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Overbooking

por Miúda Opinativa, em 21.04.17

Tinha um texto sobre o overbooking, aquando da polémica da America Airlines, guardados nos rascunhos. Não o terminei (e por isso não chegou a ser publicado), mas decidi que era hoje que vinha cá para fora. Porque apesar de a polémica ser "so last week", esta questão do overbooking não é. É actual e, na minha perspectiva, preocupante.

 

Para mim, a justificação do "não perder o dinheiro das pessoas que marcam o bilhete mas que nunca chegam a embarcar" não me parece razoável. De todo. Porque hoje em dia, a maioria dos voos não são reembolsáveis - ou seja, mesmo que eu compre uma viagem e não chege a embarcar, a companhia aérea nunca irá perder o dinheiro. Isto não é uma forma de as companhias garantirem que não perdem dinheiro - isto é uma forma de as companhias ganharem ainda mais dinheiro, pondo em risco uma série de questões.

 

No meu antigo trabalho, eu tinha que marcar viagens para pessoas que iam emigrar. Muitas dessas viagens nem sequer eram directas (porque eram pessoas que vinham das Ilhas e faziam escala em Lisboa, por exemplo). A data da viagem não era definida por acaso, uma vez que depois da viagem, as pessoas iniciavam uma formação no país para onde iam. Assim, depois de marcar a viagem, eu informava os meus colegas desse país, que tinham que ter tudo pronto para a chegada dessas pessoas.

 

Felizmente, nunca aconteceu uma situação de overbooking. Mas o que aconteceria se, por exemplo, a pessoa viesse da Madeira e depois em Lisboa não conseguisse embarcar? A Companhia até poderia marcar um hotel, tudo muito bem e bonito, mas e depois? E se a pessoa não conseguisse chegar a tempo da formação?

 

Se eu mandasse no Mundo, acabava com esta história. E só espero que amanhã não me aconteça. Porque amanhã vou, finalmente, para Oslo

 

Farvel og til min tilbake! (que, de acordo com o Google Translate, significa "Adeus e até ao meu regresso!") 

 

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publicado às 10:00

Os Millenials serão mesmo "pessoas más"?*

por Miúda Opinativa, em 20.04.17

Nos dias que correm, escreve-se sobre tudo, comenta-se tudo. Nada contra, atenção, até porque eu também o faço. No entanto, por vezes, ao falar-se até à exaustão sobre determinadas questões, incorre-se num risco. Aliás, incorre-se em vários riscos. Podemos não dizer nada de novo e a repetição torna-se, eventualmente, aborrecida; podemos, de forma a tentar sermos diferentes, tornarmo-nos exagerados; podemos, no limite, acabar por sermos injustos.

Um dos grandes assuntos da década são os Millenials - essa geração, nascida entre o início dos anos 80 e meados dos anos 90 e que é percepcionada, frequentemente, de forma tendencialmente negativa. Somos tidos (e digo somos porque eu nasci neste intervalo de tempo) como egocêntricos, centrados em si próprios, que vivem as suas vidas nas redes sociais. Somos vistos com aquelas pessoas com quem trabalhar é difícil porque somos arrogantes (porque achamos que sabemos tudo), porque não somos dedicados às Organizações, porque estamos sempre a querer mudar, porque não somos, no limite, fiéis. E isto não me parece justo (e, nalguns casos - não tão poucos assim, nem sequer verdadeiro).

Em primeiro lugar, parece-me um bocadinho abusivo agrupar num mesmo grupo, atribuindo características semelhantes aos elementos desse grupo, pessoas nascidas entre o início dos anos 80 e meados dos anos 90. A verdade é esta: uma pessoa nascida em 1982 é completamente diferente de uma pessoa nascida em 1995. O meu irmão, nascido em 1986, eu (nascida em 1989) e a minha irmã (nascida em 1995) somos pessoas completamente diferentes. Temos uma postura completamente diferente em relação a praticamente todos os aspectos. E, parece-me, temos uma postura semelhante à dos nossos pares em termos de faixa etária.

Em segundo lugar, não consigo deixar de considerar injusta a opinião negativa que existe sobre esta geração por, por exemplo, não sermos "fiéis às organizações" nem querermos abdicar completamente da nossa vida pessoal em favor da nossa vida profissional. A verdade é esta: esta geração, a geração tida como mimada e que sempre teve tudo o que quis - teoricamente -, é a geração que se calhar mais dificuldade teve em entrar no Mercado de Trabalho. É a geração que nem sempre viu o seu esforço recompensado. É a geração a quem foi dito "estuda e trabalha para seres alguém na vida" e depois anda a saltar de estágio em estágio. Por mais que se esforce, por mais que tenha trabalhado, há sempre um mundo lá fora, independente do seu esforço, que está pronto para o atirar ao chão.

