher. Ninguém. Porque quem perde, somos todos nós.

 

Situação 2

Nem sei que dizer. Ridículo. Podre. Histérico. Insegurança. A roçar a ilegalidade, possivelmente. Vergonhoso. 

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publicado às 21:39

Long time no see

por Miúda Opinativa, em 23.04.16

É difícil escreverem-se opiniões e postas de pescada quando se anda acabada de cansaço.

Em Março comecei a trabalhar num novo emprego e quero dar 200%. Depois, entre vida social, ginásio (ou, mais recentemente, fisioterapia) e outros quejandos, mesmo que me sobre tempo, não me sobra energia. E por isso, estou há tanto tempo sem nada dizer. Não que não tenha assuntos sobre os quais opiniar.

 

Temos a situação do Brasil que se não fosse grave, era cómica.

Temos o Mundo do Trabalho em Portugal que leva a situações ridículas.

 

Por outro lado, tenho lido (menos do que gostaria) e tenho visto séries e filmes (também menos do que gostaria) sobre os quais também gostava de opiniar. Vamos ver se nas próximas horas ponho o assunto em dia ;)

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publicado às 20:45


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