 

E é por isso que não nos sentimos obrigados a ser fiéis às Organizações. É por isso que valorizamos mais a nossa vida pessoal em detrimento da vida profissional: porque sabemos que não é por sermos fiéis às organizações, por desprezarmos a nossa vida pessoal, que as organizações nos vão ser fiéis. Porque somos um número que a qualquer momento pode ser riscado. Porque sabemos que somos vistos como um custo e não como  uma mais valia. Porque vimos os pais da nossa geração, que sempre deram tudo às organizações onde trabalharam, a serem despedidos porque eram "demasiado caros" (e um estagiário pode sempre fazer o mesmo trabalho de graça).

 

Não, não somos egoístas nem individualistas nem pouco dedicados. Se calhar, só deixámos de ser estúpidos.

 

*Originalmente, ia publicar este texto no LinkedIn. Pus essa ideia em stand-by, porque embora queira começar a ser lida naquela rede, e eventualmente reconhecida, não quero ferir eventuais susceptibilidades...

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publicado às 10:00

A Amiga Genial

por Miúda Opinativa, em 19.04.17

Acabei de ler, no fim de semana, A Amiga Genial, de Elena Ferrante.

 

Antes de falar sobre o livro em si, acho interessante falar um bocadinho de Elena Ferrante. Quer dizer, não é possível falar muito sobre ela, uma vez que, na verdade, Elena Ferrante nem sequer é o verdadeiro nome da autora, mas sim um pseudónimo. A autora tem querido manter o seu anonimato e tem conseguido, apesar de no Outono do ano passado, um jornalista ter escrito um artigo em que revelava a sua identidade. Se era verdade ou não, não sei.

 

O que sei é que esta história fez-me interessar pelo livro. Isso e, claro, as críticas bastante positivas. Explicando um bocadinho, A Amiga Genial é o primeiro de uma série de 4 livros que contam a história de duas amigas de Nápoles nascidas no pós-Guerra, Elena e Lila, desde a infância até à velhice. A Amiga Genial passa-se, então, entre a infância e a adolescência.

 

De uma forma geral, gostei do livro. Está muito bem escrito, a forma como a história é narrada é interessante e as personagens estão muito bem construídas. Apesar de a história se desenrolar há mais de 50 anos, acho que é impossível não nos identificarmos, pelo menos uma vez, com aquilo que as personagens vivem e experienciam, sobretudo se formos raparigas e tivermos tido uma amiga, uma grande amiga, com quem crescemos. É verdade - enquanto lia a história, não consegui deixar de pensar em mim com aquela idade e na minha grande amiga. Não conseguimos também deixar de pensar no nosso próprio crescimento e desenvolvimento.

 

A história e a forma como o livro está escrito permite-nos um forte envolvimento com as persongans. Às vezes irritam-nos, às vezes faze-nos felizes, às vezes temos pena delas. E quando um livro consegue isso é porque, penso, o livro é bom e vale a pena :)

 

Foi um livro bastante interessante. Tendo fugido um pouco do registo que tenho lido nos últimos tempos, estava à espera de demorar a entrar na sua leitura; contudo, não aconteceu. Agora... É ler os seguintes ;)

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publicado às 10:00

Vacinação

por Miúda Opinativa, em 18.04.17

Eu não tenho filhos e, muito sinceramente, não sei se os vou querer ter alguma vez. Gosto muito dos meus sobrinhos - até já fui nomeada a "tia maluca", que era o meu objectivo -, mas ainda não tive esse chamamento maternal (e ainda bem, que tendo em consideração a conjuntura, acho que nunca vou ter condições para ter filhos. Mas pronto, essa é outra questão).

 

Assim, abstenho-me, muitas vezes, de dar algumas opiniões acerca de determinadas questões. Aliás, a verdade é que, para muitas situações, nem sequer tenho uma opinião. Uma grávida a fazer desporto? Ela que faça - se o faz é porque se sente bem. Uma grávida a comer sushi? Ela que coma - acredito que se o faz, é porque tem o consentimento do médico.  Acredito que, na maioria das vezes, as mães e os pais querem os melhores para os seus filhos e se fazem desporto, comem sushi ou fazem o pino, é porque essa foi uma decisão ponderada. Provavelmente, saberão aquilo que há para saber sobre as situações e, portanto, não precisam da minha opinião. Por outro lado, se se estão a marimbar e fumam 1 maço de cigarros durante a gravidez, também não é a minha opinião que as vai fazer mudar de ideias.

 

No entanto, há outras situações em que sim, tenho opinião e muitas vezes, muito fundamentalista. Uma delas é a vacinação. Se há coisa que me enerva, mesmo muito a sério, são aquelas pessoas que decidem que não vão vacinar os filhos. Não, aí não admito "a mãe (ou o pai) é que sabe". E não, não vou pedir desculpa a quem não concorda comigo. É que graças a essas personagens têm existido situações muito complicadas. Como esta, aparentemente.

 

Vamos lá ver uma coisa - sim, as vacinas podem ser um negócio. Mas as vacinas salvam, literalmente, vidas. Salvam as vidas das crianças vacinadas e da comunidade. Não é apenas a vida da criança não vacinada que fica em risco - é também a vida de quem está à volta da criança. Pergunto-me, muitas vezes, o que passa na  cabeça destes paizinhos e mãezinhas tão "pós-modernos", inovadores, disruptivos - ou, apenas, estúpidos. O que é que passa na cabeça deles? O que é que pensam que vai acontecer às suas crianças? Segundo esta reportagem do Observador, as mães optam por não vacinar as crianças porque não se confia nas vacinas, questionando-se a sua composição e receando-se que sejam tóxicas. Existirão, também, estudos que relacionam a vacina do sarampo com problemas intestinais e com o aparecimento do autismo. Isto é para rir, certo? Vacinas tóxicas que podem fazer mal às crianças? Mas o que é que esta gente anda a fumar? A sério, é que se é para viver numa realidade alternativa, então também quero. E a história do autismo, então... Isto é grave.

 

É grave uma mãe dizer que "prefere que o filho tenha a doença [que até pode matar - pormenores] do que a vacinana", porque "o sistema imunitário deve travar uma batalha sozinho". A minha questão é - se estas pessoas estiverem doentes, também não vão ao médico?

 

A não vacinação é uma moda estúpida - mais estúpida que os selfie sticks -, e para mim, os pais que optam por isto deviam ser acusados de negligência.

 

Sim, os pais é que sabem, mas se os pais não querem vacinar os filhos, então os pais não sabem nada.

 

 

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publicado às 10:00

Caveman

por Miúda Opinativa, em 17.04.17

Na semana passada fui ver, ao Villaret, a peça Caveman, com o Jorge Mourato.

E embora não tenha, de todo, a pretensão de ser uma crítica de teatro, permitam-me dizer que vale MUITO a pena. Tal como diz a sinopse, é uma comédia sobre Homens e Mulheres. Assim, o Jorge Mourato empreende o seu monólogo acerca da forma como os Homens e as Mulheres se relacionam e as diferenças entre eles. E embora seja hilariante - que é mesmo -, é tudo super verdade. Claro que as histórias podem ser exageradas, claro que são apresentados protótipos, estereótipos, mas no âmbago... É mesmo assim.

 

A verdade é esta - Homens e Mulheres são diferentes. E isto não é um problema, muito pelo contrário. É essa diferença que torna este Mundo bem mais interessante . O problema, acho, é quando os homens estão à espera que as mulheres sejam como eles e quando as mulheres estão à espera que os homens sejam como elas. Tem é que haver respeito por essas diferenças - e isso, bem, isso é que às vezes pode ser mais difícil.

 

A peça está francamente interessante porque nos mostra precisamente isso - sim, mostra-nos o óbvio, mas às vezes é preciso que o óbvio nos seja mostrado e apresentado desta forma, meio a brincar mas falando muito a sério, para conseguirmos olhar para nós próprios e para as nossas relações e reflectirmos sobre quem somos e o que fazemos. E o que esperamos dos outros.

 

É uma peça muito simples e o Jorge Mourato está fantástico - e esteve muito bem quando, de repente, disse a uma pessoa para desligar o telemóvel, porque não gostaria nada de ter comprado um bilhete para a peça e ter alguém perto de si constantemente a  mexer no dito. Realmente, as pessoas precisam de se desligar...

 

Vale a pena e se tiverem oportunidade, vejam.

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publicado às 10:00

Momentos em que (quase) tudo muda

por Miúda Opinativa, em 13.04.17

Hoje ia morrendo.

Bem, não sei se ia morrendo mesmo ou não, mas ia tendo um acidente sério de carro - nunca estive tão perto de ter um acidente tão sério. Valeu-me a minha agilidade e talvez, penso, a agilidade de um outro condutor. A segurança dos carros (o meu boguinhas tem 18 anos, gasta imenso gasóleo, não tem grandes modernices, mas nunca me deixou ficar mal). Talvez a influência de um anjo da guarda - sim, aquilo foi de tal forma assustador que até considerei essa hipótese - logo eu, que sou céptica até à medula.

 

Mas depois do susto, depois de ter pensado "porra, a vida já corre de forma espectacular (ironia), era só o que mais faltava, partir-me a mim e ao carro a pouco mais de uma semana de me meter num avião", pensei "fogo, esta foi por pouco".

 

Não morri. Mas pensei "e se tivesse morrido?"

Se tivesse morrido, tinha passado o último mês da minha existência meio depressiva. E isso só tornaria a minha morte ainda mais triste. Porque shit happens - e parece que o último mês foi cheio dela - e eu deixo que isso influencie mesmo a minha vida. Não aproveito o que a vida tem de bom, deprimo, tenho medo. Preocupo-me, sou impaciente.

 

É normal, também, ser assim. É normal assustarmo-nos, preocuparmo-nos. Porque a vida não espera. Mas a morte também não. E isso é ainda mais assustador. 

 

Sim, vou continuar a preocupar-me. Sim, vou continuar ansiosa. Mas sim, também vou relativizar. Também vou tentar não desesperar. Vou tentar não ser impaciente. Vou aproveitar.

 

Tudo isto é um lugar-comum. Não é nada de novo. Mas é o que me apetece escrever ;)

 

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publicado às 13:50

O Homem Ausente

por Miúda Opinativa, em 11.04.17

Homem Ausente é o terceiro livro da série Sebastian Bergman, dos autores Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt. Li os dois primeiros (Segredos Obscuros e O Discípulo) no ano passado e adorei. Mesmo. São policiais suecos, que desde a Trilogia Milenium estão na moda, mas com uma particularidade que a mim me atrai bastante: a personagem princial, o Sebastian, é psicólogo (e um psicólogo cheio de problemas), o que faz com que a resolução dos crimes passe pela componente psicológica. O que é muito interessante, claro.

 

Embora tenha adorado os dois primeiros, a verdade é que este último não me aqueceu tanto o coração. Não percebi logo porquê (será porque as personagens já se tornam repetitivas? Não... A história pessoal das personagens também é desenvolvida neste livro. Será porque eu não estou com a disponibilidade mental para gostar deste livro como gostei dos outros e o meu humor de cão acaba por prejudicar a sua apreciação? Também não deve ser por isso, porque quando li o primeiro o meu humor também era de cão - embora por razões completamente diferentes). Até que percebi - neste livro, ao contrário dos outros dois, não existe a necessidade/possibilidade de se chegar a alguma solução através dos conhecimentos do Sebastien. Neste livro, ao contrário dos outros, a Psicologia não entra tanto em acção. Não me interpretem mal - não gosto assim tanto de Psicologia para achar que os livros só são interessantes se a Psicologia entrar, de alguma forma, neles. No entanto, em relação a outros policiais suecos, isto (ou é isto) é um dos aspectos que diferencia esta saga.

 

Ainda assim, gostei bastante. Está bem escrito, não existem diálogos forçados (o que aconteceu, por exemplo, n'A Princesa de Gelo, da Camilla Läckberg - o pior policial nórdico que li... Peço desculpa aos fãs!), a história desenvolve-se rapidamente e as personsagens também crescem. Tem suspense - bom suspense -, que é capaz de nos prender pela noite fora - o que é óptimo! 

 

Mas o grande ponto alto do livro foi mesmo o final. Não quero entrar em spoilers, mas que grande clifhanger! Estão a ver quando uma temporada de uma série acaba e vocês ficam "mas... NÃÃÃÃÃO!!! O QUE É QUE ACABOU DE ACONTECER? O QUE VAI ACONTECER?"? Pronto, foi mais ou menos isso. Com a diferença que numa série nós acabamos por saber que dali a 2/3 meses, a série regressa. Eu não faço a mínima ideia de quando o quarto livro da série, que já foi editado em Sueco, vai ser editado em Português.

 

Resumindo e baralhando - gostei e aconselho. No entanto, para lerem como deve ser, leiam primeiro os dois livros anteriores.

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publicado às 10:01

A Miúda Opinativa pede Ajuda

por Miúda Opinativa, em 07.04.17

Meus caros... Estou com um problema.

 

Não consigo comentar alguns blogs. Gostava de comentar, por exemplo, o blog da ChicAna (sempre com histórias tão giras para contar) ou o blog da T (a quem eu agora queria dar um beijinho especial), e não consigo. Consigo comentar alguns blogs, mas não consigo comentar outros. É uma coisa muito estranha.

 

A minha questão é: isto já aconteceu a mais alguém? Se sim, como resolveram?

 

Obrigada, pessoas! :)

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publicado às 11:47

Fragmentado

por Miúda Opinativa, em 06.04.17

Na terça-feira passada, vi o Fragmentado (ou Split, no original), de Shyamalan, com James McAvoy no principal papel. 

 

Já há algum tempo que tinha vontade de ver este filme. A personagem de James McAvoy sofre de Transtorno Dissociativo de Personalidade (uma das Psicopatologias que eu considero mais interessante) e só isso tornou o filme como "de interesse" para mim. É verdade, eu não sou de Psicologia Clínica, não sou psicóloga, mas estas coisas para mim são suficientes para me porem alerta. Se calhar, a minha ida para Psicologia não foi assim tão despropositada como às vezes eu acho. 

 

Bom, adiante.

 

De uma forma geral, gostei do filme, embora não o tenha considerado, de todo, genial. A forma como este transtorno é abordado parece-me razoável. Não entram em explicações demasiado científicas, mas permite-nos ter uma ideia de como funciona e do quão complexa esta psicopatologia é e das consequências que pode trazer. Como referi em cima, para mim é uma das psicopatologias mais interessantes. Já imaginaram? Uma pessoa ter mais do que uma personalidade e cada uma dessas personalidades ter características completamente distintas umas das outras e, por vezes, até incompatíveis. O ser humano consegue ser, de facto, fascinante.

 

O James McAvoy está simplesmente espectacular. Não é fácil interpretar, num único filme, tantas "personagens" diferentes, e ele fá-lo de forma brilhante. Aliás, acho que o melhor do filme é mesmo o James McAvoy.

Gostei, também, da forma como o filme foi realizado e da forma como intercalou a história principal com os flashbacks de uma das raparigas raptadas.

 

No entanto, não gostei do final - ou dos últimos 10 minutos, vá. Este é o realizador do Sexto Sentido, aquele filme que nos últimos minutos nos fez questionar a nossa capacidade de interpretar o mundo à nossa volta. E neste filme, isso não aconteceu. Nem era esperado, atenção, mas aquele final foi demasiado "tipicamente filme americano". Não gostei. Ainda assim, nos últimos segundos há uma referência a um outro filme deste realizador, o Protegido, que eu não apanhei (foi o meu namorado que me alertou para a coisa), mas foi giro.

 

Resumindo e baralhando: apesar deste final, gostei e sim, aconselho ;)

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publicado às 10:04

NOWO

por Miúda Opinativa, em 05.04.17

Anda aí a passar na TV uma camapanha publicitária da NOWO. Não me recordo exactamente do slogan, mas a ideia é poder ver, na mesma televisão, dois canais. Ao mesmo tempo.

 

E a minha questão é... Qual é o objectivo disto?

 

Eu tenho uma amiga, uma grade amiga, que vivia com os pais, os avós e ainda a bisavó. E não, a casa não era uma mansão. Na sala, havia 2 televisões e sim, as duas estavam muitas vezes ligadas ao mesmo tempo. Enquanto o pai dela via a bola, a avó via a novela. Não estou a gozar, era mesmo isto que acontecia. E o que é que isto gerava? Obviamente, uma grande confusão. Porque enquanto o jogo estava a acontecer, o relato não deixava ouvir a novela como deve ser. Era uma grande confusão.

 

Ora, o que eu imagino com este novo serviço da NOWO é exatamente a mesma confusão. Um vê a novela, o outro vê a série, e ninguém, na verdade, vê nada. Ou até pode ver, mas não consegue ouvir convenientemente. Ou será que não? Ou será que sou eu que ligo o complicómetro e gosto de estar concentrada a ver as minhas coisas?

 

Não sei. Mas com isto, a NOWO não me convence.

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publicado às 10:46


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